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História O Contrato - adaptação Beauany - Capítulo 7


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Capítulo 7 - 007


𝐀𝐧𝐲 𝐆𝐚𝐛𝐫𝐢𝐞𝐥𝐥𝐲.

— Não entendo — murmurei no telefone, tentando permanecer calma. — Não recebi nenhum recado sobre esse aumento.

— Eu sei, srta. Gabrielly. Só recebemos as instruções há dois dias, e é por isso que estou ligando para informar da mudança. — Engoli o nó em minha garganta.

Quatrocentos dólares a mais por mês. Eu precisava pagar quatrocentos dólares a mais.

— Você me ouviu, srta. Gabrielly?

— Desculpe... Poderia repetir?

— Eu disse que a nova taxa começará a ser cobrada no dia primeiro. — Olhei para o calendário. Era daqui a duas semanas.

— Isso é legal?

A mulher no telefone suspirou,

compreendendo.

— E uma instituição privada, srta. Deinert. Uma das melhores da cidade, mastêm suas próprias regras. Há outros lugares onde você pode procurar para mudar sua tia, uns que são administrados pelo governo com

taxas fixas.

— Não — insisti. — Não quero fazer isso. Ela está muito bem cuidada e adaptada. Os funcionários são os melhores.

— Há outros quartos, semi-particulares, nos quais você poderia colocá-la. —Esfreguei minha cabeça com frustração.

Aqueles quartos não tinham uma vista do jardim, ou um espaço para os cavaletes e os livros de arte de Penny.

Ela ficaria muito infeliz e perdida.

Eu precisava mantê-la no quarto

particular, independentemente do quanto custasse.

O sr. Urrea entrou no escritório, olhando para mim.

Hesitei antes de dizer alguma coisa, incerta se ele iria parar, mas ele continuou andando e entrou emsua sala, fechando a porta com um clique discreto.

Ele não me vira, não que o fizesse

normalmente, a menos que fosse para

gritar ou xingar, então eu só poderia

presumir que a ligação estranha que ele fez tivesse sido aceitável.

— Srta. Gabrielly?

— Desculpe. Estou no trabalho, e meu

chefe chegou.

— Você tem mais alguma pergunta?

Eu queria gritar para ela e dizer: Sim!

De onde acha que posso tirar mais

quatrocentos dólares para dar a você?, mas  eu sabia que seria inútil.

Ela trabalhava no departamento de

contabilidade; não participava das

decisões.

— No momento, não.

— Você tem nosso número.

— Sim, obrigada. — Desliguei.

Eles certamente tinham o meu número.

Olhei para minha mesa e minha mente foi longe por um instante. Eles me pagavambem na Anderson Inc. — eu era uma das assistentes pessoais mais bem pagas porque trabalhava para o sr. Beauchamp.

Era horrível trabalhar com ele seu

desgosto por mim era óbvio. No entanto, eu o fazia porque me dava dinheiro extra, o que ia tudo para Penny Johnson.

Passei o dedo na beirada do mata-borrão que eu mantinha na minha mesa.

Já morava no lugar mais barato que pude encontrar. Cortava meu próprio cabelo, comprava minhas roupas em lojas de segunda mão, e minha dieta consistia em miojo e muita pasta de amendoim barata e geleia.

Não reclamava de nada, usando toda

oportunidade para economizar um pouco.

Café era grátis no escritório, e sempre

havia muffins e cookies. A empresa pagava meu celular e, quando estava calor, eu ia e voltava andando do trabalho, para economizar a tarifa do ônibus.

De vez em quando, usava a cozinha em casa para assar cookies com os moradores e trazia um pouco para o trabalho para dividir. Era minha forma silenciosa de recompensar pelas comidas que eu roubava.

Se houvesse uma despesa inesperada,

havia dias em que eu só podia comer

aqueles cookies e muffins. Verificava se tinha algum na sala de descanso antes de eu sair à noite quebpudesse colocar no freezer do meu apartamento.

Pisquei para evitar as lágrimas que

estavam se formando.

Como eu iria conseguir mais quatrocentos dólares por mês?

Eu já vivia de salário em salário.

Sabia que não podia pedir aumento.

