História O Contrato - BUGHEAD - Capítulo 20


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Categorias Riverdale
Personagens Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hiram Lodge, Penelope Blossom
Tags Bughead
Visualizações 379
Palavras 1.986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Genteeee minha vida ta uma correria, então é por isso que eu estou demorando postar.
Good reading <3

Capítulo 20 - BUGHEAD - Capítulo 19



Jughead

 

Cheryl recebeu uma ligação de Adrian enquanto tomávamos café da manhã, dizendo que ele ficaria fora até domingo. Com a tempestade à nossa volta, asseguramos a ela que ela era bem-vinda a ficar até que ele viesse pegá-la no dia seguinte. Não havia outra opção. Além disso, ela fez Betty rir, e eu gostava do som que ouvia. Queria que acontecesse mais vezes.

Nós três fomos ver Mary enquanto a tempestade diminuía, leve e controlada. Insisti em comer cheeseburgers, deixando escapar quantas vezes deixei de comê-los por ela. Betty ficou chocada ao perceber a quantidade de vezes que eu cheguei em casa sem dizer uma palavra. Seus olhos brilharam com apreciação quando ela se esticou e me beijou, pegando-me de guarda baixa. Puxei-a para mais perto e
aproveitei toda a vantagem do fato de termos um público cativo com Cheryl, beijando-a até ela ficar vermelha e envergonhada. Cheryl piscou para mim conforme peguei uma sacola pesada de hambúrgueres com um sorriso amplo.

Mary estava quieta, mas lúcida, quando chegamos. Ela riu quando ofereci uvas para Joey. Ele gostava de pegá-las, e eu não tinha de cortar nada ou subornar Tami para fazer isso para mim. Certamente, a loja de chocolate que eu frequentava havia explodido nas vendas nas últimas semanas, e os funcionários sempre esperavam que eu trouxesse toda visita. Eu nunca os decepcionava. Cheryl estava parecendo mais ela mesma, amigável e tagarela, entretendo Mary com histórias de sua família. Deu-me a chance de sentar e observar Betty com Mary. Ela se sentou ao seu lado, segurando sua mão. Ela segurava o rosto de Mary, passava a mão em sua testa, alisando os cabelinhos enquanto
elas conversavam ou riam. Ela brincava e encorajava Mary a comer, colocando um guardanapo sob seu queixo quando ela brigava com ela por fazer sujeira. Mary torceu o nariz para ela.

— Pare de ser tão mandona, minha Bee.

— Ela é autoritária — murmurei. — Ela me fala isso o tempo todo.

— Dou o troco — Betty riu.

— É para isso que servem as esposas! — Cheryl riu.

Mary ainda não sabia que tínhamos nos casado, ela pediu para que eu e Cheryl saísse do seu quarto para ficar sozinha com Betty.

Fiquei andando de um lado para o outro no corredor, meus olhos fixos na porta fechada. Com um gemido, apoiei contra a parede, deixando minha cabeça cair na superfície dura.

— Jughead, me desculpe — Cheryl pediu. — Não fazia ideia de que ela não sabia. Nunca passou pela minha cabeça que ela não soubesse.

— Claro que não.

— Ela não sabia? Não tinha simplesmente esquecido?

Eu queria mentir e dizer que tínhamos contado para Mary. Que a doença era a culpada, não a gente. Só
que estava ficando cansado de mentiras. Saí de perto da parede, esfregando minha nuca.
— Betty passou por uma época difícil na adolescência. Há mais em sua história do que o que você
sabe, mas é a história dela para contar. Mary é tudo para ela, e estava tentando proteger seu bem-estar.
Ela assentiu, esperando que eu continuasse.
— Eu que incentivei, Cheryl. Eu a persuadi. Eu estava sempre à frente dela no relacionamento inteiro.
Ela não queria que eu conhecesse Mary de primeira, até ela ter certeza. — Passei a mão em meu topete.

— Forcei a barra e vim ver Mary sem ela saber. Eu queria saber mais sobre a mulher que ajudou Betty. Forcei tudo. Me casei com ela rápido, antes que ela mudasse de ideia. Betty estava preocupada que Mary pensasse que tinha sido muito rápido, então decidi ficar quieto por um tempo e deixar Mary se acostumar comigo.

— E eu estraguei tudo.

Dei de ombros.

— Nós deveríamos ter assumido as consequências e contado a ela. É nossa culpa.

A porta se abriu, e Betty saiu.

— Jughead, você pode entrar?

— Merda — xinguei baixinho. — Se eu não sair inteiro, cuide de Betty para mim.

