História O Contrato - Fillie - Capítulo 6


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 155
Palavras 1.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SORRY
queria ter postado mais cedo, mas não deu

mas, to aqui agora

aproveitem ❤

Capítulo 6 - O aumento


Millie

— Não entendo — murmurei no telefone, tentando permanecer calma. – Não recebi nenhum recado sobre esse aumento.

— Eu sei, Srta. Brown. Só recebemos as instruções há dois dias, e é por isso que estou ligando para informar da mudança.

Engoli o nó em minha garganta. Quatrocentos dólares a mais por mês. Eu precisava pagar quatrocentos dólares a mais.

— Você me ouviu, Srta. Brown?

— Desculpe... Poderia repetir?

— Eu disse que a nova taxa começará a ser cobrada no dia primeiro. – olhei para o calendário. Era daqui a duas semanas.

— Isso é legal?

A mulher no telefone suspirou, compreendendo.

— É uma instituição privada, Srta. Brown. Uma das melhores da cidade, mas têm suas próprias regras. Há outros lugares onde você pode procurar para mudar sua tia, uns que são administrados pelo governo com taxas fixas.

— Não. – insisti. – Não quero fazer isso. Ela está muito bem cuidada e adaptada.

— Os funcionários são os melhores. Há outros quartos, semiparticulares, nos quais você poderia colocá-la.

Esfreguei minha cabeça com frustração. Aqueles quartos não tinham uma vista do jardim, ou um espaço para os cavaletes e os livros de arte de Winona. Ela ficaria muito infeliz e perdida. Eu precisava mantê-la no quarto particular, independentemente do quanto custasse.

O Sr. Wolfhard entrou no escritório, olhando para mim. Hesitei antes de dizer alguma coisa, incerta se ele iria parar, mas ele continuou andando e entrou em sua sala, fechando a porta com um clique discreto. Ele não me vira. Não que o fizesse normalmente, a menos que fosse para gritar ou xingar, então eu só poderia presumir que a ligação estranha que ele fez tivesse sido aceitável.

— Srta. Brown?

— Desculpe. Estou no trabalho, e meu chefe chegou.

— Você tem mais alguma pergunta?

Eu queria gritar para ela e dizer: Sim! De onde acha que posso tirar mais quatrocentos dólares para dar a você? Mas eu sabia que seria inútil. Ela trabalhava no departamento de contabilidade; não participava das decisões.

— No momento, não.

— Você tem nosso número.

— Sim, obrigada. — Desliguei. Eles certamente tinham o meu número.

Olhei para minha mesa e minha mente foi longe por um instante. Eles me pagavam bem na Wheeler Inc. — eu era uma das assistentes Beckham mais bem pagas porque trabalhava para o Sr. Wolfhard. Era horrível trabalhar com ele — seu desgosto por mim era óbvio. No entanto, eu o fazia porque me dava dinheiro extra, o que ia tudo para Winona Ryder.

Passei o dedo na beirada do mata-borrão que eu mantinha na minha mesa. Já morava no lugar mais barato que pude encontrar. Cortava meu próprio cabelo, comprava minhas roupas em lojas de segunda mão, e minha dieta consistia em miojo e muita pasta de amendoim barata e geleia. Não reclamava de nada, usando toda oportunidade para economizar um pouco. Café era grátis no escritório, e sempre havia muffins e cookies. A empresa pagava meu celular e, quando estava calor, eu ia e voltava andando do trabalho, para economizar a tarifa do ônibus. De vez em quando, usava a cozinha em casa para assar cookies com os moradores e trazia um pouco para o trabalho para dividir. Era minha forma silenciosa de recompensar pelas comidas que eu roubava. Se houvesse uma despesa inesperada, havia dias em que eu só podia comer aqueles cookies e muffins. Verificava se tinha algum na sala de descanso antes de eu sair à noite que pudesse colocar no freezer do meu apartamento.

Pisquei para evitar as lágrimas que estavam se formando. Como eu iria conseguir mais quatrocentos dólares por mês? Eu já vivia de salário em salário. Sabia que não podia pedir aumento. Eu teria de conseguir um segundo emprego, o que significava menos tempo para gastar com Winona.

