História O contrato - Capítulo 41


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 129
Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - Lauren


Fanfic / Fanfiction O contrato - Capítulo 41 - Lauren

Cedo na manhã seguinte, após outra noite agitada, carreguei as caixas do asilo para o quarto de Camila. Eu as colocara no depósito, sabendo que ela não estava preparada para lidar com o que tinha dentro tão rápido depois da morte de Penny. Todas suas pinturas, desenhos e outros trabalhos de arte também estavam guardados ali e permaneceriam até Camila decidir o que fazer com eles.

A primeira caixa continha um monte de enfeites e recordações que enfeitavam o quarto de Penny. Com cuidado, guardei tudo de volta e coloquei a caixa de lado. A próxima caixa estava cheia de pinturas e álbuns de foto. Passei um tempo xeretando os álbuns, nos quais vi a vida de Penny estampada nas fotos em preto e branco que, lentamente, passavam a ser coloridas. O último álbum que abri começou quando Camila entrou em sua vida, uma adolescente magra e assustada, cujos olhos pareciam velhos demais para seu rosto. Conforme eu virava as páginas, ela mudava crescendo, engordando e descobrindo a vida novamente. Fiquei intrigada com tantas fotos dela sentadas em restaurantes, em mesas enormes com rostos sorrindo com elas. Sorri ao ver as fotos tiradas na praia, Camila olhando para o pôr do sol conforme as ondas chegavam na areia, ou cavando a areia para encontrar conchas, com um balde parcialmente cheio ao seu lado. O álbum acabava há dois anos, e presumi que foi quando Penny ficou doente. Peguei alguns álbuns na prateleira e resolvi olhar neles também.

Finalmente, abri a terceira caixa, encontrando alguns livros bem manuseados e alguns outros itens. No fundo, havia uma pilha de livros pretos, as páginas marcadas, e as lombadas bem gastas. A capa dos livros continha uma etiqueta com as datas escritas com a letra rebuscada de Penny. Abri um, olhando as primeiras páginas até descobrir o que estava lendo.

Os diários de Penny. Havia dez deles, todos documentando diferentes momentos de sua vida. Encontrei um que correspondia ao ano em que ela encontrou Camila, e comecei a ler.

Tantas coisas começaram a tomar forma em minha mente. Eu sabia que seu marido era chef, e agora as fotos que eu tinha visto fizeram sentido. Ela e Camila trabalhavam com um dos amigos chef de Burt e, depois do trabalho, eles se reuniam e comiam juntos.

Minha Cami aprendeu uma receita nova com Mario hoje. Observá-la trabalhar com ele deixou meu coração muito alegre ouvir sua risada e ver sua tristeza desaparecer conforme cortava e mexia. Eles serviram seu marinado na festa de casamento! Mario insistiu que estava melhor que o dele! Tive de concordar quando o provei no fim de tudo.

Hoje à noite, minha Cami nos impressionou com seu Bife Wellington. Ela trabalhou por horas com Sam, e tudo que comemos depois do jantar foi invenção dela. Burt a teria adorado e ficado orgulhoso. Estou muito orgulhosa.

Um sorriso curvou meus lábios. Por isso que ela era uma cozinheira tão boa. Profissionais a treinaram por anos, haviam lhe dado aulas particulares em troca de ajuda. Virei a página para outra história curta.

Vou levar Cami para o chalé na próxima semana! Podemos ficar de graça em troca de algumas faxinas no resort. Seus olhos se iluminaram muito quando eu lhe contei!

Camila tinha me contado que elas não tinham muito dinheiro, e como Penny sempre fazia coisas que tornavam o trabalho divertido. Aquela mulher memorável usava todo truque que tinha para dar para Camila coisas pelas quais não podia pagar. Ela mostrou para Camila que, ao trabalhar duro, havia uma recompensa. Como um jantar por servir mesas, ou arrumar camas em um resort, era um descanso da cidade e histórias para contar. Olhei para os diários espalhados pelo chão. Eu sabia que neles continham mais histórias sobre Penny e sua vida. Queria ler todos, mas teriam de ficar para outra hora. Eu tinha de me concentrar na vida dela com Camila e torcer para que me dessem uma pista.

Minha Cami adora praia. Ela fica sentada por horas, desenhando, observando, tão em paz. Fico preocupada por ela ficar muito sozinha, mas ela insiste que é lá onde se sente mais feliz. Sem sons da cidade, sem estar rodeada de pessoas. Preciso dar um jeito de levá-la de novo.

Falei com Scott e podemos voltar no meio de setembro. Camila terá de faltar na escola, mas sei que ela vai se recuperar rápido, ela é muito esperta. O resort não é tão cheio nessa época, o clima ainda está bom e ela tem o chalé só para ela. Vou surpreendê-la com a novidade em seu aniversário antes de sairmos.

E a história continua. Relatos do chalé, da praia, de Camila cozinhando, crescendo, uma boa quantidade de informações, mas ainda nada de que eu precisasse. Estava tentada a ligar para Graham, dizer que pensava que ela estava no chalé, e implorar pelo nome, mas eu achava que ele ia dizer para eu continuar procurando.

