História O Contrato - Imagine Byun Baekhyun - Exo - Capítulo 11


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Xiumin
Tags Akeki, Blackpink, Byun Baekhyun, Contrato, Exo, Imagine Baekhyun, Jennie, Jisoo, Lisa, Romance, Rose
Visualizações 1.167
Palavras 2.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Festa desastrosa


Fico atordoada tentando processar o furacão avassalador que passou por mim e me  deixou fora do prumo. 

Fecho os olhos e tento me recompor, agradecendo por ele não ter ficado e visto minha cara de abobalhada. 

Fecho o robe, passo as mãos nos cabelos para ajeitá-los e saio em direção a minha suíte.

No corredor, encontro Kai de mãos dadas com uma moça. Não reparo em quem era, pois estava muito envergonhada para encarar qualquer pessoa que fosse naquele momento. 

Assim que entro em minha suíte, tranco a porta e vou em direção para o notebook.

Junto as mãos e as levo até meu rosto. Parecia travar uma batalha dentro de mim. Bufo e me jogo contra o encosto do sofá. Me apavoro quando imagens de Baekhyun invadem  meus pensamentos. 

Num gesto nervoso, eu aliso minhas coxas no lugar onde ele havia a tocado, como se pudesse ainda senti-lo ali. Por fim, me recolhe e vou para o quarto. 

Em cima da cama, meu celular toca insistentemente. Minha mãe.

Suspiro e o nervosismo toma conta de meu corpo. Decido apenas não encará-lo naquela hora. AAmanhã eu lidaria com isso. Quando o telefone para de tocar, fico aliviada. 

Na tela, a insistência de minha me alarma. Dezessete ligações perdidas e 4 mensagens.

Clico para ler.

Mãe: “(S/n), você está ai?”

Mãe: “Você não teve mais contato comigo. Esta tudo bem?”

Mãe: “Eu estou em Seul. Soube que conseguiu arrumar um emprego muito importante, e que viajou a trabalho para México.”

Mãe: “ Quando estiver aqui me avise! ”.

Sem saber o que dizer, apenas digito uma resposta curta.

Leila: “Me liga pela manhã. Estou cansada. Te amo”. – e envio.

***

Ainda perdido em minhas emoções e sentimentos, desconto minha frustração num copo de uísque. No bar do restaurante, o garçom me olha e diz: 

— ¡Mujeres! Pero no podemos vivir sin ellas, ¿ No es así? – o homem diz arrancando sorrisos sarcásticos meus.

— Ellas saben cómo extraer el corazón del pecho de un hombre.

— ¿Su primera vez?

— No. Creo que tengo una tendencia a sufrir por amor. – digo em um tom triste. 

O homem não faz mais perguntas, apenas completa meu copo já quase vazio.

Eu dou um sorriso e levanto o copo cheio, como se brindasse algo. Em seguida, entorno o conteúdo para dentro da garganta, fazendo uma careta no final. 

Após algumas doses, decido que o melhor a fazer é dormir e esperar pela reação de (S/n) no dia seguinte. 

***

A claridade do sol transpassa as enormes janelas de vidro causando desconforto em mim. Eu me espreguiço em minha cama levantando em seguida. Caminho até a varanda fechando meu robe e contemplo o belo dia a minha frente. Terças-feiras, nunca foram tão bonitas para mim,  como naquele momento. 

O canto dos pássaros, a bela paisagem formada a minha frente da área de lazer, o mar... Tudo aquilo me empolgava. Pensando em espairecer e organizar as ideias em minha mente, decido tomar um banho, fazer minha higiene matinal e cair no mar. Mas, antes, eu ligo para o serviço de  quarto e peço meu café. 

Vou até a sala e deixo a porta da suíte destrancada, como fora instruída pela recepção, para que pudessem levar meu café até o quarto sem incomodar.

***

Eu já estava de pé, impecavelmente vestido para dar uma volta pela cidade. Com o último dia, eu achei que (S/n) gostaria de conhecer as redondezas antes de voltarem a Coréia do sul. 

Ando de um lado para outro, nervoso, pensando na melhor maneira de bater em sua porta. Depois de meu acesso de loucura, dou um pequeno sorriso e percebo que por mais  assustador que seja levar outro tapa na cara, eu estava disposto a olhar para aqueles olhos castanhos esverdeados e tentar decifrar se ela sentiu algo após tê-la beijado. 

