História O contrato - Capítulo 44


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 193
Palavras 1.375
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 44 - Lauren


Fanfic / Fanfiction O contrato - Capítulo 44 - Lauren

Sentei com Cami no sofá e me virei para a lareira. Por causa dos anos de uso, fuligem e fumaça haviam se encrustado nas pedras e nos tijolos, deixando todo o revestimento cinza escuro. Adicionei algumas toras e gravetos, querendo que o fogo esquentasse o chalé frio.

— O acendedor — Cami se ajoelhou ao meu lado para acender. 

Peguei um fósforo, acendendo o graveto, depois me levantei, colocando-o na lareira. 

Abaixando-me, eu a levantei, tirando sua jaqueta úmida pelos ombros e jogando-a para o lado. Envolvendo meus braços ao seu redor, eu a segurei firme, a sensação de alívio se espalhava em meu corpo. Ela estremeceu e exalou uma respiração comprida e baixa. Segurei sua cabeça com minhas mãos e beijei sua testa. Ela colocou a cabeça para trás, enquanto o fogo dançava sobre seus traços, iluminando os delicados contornos de seu rosto.

— Não acredito que está aqui.

— Você pensou mesmo que eu não tentaria encontrá-la, Cami?

— Não sei. Não estava pensando. Só sabia que precisava ir.

Eu a coloquei no sofá, juntando suas mãos na minha.

— Por quê, docinho? Por que você fugiu?

— Porque me apaixonei por você, e não pensei que pudesse me amar. Não conseguia mais esconder, e eu sabia que, quando você percebesse como eu me sentia, você iria...

Meu coração se contraiu com suas palavras. Ela me amava. Apertei suas mãos, incentivando-a.

— Eu iria o quê?

— Você iria se transformar de volta na Lauren que eu detestava e riria de mim. Não precisava mais de mim e me diria para ir embora. Pensei que seria mais fácil se eu já fosse.

— Estava planejando voltar?

— Só para saber o que você queria fazer e pegar minhas coisas. Presumi que não iria mais me querer por perto.

— Pensou errado. Em tudo. Eu preciso de você. Quero você de volta. Eu... — vacilei. — Eu te amo. 

Ela olhou para nossas mãos unidas, então voltou-se para mim. A confusão estava estampada em seu rosto; a descrença total estava em seus olhos. Eu não podia culpá-la, mas queria erradicar esses dois sentimentos.

— Você não acredita em mim.

— Não sei no que acredito — ela admitiu.

Aproximei-me, sabendo que precisava encontrar uma forma de convencê-la de que eu era sincera. Meu olhar passou pelo pequeno chalé quando refletia em minhas palavras, pousando na pequena urna apoiada na lareira.

— Você trouxe as cinzas de Penny para espalhá-las aqui? — perguntei.

— Sim. Tivemos momentos felizes aqui. Ela trabalhava duro para se certificar de que eu pudesse vir todo ano. Ela e Burt costumavam vir aqui também. Ela jogou as cinzas dele na praia. — ela engoliu, falando com a voz trêmula. — Pensei que talvez, de alguma forma, eles se encontrariam e ficariam juntos de novo na areia e na água. — seu olhar se ergueu para o meu. — Acho que isso parece bobo.

Ergui a mão dela até minha boca, beijando seus ossinhos.

— Bobo? Não. É um gesto carinhoso. Algo que só uma alma caridosa como a sua pensaria.

— Uma alma caridosa?

— Você é assim, Cami. Percebi isso há algumas semanas, quando parei de ser uma idiota. Observei você, a forma como era com Penny. As conversas que tinha com a família Gavin. A gentileza que mostrava com os funcionários do asilo. — passei meus dedos em sua face, a pele era como seda sob meu toque. — A forma como me tratava. Você se doa. Se doa constantemente. Eu nunca tinha passado por isso até você entrar em minha vida. Não pensei que existisse alguém como você neste planeta. — aproximei-me mais, precisando que ela visse a sinceridade em meus olhos. — Nunca pensei que alguém como você pudesse fazer parte da minha vida.

— Porque você não merecia?

— Porque eu não acreditava no amor.

Sua pergunta foi um sussurro.

— E agora?

— Agora sei que consigo amar alguém. Eu amo alguém. Eu te amo. — ergui minha mão quando ela começou a falar. — Sei que pode não acreditar em mim, Cami. Mas é verdade. Você me ensinou a amar. Me mostrou que tudo o que disse era verdade. O que sinto por você me fortalece. Me faz querer ser uma boa mulher para você. Deixá-la orgulhosa.