Eu teria de conseguir um segundo

emprego,o que significava menos tempo para gastar com Penny.

A porta para o lado de fora se abriu e David entrou, sua expressão estava raivosa.

— Ele já chegou?

— Sim.

— Está com alguém?

— Não, senhor. — Peguei o telefone,

surpresa quando o sr. Beauchamp não atendeu.

— Onde ele estava? — ele perguntou.

— Como eu disse esta manhã, ele não me contou. Disse que era pessoal, então não era minha função perguntar. — Ele olhou bravo para mim, seus olhos

estreitos quase desaparecendo.

—  É a minha empresa, mocinha. Tudo

que acontece aqui é da minha conta. Da

próxima vez, pergunte. Entendeu?

Mordi a língua para não mandá-lo se foder.

Em vez disso, assenti, aliviada quando ele marchou e passou por mim, batendo a porta do escritório do sr. Beauchamp.

Suspirei.

Aquela porta batia tanto que eu tinha de fazer manutenção nela quase todo mês.

Alguns minutos depois, David bateu de

novo, saindo xingando baixinho.

Eu o observei sair, uma sensação ansiosa se formou em meu estômago.

Se ele estava de mau humor, significava que o sr. Beauchamp estava de mau humor. E isso significava apenas uma coisa: logo ele estaria gritando comigo por algum erro que

ele pensava que eu cometi hoje.

Baixei a cabeça.

Eu detestava minha vida.

Detestava ser uma assistentepessoal.

Principalmente uma assistente pessoal do sr. Beauchamp.

Eu nunca havia conhecido ninguém tão

cruel.

Nada que eu fazia era suficiente

certamente insuficiente para receber um agradecimento ou um sorriso forçado.

Na verdade, eu tinha certeza de que ele

nunca sorria para mim no ano todo em que trabalhava para ele.

Eu conseguia me lembrar do dia em que David me convocoupara seu escritório.

— Any — ele olhou firme para mim. —   Como você sabe, que Lee Stevens está saindo. Vou realoca-la a outro representante, Josh Beauchamp.

— Oh. — Eu ouvir histórias terríveis sobre Josh Beauchamp e seu temperamento, e estava

nervosa.

Ele demitia as assistentes pessoais

rapidamente. No entanto, realocação era melhor do que nenhum emprego.

Eu tinha, finalmente, encontrado um lugar para Penny em que ela era feliz, e não queria tirar isso dela.

— O salário é maior do que ganha agora

e do que o das outras assistentes pessoais. — Ele se referia a mim como se parecesse um ótimo aumento, mas aquela quantia significava que eu podia dar a Penny seu próprio quarto.

Certamente, o sr. Beauchamp não poderia ser tão ruim assim.

Como eu estava enganada

Ele tornava minha vida um inferno, e

eu aguentava porque não tinha outra

opção.

Ainda não.

Meu interfone tocou, e estabilizei meus

nervos.

— Sr. Beauchamp?

— Preciso de um café, srta. Gabrielly.

— Mais alguma coisa, senhor?

— Alguns minutos de seu tempo. —

Fechei os olhos, pensando no que iria

acontecer.

— Agora mesmo.

Carregando seu café, aproximei-me de seu escritório tremendo.

Bati, entrei só quando ele me autorizou a entrar.

Seus comentários grosseiros foram faladosbpor dias por causa daquela infração.

Certifiquei-me de que minha mão tremia conforme eu colocava o café diante dele e preparava meu caderno, esperando as instruções dele.

— Sente-se, srta. Gabrielly. — Meu coração martelava.

Ele finalmente convenceu David a deixá-lo me demitir?

Eu sabia que ele estava tentando fazer isso desde a primeira semana em que trabalhei para ele.

Tentei manter minha respiração regular. Eu não podia perder aquele emprego.

Precisava dele.

Sentei-me antes de minhas pernas

cederem e limpei minha garganta.

— Há algum problema, sr. Beauchamp?

— Ele mexeu o dedo no espaço entre nós, que discutirmos neste escritório.

— Confio que permanecerá confidencial.

— Sim, senhor.

Ele assentiu e pegou sua caneca, tomando a bebida em silêncio.

