História O Contrato - Fillie - Capítulo 5


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 115
Palavras 2.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi, migs tudo bem? me desculpem pelo sumiço, mas eu acabei pegando exame em uma matéria da faculdade e fiquei toda desanimada e chorosa desde então, e sinceramente? acabei me esquecendo da história
sério, me perdoem

mas eu voltei e trouxe uma maratona tripla, de novo, ta? vou postando ao longo do dia 💕

ps: me perdoem qualquer erro

Capítulo 5 - A Entrevista


Finn

O prédio onde ficava o Grupo McLaughlin era o extremo oposto de Beckham Inc. Diferente do arranha-céu de aço e vidro no qual eu trabalhava diariamente, aquele edifício era de tijolos, tinha apenas quatro andares, e era rodeado por árvores. Estacionei meu carro depois de passar com o guarda da entrada, que sorriu para mim agradavelmente e me entregou um crachá de visitante. Entrando no prédio, outro guarda me cumprimentou e me disse que o escritório de Caleb McLaughlin ficava no último andar, depois me desejou um bom-dia.

Minutos depois, uma secretária me levou a uma sala de reuniões, me deu uma xícara de café fresco e me disse que Caleb estaria comigo em um instante. Aproveitei o tempo para observar os detalhes da sala em que estava, mais uma vez impressionado pela diferença entre as duas empresas.

Beckham Inc. era toda moderna. Os escritórios e a sala de reuniões eram decorados com arte — branco e preto era a paleta predominante. Até a arte era monocromática com bastante metal por todo lugar. Cadeiras duras e modernas, mesas com tampo de vidro e piso laminado — tudo frio e vago. Se fosse analisar por aquela sala, eu não estava mais no Kansas. As paredes eram decoradas com painéis de carvalho, havia uma mesa de reunião oval de madeira rodeada por cadeiras de couro acolchoadas, e tinha um tapete alto e macio no chão. Uma área aberta à direita abrigava a cozinha eficiente. As paredes mostravam muitas campanhas bem-sucedidas, todas emolduradas e apresentadas de forma graciosa. Muitos prêmios decoravam as prateleiras.

Em um canto da sala estava o quadro de ideias. Havia rabiscos e ideias esboçadas nele. Aproximei-me, analisando os desenhos, rapidamente absorvendo a estrutura da campanha que eles estavam criando para uma marca de sapato. Estava tudo errado.

Uma voz profunda me tirou das minhas reflexões.

— Pela sua expressão, eu diria que não gostou do conceito.

Meu olhar encontrou uma expressão divertida de Caleb McLaughlin. Havíamos nos encontrado por causa da indústria algumas vezes, sempre educado e distante — um aperto de mãos profissional e uma conversa breve foram as únicas interações. Ele era alto e confiante, com muitos cabelos grisalhos que brilhavam sob as luzes.

Mais de perto, a cordialidade em seus olhos verdes e o baixo tom de voz me atingiram. Pensei se o quadro de ideias não tinha sido deixado de propósito — um tipo de teste.

Dei de ombros.

— É um bom conceito, mas não é novo. Uma família usando o mesmo produto? Já foi feito. Ele encostou o quadril na beirada da mesa, cruzando os braços.

— Foi feito, mas foi bem-sucedido. O cliente é a Kenner Shoes. Eles querem conquistar mais clientes. – assenti.

— E se você fizesse isso, mas só destacasse uma pessoa?

— Gostaria de ouvir mais.

Apontei o desenho da família, batendo o dedo no caçula.

— Comece aqui. Foque nele. A primeira aquisição deles: sapatos comprados por seus pais. Siga-o ao crescer, enfatizando alguns pontos pertinentes na vida conforme os usava: primeiros passos, primeiro dia de aula, escalar com amigos, praticar esportes, ir a encontros, formatura, casamento... — Minha voz sumiu.

Caleb ficou quieto por um instante, então começou a assentir.

— O produto fica com você conforme cresce.

— É uma constante. Você muda; o produto não. É seu para sempre.

— Brilhante — ele elogiou.

Por algum motivo, seu elogio fez meu peito se aquecer, e inclinei minha cabeça com essa sensação esquisita. Ele saiu de perto da mesa, segurando sua mão no alto.

— Caleb McLaughlin.

Apertei sua mão, percebendo a firmeza dele.

— Finn Wolfhard.

