História O contrato - Capítulo 40


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 161
Palavras 1.198
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 40 - Lauren


Fanfic / Fanfiction O contrato - Capítulo 40 - Lauren

No corredor, Laura nos parou. Ela olhou para mim, com o cenho franzido.

— Eu estava ouvindo atrás da porta, Lauren.

— Ok.

— Ouvi quase tudo.

Baixei o olhar, o dela era muito intenso para sustentar mais tempo.

— Você mentiu para mim. Para minha família,

— Sim.

— Assim como Cami.

Ergui a cabeça rapidamente.

— Porque eu a obriguei, Laura. Ela detestou. Ela detestou o fato de ter de mentir, em primeiro lugar, mas, assim que conheceu vocês, ela ficou relutante. — dei um passo à frente. — Ela fez isso para ter certeza de que Penny fosse bem cuidada e morasse em um asilo seguro. Ela... ela ficou tão apegada a você, a todos vocês, que esse plano a corroía por dentro. — segurei meu cabelo, puxando-os para o lado— Acho que foi o motivo principal de ela ter ido embora. Ela não conseguia mais suportar as mentiras.

Ela se esticou, pegando meu braço. Soltei meu cabelo e lhe permiti pegar minha mão.

— Ainda era mentira quando ela foi embora?

— Não — admiti. — Eu a amo. Estou perdida sem a Cami. — desviei meu olhar para Graham e de volta para ela. — É por isso que eu tinha de contar para vocês. Precisava esclarecer tudo, independentemente do que acontecesse. Precisava que entendesse que a culpa era toda minha. Não dela. Se eu sair da cidade, e ela voltar, espero que a perdoem. Ela estará totalmente sozinha.

Laura sorriu.

— Você amadureceu, Lauren. Agora seu primeiro pensamento é Cami e seu bem-estar.

— Deveria ter sido sempre assim.

Ela apertou minha mão.

— Encontre sua esposa. Diga a verdade. Acho que vai descobrir que não é a única que está perdida.

Meu peito se contraiu. Queria acreditar... acreditar que ela também me amava. Que ela fugira porque precisava pensar no próximo passo. Eu precisava encontrá-la para ela entender que não precisava ficar sozinha.

— É o que quero.

Graham falou.

— Então trabalhe para isso. Faça por merecer. Resolva sua vida pessoal. Assim que fizer isso, vamos conversar sobre a sua vida profissional. Neste momento, você está afastada até nos falarmos de novo. Você não está demitida, mas seu futuro também não está gravado numa pedra.

— Entendi.

Eu esperara ser demitida instantaneamente. Colocada para fora de sua casa. Independentemente do resultado, ou do quanto seria difícil, uma conversa futura era mais do que eu merecia.

— Obrigada — anunciei sinceramente.

— Vou te levar para casa agora.

Eu o segui até o carro, refletindo que, sem Cami ali, não era meu lar. Era o lugar onde eu morava. Onde quer que ela estivesse agora, lá era meu lar. Ao seu lado. Eu tinha de encontrá-la e trazê-la de volta.

Então poderia chamar de lar novamente.

Depois de Graham me deixar em casa, andei pelo apartamento, sem saber por onde começar. Na mesa de centro estava a pasta na qual estavam todas as amostras de cor e ideias de Cami para o lugar. Ela havia adicionado meu quarto à lista, seus rascunhos incluíam outra mobília e mudar a cor das paredes. Ela era talentosa. Eu notara, mas nunca lhe disse, embora devesse ter dito. Havia muitos pensamentos que eu deveria ter compartilhado.

Joguei a pasta de volta na mesa de centro. Quando a tivesse de volta, poderíamos conversar sobre qualquer mudança que ela quisesse fazer em nosso quarto. Ela poderia fazer qualquer coisa que lhe agradasse em todo o local, contanto que estivesse ali, estava tudo bem.

Primeiro, eu tinha de encontrar minha esposa.

