História O Contrato - Camren G!p - Capítulo 34


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Amor, Camila, Camren, Drama, Lauren, Romance
Visualizações 836
Palavras 2.063
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 34 - Capítulo 34


LAUREN

Cumprimentei Bill e atravessei a praia. Camz estava sentada na areia, com um caderno de rascunhos apoiado nos joelhos, lápis na mão, mas ela estava parada. A brisa pegava as mechas de seu cabelo, soprando-as como fitas escuras de seda. Sentei-me atrás dela, puxando-a para trás em meu abraço.

— Ei.

Ela jogou a cabeça para trás, me olhando de ponta-cabeça.

— Oi. O que estava conversando tanto com Bill? — Ela enrugou a testa. — Por favor, não me diga que estava falando sobre comprar o resort.

Ri com a cara dela e beijei-a na testa.

— Não. Acho que ele tem um comprador. Estava agradecendo por ele tê-la deixado voltar, e estávamos falando sobre outras coisas. Para onde ele vai se mudar, coisas assim.

Ela apertou os lábios e deu de ombros, virando-se para olhar o mar.

— O que está desenhando?

Ela ergueu o caderno.

— Nada. Estou apreciando a vista.

Abracei sua cintura, segurando-a firme.

— É uma vista linda.

— Penny e eu costumávamos fazer fogueiras, cozinhar nosso próprio jantar nelas e assistir ao pôr do sol.

— Podemos fazer isso.

— Você comeria uma salsicha no palito?

— Só se tiver mostarda. E marshmallows depois.

— Hum.

Inclinando-me, belisquei a pele de seu pescoço.

— Você acha que nunca fiz nenhuma atividade ao ar livre, Camz? Acendi o fogo ontem à noite.

— Fiquei pensando onde aprendeu — ela admitiu.

— Está em meu gene.

Torcendo-se, ela virou os olhos.

— Aham.

Rindo, tirei seu cabelo do rosto.

— Nós acampávamos na escola. Eles nos ensinaram a acender o fogo, armar uma barraca, esse tipo de coisa.

— Você fazia isso na escola?

Apoiei meu queixo em seu ombro.

— Quando eu era adolescente e passava as férias na escola, eles ofereciam várias atividades. Acampar era uma delas. Eu gostava. E, sim, gostava até das salsichas. Não sou fresca.

Esperei uma de suas retrucadas. Em vez disso, ela virou, esticou-se e pegou meu rosto.

— Você ficava na escolar em vez de ir para a casa com seus pais?

— Se eles tivessem escolha, sim. Eles diziam para as pessoas que eu estava numa viagem de escola ou algo assim. Quando tinha catorze anos, fiquei fora as férias inteiras. Realmente fui viajar com a escola. Acampei por um mês. Foram as melhores férias da minha vida.

— Sinto muito, querida.

— Não sinta — soltei.

— Já tivemos essa conversa. Me sinto mal pela criança que foi abandonada. — Ela se levantou. — E você, sra. Jauregui, está sendo rude de novo.

Ela saiu andando, com o caderno de desenhos debaixo do braço. Levantei-me, alcançando-a em algumas passadas. Aquelas suas pernas curtas não conseguiam alcançar velocidade como as minhas, ainda bem. Peguei-a pela cintura, girei-a e a segurei.

— Estou sendo uma imbecil de novo. Me deixe me desculpar.

Ela olhou para baixo.

— Camz.

Ela olhou para cima, encontrando meu olhar.

— Desculpe. Falei sem pensar. Não estou acostumada a falar do meu passado ou ter alguém que se importe em como eu me sentia na época, ou agora.

— Eu me importo.

Eu a levantei, trazendo seu rosto para a mesma altura do meu.

— Eu sei. Estou tentando me acostumar, ok? Me dê uma folga. — Beijei o canto de sua boca. — Sou nova nessa coisa de tentar ser uma boa pessoa.

Seus olhos se suavizaram, e eu a beijei de novo.

— Essa foi nossa primeira briga?

— Não sei se chamaria de primeira ou de briga. — Ela sorriu tolamente.

— Mesmo assim, acho que é necessário fazer sexo para fazer as pazes, não é?

Ela tentou ficar séria, mas um sorriso malicioso se formou em seu rosto. Peguei-a no colo, no estilo de noiva, entrando no chalé.

— Vamos, sra. Jauregui. Deixa eu me desculpar com você. Depois, vamos para a cidade para comprar salsichas e marshmallows.

— E mostarda.

Eu a joguei na cama, tirando minha camiseta pela cabeça.

— E mostarda.

******

Joguei outra lenha na fogueira e cruzei as pernas. Camz se encolheu ao meu lado, com a cabeça no meu ombro.

— Esfria quando escurece agora.