— Já me impressionei.

Antes que eu pudesse responder, meu telefone tocou. Bem na hora.

— Desculpe. — olhei para a tela, esperando parecer envergonhado. — Preciso atender. Peço desculpa.

— Sem problema, Finn. — ele sorriu. — Preciso de um café.

Me virei ao atender.

— Millie. — murmurei, baixando o tom de voz. Por um instante, houve silêncio, então ela falou.

— Sr. Wolfhard?

— Sim. — ri, sabendo que eu a confundiria toda.

Acho que nunca a tinha chamado de outra coisa sem ser Srta. Brown, e certamente nunca com uma voz que acabara de usar.

— Hum, você pediu para me ligar e dizer que seu compromisso das quatro foi alterado para três.

— Três horas agora? — repeti.

— Sim?

— Ok, vou ajustar. Está tudo bem aí?

Ela parecia assustada quando respondeu.

— Sr. Wolfhard, o senhor está bem?

— Claro que estou. — não pude resistir e brinquei mais com ela. — Por quê?

— Você está, ahn, diferente.

— Pare de se preocupar — acalmei-a, sabendo que Caleb estava ouvindo – Está tudo bem.

— Romeo estava te procurando. – disse ela.

— O que disse a ele?

— Exatamente o que me instruiu a dizer. Mas, ele...

— O quê? O que aconteceu?

— Ele está um pouco mal-humorado esta manhã.

— Romeo sempre está mal-humorado. Almoce mais cedo e tranque a porta do escritório. Vou falar com ele quando voltar — instruí enquanto sorria para o telefone, dando um tom preocupado à minha voz.

A confusão a deixou corajosa.

— Trancar o escritório e almoçar mais cedo? Você está bêbado?

Não aguentei. Gargalhei com as palavras dela.

— Só faça isso, Millie. Se cuide, e te vejo quando eu voltar. — desliguei, ainda sorrindo, e me virei para encarar Caleb — Minha assistente — expliquei.

Ele me olhou com um olhar de sabedoria.

— Acho que sei por que está querendo sair da Beckham Inc.

Respondi ao seu olhar levantando os ombros discretamente.

Eu o ganhara.

— Me conte sobre você.

Sorri para a pergunta dele.

— Acho que você já sabe muito sobre mim, Caleb. Pelo menos já ouviu falar de mim. – ele assentiu, bebendo seu café.

— Sua reputação diz muito sobre você.

Inclinei-me para frente, torcendo para parecer sincero.

— As pessoas mudam.

— Você mudou?

— Mudei o que quero na vida e como. Assim, a pessoa que eu era não existe mais.

— Apaixonar-se faz isso com uma pessoa.

— É o que estou descobrindo.

— Beckham Inc. tem uma política rígida sobre relacionamentos interpessoais. – bufei.

— Romeo não gosta que seus funcionários se relacionem nem dentro nem fora do escritório. Ele acha que distrai dos negócios.

— E você discorda?

— Acho que é possível ter os dois... Com a pessoa certa.

— E encontrou essa pessoa?

— Sim.

— Sua assistente.

Engoli seco, capaz apenas de assentir.

— Me conte sobre ela.

Merda. Quando o assunto eram negócios, eu poderia falar eternamente. Estratégias, ângulos, conceitos, visualizações — eu poderia continuar por horas. Raramente falava de assuntos pessoais, então o que poderia dizer de uma mulher que mal conhecia e da qual não gostava? Não fazia ideia. Engoli de novo e olhei para a mesa, passando os dedos pela superfície lisa.

— Ela é a pessoa mais burra que já conheci — soltei, isso pelo menos era verdade. Ele franziu o cenho com meu tom de voz, e eu rapidamente disfarcei meu erro – Detesto quando ela se machuca — expliquei com uma voz mais branda.

— É claro. — ele assentiu.

— Ela é, ahn, ela é perfeita. – ele riu.

— Todos achamos isso das mulheres que amamos.

Busquei em meu cérebro, fazendo uma lista mental das coisas que eu sabia sobre ela.

— O nome dela é Millie. A maioria das pessoas a chamam de Mills, mas eu gosto de usar seu nome completo.

Não era realmente uma mentira. Eu a chamava de Srta. Brown toda vez. Ele assentiu.

— Um nome tão adorável. Tenho certeza de que ela gosta de ouvi-lo dizer seu nome.

