História O Contrato - Camren G!p - Capítulo 37


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Amor, Camila, Camren, Drama, Lauren, Romance
Visualizações 729
Palavras 1.609
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Penúltimo capítulo...

Capítulo 37 - Capítulo 37


LAUREN

Lea se inclinou para frente, apontando uma amostra.

— Eu gosto desta.

Balancei a cabeça.

— Não, é discreta. — Mexi na pilha de amostras e peguei a que estava quase embaixo de tudo. — Essa chama atenção.

— Essa é muito na cara.

— Precisa ser na cara, Lea. Estamos vendendo diversão aqui. Tem de cativar você.

Ela apertou os lábios e eu aproveitei para beber um gole de meu café. Eu estava "de volta" por quase três meses. Meu relacionamento com os Cowell estava solidificado tanto profissional quanto pessoalmente. Minha carreira nunca esteve tão completa como agora. Minha vida com minha esposa estava maravilhosa. Camz trouxe uma paz para meu mundo que nunca percebi que faltava ou precisava. Ela era meu núcleo, e tudo que eu fazia girava em torno dela de alguma forma. Ela passava o tempo sendo voluntária e, dois dias da semana, trabalhava no Grupo Cowell... mas não para mim. Ajudava Laura, e as duas formavam um grande time. Era uma situação na qual todos ganhavam já que eu podia vê-la na empresa e ainda tê-la em casa.

Lea empurrou as amostras com um barulho bravo.

— Ainda detesto quando você está certa.

Ri pela sua indignação. Antes de eu poder falar, seu celular tocou. Ela atendeu e outro resmungo baixo me fez sorrir por ela estar tão frustrada.

— Certo. Não, vou ver o que consigo fazer. — Ela desligou, jogando o celular na mesa.

— Algum problema?

— Meu carro está na loja. Não deu para ficar pronto hoje e só poderei pegá-lo amanhã. Dianna está fora e preciso de uma carona para casa. Preciso ver se consigo alcançar meu pai.

— Ele saiu para uma reunião logo depois do almoço. Disse algo sobre ir para casa depois que terminasse.

— Merda.

— Eu posso te levar para casa.

— Tem certeza?

— Sim. Posso te deixar lá e passar para te pegar amanhã também.

— Meu pai vai me trazer. Não tem planos com Camz para hoje à noite?

— Não. Na verdade, ela tem um curso de informática hoje à noite, então estou livre como um pássaro.

— Ótimo. Obrigada.

— Claro. Agora vamos acabar com isso, depois eu te levo.

A carona foi agradável e rápida. Eu não precisava ser guiada, já que estive lá muitas vezes. Lea, como sempre, encontrou muitas coisas para falar, preenchendo o tempo no carro com histórias de procurar um novo sofá. Ela e Dianna moravam no fim da cidade, em um novo bairro. Era perto da água, as casas eram grandes e bem distante umas das outras. Eu gostava do ar silencioso e rico da área. Depois de deixar Lea, dirigi pelas ruas ao redor, admirando as casas e a tranquilidade do bairro. Diminuí a velocidade, parando na esquina em frente a uma casa que chamou minha atenção. O cinza escuro do tijolo e o telhado azul vivo se destacavam na área de cores mais neutras. Sobrado com uma sacada em torno de toda a casa e janelas grandes, parecia aconchegante. O que chamou minha atenção, no entanto, foi o homem colocando a placa de "À venda". Também havia uma caixinha para guardar folders de informação sobre a casa. Sem pensar, eu estava fora do carro, andando até ele. Ele sorriu para mim quando pedi uma cópia.

— Ainda estão dentro da casa. Preciso pegá-los — ele respondeu ao meu pedido. — Os donos não estão em casa, mas tenho certeza de que não se importariam. Quer dar uma olhada?

Olhei para a casa, sem saber por que eu estava interessada. Camz e eu nunca havíamos falado sobre comprar uma casa ou nos mudar. Só que eu gostava da ideia.

— Quero, sim.

Uma hora depois, eu estava de volta no carro, com o folder na mão e outra visita marcada para a próxima manhã. Eu queria que Camz visse aquela casa.

Ela olhou para o folder, confusa.

— Uma casa? Você quer uma casa?

Apontei o folder.

— Eu quero esta casa.

— Por quê? Não gosta mais do apartamento?

Fiquei pensando nisso a noite toda, enquanto esperava que ela chegasse em casa.

— O apartamento é legal. Sempre gostei. Mas eu estava pensando, não é um bom lugar para — cocei minha nuca de forma nervosa — criar filhos.

Seus olhos se arregalaram.

— Eles precisam de um quintal para brincar, certo? Um lugar para correr...?

Ela sorriu, dando um tapinha na minha mão.

— Bom, eles não são cachorros, mas, sim, um quintal é uma boa coisa para crianças. — Ela passou a língua no lábio inferior, um sorriso irônico curvou sua boca. — Você... você está grávida, Lauren?

— Não — bufei. — Eu estava pensando que um dia você estará.

Ela riu, depois ficou séria.

— Um dia no futuro próximo?

Inalei uma respiração calmante antes de responder.

— Se você quiser.

— Lauren — ela soltou. — Tem certeza?

