História O Conselheiro - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Conselheiro, Drama, Escolar, Estrelas, Mentira, Preconceito, Romance, Verdade, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O que tem de errado em amar


Sou Jake Jackson, um adolescente normal que vive numa cidade cheia de pessoas. De uns dias para cá meu pai anda preocupado comigo, mesmo que não tenha nada para se preocupar. E aqui estou eu, tomando meu café da manhã.

- Meu filho - Começou - Eu sei que você não quer falar sobre isso mas, estou aqui para lhe ajudar.
- Eu sei pai. Eu estou bem, ok?
- Tudo bem. Estou namorando - Corou levemente. Minha mãe se divorciou do meu pai quando eu ainda era um projeto de gente, então não lembro muito dela. Acho que não final ela nunca quis ficar comigo.
- Quando vou conhece-lá?
- Em breve - Sorriu animado. Quando terminou o café ele olhou o relógio - Vamos? Ou estão chegaremos atrasados.

Concordei. Peguei minha blusa e a vesti, depois coloquei a mochila nas costas. Meu pai nunca tranca a casa, já que acha que ninguém entrará nela por ter um exterior horrível e acabado.
Quando entramos na escola nos separamos com um murmuro de "se cuida" vindo da parte dele, apenas sorrir afirmando.
Fui direto para meu armário. Arrumei minha mochila para a primeira aula. Tinha que espera Joshuan no pátio.
Joshuan Lost ou Josh, é meu melhor amigo desde o fundamental. Sempre juntos para o que der e vier, ele é apaixonado pela metida da escola, mas quem não é?!
Fui tirado de meus pensamentos pela voz de um certo alguém.

- Jake
- Oi Josh
- Mano, eu estou ti chamando faz horas.
- Desculpe-me
- Vamos perder a aula se não formos.

As aulas foram normais normais. O professor nos segurou até o recreio acabar e, na última aula a diretora me chamou.

- Vá e podes deixar suas coisas ai. Depois eu levo - Disse a professora de filosofia sorrindo.

Apenas sai preocupado. Não fiz nada de errado, até onde eu saiba. Quando cheguei na sala da diretoria, a Lillian estava explicando o que aconteceu e parece que o novo conselheiro é horrível. Depois que explicou, meu pai fez um acordo com ela para descobrir o meu problema, na mesma hora revirei os olhos. Então todos nós fomos para a sala do tal conselheiro, eu fiquei esperando do lado de fora e quando me chamaram, entrei. Olhei para o homem alto em minha frente e ficamos nos encarando. Ele não era nem um pouco feio. E a primeira coisa que ele disse sobre mim era da minha altura, ele pensou que eu era o que? Um anão?!
Meu pai falou que ele é seu amigo e que se chama Aristóteles, tipo o filósofo grego. E aquele cara literalmente é um deus grego. Ficamos conversando e sempre que ele perguntava sobre o meu problema eu ficava calado. Eu senti que poderia me abrir com ele, mas não o fiz. Orgulho talvez. Quando Josh entrou quase arrombando a porta eu agradeci e sorri, foi então que o conselheiro olhou nos meus olhos. Com certeza Josh percebeu, o mundo todo perceberia. Ele não é nada discreto. Então me dispensou.
Em casa meu pai perguntou como tinha sido, eu falei que conversamos, mas não citei a parte em que eu fiquei calado. Ele apenas ia fazer mais perguntar.

No outro dia. Como era feriado Chistian decidiu que íamos fazer uma visita ao seu amigo, mas não me falou quando.
A casa do sujeito é bem bonita e não é muito grande. Ao tocar a campainha me surpreendi por ser o conselheiro.

- Eu lhe avisei - Falou meu pai para ele
- Eu vi - Ele não parecia de bom humor. - Entrem

Meu pai pediu licença e eu fiz o mesmo. Aristóteles ofereceu o sofá, sem reclamar sentei, meu pai recusou e falou que iria sair, ou seja, eu vou ficar sozinho com ele. Parabéns ganhei um almoço grátis.

- Quer alguma coisa? - Perguntou
- Não obrigado - Eu quero é sair daqui - Como descobriu o meu problema?
- Isso é só na escola, aqui você é um simples adolescente - Respondeu enquanto ligava a tv.
- Ou seja, eu não sou ninguém - Deixei escapar
- Você é alguém, mas não é importante para mim. - Ficou mudando de canal
- Então se eu morrer agora você não se importaria?
- Nem um pouco - Falou olhando para mim
- Isso foi cruel - Ele mudou seu olhar para a tv
- Achas? - Colocou na Netflix, parecia que era seu último recurso
- Sim, se uma pessoa está morrendo você tem que ajudar - Falei
- Por que? - Seu olhar voltou para mim, desta vez estava curioso e queria uma resposta. Ele era uma criança por acaso.
- Se você esta vendo uma pessoa morrendo, você tem que ajuda-la. Isso é ser humano.
- Humanos são criaturas frágeis e tolas - Disse breve
- Você fala como se não fosse humano.
Deu de ombros.

A campainha tocou e o mesmo se levantou.

- Oi - Era um voz feminina
- Oi - Falou
- Minha mãe fez bolo de carne e eu pensei que poderíamos comer juntos - Entregou os dois partos para ele
- Dá para duas pessoas?
- Sim - Ela sorriu
- Perfeito. Agradeça a sua mãe por mim - Fechou a porta na cara dela. Ele colocou o prato na mesa de centro. Foi na cozinha e voltou com talheres, dois copos e um refrigerante. - Agora temos comida
- Pensei que você ia fazer.
- Não fiz compras este mês.
- E quem era ela?
- Respondo depois. Agora coma antes que esfrie. - Soou mandão

Ele colocou em um filme chamado Ghost. E assim como ele mandou, eu comi. Estava quente e gostoso, ela deixou o prato bem bonito para eles comerem juntos, mas ele nem ligou. O filme foi bom enquanto durou. Aris pegou os pratos é foi para cozinha, acho que estava esperando o filme acabar para lavar-los.
Ao voltar se sentou novamente.

