História Taigunma - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Ação, Boruto, Jutsu, Leeten, Luta, Mistério, Naruhina, Naruto, Ninja, Romance, Saixino, Sangue, Shikatema, Violencia
Visualizações 96
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um capítulo mais casual, as coisas mudarão em breve.

Capítulo 6 - O Almoço: um dia de família.


Fanfic / Fanfiction Taigunma - Capítulo 6 - O Almoço: um dia de família.

Ela estava na Aldeia da Folha para organizar os exames Chunin que seriam realizados no próximo mês, mas desta vez ele tinha mais motivos para estar na Aldeia. Finalmente, depois de mais de cinco anos, Shikamaru havia saído da inércia habitual e se confessado. Quando ele se revelou a ela o destino de ambos se alterou drasticamente, e ela agora passava mais tempo na Aldeia da Folha, e nem precisava usar os exames Chunin como desculpa. Pegou o colar em forma de coração que Shikamaru a havia dado de presente depois de começarem a namorar e abriu, dentro uma foto dos dois se beijando.

Pensou no namorado... não, no noivo. Ele finalmente havia pedido, e isto a fazia muito contente, mal podia se segurar tamanha era sua felicidade. Ela entendia que era difícil para ele romper toda aquela estrutura de preguiça e indolência cuidadosamente construídas ao longo dos anos, mas o que mais a alegrava era justamente o fato de que ele estava disposto a fazer aquilo por ela. Ela ficou agitada pensando nele, abraçou o travesseiro forte e beijou-o, imaginando por um momento que fosse o rosto de Shikamaru. Já estava há quase um dia inteiro sem vê-lo e já morria de saudades, tudo culpa do Hokage, que o mandou chamar urgentemente logo após ele ter-lhe feito o pedido mais importante de sua vida!

Olhou o relógio, estava chegando a hora de ir almoçar com Shikamaru e a mãe dele, por isso pensou que o melhor era se aprontar. Optou pelo vestido de seda preta de sempre, que ele adorava, mas passou um pouco de batom nos lábios e colocou o colar que ele havia lhe dado. Esperava que ele houvesse resolvido todos os problemas urgentes do Hokage, mas sabia que não podia se decepcionar de todo com ele caso não tivesse conseguido, porque sabia que ninguém no mundo shinobi era mais inteligente que ele, e também, que ninguém no mundo shinobi odiaria mais ter que fazer qualquer coisa “complicada” que ele.

A casa de Shikamaru era uma das mais tradicionais da Aldeia da Folha, principalmente depois que a Aldeia foi destruída por Pein. Muitos cidadãos aproveitaram para fazer casas mais modernas, mas Shikamaru e o pai haviam reconstruído a casa quase que exatamente igual era antes. Temari já havia avistado a casa quando notou uma pequena figura escondida atrás de um poste, olhando para a casa. Aquela não é Hanabi Hyuga?

— Hei, Hanabi. — Temari a conhecia do último exame Chunin, onde ela fora uma das aprovadas. — O que você está fazendo aqui?

— Te-Temari-sensei? — Hanabi gaguejou. — Eu não estou espionando o Shikamaru-sensei!

— Entendo. — Temari disse, percebendo algo de estranho. — Então quem você está espionando?

— Eu? Não! — A menina ficou vermelha. — Ninguém!

E correu, antes que Temari pudesse dizer mais alguma coisa. Fosse o que fosse, ela iria descobrir de qualquer jeito em breve, concluiu. Passou pela pequena abertura na cerca baixa que delimitava o lote da casa, subiu a escadinha que dava na varanda e tocou a campainha.

— Temari! — Dona Yoshino, a mãe de Shikamaru abriu a porta de correr. — Shikamaru, Temari está aqui! — Virou a cabeça para trás e gritou o filho. Depois voltou-se para Temari, pulou nela e a deu um beijo em cada bochecha, e depois a abraçou muito forte. — Por que você insiste em tocar a campainha?

— Seria falta de educação entrar sem chamar. — Temari sentiu corar. — Dona Yoshino.

— Nada disso, não! — A mulher bufou, fazendo sinal de negativo com o dedo indicador. Depois cruzou os braços e bufou novamente. — Essa casa vai ser sua em breve, esqueceu? E não é Dona Yoshino!

— Não? — Temari assustou-se, será que havia ofendido a mãe do noivo? Fazendo-a se sentir velha?

— Não! — Ela disse, ainda de braços cruzados. — Agora é MÃE!

Temari sentiu não só o rosto, mas todo o corpo ficar vermelho como se tivesse ficado exposta durante dez dias ao sol do deserto da Areia. Shikamaru, seu inconsciente gritou pelo socorro do amado. Olhou para os próprios pés, estática, não conseguia mover um único músculo.

