História O conto do japonês e a sereia - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Contos, Iara, Japones, Lendas, Mitologia, Seria
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Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiie! Essa é uma história bem curtinha que escrevi, espero que gostem. Ah, desculpa qualquer errinho ;)
Boa leitura!

Capítulo 1 - O conto do japonês e a sereia


Fanfic / Fanfiction O conto do japonês e a sereia - Capítulo 1 - O conto do japonês e a sereia

Era uma vez, um jovem e corajoso japonês que queria desvendar os mistérios do mundo. Certa vez, ele ouviu falar de um lugar cheio de mistérios que ficava muito distante do seu pais, ouviu também que nele havia uma imensa floresta banhada por rios, rios nos quais habitava uma sereia chamada lara. A lenda dessa sereia o fascinou, e motivado pela curiosidade e o dejeso de aventura, o jovem japonês viajou até esse país mesmo sabendo dos riscos que corria caso ela o encantasse com seu canto e o levasse para o fundo do rio como contam as lendas.
Desbravando a selvagem floresta, o japonês conseguia sobreviver bem aos perigos existentes nela, seguindo seus instintos, ele seguia em busca da bela sereia, mas nada de encontrá-la. Depois de muito andar pela floresta, ele encontra uma tribo de indígenas que estranham a sua presença e daí se inicia uma grande confusão, pois os índios não entendiam o japonês nem o japonês entendia os indios. Procurando uma forma de encerrar aquilo o japonês pronuncia a única palavra que conhecia como referência: Iara.
Os índios quando escutaram o nome da tão famosa sereia se entreolharam assustados. Entao, o jovem e corajoso japones lembrou-se que a iara costumava hipnotizar e afogar os homens nos rios e que os indios tambem temiam essa lenda. Depois de muitos gestos e sinais por parte de ambos, foi possível entender um pouco oque o rapaz queria ali. Os índios tentaram o alertar de todas as formas possiveis sobre os perigos da encantadora sereia mas o jovem estava decidido a encontrá-la. Por fim, ao ver que aquilo não os levaria a nada e com a complicada forma de comunicação que estavam tendo, os indígenas decidiram atender o desejo do jovem e deixaram ele as margens de um rio onde ele permaneceu pensando ser o lugar onde encontraria a sua sereia. 
O sol se põe e nada.
Foi só mais tarde quando a lua já brilhava alto no céu, que sob a luz do luar, ao longe ele percebeu uma linda jovem morena com longos cabelos negros, de olhos castanhos e uma imensa cauda de peixe. A mulher brincava com o próprio reflexo na agua e ria encantada com sua bela aparência. O jovem e corajoso japonês, embasbacado, observava de olhos arregalos a linda sereia a sua frente, que até então não o havia notado. Com espanto a linda sereia nota a presença do rapaz, e então abre seus lábios cor de mel e canta uma linda canção que conquista o coração e a mente do japonês por inteiro. A sereia mergulhou na agua pronta para dar o bote e nadou em direção ao rapaz que também entrou no rio para ir na direção dela, porém um índio da tribo que o japonês conheceu antes, se compadeceu dele e decidiu vigia-lo até que a sereia aparecesse, assim ele a capturaria e salvaria o jovem japonês dos poderes da mesma e ninguém mais morreria sob os encantos da iara. O índio usava folhas dentro dos seus ouvidos que o impedia de ouvir o canto da dela, logo não seria hipnotizado. Ele jogou uma rede na bela sereia que se contorcia na agua tentando livrar-se da grande rede de pesca que a mantinha presa.
Sobre ao nosso jovem e corajoso japonês? O índio o agarrou com força e com a ajuda de outros de sua tribo conseguiu prende-lo. Porém, o japa ainda estava sob efeitos do canto da sereia, já era tarde de mais; seu coração e mente ja a pertencia, e ele não queria deixa-la, não lembrava mais dos perigos que corria caso fosse com ela, não queria ir com os índios mesmo que eles estivessem apenas ajudando, ele só queria a Iara. O índio ao capturar a sereia chamou mais amigos para que o ajudasse a levá-la dali, o japa tentou lutar com eles para que deixasse sua amada livre, mas foi nocauteado e desmaiou. Quando acordou estava novamente na tribo e o sol brilhava alto no céu anunciando que o dia chegara. Estava amarrado a um tronco de árvore mas não entendia o porquê.  Entao, lembrou-se que de acordo com algumas lendas indígenas, quando uma pessoa sobrevive aos encantos da lara ela entra em um estado de torpor onde só se é possível sair com um ritual realizado por um pajé, e eles provavelmente fariam esse ritual, mas o jovem e corajoso japonês sentia-se bem, a única diferença é que seu coração havia sido arrebatado pela tal sereia. Depois de muito lutar, conseguiu livrar-se dos cipós que o prendiam, e partiu em busca de sua amada. O rapaz conseguiu passar em meio a todos os índios sem ser percebido, e rodou a floresta em busca de seu amor e, só depois de muito andar, que em um lugar isolado longe de tudo e de todos, o japonês achou então um grande buraco no chão cheio de água até a metade e ali encontrou a Iara novamente. O jovem aproximou-se da borda e lá de baixo a Iara o encarava, não cantou, apenas o encarou como se soubesse que ele iria fazer algo. O jovem estendeu as mãos para a ela que as agarrou e assim conseguiu do buraco. A noite chegou com uma grande lua cheia, e desde mais cedo o jovem vinha carregando a Iara de volta para o rio de onde a haviam a tirado. Nesse meio tempo a sereia havia começado a sentir sentimentos estranhos em relação ao rapaz que a salvou e agora a levava de volta para casa. Quando estavam a pouco metros do rio, os dois ouviram passos atrás de si.
Os indíos descobriram que o japonês havia levado a Iara e seguiram o rastro deixado por ele. Sem forças e cansado demais para correr, o japonês tentou ir o mais rápido possível porque os índios corriam muito rápido e eram ágeis na floresta. O rapaz conseguiu chegar até o rio e lançou a Iara lá, porém no mesmo instante uma flecha atravessou seu peito, e o corajoso japonês caiu na água, agonizando. 