Sorri, lembrando da reação dela mais cedo.

— Acho que a confunde.

Ele esperou enquanto eu pensava em minhas próximas palavras.

— Ela é minúscula e comedida. Seus olhos são como chocolate, tão doces e que derretem a cada pequeno gesto de amor ou felicidade. Todos gostam dela no escritório. Ela faz cookies para as pessoas; elas amam. – titubeei, tentando pensar em mais coisas – Ela detesta ser acordada mais cedo que o necessário. Sua voz fica bem rouca, o que me faz rir.

Ele sorriu de forma encorajadora.

— Ela me mantém na linha, é uma assistente maravilhosa e eu ficaria perdido sem ela. – suspirei, incerto do que mais falar. – Sem dúvida, é boa demais para mim – admiti, sabendo lá no fundo que era verdade. Eu tinha certeza de que era a má pessoa dessa história, principalmente pelo que estava fazendo naquele momento.

— Quer trazê-la para cá com você?

— Não! – exclamei. Essa era minha chance de me livrar dela.

— Não entendo.

— Ela, ahn, nós queremos começar uma família. Prefiro que ela fique em casa e que eu tenha outra pessoa no trabalho. Quero que ela tenha a chance de relaxar e aproveitar a vida por um tempo... Sem trabalhar.

— Ela não está aproveitando agora?

— Está difícil, por causa da situação, e ela trabalha demais — adicionei, torcendo para soar da maneira correta. — Está cansada nos últimos tempos. Quero que ela durma o quanto quiser.

— Você quer cuidar dela.

Estávamos entrando em um território perigoso. Eu não fazia ideia do que responder; nunca quis cuidar de alguém, com exceção de mim mesmo. No entanto, assenti, concordando.

— Presumo que morem juntos? Imagino que seja a única hora que têm de relaxar e ser um casal.

Merda. Não tinha pensado nisso.

— Ah, nós, sim... Valorizamos nosso tempo a sós.

— Você não gosta de conversar sobre sua vida pessoal.

Sorri com pesar.

— Não. Estou acostumado a mantê-la em segredo. – isso, pelo menos, era verdade.

— Somos uma empresa especial aqui no Grupo McLaughlin, em muitos níveis.

— Algo do qual estou ansioso para participar.

Ele apontou para o quadro.

— Acreditamos em trabalho de equipe, aqui e em nossa vida pessoal. Trabalhamos em campanhas como um grupo, alimentando um ao outro, quase igual nós dois fizemos há alguns instantes. Compartilhamos vitórias e desastres. – ele piscou – Não que tenhamos muitos. Valorizo cada funcionário.

— É uma forma interessante de fazer as coisas.

— Funciona para nós.

— Obviamente. Seu nome é bem respeitado.

Nossos olhares se encontraram. Mantive minha expressão aberta, nivelada e, esperava, sincera.

Ele recostou em sua cadeira.

— Me diga mais sobre sua ideia.

Relaxei também. Isso era fácil... Muito mais fácil do que falar sobre Millie Bobby Brown.

* * *

Uma hora depois, Caleb se levantou.

— Estarei fora até sexta. Gostaria de convidá-lo para ir a um churrasco que minha esposa e eu vamos dar no sábado. Gostaria que a conhecesse e também as outras pessoas.

Eu sabia o que aquilo significava.

— Eu gostaria de ir, senhor. Obrigado.

— Com Millie, é claro.

Mantive minha expressão fria conforme peguei sua mão estendida para cumprimentar.

— Ela vai adorar.

De volta ao escritório, a Srta. Brown estava em sua mesa quando cheguei. Embora ela estivesse no telefone, senti seus olhos me observando quando cruzei seu caminho. Sem dúvida, ela estava esperando minha ira descer sobre ela por qualquer infração que eu tivesse escolhido hoje. Em vez disso, balancei a cabeça e continuei andando até minha mesa, verificando os recados e a pequena pilha de documentos que aguardavam minha aprovação. Sentindo-me estranhamente desinteressado, levantei-me e olhei pela janela e para a cidade abaixo de mim; o alvoroço e o barulho abafados pelo vidro e pela altura em relação à rua. A vista e o som seriam bem diferentes no Grupo McLaughlin.

Tudo seria bem diferente.