- Ela é Pegg Cistern. minha vizinha de 15 anos.
- Hum
- Mas então, você realmente quer saber como eu descobri? - ele me pegou de surpresa, não esperava por isso.
- Claro
- Seu olhos.
- Não entendi
- Quando olhamos para algo que gostamos as pupilas dilatam. - Então era por isso que ele me olhava - Você gosta do garoto.
Senti minha bochechas arderem.
- Vai contar que eu sou gay?
- Queres que eu conte?
- Não. - Disse em desespero
- Então não vou contar
- Obrigado - Disse baixo. Ele olhou para mim e depois para a tv. - Você já se apaixonou?
- Uma vez, mas ela me traia e eu sempre perdoava, no final ela morreu de velhice.
- Então você se apaixonou por uma velha?

Ele se levantou, foi ate um cômodo e voltou com uma foto em mãos que deu para mim em seguida. Era a foto de um Yorkshire. Olhei para ele não acreditando.

- Você nunca amou uma pessoa
- Não - Disse breve. - Uva
- O que?
- O ar está com cheiro de uva misturado com morango
Eu ri, era engraçado o jeito dele aleatório.
- Do que ri? - perguntou curioso
- Do seu jeito aleatório.

A campainha tocou novamente, ele se levantou e abriu. Entrou uma garota e ele mostrou não gostar disso.

- Quem é? - Perguntou não gostando da minha companhia
- Meu convidado - Respondeu ele
- Ah. Eu escutei ele rir da minha casa, então quis saber oque era tão engraçado.
- Estava rindo do aleatório dele
- Não sou palhaço para rirem de mim - Falou, mas ele não mostrava se importa com os risos.
Ela se virou para ele.
- Eu comprei dois ingressos para ir amanhã ao cinema, e pensei em convidar você - Ela falou com a voz mais manhosa o possível e aquilo estava me irritando.
- Já vamos sair amanhã - Ele me olhou curioso e levemente surpreso. Acho que já deveria me acostumar com esse olhar de curiosidade
- Para onde vão?
- Vamos ao Parque Playland
- Eu posso ir junto? - Perguntou para ele

Me levantei e fiquei do lado de Aris, agarrei o seu braço e sorri. Ele se mostrou surpreso, mas voltou a expressão normal dele. Sério. Nem dá um sorriso.

- Nós vamos em um encontro - Dei o meu melhor sorriso.
Ela ficou pasma.
- Vocês são gays? - Ela não acreditava - Ai meu deus, eu fiquei agindo que nem uma retardada.
- Só agora percebeu?!
Ela ficou vermelha igual a um pimentão e saiu da casa. Soltei o braço dele e sentei de volta.
- Achei que era a melhor solução para parar ela. Desculpe
- Aonde é esse parque?
- Você não precisa me levar lá. - Parece que ele não me ouviu o que eu disse antes.
- Não sei aonde fica esse parque.
- Vai realmente me levar?
- Vou. Como agradecimento, se não fosse por você ela ainda ficaria no meu pé ou não queres ir ao parque
- Não! Claro que quero - Falei animado.
- Ótimo.
- Desculpe, agora ela pensará que és gay.
- Não tem problema. Afinal se gay significa que você ama outro homem. O que tem de errado em amar?
- Virou filósofo agora? - Deu um pequeno sorriso.
- Bixessual, Heterossexual, Homossexual e entre outros, são apenas rótulos que o mundo criou para classificar o quem as pessoas amam. O que tem de errado nisso? Nada. As pessoas que são ignorantes e tolas.
- Você fala palavras bonitas as vezes
- Sempre falo palavras bonitas. - Disse confiante e eu rir novamente.
- Que horas vai ser?
- A hora que preferir.
- Então as duas.

A campainha tocou, e eu torci para que não seja a garota. Novamente e como sempre Aris abriu a porte e pela surpresa era meu pai.

- Entra - Falou Aris. - Vou pedir uma pizza. - Foi para a cozinha.
- Então se divertiu? - Perguntou e sentou ao meu lado
- Foi legal - Sorriu e ele bagunçou meu cabelo - Ei
- Ai está o meu garoto alegre.
- Qual o sabor? - Aris perguntou alto da cozinha
- Camarão com Catupiri - Falei alto
- Mussarela - Gritou meu pai.
- Pai pode levar a gente para o Playland amanhã as duas? - Pedi.
- Ta, mas pensei que ia quarta com o Josh.
- Ele pode esperar - Falei
- Isso me surpreendeu, vocês são sempre juntos.
- Não exagera pai
- Já pedi a pizza - Falou se sentando na poltrona do lado
- O que foi que você fez com meu filho?
- Nada - Respondeu
- Vou fingir que acredito

Ficamos conversando por um longo tempo até a pizza chegar. Foi divertido e acredite eu ri muito. A pizza chegou e ficamos calados enquanto comíamos. Confesso que não quis ir embora, e já estava ansioso para amanhã. Na hora de voltar meu pai me contou um louco da sua namorada, que ela era incrível e que eu até já conhecia ela, estranhei. Conheci a pessoa que meu pai gosta e nem percebi, não importa, vou saber quem é cedo ou tarde.


Notas Finais


Bye bye


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