Fui ao seu quarto e peguei uma caixa de arquivo pequena na prateleira de seu closet. Eu sabia que continha alguns documentos legais dela e de Penny. Sentei-me na chaise e abri a tampa, ignorando a sensação de culpa. Essas eram suas coisas pessoais e eu sentia que não deveria estar mexendo nelas sem sua permissão.

No entanto, eu não tinha escolha.

Uma hora depois, coloquei tudo de volta na caixa, deixando minha cabeça cair um pouco. Camila era muito boa em guardar informações. Pela primeira vez, entendi o quanto ela viveu perto da pobreza. Como cada centavo que ela ganhava ia para Penny e seus cuidados. Consegui ver quanto as despesas aumentaram enquanto seu salário aumentava bem pouco. Ela teve de cortar cada vez mais de seus próprios gastos, mudando-se para lugares mais baratos, gastando o mínimo que conseguia nas necessidades diárias. Repensando como eu a tratava no escritório, as coisas com que ela tinha de lidar diariamente, como eu zombava de seus almoços entediantes, tudo isso me fez estremecer. A vergonha, quente e profunda, corria pelo meu corpo ao pensar nas coisas que eu fizera, a forma como eu falara. Como ela deixou isso para trás e me perdoou era um milagre.

Fechei a tampa. Embora eu adquirira um pouco mais de conhecimento sobre sua vida e seu amor incondicional por Penny, essa caixa não tinha nenhuma pista de onde ela poderia estar.

Tirei as duas caixas fechadas do chão de seu closet e as vasculhei. Mesmo assim, horas depois, sentei-me derrotada. Elas continham vários itens pessoais; projetos de escola, boletins, velharias e algumas fotos de família, e recordações de seus anos de adolescente. Havia recordações que significavam bastante para ela, mas nada para mim, nada para me guiar até onde ela estava.

Fechei de novo as caixas e me levantei, exausta, mas determinada.

Olhei pelo quarto, então fiz uma varredura nas gavetas, prateleiras, estantes e banheiro. Vasculhei nas fotos nas prateleiras, olhei os pequenos enfeites e passei o dedo pelas lombadas dos livros. Duvidei que sua preferência de literatura me desse alguma pista.

Apaguei luz e desci as escadas. Servi-me um uísque, surpresa quando vi como era tarde. Olhei pela cozinha, mas não estava com fome. Peguei uma maçã, mastigando ao me sentar ao balcão. Pensamentos nela na cozinha, fazendo uma boa refeição, flutuaram na minha mente. Lembrei-me de sua risada e como ela zombou de mim quando resmunguei sobre o jantar estar demorando.

— Paciência, Lauren. Todas as boas coisas vêm àqueles que esperam — ela disse, rindo.

Fechei os olhos. Eu não conseguia ser paciente quando o assunto era encontrar Camila. Joguei fora minha maçã pela metade. No escritório, liguei o computador para verificar se tinha e-mail dela, sem ficar surpresa por não haver nada. Bebi meu uísque, olhando o cômodo. Sempre gostava quando ela entrava e se sentava diante de mim. Eu lhe mostrava no que estava trabalhando, e seus comentários sempre eram positivos e úteis.

Como eu não percebi o quanto ela se tornou parte de minha vida?

Quando nosso acordo começou, as linhas estavam escritas claramente. Pouco a pouco, elas desapareceram até não existir mais nada. Tudo se tornou tão natural quanto respirar, eu observando-a cozinhar, ela conversando comigo do outro lado da mesa, sentar ao lado dela enquanto ela assistia à TV ou simplesmente o beijo rápido que ela me dava na cabeça quando ia dormir. Era, simplesmente, uma parte do meu dia a dia, assim como me certificar de que minha porta estivesse aberta para que ela conseguisse me ouvir roncar era algo que eu fazia sem pensar.

Eu havia me apaixonado por ela ao criar um hábito positivo, novo e pequeno de cada vez. Ela havia, lentamente, substituído os hábitos ruins, até eles sumirem e ficar apenas ela.

Eu precisava tê-la de volta. 



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