— Mãe! — Shikamaru apareceu, vindo de algum lugar que ela não conseguiu identificar porque olhava os pés. — Está deixando Temari envergonhada!

— Imagina filho. — Temari finalmente conseguiu olhar para cima, para ver o sorriso da sogra, que fitava o filho se aproximando. — Você que deveria sentir vergonha! Se não fosse por Taigunma, sua pobre mãe ainda não saberia que você está noivo!

— Eu não queria te contar porque sabia que você agiria assim. — Ele aproximou-se e pegou a mão de Temari, que recuperou um pouco do autocontrole. — Eu amo ela, você sabe disso.

O coração de Temari falhou uma batida, pelo menos. Ela olhou pra ele, que olhou pra ela também, e aproximaram os rostos para um pequeno beijo. De alguma forma a mãe dele percebeu que eles estavam mergulhando num mundo diferente naquele momento, por isso ausentou-se silenciosamente. Eles teriam ficado ainda muito tempo parados simplesmente se olhando se aquele que ela ainda não havia conhecido não os tivesse interrompido.

— Shikamaru tá namorando! Shikamaru tá namorando! — Taigunma saiu pelo corredor que leva ao jardim interno da casa. — Shikamaru tá namorando!

— Quem é ele? — Temari sorriu ao ver o jovem de cabelos pretos e olhos castanhos, o rosto era impecável. Seria ele o interesse de Hanabi?

— Esta CRIANÇA é Taigunma. — Shikamaru passou a mão nas sobrancelhas, um gesto muito incomum. — Ele é do Clã Senju, e eu sou tutor dele.

— Clã Senju? — Temari o analisou de cima a baixo. Vestia um conjunto um pouco exótico de roupas: uma camisa verde-escuro com mangas soltas e gola redonda quase apertando no pescoço, calças da mesma cor, caindo sobre as pernas uma espécie de avental marrom que imitava as armaduras antigas. — Que interessante.

— Ah, você não viu nada. — Shikamaru olhou para o jovem. — Taigunma, esta é Temari, da Aldeia da Areia. Minha noiva.

— Uau! — O jovem assoviou. — Que noiva linda, Shikamaru. Nunca imaginei, quando você falou que ia se casar, que seria com uma mulher tão bonita.

Temari sentiu-se corar novamente, não estava acostumada a receber esse tipo de elogio. Os irmãos eram verdadeiros boçais, e pelo que Shikamaru gostava de dizer, ela punha medo na maioria dos homens. Havia exceções, pelo visto.

— O que você disse, seu merdinha? — Uma aura meio sinistra se apossou de Shikamaru, que começou a andar na direção do jovem, cheio de hostilidade. — Como ousa olhar pra minha noiva com esses seus olhos pervertidos?

— Shi-ka-ma-ru. — Temari separou as sílabas do nome dele, como fazia quando ele se irritava. Ele virou-se vagarosamente e olho-a assustado, Temari viu sua boca formar seu bordão “isso vai ser complicado”. Acertou-lhe o rosto com o punho cerrado, fazendo-o voar em direção à parede. — Taigunma apenas estava sendo gentil, seu ignorante.

— Me desculpe, meu bem. — Shikamaru disse, apenas. Durante alguns segundos Temari pareceu ter percebido sua alma deixando seu corpo, mas foi só uma impressão. Estava vivo o bastante. — Não vai se repetir.

— É bom mesmo! — Olhou para Taigunma, que gargalhava ao ver Shikamaru, e aproximou-se dele. — Agora, por que você não me conta qual é a sua história?

— Pelo menos deixe ele me curar primeiro. — Shikamaru gemeu. — Você é muito forte, amor.

— Isso é pra você aprender! — Ela seguiu para a cozinha, talvez a sogra precisasse de ajuda para fazer o almoço. Taigunma ensaiou ir na direção de Shikamaru, mas Temari o deteve. — Deixe-o aí, ele é muito mais forte que pensa. Vai ficar bem.

— Que violenta. — Shikamaru disse, mas engoliu o resto das palavras quando Temari parou, só para brincar com ele. Era bom que ela colocasse as coisas no lugar muito antes de se casarem. Olhou para trás. — Eu não disse nada, amor. Você está imaginando coisas.

Temari chegou à cozinha apenas para ver sua mãe toda enrolada tentando fazer um prato típico da Aldeia da Areia para ela. O prato não passava de uma sopa de lagarto do deserto com legumes, mas como a mãe estava prestes a descobrir, o segredo estava no corte da carne.

— Deixe-me ajudá-la. — Temari foi à pia, lavou as mãos e arregaçou as mangas. — Mãe.

— Muito bem. — A mulher sorriu e começou a mexer em outras panelas e vasilhas. — Eu faço o arroz, então.