A porta para o lado de fora se abriu e Romeo entrou, sua expressão estava raivosa.

— Ele já chegou?

— Sim.

— Está com alguém?

— Não, senhor. – peguei o telefone, surpresa quando o Sr. Wolfhard não atendeu.

— Onde ele estava? – ele perguntou.

— Como eu disse esta manhã, ele não me contou. Disse que era pessoal, então não era minha função perguntar.

Ele olhou bravo para mim, seus olhos estreitos quase desaparecendo.

— É a minha empresa, mocinha. Tudo que acontece aqui é da minha conta. Da próxima vez, pergunte. Entendeu?

Mordi a língua para não mandá-lo se foder. Em vez disso, assenti aliviada quando ele marchou e passou por mim, batendo a porta do escritório do Sr. Wolfhard.

Suspirei. Aquela porta batia tanto que eu tinha de fazer manutenção nela quase todo mês. Alguns minutos depois, Romeo bateu de novo, saindo xingando baixinho. Eu o observei sair, uma sensação ansiosa se formou em meu estômago. Se ele estava de mau humor, significava que o Sr. Wolfhard estava de mau humor. E isso significava apenas uma coisa: logo ele estaria gritando comigo por algum erro que ele pensava que eu cometera hoje.

Baixei a cabeça. Eu detestava minha vida. Detestava ser uma assistente pessoal. Principalmente uma assistente pessoal do Sr. Wolfhard. Eu nunca havia conhecido ninguém tão cruel. Nada que eu fazia era suficiente — certamente insuficiente para receber um agradecimento ou um sorriso forçado. Na verdade, eu tinha certeza de que ele nunca sorrira para mim no ano todo em que trabalhava para ele. Eu conseguia me lembrar do dia em que David me convocou para seu escritório.

— Millie. – ele olhou firme para mim –, como você sabe, Lee Stevens está saindo. Vou realocá-la a outro representante, Finn Wolfhard.

— Oh. — Eu ouvira histórias terríveis sobre Finn Wolfhard e seu temperamento, e estava nervosa. Ele demitia as assistentes pessoais rapidamente. No entanto, realocação era melhor do que nenhum emprego. Eu tinha, finalmente, encontrado um lugar para Winona em que ela era feliz, e não queria tirar isso dela.

— O salário é maior do que ganha agora e do que o das outras assistentes pessoais. – ele se referia a mim como se parecesse um ótimo aumento, mas aquela quantia significava que eu podia dar a Winona seu próprio quarto.

Certamente, o Sr. Wolfhard não poderia ser tão ruim assim.

Como eu estava enganada. Ele tornava minha vida um inferno, e eu aguentava – porque não tinha outra opção.

Ainda não.

Meu interfone tocou, e estabilizei meus nervos.

— Sr. Wolfhard?

— Preciso de um café, Srta. Brown.

— Mais alguma coisa, senhor?

— Alguns minutos de seu tempo.

Fechei os olhos, pensando no que iria acontecer.

— Agora mesmo.

* * *

Carregando seu café, aproximei-me de seu escritório tremendo. Bati, entrei só quando ele me autorizou a entrar. Seus comentários grosseiros foram falados por dias por causa daquela infração.

Certifiquei-me de que minha mão tremia conforme eu colocava o café diante dele e preparava meu caderno, esperando as instruções dele.

— Sente-se, Srta. Brown.

Meu coração martelava. Ele finalmente convenceu Romeo a deixá-lo me demitir? Eu sabia que ele estava tentando fazer isso desde a primeira semana em que trabalhei para ele. Tentei manter minha respiração regular. Eu não podia perder aquele emprego. Precisava dele.

Sentei-me antes de minhas pernas cederem e limpei minha garganta.

— Há algum problema, Sr. Wolfhard? – ele mexeu o dedo no espaço entre nós.

— O que discutirmos neste escritório, confio que permanecerá confidencial.

— Sim, senhor.

Ele assentiu e pegou sua caneca, tomando a bebida em silêncio.

— Preciso falar com você sobre uma questão pessoal.

Fiquei confusa. Ele nunca falava comigo sobre nada a não ser gritar suas ordens.