— Quando?

— Como?

— Quando começou a mudar? Quando parou de me desprezar?

Dei de ombros.

— Acho que talvez no dia em que me mandou me foder. Essa foi a primeira vez que vi a verdadeira Camila. Você escondia esse fogo.

— Tinha de fazer isso. Precisava do meu emprego. Penny era muito mais importante do que você e sua atitude nojenta.

— Eu sei. Meu comportamento era horrível. Como você passou por cima disso e concordou em ficar comigo, mesmo que fosse por Penny, ainda é um mistério. Naquela noite em que me contou sua história e me disse exatamente o que pensava de mim, abriu meus olhos. Não sei se já fiquei sóbria tão rápido na vida. E, mais uma vez, você me perdoou... casou-se comigo.

— Dei minha palavra.

— Mas você podia voltar atrás facilmente. Eu esperava que o fizesse, mas, de novo, me surpreendeu. Me surpreendia a toda hora. — sorrindo, coloquei uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. — Não fico surpresa com muita coisa, mas você me surpreende constantemente. Gosto disso.

Ela sorriu de volta, com a expressão não tão desconfiada.

— A melhor coisa para mim era, e é, a forma como você é comigo.

— O que quer dizer?

— Tudo que pedi, tudo o que esperava, era que interpretasse o papel quando estivéssemos fora. Esperava que me ignorasse quando estivéssemos sozinhas no apartamento. Sei que planejei te ignorar. Mas...

— Mas o quê?

— Eu não conseguia te ignorar. Você estava em todo lugar. Sem nem tentar, você estava em minha mente... tão natural quanto respirar. O apartamento se tornou um lar com você dentro. Você brincava e ria comigo. Cuidava de mim, ninguém tinha feito isso em toda minha vida. Sua opinião se tornou fundamental. Tudo o que eu fazia, queria compartilhar com você. Em vez de te ignorar, eu queria passar mais tempo com você. Queria saber tudo sobre você.

Ela olhou para mim com os olhos arregalados.

— E Penny. Adorava passar o tempo com ela. Ouvir as histórias que ela contava sobre você. Ficava sabendo cada vez mais sobre sua vida quando a via e, quanto mais sabia, mais me apaixonava, até o momento em que percebi o quanto estava apaixonada por você.

Peguei suas mãos nas minhas, segurando-as firme.

— Nada da minha crueldade mudou você. Pelo contrário, sua doçura me mudou, Cami. Você e Penny fizeram aflorar aquela menininha que ainda podia amar.

— E se ela se esquecer de novo?

Balancei a cabeça.

— Não vai esquecer. Ela não consegue contanto que tenha você. — ergui sua mão. — Você deixou suas alianças para trás, mas está usando este anel. — indiquei o anel de diamante em seu dedo. — Colocou na mão esquerda. Por quê?

— Porque você me deu. Foi a primeira coisa que me deu sem ter de me dar. — sua voz sumiu. — E-eu coloquei aqui porque ficava mais perto do meu coração.

Fechei os olhos, esperando que eu entendesse o significado de suas palavras. Pressionando sua mão no meu rosto, abri os olhos para olhar nos dela. Lágrimas nadavam nas profundezas de seu olhar castanhos.

— Eu te dei meu coração, Cami. Vai guardá-lo também?

Ela inspirou o ar e estremeceu sua pequena figura.

— Você me deu seu corpo. Quero seu coração. Quero seu amor. Preciso dele. Preciso de você.

— Diga, Lauren. — uma lágrima escorreu por sua face. 

— Eu te amo, Camila Jauregui. Quero que venha para casa comigo. Que complete minha vida. Farei o que precisar para que acredite em mim. Para fazer você acreditar em mim. 

— Já acredito. 

Peguei seu rosto, traçando meus polegares em círculos em sua pele quando meu coração acelerou. 

— E? 

— Eu te amo, Lauren. Te amo tanto que tenho medo.

 — Do que tem medo? 

— Você poderia acabar comigo. 

Balancei a cabeça. 

— Foi você que me quebrou, Cami. Sou sua.

 — Sou sua também. 

Era tudo de que eu precisava. Puxando-a para mim, cobri sua boca com a minha, gemendo com a sensação de tê-la tão perto. Nossos lábios se moveram, as línguas se acariciaram conforme nos readaptávamos uma a outra. Seus braços jogados em volta de meu pescoço, segurando-me firme enquanto eu envolvia os meus nela como uma jaula de ferro.

 Uma da qual não pretendia soltá-la... nunca.



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