História O Conto do Assassino - Capítulo 17


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Categorias Hitman
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Assassino, Drama, Ficção, Hitman, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Seinen, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá beninos e beninas! Acharam que iam ficar sem capítulo mais um dia??? ACHARAM ERRADO! hahahaha
Leiam:

Capítulo 17 - Parceira


Sexta feira, 21 de julho, 9h15 da manha

Viajamos em direção ao norte por aproximadamente 1h30. Saímos às 6h da manhã. Abastecemos. Paramos para comer algo. Era como se eu estivesse sozinho. A garota apenas me acompanhava, como um fantasma. Ela não dizia nada e eu não conseguia olhar para ela. Era como se tudo da noite anterior tivesse sido um sonho. Mas a sensação no meu peito era tão real quando eu me lembrava dele que ficava difícil acreditar nessa possibilidade. Eu quisera que a rápida noite de sono tivesse sido o suficiente para me afastar desses pensamentos . Mas acordei tão imerso neles quanto no momento em que adormeci.

Chegamos à estação de trem às 9h em ponto. Estaciono o carro pegando todos meus pertences de dentro dele. Não voltaríamos a usa-lo. Entramos na estação ainda em silêncio. Vou até o guichê e peço duas passagens para a cidade mais próxima do litoral norte americano. O próximo trem sai apenas às 9h30. Viro-me para a garota.

- Tem algo que quero te pedir. – ela rompe o silêncio de horas entre nós, repentinamente.

No primeiro momento fico sem reação. Minha voz parece inexistente.

- Vem comigo. – ela diz dando as costas para mim e se dirigindo para uma das plataformas que ficam na parte de trás do guichê.

Eu a acompanho, curioso de certa forma. Não poderia ser nada relacionado à noite anterior. Ela parecia arrependida pelo que havia feito, provável que nunca mais tocasse no assunto.

Chego na plataforma depois dela. Ela andava mais rápido, demonstrando ansiedade. Vejo-a parada com os braços cruzados em frente ao corpo. Pose que eu fazia não mais com tanta frequência. Mas observando- a daquele modo ninguém no mundo poderia dizer que ela não era uma agente.

- Eu quero ser a sua parceira. – ela diz. Firme, decidida.

Engasgo por um segundo com minha própria saliva.

- O que ? – eu digo surpreso.

- Eu e você. Parceiros. – ela continua, olhando-me no olhos – Temporariamente pelo menos.

- Porque isso agora ?

- Bom, você sabe que tenho habilidades e , elas estão sendo desperdiçadas no tempo em que estou sendo tratada como refém.

Paro pra pensar por um segundo. Eu não poderia dar essa abertura, não poderia confiar nela a esse ponto.

- 47, eu já disse que to deboa com você. Não quero mais fugir nem nada. Eu vi as coordenadas que a Smith te deu pro Canadá. Não é perto e não vai ser rápido. Você sabe que estamos sendo seguidos e vai ser uma questão de tempo até encontrarem nosso rastro, mesmo que estejamos indo por caminhos alternativos ao invés de aeroportos. E a ideia de pegarmos um navio para o Canadá foi minha , então você sabe que eu tenho noção de planejamento e execução e...

- Eu aceito! – interrompo a falação de uma vez.

Paro para pensar no que respondi. Não era como se eu não quisesse. Tudo que ela estava dizendo era verdade. Embora fosse contrário à absolutamente tudo nas doutrinas de um espião assassino, nessa situação aliar-se com o alvo sequestrado parecia a melhor opção. A Organização estava em silêncio a dias. Eu tinha apenas coordenadas de um local e um alvo nas mãos. Eu estava às cegas. Não seria de todo mal ir contra as regras para sobreviver. Essa ideia começa a me animar e meu coração parece disparar de felicidade. Esse sentimento, que parecia me subir à cabeça. Algo que eu nunca havia sentido, pelo menos não com tamanha intensidade. Fazia parecer que aquela era a melhor decisão que poderia ser tomada.

- 47? – a garota pergunta.

Percebo que estou olhando para baixo, sorrindo. Ajeito a postura num segundo e viro-me para ela, profissional.

- Mas antes preciso saber qual a real extensão de suas habilidades.

- Claro! – ela parecia animada- Bom, em primeiro lugar eu tenho habilidades de auto defesa e...

- Isso. Naquele dia na casa de Smith, você pareceu se defender bem dos agentes no carro, mas no hotel você parecia não ter mais aquelas habilidades quando os agentes invadiram o quarto.

- Não é bem usada para ataque. Como eu disse, é auto defesa, não é como se eu pudesse ativar a hora que quisesse...

No momento em que ela para de falar avanço em sua direção e golpeio-a com um soco no flanco direito. Ela apara meu golpe perfeitamente.

- É instintivo. – eu digo recolhendo o braço. – Se quer ser minha parceira terá que aprender a controlar isso.

- Eu já disse não posso usar a hor...

Não espero ela terminar de falar dessa vez. Miro em seu abdômen. Um golpe rápido e limpo. Ela se joga para trás encolhendo o abdômen. Desvia no último segundo. Começo a disparar outros golpes em pontos estratégicos de seu corpo. Controlando minha força para caso acertassem, não a ferissem. Não que eu me importasse, é claro. Ela desvia de todos, alguns com facilidade, outros mais desajeitadamente.

- Esse é o gatilho que você deve ultrapassar. O seu medo! – digo desferindo uma palmada no centro de seu peito.

A garota cai de joelho. Sem ar por causa do golpe. Dou as costas. Não tinha me decepcionado, mas precisava mostrar para ela que não seria tão fácil se igualar à um agente treinado e com experiência de combate.

- Quanto à ser minha parceira, vou pensar durante nossa viagem. Vamos, o trem já vai...- paro de falar no instante que sinto uma forte variação do ar na direção do meu rosto.

Viro-me de supetão e dou de cara com o golpe da garota. Como ela conseguiu golpear alto o suficiente para acertar meu rosto? Desvio rapidamente para aparar em seguida mais um golpe. Ela apoia a mão no chão e direciona o pé em minha direção. Eu bloqueio. Ela retira o pé tão rápido quanto o levou até ali. Põe- se de pé novamente, em um piscar de olhos. Começamos a trocar alguns golpes rápidos. Vejo em seu rosto uma expressão raivosa. Suas sobrancelhas curvas escuras formando uma linha. Sua testa levemente enrugada na parte central. Seus olhos azuis, selvagens. Era como se me hipnotizassem. Tenho vontade de olhar por mais tempo. Mas já olhei demais. Ela pega meu braço no meu desatento e o torce. Aplicando um golpe rápido e um segundo depois estou no chão, com a garota em minhas costas.

- Última chamada para o trem das 9h30. – ouço a voz da locutora da estação.

A garota me solta. Eu me levanto. Ela parece sem graça.

- Vamos ter que trabalhar mais isso. – digo, ajeitando o terno.

Ela acena que sim. Nos dirigimos para a plataforma de embarque. Tento esconder o sorriso.


Notas Finais


HaáaAa gostaram? Obrigada por lerem e obrigada pelos comentários !!
Nos vemos no próximo ein! ;D


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