Eu me endireito e saio da suíte. De frente para a porta ddela consigo ter uma postura defensiva. Suspiro fundo e bato.

A porta se abre quase que instantaneamente. Apenas uma pequena fresta. O suficiente para mim entrar, mesmo não sendo convidado. 

A sala vazia me deixa intrigado.

Ouço barulhos no chuveiro e caminho até o quarto dela. Em cima da cama, o robe branco me fez sorrir. As imagens de (S/n) vestida com aquele tecido fino e macio mexe com  meu coração. Pego e levo até o rosto para sentir qualquer resquício do cheiro doce dela. Mas num gesto rápido eu deixo sua roupa na cama, e então, saio rapidamente da suíte. 

Nos corredores, uma briga se inicia.

Kai, a russa e a morena.

Os gritos e palavrões da russa me deixa chocado.

A russa avança em Manuela e Kai tenta acalmar os ânimos. A gritaria e confusão é tanta, que após alguns minutos, surge (S/n) apenas de roupão de banho, descalça e com cabelos  molhados. Ela olha tudo abismada e eu a pego pelos braços arrastando-a de volta para  a suíte. 

— Não saia daqui. – digo entredentes.

A russa tenta puxar os cabelos de Manuela e é surpreendida por mim que se coloca entre elas e o Kai que protege a outra contra os ataques de fúria. 

— Fica calminha... – tento controlá-la.

— Manuela, foi só uma transa, por favor... E foi só ela, eu juro. – Kai diz para a garota carioca e leva um tapa na cara. 

Olho a cena abismado e penso:

“É a semana dos tapas na cara?”

Assim que a morena sai, solto a russa que sai batendo os pés firmes pelo corredor. 

— Porra, Kai! Mais uma dessa cara, sério, estará fora da empresa. E não me interessa que seja meu melhor amigo. Essa situação é inconcebível! – digo irritado. 

Kai assente ainda atordoado.

— Vê se coloca uma roupa decente! – aponto para ele vestindo apenas uma cueca.

— Foi mal cara. Não sabia que daria merda!

— Não... Não foi mal. Foi péssimo! Mas que merda, Kai. Está sempre agindo feito um adolescente que não pode ver peitos por aí. Nunca se contenta com uma mulher só. – eu vocifero. 

— Ei! Você não é tão diferente. – ele grita.

— Não sou como você. – me irrito. — Sempre faz isso. Sempre arruma confusão.

— O que deu em você? Me passando sermão e dando uma de certinho pra cima de mim.

Nós dois iniciamos uma briga.

— Cresça! Você é um idiota.

— Você gostava de se divertir nas viagens com mulheres – Kai ri. — Está se comportando desse jeito por causa da sua assistente, ou melhor, noiva de fachada? Não quer que ela veja a sua verdadeira face, não é? Não consegue nem admitir pra si mesmo que está apaixonado.  

Parti pra cima dele, o pressiona contra a parede, enfurecido. Coloco seu antebraço contra a garganta.

— Se abrir a boca mais uma vez para falar dela, eu mato você. – digo e me afasto.

Kai se arrepende pelas besteiras ditas. Ele mais do que ninguém, sabia o quanto sofri por causa de amores passados.

***

Fecho a porta devagar para que eles não percebam o quanto de toda aquela cena, eu tinha visto. 

Que Byun Baekhyun era um mulherengo, eu já sabia. A fama o precedia na empresa e capas de revistas. Mas o que eu não sabia, era que o homem frio, arrogante, chato e por um papel assinado é meu noivo, sentia algo por mim.

***

Com o clima tenso, resolvo sair.

Pego o carro e dirijo sem rumo pela cidade.

***

Termino de me arrumar e ligo para minha mãe. A chamada vai direto para caixa postal.

Franzi a testa e coloco o celular no bolso do short jeans. Ao descer, caminho até a praia e encontro Carlos na beira do mar. Me aproximo e o cumprimento.

Maravilhado por minha presença, Carlos sorri.

Nós conversamos sobre vários assuntos.

As horas passam e ele me convida para almoçar. Pondero a possibilidade e aceito.

Após o almoço e a tarde agradável com Carlos, me despeço.

— Espero que possamos manter contato. Gostei de você. – ele diz.