Enquanto estava ali deitado com o peito em chamas e o sangue amargando a garganta, o rapaz sentiu que seu corpo estava sendo puxado para o fundo do rio. O coração da sereia havia se afeiçoado pelo rapaz. Iara estava triste porque ele iria morrer, ela havia gostado dele e se arrependia de ter-lo hipnotizado com a intenção de afoga-lo no rio. Inconformada e chorando, pediu a lua e ao peixes que usassem no rapaz a mesma magia que foi usada para transforma-la, pois o garoto era bom e não merecia morrer. Vendo que o desejo era puro e seu sofrimento verdadeiro, atenderam ao seu pedido. 
O coração do rapaz voltou a bater e agora ele tinha uma longa cauda. 
Assim que voltou a vida ele saiu do transe no qual estava. Confuso, percebeu que estava em baixo d'agua, vivo e agora era metade peixe. Ele estava com medo, assustado, não poderia voltar a andar com suas pernas novamente, não poderia rever sua família e amigos, e não entendia bem oque havia ocorrido. Foi só então que percebeu a sereia a sua frente, ela sorria feliz por ele. Lembrou-se, então, que nunca havia estado apaixonado pela sereia e sim sido hipnotizado, lembrava-se de tudo, inclusive de que ela o teria matado na primeira vez que se encontraram se o índio não o tivesse salvo. Atordoado, confuso e sem saber para onde ir, saiu nadando sem rumo com a única intenção de fugir daquela situação. Iara tentou segui-lo mas o perdeu de vista. Desde desse dia, toda noite de lua cheia a sereia canta as margens do rio na esperança que seu amor ouça e volte para ela, os índios evitam passar perto do rio a noite.
Sobre o nosso jovem e corajoso japonês?
Nunca mais foi visto por ali...


Notas Finais


Eae, gostaram ? Espero que sim :)


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