— Estamos no outono.

— Eu sei.

— Quanto tempo ainda quer ficar?

Ela suspirou, seus dedos se torciam no cobertor.

— Acho que devemos voltar.

Tinham se passado três dias desde que eu cheguei. Era a primeira vez, na minha vida adulta, que não tinha de estar em algum lugar, sem escritório para ir, sem reuniões planejadas, sem horários. A única coisa na qual estava concentrada era em Camz. Além das idas rápidas para a cidade para comprar suprimentos, não havíamos saído do resort. Andamos na praia, usamos o pequeno salão de jogos onde tentei ensiná-la a jogar damas e falhei miseravelmente, e usamos o tempo para conhecer melhor uma a outra.

Conversávamos, normalmente, por horas seguidas. Ela sabia mais sobre mim do que qualquer uma pessoa na minha vida. Ela tinha um jeito de fazer perguntas que me faziam querer lhe contar coisas que eu nunca havia compartilhado com outra pessoa. Ela contou mais histórias de sua vida antes e depois de conhecer Penny. Algumas das histórias que ela contava, sobre a época em que estava sozinha e nas ruas, faziam-me abraçá-la forte e agradecer qualquer divindade que estivesse ouvindo por tê-la mantido a salvo.

Sempre fazíamos amor. Eu não me cansava dela. O corpo que uma vez achei desagradável agora era minha versão de perfeição. Ela se encaixava tão bem em mim, e a paixão que sentia por ela era suprema. Sua falta de experiência tornava sua reação a mim ainda mais erótica. Eu adorava vê-la descobrindo esse lado selvagem de sua natureza. No entanto, ela tinha razão. Precisávamos voltar para nossa vida, ou o que restara dela, e descobrir o que o futuro guardava para nós.

— Por que não ficamos mais uns dois dias e depois voltamos? Ouvi no rádio que o tempo vai mudar, então ficaremos presas no chalé, de qualquer forma. Não — sorri, inclinando-me para frente e beijando-a — que eu tenha alguma coisa contra em ficar presa com nada para fazer exceto ficar na cama com você.

— Tudo bem — ela concordou com uma risada leve, então ficou séria. — Ainda tenho de espalhar as cinzas de Penny.

— Está pronta para fazer isso, carinho?

Seus olhos tinham um olhar distante quando ela falou.

— O outono era sua época preferida do ano. Ela não gostava do calor do verão. Ficava ansiosa para vir para cá tanto quanto eu. Acho que ela gostaria de ficar aqui.

— Contanto que você tenha certeza.

— Amanhã — ela sussurrou.

Coloquei-a no meu colo, beijando sua cabeça.

— Amanhã.

Acordei, e a palpitação de pânico tomou meu peito quando o lugar ao meu lado estava vazio. Sentei-me, tirando a coberta e saindo da cama. Relaxei quando vi Camz na praia. Ela estava em pé, olhando para o mar, segurando algo perto do peito. Olhei, confirmando o fato de a urna de Penny ter sumido de cima da lareira.

Minha esposa estava se despedindo.

Voltando para o quarto, peguei minhas calças e as vesti. Peguei minha camiseta e a coloquei por cima ao correr para fora, cruzando a areia. A previsão que a meteorologia fez já estava aparecendo. As ondas estavam maiores, chegando à areia sem quebrar forte. O vento estava mais forte, e eu sabia que, logo, viria a chuva, e a tempestade deixaria minha esposa nervosa. Cheguei ao seu lado, abraçando-a.

— Eu estava te esperando.

— Deveria ter me acordado.

— Eu queria um tempo. Sabia que você não demoraria.

— Tem certeza?

Ela sorriu para mim, o brilho das lágrimas em seus olhos me contava a história toda.

— Sim.

— Ok, carinho. — Peguei a urna. — Você quer que eu a abra?

— Por favor.

Segurei o pote verde simples na mão, passando os dedos pelas flores silvestres que decoravam a superfície lisa.

— Obrigado — murmurei para Penny. — Você não vai se arrepender de confiar em mim.

Com cuidado, abri a urna e entreguei a sacolinha para Camz. Ela se afastou de mim em direção ao mar. Eu a deixei ir sozinha, sabendo como esse momento era emotivo e pessoal para ela. Ela ficou parada. Pude ver seus lábios se movendo e sabia que estava dizendo seu último adeus. Ela agachou, abrindo o saquinho e deixando o conteúdo se derramar na areia aos seus pés. Ela se levantou, chacoalhando o saquinho, o que sobrou foi levado pelo vento. Sua cabeça se abaixou e ela se abraçou, uma figura solitária contra a paisagem das nuvens carregadas. Eu queria ir até ela, consolá-la, mas ainda não sabia como lidar com todas as emoções quando o assunto era Camz. Deveria deixá-la sozinha? Abraçá-la? Ela resolveu meu dilema, virando-se e segurando sua mão no ar sem falar nada. Eu a peguei e a trouxe para perto.