— Creio que veremo-nos mais vezes, senhor.

— Ah, quantas formalidades. Depois de tudo, prefiro que me chame apenas de Carlos.

— Sim. Desculpe-me. – sorri. — Preciso ir, já está anoitecendo.

Nós nos despedimos e volto para o hotel. Em meu bolso, pego o celular e fico intrigada por não ver nenhuma mensagem ou chamada da mãe. 

No lobby, me esbarro com Baekhyun, ridiculamente vestido com uma camisa florida, bermuda branca, descalço e nas mãos, uma tequila. Kai vem logo atrás vestido quase do mesmo jeito, sorrindo como uma criança. Tento deduzir que a briga deles pela manhã, já estivesse resolvida e que não ficou nenhum constrangimento por isso. 

Ao perceber a minha presença, Baekhyun diz:

— Por onde andou todo esse tempo? Vamos, hoje tem festa do Hula-Hula na praia.

Ri pelo entusiasmo dele, mas não me sentia confortável diante dele. Não após o ocorrido. 

— Não sei. – faço charme.

Ele me olha e dá um sorriso tão encantador, que eu me derreto.

— Me espere. Vou tomar um banho e me arrumar. Preciso tirar o sal do corpo. – ri.

Baekhyun assente.

— Te espero aqui.

Algum tempo depois, apareço vestida com uma saia branca curta de tecido leve, deixando a mostra minhas pperna e a parte de cima de seu biquíni vermelho. Meus cabelos estavam soltos e eu também estava descalça. 

— Está linda. – ele diz.

— Obrigada. – digo um pouco sem graça.

Nós dois caminhamos pela areia da praia em silêncio. Nenhum de nois toca no assunto sobre o que houve na noite passada. Eu até penso em quebrar o silêncio, mas o que eu poderia ddizer Baekhyun não era o tipo de homem por quem desejava me apaixonar. E, de qualquer forma, penso que ele já devia estar arrependido, senão, já teria tentando se explicar. 

Quando chegamos na tenda armada, inúmeras pessoas dançavam e bebiam seus drinks coloridos. Logo na entrada da tenda, haviam mulheres distribuindo colares e coroas de flores. 

Baekhyun pega a coroa e coloca sobre a minha cabeça, protesto.

— Eu estou horrível assim. – ri.

— Está linda. Agora vamos.

— Não, não... – pego um colar de flores e coloco envolta de seu pescoço. — Não quero que seja apenas eu a pagar mico – ri. — Tá fofo agora. 

— Fofo? – ele ri.

— É.

— Tá. – ele ri ainda mais. — Agora vamos dançar.

Caminhamos entre as pessoas, seguimos até o quiosque e pedimos margaritas. Logo à frente, avistamos Kai e Manuela juntos, dançando alegres.

— Acho que ele gostou dela. – ri.

— Parece.

Nós bebemos e se divertemos com as músicas mexicanas. Pego um sombrero de um homem que mal conseguia parar em pé de tanta tequila e coloco na cabeça de Baekhyun  gritando: 

— Arriba!

Baekhyun acha graça e faz o mesmo.

Nos conversamos mais, dançamos mais e bebemos por horas.

Uma gritaria começa perto do quiosque e as pessoas alegres, aplaudem.

Eu e Baekhyun, curiosos, corremos para olhar.

Kai está tomando tequila no corpo de Manuela. Uma tradição da festa. A mulher ou o homem se deita sobre o balcão de madeira do quiosque e o barman, serve a tequila no umbigo,  acompanhada de um pouco de sal abaixo dos seios e um pedaço de limão na boca do  participante. O intuito era, sugar a tequila que foi posta no umbigo, lamber o sal abaixo dos seios e morder o limão na boca da pessoa. E pasmem, muitos fazem filas para essa diversão. 

Nos olhamos tudo com curiosidade.

— Não podemos sair do México sem experimentar a tequila. E aí, como vai ser? – Baekhyun pergunta um pouco alto. As margueritas já faziam efeito. 

— Como assim? Sem chance, não farei isso. – ri.

— O que é isso? Vamos nos divertir. – ele me puxa.

Eu o sigo rindo.

Baekhyun levanta os braços para alguém que eu não consigo identificar. Em segundos, estamos próximos à multidão e ao lado do balcão de madeira. 

