História O contrato - Capítulo 43


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 149
Palavras 981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Noite.

Mais um capitulo uhuuu suas preces foram ouvidas. ( kkkkk brincadeiras aparte)

Agradeço todos os comentários maravilhosos, vocês são incríveis. E por isso estou postando mais um capitulo e se der postarei ainda hoje mais um. Portanto boa leitura bjssssss.

Capítulo 43 - Lauren


Fanfic / Fanfiction O contrato - Capítulo 43 - Lauren

Ela estava magra demais de novo. Mesmo de jaqueta, era evidente. Seu apetite se tornara inexistente depois que Penny morreu e, nos poucos dias em que ficamos separadas, eu sabia que ela não estava comendo. Estava sofrendo tanto quanto eu.

Quando cheguei ao pequeno aglomerado de chalés, estacionei longe o suficiente para não a alertar de minha presença se ela realmente estivesse ali. Ao andar na praia, eu a avistei imediatamente, uma massa pequena e encolhida na areia, olhando para o horizonte. Ela parecia perdida e minúscula, e a necessidade de ir até lá, pegá-la nos braços e me recusar a soltá-la era forte. Nunca tinha sentido algo tão intenso até hoje. No entanto, resisti, sabendo que precisava me aproximar dela com cautela. Ela tinha fugido uma vez, e eu não queria que fugisse de novo.

Ficamos paradas, encarando uma a outra. Comecei a me aproximar dela devagar, passos desconfiados, até estar diante dela, a centímetros de distância. Bem de perto, ela parecia tão devastada quanto eu. Seus olhos castanhos estavam avermelhados e cansados, sua pele mais pálida do que nunca, seu cabelo bagunçado e opaco.

— Você me deixou.

— Não havia necessidade de ficar.

Franzi o cenho.

— Não havia necessidade?

— Graham já tinha cancelado seu período de experiência. Penny morreu. Você não precisava mais disfarçar com nosso casamento.

— O que achava que eu ia dizer às pessoas, Camila? Como esperava que eu explicasse seu sumiço repentino?

Ela acenou a mão sem se importar.

— Você sempre me diz como é boa ao pensar sozinha, Lauren. Pensei que fosse dizer que eu estava sobrecarregada por perder a Penny e viajei para clarear a mente. Você podia levar isso por um tempo, então dizer que estávamos tendo problemas, e que decidi não voltar.

— Então você esperava que eu te culpasse. Colocasse toda a culpa em suas costas.

Ela balançou um pouco.

— O que importava? Eu não iria contestar.

— Claro que não. Porque não estaria lá.

— Exatamente.

— Mas importava. Importa para mim.

Suas sobrancelhas se uniram conforme ela me observava. Dei um passo à frente, querendo estar perto dela. Precisava tocá-la, mas estava preocupada com o quanto ela parecia ser frágil.

— Você deixou coisas para trás. Coisas que eu pensava que eram importantes para você.

— Eu ia entrar em contato com você e pedir para enviá-las... para onde quer que eu acabasse ficando.

— Não levou seu carro ou o cartão. Como planejava ter acesso ao resto do dinheiro?

Ela ergueu o queixo teimoso.

— Peguei o que merecia.

— Não, você merecia muito mais, Camila.

Seus lábios tremeram.

— Por que está aqui? C-como me encontrou?

— Vim para te buscar. Um amigo sugeriu começar do começo.

— Não entendo.

— Graham me disse onde encontrá-la.

— Graham? — ela franziu o cenho, parecendo confusa. — Como... como ele sabia?

— Ele tinha uma suspeita e, por ter prestado mais atenção do que eu, ele sabia que a resposta estava em nossa casa. Ele me disse para procurar. Recusou-se a me dizer. Disse que eu tinha de descobrir sozinha.

— N-não entendo.

— Depois que foi embora, pensei muito. Vasculhei algumas coisas, bebi demais e andei por todo lugar para te procurar. Finalmente, percebei que não conseguia mais.

— Não conseguia mais o quê?

— Finalmente entendi o que você estava sentindo. Minha vida se tornara uma mentira depois da outra. Eu não conseguia mais saber onde a realidade acabava e as mentiras começavam. Mesmo ao agir da pior forma, quando era uma completa idiota, era sincera. Fiquei escondendo por muito tempo e não queria mais. Contei a Graham que você me deixou.

Uma lágrima escorreu pelo rosto dela.

— Depois contei tudo. Cada mentira.

Ela arfou.

— Não! Lauren... por que fez isso? Você tinha tudo. Tudo o que queria! Tudo pelo qual trabalhara tanto! Por que jogou isso fora?

Segurei seus braços, balançando-a um pouco.

— Você não entende, Camila? Não vê?

— Vê o quê? — ela gritou.

— Eu não tinha tudo! Não sem você! Não tinha nada e, sem você, tudo aquilo não significava nada! A única coisa que eu tinha de verdade, sincera, era você!

Seus olhos ficaram redondos e ela balançou a cabeça.

— Você não está falando sério.

— Estou. Vim te buscar.

— Por quê? Não precisa de mim.

Subi minhas mãos por seus braços, até seus ombros e pescoço, pegando seu rosto, seu rosto cansado e lindo entre minhas mãos.

— Eu preciso de você.

Encontrei seu olhar exausto com o meu determinado e falei as palavras que só tinha falado uma vez na vida. Naquela época, falei com a mentalidade de criança, e as palavras não tinham realmente um significado. Mas agora elas significavam tudo.

— Eu te amo, Camila.

As mãos seguraram meus punhos, sua dúvida estampada em sua expressão de pânico.

— Não — ela respirou.

Apoiei minha testa na dela.

— Eu te amo. Preciso muito de você. Sinto falta da minha amiga, da minha esposa. Sinto falta de você.

Um soluço selvagem escapou de sua garganta. Peguei-a nos braços, recusando-me a permitir que fugisse. Ela empurrou meu peito, lutando contra o conforto que eu precisava lhe dar.

— Você não pode fugir. Vou te seguir, docinho. Vou te seguir para qualquer lugar. — beijei sua cabeça. — Não me deixe sozinha de novo, minha Cami. Não aguentaria.

Ela se quebrou.

Jogando os braços em volta de meu pescoço, ela enterrou o rosto em meu peito conforme as lágrimas quentes molhavam minha camiseta. Eu a ergui nos braços e a carreguei pela areia dura até o chalé azul-claro no fim. Era o único com as persianas brancas sobre as quais ela escreveu em seu diário. 

Eu a segurei firme, beijando levemente sua cabeça. Não iria deixá-la ir.

O chalé rústico era exatamente como eu imaginava devido à descrição no diário dela. Um sofá bem usado e uma cadeira ficavam em frente à lareira. À esquerda ficava a cozinha rudimentar com uma mesa e duas cadeiras. Uma porta aberta levava a um quarto pequeno e, ao lado, um banheiro. 

Esse era o chalé.



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