História Taigunma - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Ação, Boruto, Jutsu, Leeten, Luta, Mistério, Naruhina, Naruto, Ninja, Romance, Saixino, Sangue, Shikatema, Violencia
Visualizações 119
Palavras 2.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tentei dar um tom de thriller a este capítulo, espero ter funcionado.

Capítulo 5 - O pesadelo: um inimigo mortal surge?!


Fanfic / Fanfiction Taigunma - Capítulo 5 - O pesadelo: um inimigo mortal surge?!

A enorme sala era escura, cheia de imensas colunas de mármore preto, cada pilastra tinha um pequeno castiçal que emitia uma fraca luz verde. O chão, igualmente preto, era perfeitamente liso e sem nenhuma divisa. Ela olhou para os quatro cantos da sala e avistou apenas uma parede, junto à qual viu um trono, onde uma mulher sentava-se com ar de superioridade, ao lado do trono estava um homem pequeno e mirrado, mas ela não pôde distinguir as feições deles devidos à escuridão.

— Tudo está ocorrendo como o planejado, Kuang? — Ela estava prestes a cumprimentá-los para perguntar que lugar era aquele, mas a voz assustadora daquela mulher a fez querer gritar de medo, por isso precisou tapar a boca com as mãos e esconder-se atrás de uma pilastra. — Taigunma já está no local que queríamos?

— Sim, minha Senhora. — A voz do baixinho era aguda e fraca, quase inaudível. — Tudo está acontecendo exatamente como a senhora planejou.

— Ele foi encontrado pelos ninjas da Aldeia da Folha? — A mulher perguntou, vagarosamente. A voz metálica parecia estar vindo das profundezas de um vulcão.

— Sim, minha senhora, foi sim.

— Ótimo, ótimo. — A rainha escura respondeu. — Esta deve ser nossa última chance, então tudo tem que correr perfeitamente bem.

— Sim, minha senhora, sim. — A voz fina era carregada de maldade. — Hashirama havia sido nossa maior chance. Mas era muito tolo...

— Verdade, ele devia ter roubado os olhos de Madara quando teve a chance. — A voz da mulher era carregada de decepção. — E Madara, aquele idiota. Conseguiu o poder, mas a sua ideia era usá-lo com algo completamente estúpido.

— Tsukuyomi Infinito. — A criaturinha bufou. — Francamente? Ter poder quase ilimitado e decidir lançar um genjutsu? Os Uchiha sempre foram tão estúpidos...

— E ainda quase colocaram tudo a perder. — O ódio da voz da rainha aumentou, fazendo seu corpo se arrepiar por inteiro. — Aquela maldita Kaguya.

— Teria sido nossa maior chance, minha rainha.

— Não seja bobo Kuang. — A mulher gargalhou, e sua gargalhada parecia o som de duas imensas pedras se raspando. — Kaguya não é desse planeta, ela nunca serviria aos nossos propósitos. A Terra nunca a aceitaria.

— E pensar que a senhora teve que quebrar a Lei Universal. — A voz do pequeno estremeceu.

— Você está preocupado com isso? — A mulher gargalhou. — Depois de todo o trabalho que foi convencer Osore a dar os olhos dela pra ele?

— Minha senhora, a minha atual situação foi causada por ter quebrado essa lei... se o mesmo acontecer com a senhora...

— Não há necessidade de se preocupar. — A mulher tentou soar maternal, ou qualquer coisa assim, mas a tentativa foi falha. — Eu tenho as coisas sob controle. Mas eu concordo com uma coisa, ter que ir tão longe a ponto de precisar mudar o curso da história...

— Pensando bem sobre isso. — O homenzinho tornou. — O que teria acontecido se não tivéssemos tirado o Taigunma de seu tempo?

— Quem sabe? — O tom da mulher ficou subitamente jocoso. — Acho que Hashirama nunca teria fundado a Aldeia da Folha, ou talvez o próprio Taigunma o tivesse feito.

— Porém, precisamos fazer isso.

— Sim, por isso precisamos fazer com que Taigunma faça tudo como planejado. — A rainha respondeu.

— Mas, minha senhora. — Kuang pareceu ter acabado de perceber uma coisa. — Taigunma parece ter feito alguns aliados muito poderosos, eles não poderiam representar um problema?

— Você está falando de Naruto Uzumaki e Sasuke Uchiha? — A rainha perguntou.