— Você está bem?

Ela olhou para cima, com os olhos úmidos.

— Vou ficar.

— Posso fazer alguma coisa?

— Já está fazendo.

— Quero fazer mais.

— Me leve para casa, Lauren. Estou pronta.

— Ok, carinho.

Depois de deixarmos a praia, não demoramos para guardar as poucas coisas que ela levou para o chalé. Empacotei a comida que restou e coloquei tudo no porta-malas. Esperei, dando-lhe privacidade para mais uma despedida.

A volta para casa foi totalmente o oposto em relação à velocidade rápida com a qual fui para o resort. Camz ficou ao meu lado, com a mão entrelaçada na minha conforme voltávamos para a cidade. Dirigi devagar, permitindo que ela relaxasse. Olhava para ela de canto de olho constantemente.

— Sei que está me olhando.

— Gosto de olhar para você.

— Estou bem, Lauren. De verdade.

— Está nervosa por voltar comigo? Com a diferença no relacionamento?

Ela encostou a cabeça e me olhou.

— Nervosa?

— Está tudo mudado agora, Camz. Vamos para casa como um casal realmente casado. Para começar, assim que chegarmos em casa, suas coisas vão para o meu quarto. Para o nosso quarto. Melhor assim.

— Eu sei. Você vai dormir de conchinha comigo toda noite.

— E você vai me ouvir roncar. — Então fiquei séria. — Temos muito o que enfrentar juntas.

— Vamos conseguir. — Ela hesitou. — Você está nervosa?

— Em alguns quesitos, sim.

— Por quê?

Parei o carro no acostamento, colocando meu braço atrás de seu banco.

— Eu ainda sou eu, Camz. Lá no fundo, ainda sou a mesma babaca. Tenho personalidade forte. Não sou perfeita... longe disso.

— Não espero que seja perfeita, Lauren. Mas não acho que a babaca lá no fundo é a mesma que costumava ser.

— Você tem bastante fé em mim.

— Enxerguei a mudança em você. — Ela sorriu. — Além do fato de te amar.

— Estou preocupada em te decepcionar.

— E se, quando eu ficar brava com você, agir como uma babaca?

Isso me fez rir.

— Já que tenho certeza de que terá justificativa, quando acontecer, vamos lidar com isso.

— Vamos lidar com tudo juntas, Lauren. Incluindo o comportamento babaca.

— Juro que tentarei melhorar.

— Sei que vai tentar e, mais ainda, sei que vai conseguir.

— Por que tem tanta certeza?

— Porque você me ama.

Passando os nós dos dedos em sua face, assenti.

— Amo mesmo, carinho. Muito.

Ela cobriu minha mão e beijou a palma dela.

— Sabe, todos temos nossos momentos. Até eu.

— É mesmo?

— Eu costumava ficar brava com a forma com que falava comigo quando estava sendo mais... idiota do que o normal.

— Você escondia bem.

— Me vinguei, do meu próprio jeito.

— Agora você aguçou minha curiosidade. Me diga, como se vingou de mim?

O fantasma de um sorriso curvou seus lábios.

— Camz?

— Nos dias em que você estava mais insuportável, eu trocava seu queijo e maionese com pouca gordura para a versão normal dos seus sanduíches. Não pedia espuma sem gordura para seus achocolatados... nunca pedi, na verdade. Só deixava você pensar que o tinha feito.

— O quê?

— Esqueci de pedir um dia que fui pegar seu sanduíche e você nem percebeu. Era minha vingança silenciosa.

— Esse foi seu jeito de se vingar?

— Vi que suas calças ficaram mais apertadas, você tinha que malhar um pouco mais. Talvez o suor tirasse sua babaquice.

Comecei a rir. Transformou-se em gargalhada. Risadas altas e profundas que me fizeram chorar.

— Que vadia vingativa você é, carinho. Estou feliz que esteja do meu lado agora. Minha esteira se treme toda com essa sua ira.

— Vá se foder, Jauregui.

Debruçando-me no painel, eu a beijei. Ela não fazia ideia de como aquele momento era incrivelmente sedutor, ou quanto meu amor por ela crescia toda vez que ela falava aquelas palavras. Antes ditas quando estava brava, e agora de brincadeira, serviam para nos lembrar do quanto evoluímos juntas.

— Me leve para casa, Lauren.

— Ok, carinho.

Voltei para a estrada, havia me recuperado e estava com um sorriso no rosto.


Notas Finais


Comentem muito que posto o próximo! Quero terminar ela hoje...


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