Frequentemente, no momento em que eu saía de qualquer tipo de reunião com Romeo, eu estava em uma confusão de terminações nervosas, pulsando e ansioso. Ele sabia como pressionar toda pessoa que trabalhava com ele; como dizer e fazer exatamente o que ele precisava para conseguir o que queria — independente se fosse positivo ou negativo. Até aquele instante, não tinha percebido que o encontro com Caleb, apesar de eu estar nervoso, devido à situação na qual estava me encontrando com ele, ainda estava calmo.

Em minha pesquisa em relação à sua empresa, e do próprio homem, li várias vezes sobre sua gentileza e generosidade. Na verdade, além da opinião negativa de Romeo sobre Caleb eu não tinha lido ou ouvido qualquer comentário cruel. Sentado com ele, discutindo os conceitos em minha mente para a campanha da marca de sapato, senti um entusiasmo que não sentia há muito tempo. Eu me senti criativo de novo, energizado. Caleb ouviu, ouviu de verdade, encorajando meu processo de pensamento com reforço positivo, e adicionando ideias próprias. Para minha surpresa, gostei de seu conceito de trabalho em equipe. Imaginei como seria não ser envolvido diariamente pelo degolador mundo da Beckham Inc. Como seria trabalhar com pessoas ao invés de contra elas. Teria uma vida melhor? Uma mais fácil. Disso eu tinha certeza. Sim, senti que não seria menos desafiador.

Tudo o que eu sabia era que, no instante em que nossa reunião acabou, meus motivos para querer trabalhar para ele não eram mais por vingança. Eu queria sentir aquele entusiasmo — ficar orgulhoso de campanhas que criava. Era uma situação inesperada, mas agradável.

Minha porta bateu e eu me virei, franzindo o cenho, tendo meus pensamentos interrompidos.

— Romeo. – olhei para ele de forma desafiadora – Ainda bem que não estava com um cliente.

— Mills me disse que você estava livre. Ela interfonou, mas você não atendeu.

Eu estava tão mergulhado em meus pensamentos que não ouvira o interfone. Pela primeira vez.

— O que posso fazer por você?

Ele colocou os ombros para trás, preparando-se para uma discussão.

— Onde você estava esta manhã? Eu te procurei, e você não estava atendendo o celular nem retornando minhas mensagens.

— Era um compromisso pessoal.

— Sua assistente disse que foi uma consulta médica.

Eu sabia que ele estava mentindo. Uma coisa em que a Srta. Brown era boa era guardar meus segredos.

Entrei no seu blefe.

— Por que ela diria isso? Não faço ideia. Não disse a Srta. Brown onde estaria. Como eu disse, era pessoal.

Ele fez uma careta para mim, mas parou. Andou um pouco, arrumando seu penteado; um gesto que eu conhecia bem. Ele estava se preparando para matar. Girou para me encarar.

— Por que Gaten Matarazzo veio aqui outro dia?

Dei de ombros, movendo-me para me sentar para que ele não me visse sorrir. Agora eu entendi sobre o que era tudo isso.

— Gaten e eu somos amigos. Estávamos marcando uma rodada de golfe.

— Ele não podia fazer isso pelo telefone?

— Ele estava aqui no bairro. Gosta de flertar com a Srta. Brown, e passou aqui pessoalmente. Há algum problema?

— O que está tramando?

Ergui minhas mãos em defesa.

— Não estou tramando nada, Romeo. Exceto uma partida de golfe e algumas horas fora do escritório. Me barre se quiser. – peguei uma pilha de documentos – Embora pense que, como você pode ver, tenho muitos períodos de férias vencidas... Desconte duas horas dali.

— Estou de olho em você — ele alertou, virando-se e saindo. A porta bateu tão forte que as janelas vibraram.

Sorri para a porta.

— Me observe Romeo. Me observe enquanto eu vou embora.

Alonguei-me na cadeira e soquei o botão do interfone.

A Srta. Brown atendeu, soando mais cautelosa do que o normal.

— Sr. Wolfhard?

— Preciso de um café, Srta. Brown.

— Mais alguma coisa, senhor?

— Alguns minutos de seu tempo.

Ela respirou vacilante.

— Agora mesmo.

Virei minha cadeira em direção à janela e suspirei. Não conseguia acreditar no que estava prestes a fazer.

Esperava não falhar. Que Deus me ajude... De todas as formas.


Notas Finais


e foi isso, lindxs ❤

bjs e até o próximo ❤


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