— Sim, mas não só eles, majestade. Talvez devêssemos tê-lo enviado a outra Aldeia...

— Não, seria arriscado demais. — Ela refletiu. — Ele tem laços com a Aldeia da Folha, esqueceu-se? Mas quanto a Naruto e Sasuke, ele por acaso já os encontrou?

— Não, minha senhora. — Ele respondeu. — Sasuke está fora da Aldeia.

— Excelente. Você pode até ter certa razão quando diz isso, não devemos subestimar a Aldeia da Folha. — A voz assustadora refletiu. — Eles venceram Kaguya!

— Alguma ideia para contornar a situação, minha rainha?

— Nada que poderíamos fazer sem nos revelarmos.

— Então, creio que... — O homenzinho interrompeu-se subitamente. — Minha senhora!

— Sim, eu percebi, Kuang. — A voz da mulher tornou-se gélida, assim como o ar da sala. — Temos um intruso.

— O que vamos fazer? O que vamos fazer? — A voz do baixinho encheu-se de ansiedade.

— Ora essa! Vamos matá-la!

E na mesma hora Hanabi sentiu seus membros paralisar, apesar de todo o desespero que sentia, não conseguia mover um único músculo. Maldição, pensou, o que é isso aqui? Ela tentou ativar o Byakugan, mas por alguma razão, não conseguiu.

— O que está acontecendo? — Ela conseguiu gritar. — Quem são vocês? O que estou fazendo aqui?

— Onde você está, pequenina? — A voz irritante do baixinho a chamava. — Venha aqui, não vamos machucar você.

Com muito esforço Hanabi conseguiu vencer o medo e mover-se, usando a escuridão a seu favor. Tinha que escapar daquele lugar, de alguma forma, tinha que contar ao Hokage o que vira e ouvira! Tentou ativar o Byakugan novamente, mas como da outra vez, falhou. O som dos passos do pequenino era audível por toda a câmara, mas ela não podia precisar de onde eles vinham, por causa do eco. A sala foi perdendo a pouca claridade até restar acesas apenas duas lâmpadas, perto do trono, onde a rainha ainda estava sentada.

— Cadê você, menina? — A voz do monstrinho ecoou. — Era brincadeira quando dizemos que íamos matar você.

— Como se eu fosse cair nessa! — A Hyuga respondeu, sua voz igualmente ecoando.

— O que você ouviu era mentira, entende? — A voz parecia se aproximar, apesar do eco. Hanabi estava andando sem rumo, buscando se distanciar da voz e do trono ao mesmo tempo. — Nós somos loucos. Não temos o poder para transportar as pessoas através do tempo.

— Kuang! — A voz da rainha repreendeu-o. — Não fale coisas que não deve!

— Me perdoe, minha rainha. — Kuang disse, ouvindo uma bufada da rainha, logo em seguida. — Ela vai morrer logo, não se preocupe.

Os passos continuavam vindo em sua direção, por isso Hanabi decidiu que a melhor estratégia seria correr sem rumo até encontrar uma parede, e possivelmente, uma porta. Contou até três e pôs o plano em ação, correndo da forma mais reta possível, apesar da escuridão.

— Achei você! — O pequenino gritou de forma doentia. — Vou te pegar! Vou te pegar! Vou te pegar!

Que estranho, Hanabi pensou ao olhar para o trono, estou correndo e o trono não se distancia de mim! Ela não tinha ideia do que estava acontecendo, só sabia que estava com medo, muito medo, como nunca antes sentira. Fossem quem fossem aquelas pessoas, não eram gente de brincadeira, e ela havia escutado coisas importantes, não iam deixá-la viver. Por isso ela decidiu que se tinha que morrer, o melhor era morrer lutando, afinal, ela era uma herdeira da Vontade de Fogo também!

Parou, fechou os olhos e concentrou-se no som dos passos do baixinho que, agora ela tinha certeza, corria em sua direção. Ela era uma Hyuga, quando o assunto era taijutsu o corpo dela era simplesmente especializado no assunto, e mesmo sem o Byakugan ela deveria ser capaz de lançar um ataque mortal em qualquer um que chegasse perto o bastante. Ouviu atentamente, ele estava próximo, contou até cinco e... ali! Desferiu um único golpe com a palma da mão, e lhe pareceu ter acertado em cheio no coração. Hanabi ouviu Kuang gemer quando seu corpo acertou uma pilastra.