— Não estou dizendo que será amanhã, nem no mês que vem. Eventualmente, sim, quero uma família com você, Camz. No entanto, não quero criá-los em um apartamento. Eu costumava querer um quintal em vez de só poder brincar no parque por um tempo determinado. Quero isso para meus filhos. — Pausei, limpando a garganta. — Para nossos filhos.

— Então eu adoraria ver essa casa com você.

— É perto de Lea — adicionei.

— Isso é um incentivo ou um obstáculo para você?

Sorri.

— Depende do dia.

— Você gostou mesmo dessa casa?

Assenti.

— Tem só dois anos, o próprio dono construiu, então é bem-feita. Está à venda porque sua esposa foi transferida. É aberta e clara. Quatro quartos com bom tamanho e um grande escritório para mim. A cozinha é bem equipada e acho que você vai adorar.

— Parece ótima.

— O quintal é enorme. Bastante espaço para uma piscina, que eu sempre quis.

Teríamos de cercá-la, claro, mas é possível.

— Parece que você já está pronta para mudar.

Envolvi o braço em sua cintura, puxando-a para perto.

— Se você gostar, eu estou pronta. Se você for ficar mais feliz por enquanto, é aqui que vamos ficar. Se você quiser olhar outras casas, tudo bem também. — Olhei para a foto da casa. — Há algo nesta casa que me chamou atenção.

— Mal posso esperar para vê-la.

Camz amou a casa ainda mais que eu. Ela foi de quarto em quarto, abrindo armários e olhando tudo o que tinha. No quarto do casal, ela observou em silêncio a vista da varanda privada. Estávamos tão perto da praia que podíamos ver o mar. À nossa esquerda e direita, árvores altas e largas rodeavam a propriedade. Era espetacular.

— Você gostou?

— É maravilhosa — ela murmurou. — Tão tranquilo.

Apontei para o caminho entre as árvores no meio do quintal.

— Há um caminho que leva para o fim da propriedade. É toda aberta no fim.

Dá para ver o mar a quilômetros. É como seu chalé. Seu pequeno pedaço de paraíso.

— Oh, Lauren.

— Quero te dar isso.

Ela se virou em meus braços, com os olhos brilhantes. Pegando seu rosto, puxei-a para mim, beijando sua boca carnuda.

— Vamos ver mais, ok?

— Ok.

A suíte era luxuosa. A banheira no canto me fez pensar em relaxar na água quente com uma taça de vinho, e minha esposa aninhada em meus braços. Eu a envolvi no meu abraço, descansando o queixo em seu ombro.

— Quero você naquela banheira, Camz — sussurrei, arrastando meus lábios por seu pescoço até sua orelha e mordisquei seu lóbulo. — Quero alagar o chão e ouvir a forma como meu nome ecoa nessas paredes quando você gritar.

Ela estremeceu e dei outro beijo em seu pescoço. Dei um passo para trás com um sorriso, segurando minha mão no ar.

— Vamos continuar olhando?

Ela semicerrou os olhos para mim, fazendo-me rir. Eu adorava provocá-la. A cozinha causou a melhor reação. Cruzei os pés, relaxando apoiada no balcão, observando-a andar por ali. Sempre adorei ver suas reações. Ela passava a mão na riqueza dos armários de madeira, no frio do topo do balcão de quartzo e nos eletrodomésticos brilhando.

— Eu poderia cozinhar muitas coisas aqui! — ela exclamou ao ver os fogões duplos, e suspirou ao ver a geladeira. — Não sei se sairia da cozinha!

Encontrando seus olhos, eu sabia que tínhamos encontrado o próximo passo de nossa jornada juntas. Eu queria fazer isso por ela... por nós. Queria dar isso para ela. Um lar dela, onde se sentiria segura. Um lugar onde poderíamos criar lembranças que pertencessem a nós e construir uma vida.

Ergui minhas sobrancelhas com uma pergunta silenciosa. Não houve hesitação da parte dela. Eu sabia que poderíamos olhar outras casas; na verdade, provavelmente deveríamos, mas aquela parecia a certa. Parecia feita para nós. Virando-me, sorri para o corretor, que estava nos observando com olhos ansiosos.

— Gostaríamos de fazer uma oferta.

Eu tinha certeza de que meus tímpanos iriam explodir quando contamos a novidade para os Cowell alguns dias depois. Convidamos todos para um jantar e, depois de comermos, contamos que compramos a casa e que moraríamos a alguns quarteirões de Lea.

— A cinza? — ela gritou. — Com o telhado azul-claro? Amo aquela casa! — Ela jogou os braços em volta de Camz. — Vamos ser vizinhas!

Camz sorriu e seu olhar castanho intenso encontrou o meu. Ela sorriu o dia todo, alegre e gargalhando. Seus olhos estavam em paz, e sua felicidade era evidente. Senti um orgulho que era diferente do que eu estava acostumada. Não tinha nada a ver com um trabalho bem feito ou um elogio por uma campanha para a qual dediquei horas. Era um orgulho pessoal baseado no fato de eu ter feito outro ser humano feliz. Um ser humano que eu amava mais do que pensava ser possível.

Eu tinha feito isso.

Simon flagrou meu olhar, inclinou a cabeça em direção a Camz e ergueu sua taça em um brinde silencioso.

Ergui a minha, aceitando sua aprovação não dita, sabendo que, pela primeira vez na vida, eu merecia.


Notas Finais


Então estamos no fim, se quiserem o último comentem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...