Cheryl me lançou um olhar solidário e bateu em meu ombro.

Na porta, Betty colocou a mão em meu braço.

— Sinto muito.

Apertei os dedos dela.

— Está tudo bem.

Entrei, Betty logo atrás de mim.

Eu havia encarado clientes bravos em salas de reunião. Ficado à frente de salas de conferência cheias de olhares hostis esperando que eu falhasse na apresentação. Fiz tudo isso sem uma gota de suor. Mesmo assim, à frente da idosa com olhar severo, eu estava suando e apertando a mão da minha esposa como um talismã.

Mary focou o olhar em mim.

— Você se casou com minha Bee.

— Sim.

— Sem minha permissão.

— Sim.

— Por quê?

— Eu nunca tinha feito isso. Não sabia que tinha de pedir...

Ela acenou.

— Oh, você não é rápido assim sempre, não é, meu jovem?

Engoli.

— Como?

— Por que se casou com ela?

— Eu não podia viver sem ela.

— E não disse nada porque...?

Eu não fazia ideia do que Betty havia dito, mas senti que precisava me manter perto da verdade.

Encolhi-me, encarando os olhos de Mary.

— Eu me casei com ela rápido porque não queria perdê-la. Precisava dela em minha vida. Estávamos preocupados que você não aprovasse, mas esperava que, quando me conhecesse, poderia concordar com o pensamento de me casar com ela.

— Ela é boa demais para você.

Dei risada porque era verdade.

— Sei bem disso.

— Você deveria ter me pedido primeiro.

— Tem razão, deveria. Peço perdão.

— Ela diz que está feliz.

— Também estou. — Olhei para Betty, surpreso pelo fato de ser verdade. — Ela sempre me surpreende.

Mary fungou.

— Só espere. Ainda não viu nada.

— Posso imaginar.

Ela apertou os lábios.

— Estou de olho em você.

— Devidamente anotado.

— Certo. Agora você me deve um bolo.

— Bolo?

Betty deu um passo à frente, descansando uma mão em meu ombro. Reparei que seus anéis estavam no lugar, vê-los me fez sorrir por algum motivo. Eu nunca tinha tirado os meus, e Mary nunca questionara. Sem pensar, beijei sua mão, e a ação fez Mary sorrir.

— Sempre comemoramos coisas boas com bolo.

— Então é uma coisa boa? Eu sou uma coisa boa?

Mary deu um tapinha no meu rosto.

— Dependo de você para cuidar dela por mim.

— Vou cuidar.

— Agora, aquele bolo?

Havia uma padaria no fim da rua.

— Pode deixar.

— Chocolate — Mary insistiu.

Passei o dedo em sua bochecha aveludada.

— Como se houvesse outro tipo.

Betty entrou, carregando uma xícara de café que eu aceitei agradecido, indicando que ela deveria se sentar.

— Cadê a Cheryl?

— Tirando um cochilo. Acho que ela está aproveitando que a tempestade deu uma trégua. Não acho que ela tenha dormido bem ontem à noite.

— Eu dormi como um bebê.

Ela virou os olhos.

— Um bebê pegajoso.

Sorri.

— Não é minha culpa que você seja tão perfeita de se aconchegar. Cheira bem.

— Seu, ahn, assobio, é muito mais alto de perto.

Semicerrei os olhos.

— Que fofo.

Ela sorriu tolamente.

— Desculpe. — Sua expressão ficou séria. — Eu peço desculpa por hoje de manhã.

Cocei minha nuca.

— Acho que era para acontecer.

— Há uma boa chance de ela esquecer. Podemos ter essa conversa novamente.

— Pelo menos podemos dizer que lhe contamos, e talvez ela não fique tão chateada.

— Pode ser.

Bebi um gole de café.

— O que ela disse para você?

— Ela estava preocupada que eu estivesse grávida.

— Isso não é um problema. Nem nunca será. — Não pude resistir em brincar com ela com esse assunto. — Nem quando expandirmos nossos limites.

— Você não pode ter filhos?

— Não faço ideia. Nunca tentei procriar e nunca planejo tentar. Sempre me protejo e me certifico de que minhas parceiras também o façam.

Ela inclinou a cabeça, confusa.

— Você não quer ter filhos?

— Betty, não tenho capacidade de realmente estar em um relacionamento de verdade. Não tenho interesse em ser pai e trazer ao mundo outra pessoa emocionalmente afetada. Eu nunca conseguiria me conectar com uma criança, e é por isso que não tenho desejo de ter filhos. Nunca.

— Acho que está enganado.

— Enganado?