Fechei o livro, esfregando os olhos. Estive lendo por mais de oito horas, só virando as páginas para a luz quando as nuvens começaram a cobrir o sol e peguei um café. A única pista que eu tinha era o chalé que Penny mencionara ir todo ano e o primeiro nome do proprietário: Scott. Infelizmente, não havia sobrenome, ou melhor ainda, o nome da cidade ou do resort onde ficava o chalé. Abaixando o braço, peguei os álbuns de foto com as fotos de Camila e de sua vida. Olhei as fotos na praia, tirei-as do álbum, convencida de que eram da mesma praia, mas tiradas em diferentes viagens. Não conseguia encontrar nenhuma pista nas fotos, e não tinha nada escrito atrás para me ajudar. Com um suspiro pesado, recostei na chaise, olhando o quarto. Pela primeira vez, desejei que tivesse algum suvenir turístico horroroso com o nome de uma cidade gravado na frente na prateleira com os livros dela. Inclinando minha cabeça para o lado, vi alguma coisa estranha na última prateleira. Os dois últimos livros não tinham nada escrito na lombada. Era altos e finos. Olhei para o monte de diários espalhados no chão, então de volta para a prateleira. Eram exatamente como os diários antigos que eu estava lendo.

Saí da chaise e peguei os livros. Camila escrevia em um diário, ou pelo menos costumava escrever. Olhei as datas, folheando da primeira para a última página. Ela começara um ano depois de ter ido morar com Penny e aqueles livros duraram cinco anos. Seus diários não eram tão detalhados como os de Penny. Havia pensamentos aleatórios, algumas passagens mais longas e alguns cartões-postais colados. Também continham rascunhos, pequenas imagens de coisas que ela deve ter amado.

Fiz uma pequena oração ao abrir o primeiro livro. Precisava de uma pista, um nome, algo para me ajudar a encontrá-la.

O tempo parou quando vi as palavras. Vi que não conseguia parar de ler. Suas breves passagens estavam preenchidas por sua essência; era como se ela estivesse à minha frente, contando-me uma de suas histórias. A profundidade de seu amor por Penny, a gratidão que ela sentia por sua casa e o amor incondicional por Penny eram evidentes. Ela escrevia sobre suas aventuras, fazia até a busca por garrafas e latas parecer divertida. Descrevia os jantares com os amigos de Penny, seu amor por comidas diferentes e até rabiscava receitas nas folhas. Parei de respirar com uma passagem.

Vamos para a praia na próxima semana. Penny tem um amigo que é dono de um pequeno resort e ela fez um acordo com ele. Vamos limpar os chalés todos os dias e, em troca, podemos ficar lá de graça por uma semana! Nós duas trabalhando podemos acabar rapidinho e vou ter a maior parte do dia para brincar! Estou tão empolgada! Nunca estive na praia desde que meus pais morreram. Não acredito que ela fez isso por mim!

Meu coração parou. Tinha de ser isso. Penny mencionara os chalés, e havia fotos deles da praia. Continuei lendo.

Nosso chalé é muito lindo! É azul-claro com persianas e é o último. Consigo ouvir a água o dia e a noite inteiros! Há apenas seis chalés e, pelo fato de ser maio, só estão metade cheios, então Penny e eu terminamos na hora do almoço todos os dias, e passamos o resto do tempo explorando. Amo este lugar!

Então havia outra alguns dias depois.

Não quero ir embora, mas Penny me disse que podemos voltar em setembro. Scott até prometeu a ela o mesmo chalé. Outra semana pela qual aguardar ansiosamente! Tenho tanta sorte... é o melhor presente de aniversário da minha vida!

Meus olhos se encheram de água com a última frase. Férias trabalhando. Era isso que elas podiam pagar. Da mesma forma que só podiam comer fora com a generosidade de amigos e, ainda assim, ela se sentia sortuda.

Pensei na minha vida de excessos. Eu podia ter qualquer coisa que quisesse mesmo quando crescia, nada me era negado. Mesmo assim, eu nunca estava satisfeita, porque nunca me deram o que eu mais queria.

Amor.

Penny deu a Camila em grande quantidade. Tornava algo como uma viagem juntas, mesmo que fosse para trabalhar por uma semana, especial.

Comecei a folhear mais rápido, procurando frases sobre a localização dos chalés. Perto do fim do segundo livro, encontrei o ouro. Um de seus rascunhos era um arco com o nome Scott’s Seaside Hideaway. Peguei meu celular e busquei o nome na internet.

Encontrei. A foto do site era a mesma do arco que estava em seu desenho, e o mapa indicava que era a duas horas dali. Outra foto mostrava uma sequência de pequenos chalés, quase não dava para ver o último, exceto pela cor azul.

Olhei de novo seu diário. Debaixo do desenho estavam as palavras:

Meu pedaço de paraíso favorito na Terra.

Fechei os olhos quando o alívio me atingiu. Eu tinha encontrado minha esposa.



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