— Preciso falar com você sobre uma

questão pessoal.

Fiquei confusa.

Ele nunca falava comigo sobre nada a não ser gritar suas ordens.

— Tudo bem?

Ele olhou em volta, parecendo

incomumente nervoso.

Fiquei analisando-o enquanto ele

organizava seus pensamentos.

Ele era ridiculamente bonito.

Bem mais alto que 1,71 metro, ombros

largos, cintura fina — ele era o modelo de como fazer um terno cair bem.

Estava barbeado na maior parte do

tempo; apesar de às vezes, como hoje, sua mandíbula estar com um ou dois dias sem fazer, o que enfatizava seus traços fortes.

Ele mantinha seu cabelo loiro de

lado, mas mais comprido em cima, e tinha um topete, fazendo com que uma parte caisse em sua testa.

Uma imperfeição que só o tornava mais

perfeito.

Ele a colocava para trás quando estava

agitado, que era a forma como agia

naquele momento. Sua boca era grande, seus dentes, brancos, e seus lábios eram tão grossos que eu sabia que muitas mulheres os invejavam.

Seus olhos azuis solharam para mim, e ele endireitou os ombros, mais uma vez no controle.

— Preciso pedir uma coisa a você. Ao

fazer isso, colocarei muita confiança em sua discrição. Preciso saber se vai honrar minha confiança.

Um levetremor de alívio passou por meu corpo, que relaxou um pouco.

— É claro, senhor. O que eu puder fazer.  — Seus olhos travaram os meus.

Eu nunca reparara como as cores de seus olhos se alternavam com a luz - uma mistura de e azul e cinza, parecido com o oceano.

Normalmente, eles estavam tão escuros

com raiva, que nunca o encarei por mais de um ou dois segundos.

Ele pareceu me analisar por um instante, depois assentiu.

Ele pegou um de seus cartões e escreveu algo atrás, entregando a mim.

— Preciso que vá neste endereço esta

noite. Pode estar lá às sete?

Olhei para o cartão, notando que o

endereço não era longe de onde eu

visitaria Penny após o trabalho.

Para chegar lá às sete, no entanto, teria de ficar pouco com ela.

— Há algum problema? — ele perguntou, sua voz sem a hostilidade comum. Ergui meu olhar e decidi ser honesta.

— Tenho um compromisso depois do

trabalho. Não sei se consigo chegar à

sete.

Esperei sua ira. Aguardei ele balançar a mão no ar e exigir que eu cancelasse qualquer plano e estivesse onde ele precisava que eu estivesse às sete.

Fiquei surpresa quando ele só deu de

ombros.

— Sete e meia? Oito? Assim você consegue?

— Conseguiria às sete e meia.

— Tudo bem. Te vejo às sete e meia. — Ele se levantou, indicando que essa reunião esquisita havia acabado. — Vou me certificar de que meu porteiro saiba que você está chegando. Ele vai mandá-la direto para cima.

Tudo o que eu podia fazer era não

engasgar.

— Seu porteiro?

Ele estava pedindo para eu ir à casa dele?

Levantei-me, desconcertada.

— Sr. Beauchamp, está tudo bem?

Ele me olhou com um olhar estranho.

— Com sua colaboração, ficará,

srta. Gabrielly. — Ele olhou para o relógio. — Agora, com licença, tenho uma reunião à uma hora.

Ele pegou sua caneca.

— Obrigado pelo café e por seu tempo.

Ele me deixou olhando para ele,

imaginando se eu tinha entrado em

um universo alternativo.

Nunca, em um ano que eu trabalhava paranele, ele havia agradecido.

O que estava acontecendo?


Notas Finais


Hiiiii

Como vcs estão?

Gente vcs estão preparadas pro próximo capítulo? KKKKkkk

Como prometido, o capítulo foi grande!

Eu amei lê os comentários de vcs kkkkkkkkkkk

E muitos pediram pra mim fazer maratona! E eu vou fazer mais não hoje. Infelizmente.

Mais amanhã, eu irei fazer!!! Então se preparem !!!!!!!!!

Beijos até amanhã

Não esqueça de comentar muito é curti!

Me desculpem pelos erros


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