— Tudo bem?

Ele olhou em volta, parecendo incomumente nervosa. Fiquei analisando-o enquanto ele organizava seus pensamentos. Ele era ridiculamente bonito. Bem mais alto que 1,80 metros, ombros largos, cintura fina — ele era o modelo de como fazer um terno cair bem. Estava barbeado na maior parte do tempo; apesar de às vezes, como hoje, sua mandíbula estar com um ou dois dias sem fazer, o que enfatizava seus traços fortes. Ele mantinha seu cabelo castanho-escuro todo bagunçado, com cachos para todos os lados, fazendo com que uma parte caísse em sua testa. Uma imperfeição que só o tornava mais perfeito. Ele a colocava para trás quando estava agitado, que era a forma como agia naquele momento. Sua boca era grande, seus dentes, brancos, e seus lábios eram tão grossos que eu sabia que muitas mulheres os invejavam. Seus olhos cor de mel olharam para mim, e ele endireitou os ombros, mais uma vez no controle.

— Preciso pedir uma coisa a você. Ao fazer isso, colocarei muita confiança em sua discrição. Preciso saber se vai honrar minha confiança.

Pisquei para ele. Ele queria me pedir algo? Não iria me demitir? Um leve tremor de alívio passou por meu corpo, que relaxou um pouco.

— É claro, senhor. O que eu puder fazer.

Seus olhos travaram os meus. Eu nunca reparara como as cores de seus olhos se alternavam com a luz – uma mistura de cinza, verde e castanho. Normalmente, eles estavam tão escuros com raiva, que nunca o encarei por mais de um ou dois segundos. Ele pareceu me analisar por um instante, depois assentiu.

Ele pegou um de seus cartões e escreveu algo atrás, entregando a mim.

— Preciso que vá neste endereço esta noite. Pode estar lá às sete?

Olhei para o cartão, notando que o endereço não era longe de onde eu visitava Winona após o trabalho.

Para chegar lá às sete, no entanto, teria de ficar pouco com ela.

— Há algum problema? — ele perguntou, sua voz sem a hostilidade comum. Ergui meu olhar e decidi ser honesta.

— Tenho um compromisso depois do trabalho. Não sei se consigo chegar à sete.

Esperei sua ira. Aguardei ele balançar a mão no ar e exigir que eu cancelasse qualquer plano e estivesse onde ele precisava que eu estivesse às sete.

Fiquei surpresa quando ele só deu de ombros.

— Sete e meia? Oito? Assim você consegue?

— Conseguiria às sete e meia.

— Tudo bem. Te vejo às sete e meia. — Ele se levantou, indicando que essa reunião esquisita havia acabado. — Vou me certificar de que meu porteiro saiba que você está chegando. Ele vai mandá-la direto para cima.

Tudo o que eu podia fazer era não engasgar. Seu porteiro? Ele estava pedindo para eu ir à casa dele? Levantei-me, desconcertada.

— Sr. Wolfhard, está tudo bem?

Ele me olhou com um olhar estranho.

— Com sua colaboração, ficará, Srta. Brown. — Ele olhou para o relógio. — Agora, com licença, tenho uma reunião à uma hora.

Ele pegou sua caneca.

— Obrigado pelo café e por seu tempo.

Ele me deixou olhando para ele, imaginando se eu tinha entrado em um universo alternativo.

Nunca, em um ano que eu trabalhava para ele, ele havia agradecido.

O que estava acontecendo?


Notas Finais


AMADAHS, VAI TER SHOW DO HAROLDO ESTILOS ANO QUE VEM E EU VOU AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU TO FELIZ DEMAAAAIS, VCS NÃO TÊM NOÇÃO. PQPPQPPQPPQP
E, VCS VIRAM A TRAILER DE VIÚVA NEGRA??????? NOSSO HOPPER (Alexei, no filme) TA PERFEITOOOOO DE "CAPITÃO AMÉRICA RUSSO"!!!!!!!!!!! O TRAJE BRANCO DELAS, NEGAHS TA MARAVILHOSO

ufa
desabafei
mas é isso, lindahs
espero que tenham gostado
até daqui a pouco ❤


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