— Taigunma. — Temari chamou, e ele atendeu de pronto. — Pique os vegetais pra mim.

E enquanto eles preparavam a comida Taigunma contou-lhe boa parte de sua história, sobre sua namorada Osore Uchiha, sobre quem ele pediu segredo, e como, de alguma forma, ele acabou viajando no tempo. Ele agora era um protegido de Shikamaru, e permaneceria assim até se tornar um Jounin, o que poderia levar muito tempo.

— Pobrezinho. — Temari disse, tristemente. — Deve ser horrível abandonar todo o seu mundo para trás!

— Ah, eu não me encaixava muito no clã. — Taigunma respondeu, sem graça. — Papai sempre dizia que eu era muito mole, ou coisa parecida.

— Ah, isso é meio injusto. — Temari verificou o caldo da sopa, estava quase pronto. — Não se preocupe com isso, você vai se adaptar. Eu mesmo prefiro esta Aldeia que a minha própria.

— É mesmo? — Taigunma a observava, fascinado. — Deve ser por causa do Shikamaru.

— Aquele idiota? — Temari sorriu. — Pode até ser. Por falar nele, vá ver se ele está bem, sim? Nós duas levaremos o almoço num instante, aproveite e ponha a mesa.

— Tudo bem. — Ele assentiu, pegando os pratos e talheres. — Essa sopa parece ótima.

Temari sorriu para ele, era um rapaz atencioso e gentil, e de alguma forma havia prendido Shikamaru muito rapidamente, e isso em si já era incrível. Temari e Yoshino terminaram de aprontar as coisas para levar à sala de jantar, chegando bem a tempo de ver Taigunma curando um pequeno ferimento na testa de Shikamaru. Temari lançou a Shikamaru seu sorriso mais brilhante e, como ela havia descoberto, aquele era seu ponto fraco: se havia alguma raiva no coração dele, um sorriso bastava par obter seu perdão.

— Aqui estamos nós. — Temari colocou a panela de sopa no descanso sobre a mesa. — Cuidado com a sopa, está muito quente.

— Obrigado pela refeição! — Taigunma disse, seguido por Shikamaru e a mãe.

Junto dos quatro Temari se sentiu verdadeiramente em família, coisa rara com aqueles dois irmãos estranhos que ela tinha. Quando terminaram a refeição Shikamaru limpou uma sujeira em seu rosto com uma lambida, sem cerimônia, fazendo-a corar. Os outros apenas riram da situação.

— A comida estava ótima, Temari. — Taigunma disse, batendo a mão na barriga, a quantidade que ele comeu era simplesmente descomunal. — Você vai ser uma ótima esposa.

— Estava mesmo muito bom. — Shikamaru sorriu, coçando a nuca. — Tem certeza que não foi a mãe que fez?

— Shikamaru, eu não acredito! Como você... — Mas ela não pôde terminar de falar, porque ele calou sua boca com um beijo, ela fechou os olhos, feliz. A mãe e Taigunma saíram, levando as panelas e pratos, para deixá-los a sós. — Ora, seu... idiota.

Ela disse, beijando-o mais forte. Aquela sensação, de estar com ele, era leve e quente, como um dia de verão. Ela não sabia exatamente como e quando aquela sensação surgira em seu peito, mas de alguma forma, ela apareceu ali. Ela iria deixar a Aldeia da Areia para trás, talvez um dia seus filhos viessem a batalhas contra seus parentes na Areia, mas ela decidiu que não valia a pena refletir sobre isso. Que os ninjas do futuro tracem seu próprio destino, concluiu, eu já decidi o meu, minha casa é o coração deste idiota.

Ela afastou o rosto do dele, sorriu mais uma vez, de toda a alma, de todo o coração, e ele lhe sorriu de volta. É, minha casa é o seu coração, e o coração dele habita na Aldeia da Folha.

Na cozinha, Temari podia ouvir Taigunma tagarelando com a sogra, enquanto lavavam os pratos. Levou a mão ao cabelo de Shikamaru, acariciando-o por trás da orelha. Ele passou a mão por suas costas, a fina seda do vestido não impedia que ela sentisse o calor de seus dedos.

— E... — Ela pensou em voz alta. — Se a gente fosse pra um lugar mais reservado?

— Eu adoraria. — Ele respondeu, ficando em pé.

Eles seguiram pelo corredor até o quarto dele e trancaram a porta.


Notas Finais


Espero que gostem... Peço que diga o que achou. Prometo que as coisas vão ficar mais agitadas em breve...

Existe a possibilidade de alterar a classificação dessa história para adicionar umas coisas um pouco mais... eróticas... por isso gostaria de receber opiniões sobre isso. Devo fazer isso?


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