— Ora essa, Kuang! — A rainha gargalhou. — Como você se deixou derrotar por essa criança?

Hanabi olhou para o trono e quase teve uma parada cardíaca quando percebeu que estava vazio. Maldição, onde ela está? Onde ela está? Hanabi começou a girar, freneticamente, olhando pra todos os lados. Se eu ao menos conseguisse usar o Byakugan! Mas não, de todas as vezes em que lhe era possível ficar “cega”, ela tinha que ficar na mais importante!

— Procurando por mim, pequena? — Ela ouviu a voz da rainha bem atrás dela, girou desferindo um poderoso golpe do punho gentil, que acertou apenas o ar. — Eu estou aqui. — A rainha tornou, ainda atrás dela. Ela fez o mesmo movimento de novo, e de novo. — Ora, pequenina. Esqueça isso, sim? Foi só um sonho muito ruim...

E Hanabi sentiu seu pescoço sendo apertado por uma mão áspera e forte, que ergueu seu corpo até que seus olhos atingissem a altura dos seus. As pupilas eram verticais, como as das cobras, mas Hanabi não pode distinguir qual a cor delas, devido a escuridão.

— Hanabi! — A porta de correr de seu quarto abriu subitamente, a luz invadiu seus olhos e Hanabi pôde ver seu pai, Hiashi, a encarando assustado. — O que aconteceu? Por que estava gritando?

— Foi só um pesadelo, pai. — Hanabi tentou tranquilizá-lo, ele era assim, afinal, um pai super-protetor. Desde a batalha de Naruto e Neji há muitos anos atrás o pai havia se tornado em outro homem. — Não se preocupe.

O pai fez um som severo, mas acreditou nela. Porém aquele pesadelo havia sido tão real que Hanabi estava quase acreditando que ele era real, além disso, por que Naruto e Sasuke estavam nele? E quem seria aquele tal de Taigunma?

— Pai. — Hanabi interrompeu o pai, que já estava fechando a porta. — Na verdade, pode não ter sido um pesadelo. — Hiashi a olhou, intrigado. Os olhos brancos examinaram-na de cima a baixo. — O senhor já ouviu falar de um tal de Taigunma?

— Hanabi, não se lembra? — O pai parecia surpreso. — Sua irmã disse que encontrou esse cara na sua última missão, na clareira... o tal que se diz tio do Primeiro Hokage...

— Meu Deus, como eu pude esquecer? — Hanabi pareceu chocada. — Pai, eu...

— Sim, filha?

— Não, pode deixar. — Ela reconsiderou. — Só estava pensando que queria conhecer ele.

— Entendo. — Hiashi fez um som suspeito, mas não disse mais nada. — Boa noite filha, durma bem.

— Você também, papai.

Aquele havia sido um sonho estranho, mas Hanabi não deveria criar alarmes falsos. Precisava encontrar Taigunma antes e contá-lo sobre seu sonho, e se fosse necessário, deveria ir ao Hokage. Havia ainda outra coisa que preocupou Hanabi: aqueles dois falaram de Madara Uchiha e de Kaguya, e pelo que parecia, eles não eram nem de perto perigosos como essa pessoa do sonho. Hanabi iria encontrar Taigunma logo, ela tinha certeza, pois não podia ter sonhado com aquilo tudo atoa. E se havia algum plano maligno por trás da chegada de Taigunma, eles precisavam impedir.

Os inimigos haviam deixado bem claro que a Aldeia da Folha seria um empecilho para eles, e Hanabi sabia o que se deve fazer com um empecilho: destruí-lo completamente. Ela tentou continuar pensando no assunto, mas o cansaço acabou por vencê-la e adormeceu. No outro dia acordou com a luz do sol lhe beijando a face, espreguiçou-se e bocejou, o susto da noite anterior não havia sido o suficiente para tirar-lhe a paz. Levantou-se, tirou as roupas de dormir e vestiu um quimono amarelo ornado com flores vermelhas, amarrou o cabelo num rabo de cavalo. Foi ao banheiro fazer a higiene pessoal da manhã, e após terminar seguiu à cozinha para fazer o desjejum.

— Papai! Hinata! — Gritou, quando estava tudo pronto. — Venham tomar o café!

— Bom dia, Hanabi. — Hinata apareceu, bocejando. — Dormiu bem?

— Sim, e você mana? — Hanabi estava animada como sempre.