— Acho que tem capacidade. Acho que se conectaria, amaria, uma criança. Se amasse a mãe dela.

Gargalhei.

— Já que isso nunca vai acontecer, fico com minha declaração inicial.

— Por que tem tanta certeza de que não consegue se apaixonar?

Eu estava ficando impaciente.

— Eu te disse. Amor te torna fraco. Te faz precisar das pessoas. Depender delas. Não permitirei que isso aconteça.

— Às vezes, acontecem coisas que estão além do nosso controle.

Acenei.

— Não neste caso. Não há amor ou filhos em meu futuro.

— Isso parece solitário.

— Tenho meu trabalho, que me completa. É suficiente.

Ela me analisou, com a testa enrugada.

— É?

— Pare de tentar me analisar, Betty.

— Não estou fazendo isso. Estou tentando te entender.

— Não entenda.

— Por quê?

Inclinei-me para frente, bati meus punhos na mesa.

— Não te pago para me entender. Estou te pagando para interpretar seu papel.

— Um que fica mais complexo a cada dia.

— Do que está falando?

— Não fica cansado disso, Jughead? Das mentiras? Parece que adicionamos mais uma toda vez. É como uma bola de neve que cresce conforme desce uma montanha. — Ela suspirou. — Era para ser uma coisa simples, eu fingir ser sua noiva. Agora cresceu tanto e aumentou ao ponto de eu nem me reconhecer mais! Detesto mentir para as pessoas... e estou mentindo para todo mundo! Mary, a família Blossom, as pessoas do asilo... Uma montanha enorme de mentiras!

— O fim justifica o meio. Ninguém vai se magoar.

 — Sério? Acho que está errado.

— Como imagina isso? — Acenei a mão pela sala. — Graham não está sofrendo, Mary está sendo bem cuidada, você está morando em um lugar melhor e não tem de trabalhar. Quem está se magoando?

Sua voz baixou em um sussurro.

— Me sinto culpada... mais a cada dia.

— Por quê?

— Gosto dessas pessoas. Realmente gosto de Cheryl; nos tornamos amigas. Saber que estou mentindo para ela me incomoda. Graham e Penelope só têm sido gentis. É como se os estivesse traindo com essa farsa. As pessoas no asilo pensam que somos casados.

— Nós somos — insisti. — Não é uma farsa. Nosso casamento é legal.

— Eles pensam que é real. Acham que estamos apaixonados. E Mary… Nunca quis que Mary soubesse. Não queria ter de mentir para ela, de todas as pessoas. Detesto mais ter de mentir para ela.

— Você sabe que ela provavelmente vai esquecer.

Betty virou os olhos.

— Ainda é uma mentira. Tami e os outros vão continuar lembrando-a, então ela pode não esquecer. E há Adrian, Adam, Julia... — Ela bufou exasperada. — E a lista só aumenta.

Tamborilei meus dedos na mesa e dei de ombros.

— Está maior do que eu esperava, nisso você tem razão. Até Brian acha que mudei de verdade.

Quando jogamos golfe no outro dia, ele me parabenizou por finalmente encontrar meu “lado humano”.

— Isso não te incomoda? Quantas pessoas essa mentira afeta? Quantas pessoas serão afetadas quando
isso acabar?

— Betty, pare de ser tão dramática. Casamentos acabam toda hora. O mundo vai continuar. Vamos descobrir como e por que quando decidirmos que é a hora certa.

— E, nesse meio-tempo, continuamos mentindo.

Eu estava cansado dessa conversa inútil. Cocei minha cabeça e fiz uma careta.

— Sim. Continuamos mentindo. Ainda estou te pagando, e ainda é um trabalho. Até onde todos sabem, você é minha esposa. Continue interpretando o papel. Finja que gosta de mim. Vá fundo e imagine que me ama. Faça o que tiver de fazer para manter a “farsa”, como você chama.

Ela se levantou, balançando a cabeça.

— Aqui está o erro, Jughead. Não preciso sempre fingir que gosto de você. Quando você para de agir como um babaca, é um homem decente. Reage às pessoas. É gentil e generoso com a Mary. Por algum motivo, você esquece de ser o babaca que mostra ao resto do mundo quando está com ela. Às vezes, você esquece até quando está comigo. — Sua expressão estava triste e sua voz, abatida. — Às vezes, esqueço como você não gosta de mim e penso que realmente somos amigos.

Ela foi até a porta, parou e olhou para trás.

— Eu gosto dessas horas. Elas tornam mais fáceis o resto dos dias.

Então saiu, deixando-me indignado.
 


Notas Finais


Boa noite genteee


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