— Você primeiro. – ele diz.

— Negativo. Você primeiro. – ri.

— Okay. – ele diz e tira a camisa entregando para Kai.

Baekhyun deita sobe o balcão e mulheres fazem fila para beber a tequila em seu corpo másculo. 

Recuo e observo com curiosidade.

O barman dá as instruções e Baekhyun coloca o limão na boca. Uma loira se aproxima e é puxada pelo ajudante. 

Ele coloca o sal no tórax de Baekhyun e o barman despeja uma dose em seu umbigo. A loira suga a tequila, lambe o peito dele onde está o sal e morde o limão em sua boca.

A galera grita e canta alegre.

Baekhyun me puxa e me empurra. para o balcão afastando-me logo depois para dar espaço para a multidão.

O ajudante coloca o sal abaixo dos meus seios, o limão em minha boca e o barman grita perguntando quem será o próximo. 

Como Baekhyun não se prontifica, Kai grita dizendo que era ele. Ele vê a cara de ciúmes do amigo e ri.  Ele sabia que Baekhyun não o deixaria fazer aquilo. E essa era a intenção. Forçá-lo a agir. 

Não deu um segundo, Baekhyun já estava ao meu lado. Ele olha para mim que agora estava séria. 

Baekhyun se sente trêmulo e ri com a situação novamente constrangedora. Mas, era agora ou nunca. 

O barman coloca a dose de tequila em mim e então diz:

— ¡Es con usted, amigo!

Baekhyun abaixa um pouco a cabeça para ficar na altura do meu corpo. Ele suga a tequila, lambe o sal lentamente abaixo dos meus seios de forma sensual, deixando-me toda arrepiada. 

Ele ri, mas assim que chega em minha boca, seus olhos param nos meus. Eu vejo a expectativa em seus olhos. Aqueles olhos castanhos estariam implorando para beijár-me? Eu não tinha certeza, porém, vi um fio de esperança. Ele volta a atenção para meus lábios, pega o limão com a boca e o descarta rapidamente para poder beijar sem que nada pudesse atrapalhar. 

Não havia gritos, aplausos ou cantorias que nós dois pudessemos ouvir. Apenas o som de nossas bocas sugando uma à outra. Por longos minutos, ficamos ali, num beijo doce e prolongado. Até que eu cai em si e interrompo o beijo bruscamente. 

Baekhyun se afasta para que eu me levante. A minha expressão é indecifrável.

Assim que eu piso no chão, saio em disparada para fora da tenda.

***

— Vá atrás dela. O que está esperando? – Kai diz.

Assinto.

Eu a perco de vista entre a multidão. Eu olho para todos os lados apreensivo. Perfalso! mar, eu a vejo correndo.

Ao alcançá-la, eu a puxo pelo braço. Nós dois paramos sem fôlego e nos olhamos.

— Não posso fazer isso. – ela diz com a respiração entrecortada quase choramingando.

— Por que não?

— É errado. Eu não posso me apaixonar.

— Eu sei.

— Então por que esse sentimento? Me explica Baek. 

— Eu não sei. – digo sem paciência.

— Então o que quer? – ela me olha nos olhos.

— Você. Quero você, (S/n).

Ela processa as palavras ditas por mim e começa a entrar em pânico. Sua respiração fica acelerada e ela começa a passar as mãos pelos cabelos, nervosa. 

Eu a beijo mais uma vez.

— Isso é só um casamento falso!

As palavras saídas de sua boca perfuram meu coração. Me endureço a expressão sem dizer mais nada. (S/n) vira as costas e me deixa ali.

***

No caminho até meu quarto, mal percebo as lágrimas que escorrem por meu rosto. As dúvidas começam a aparecer e eu amaldiço Baekhyun por isso.

***

Eu me sento na areia de frente para o mar, com uma dor incessante no peito. Abaixo a cabeça por um minuto, mas logo a levanto. Estou disposto a conquistar o coração da mulher que amo, e farei de tudo para que ela se apaixone por mim e esqueça o papel. Eu a tinha. Todos os dias. E tiraria proveito disso. Eu usaria a proximidade, para  descobrir seus pontos fracos e tudo o que ela desejaria em um homem. E, quando descobrisse,  eu seria exatamente o homem certo para (S/n). O homem perfeito.



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