— Sim, sim. — Hinata bocejou mais uma vez. — Bom dia papai!

— Olá filhas, bom dia. — Hiashi apareceu, o rosto parecia meio abatido. Bocejou. — Como estão?

— Pai, não me diga que eu lhe atrapalhei dormir! — Hanabi sentiu ruborizar.

— Não filha. — Hiashi sorriu. —Não foi nada.

— Então vamos tomar café. — Hanabi, sempre meio moleca foi a primeira a atacar a comida. Era surpreendente como, mesmo se esforçando tanto, suas habilidades culinárias nunca se aproximavam das da irmã mais velha. — Hei, mana.

— Não fale de boca cheia, Hanabi. — Hinata disse, risonha. — O que foi?

— É que... — Hanabi começou, mas parou, pensando nas palavras que precisava dizer. A irmã mais velha e o pai a olhavam fixamente. — Aquele rapaz que você que Kiba trouxeram para a aldeia, como ele se chamava?

— Ah, o Taigunma. — A irmã respondeu. — Kiba estava com ele, mas soube que foi necessário levá-lo ao Hospital. Ouvi falar que ele estaria sob os cuidados de Shikamaru, mas não sei se ele já saiu...

— Por que esse interesse todo nesse rapaz, Hanabi? — Hiashi perguntou, sorrindo. A nova personalidade do pai – ele havia mudado muito desde que Hinata e Naruto começaram a namorar – era particularmente desagradável. — Não me diga que você está pensando em namorar.

— Papai! — Hanabi sentiu as orelhas queimando. — Não tem nada a ver!

— Por que fala isso papai? — Hinata perguntou, bebendo o chá.

— Ah, ontem à noite Hanabi teve um pesadelo. Gritou alto, acordando todo mundo. Quando eu cheguei no quarto dela ela me perguntou desse cara. — Hiashi semicerrou os olhos e olhou para Hinata, severamente. — Espera, todo mundo foi acordado. Menos você, Hinata! Onde você estava?

— Pai! — Foi a vez da irmã ficar vermelha. — Eu estava com minhas amigas.

— Eu devia ter matado aquele moleque quando eu tinha poder pra isso. — Hiashi sorria maliciosamente para Hinata, que ficou visivelmente assustada. Hanabi o olhou muito crítica e tossiu, para lhe dar a deixa. — É brincadeira, filha. — O pai disse, quando viu os olhos brancos de Hinata marejados de lágrimas. É impressionante, Hanabi concluiu, que depois de todos esses anos ele ainda seja capaz de causar terror nela. — É brincadeira.

— Eu vou indo. — Hanabi levantou-se, graciosamente. — Preciso fazer umas compras.

— Hei, espera aí! — Hiashi a olhou atentamente. — Você vai ir procurar o Taigunma!

— Não vou!

— Isso não foi uma pergunta, Hanabi. — Hiashi sorriu maliciosamente, agora pra ela. — Você até mudou o penteado e... espera aí, qual é a desse decote?

— Papai! — Para surpresa de Hanabi, Hinata entrou em sua defesa. — Não a importune! Acho que ela já tem idade o suficiente para conhecer um rapaz, se quiser!

— Ora essa, vocês dois! — Hanabi perdeu a paciência. — Quantas vezes preciso dizer que não estou afim dele?

— Várias. — Hiashi disse, simplesmente. — É divertido.

— Eu nem o conheço, nem sei como ele é. — Hanabi retrucou.

— Ah, então você está perdendo tempo com a gente. — Hinata deu uma risadinha. — Porque ele é lindo, e tem a sua idade.

— Francamente. — Hanabi deu as costas, bufando. — Gostava mais de você quando era tímida e calada, mana. E você, papai, era preferível quando era só um velho chato.

— Ah é, e o que eu sou agora?

— Agora você só é velho. — Hanabi olhou para trás, mostrando a língua. — Um velho sem-vergonha.

— Ora essa, como ousa me chamar de velho? — Hiashi disse, brincando.

Hanabi foi à cozinha e pegou a cesta de compras e dirigiu-se à rua. Queria comprar frutas para o pai, e ver se o chá novo que a moça da loja de ervas disse que ia comprar havia chegado. Bom, e talvez, só talvez, ela poderia acabar esbarrando com Taigunma, digamos... no hospital ou na casa do Clã Nara, quem sabe?


Notas Finais


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Continua...


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