História O contrato do destino - Imagine Jungkook - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adultério, Bts, Casamento, Casamento Arranjado, Drama, Família, Jeon Jungkook, Jimin, Jungkook, Romance, Você
Visualizações 267
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem <3

Capítulo 11 - Missing


Fanfic / Fanfiction O contrato do destino - Imagine Jungkook - Capítulo 11 - Missing

-Não encosta em mim Jungkook! Essa mulher merece coisa pior do que eu estou fazendo! – Disse lhe olhando com raiva. Soltei os cabelos dela, e segurei a gola do seu vestido. Não apertei, só segurei pra demonstrar que eu ainda estava alí– Agora Sun-Hee, você vai pedir desculpas á todos aqui, antes que eu arranque seus cabelos fora com o facão de cortar carne!

-Minha neta por favor, controle-se. – Disse minha avó chorosa. Acho que ela estava levando tudo á sério demais.

-Acalme-se vó, por favor! – Falei vendo seu estado.-  Sun-Hee, peça desculpas primeiramente á minha avó, pelos xingamentos que você teve a audácia de dizer quando eu não estava. ANDA!

-Me desculpe senhora Chun, por ter lhe xingado.

-Ótimo! Agora ao appa, por ter enganado ele todo esse tempo.

-M-me desculpe, por tudo que fiz. Por ter te traído e enganado, todo esse tempo. Você está me machucandooo.

-Eu sei! Agora ao Jimin, por ter falado mal dele, ter comparado a nossa mãe á você, ter tentado roubar a antiga jóia dela, ter falado mal dela e tentar tomar o lugar dela nesta casa. Irei pensar que está pedindo á mim também. – Toda raiva que eu tinha por essa mulher, eu descarregava agora.

-Me desculpe por tudo que fiz a você, e a sua irmã Jimin, por tudo.

-Ótimo. – Caminhei até a porta ainda arrastando-a e sendo acompanhada pelos demais. Abri a porta e empurrei ela para fora. – Nunca mais coloque os pés nessa casa.

-EU NÃO TENHO PRA ONDE IR!

-Vai pra casa do seu amante.- dito isso, fechei a porta e me escorei na mesma, encostando minha testa. Respirei fundo, tentando me acalmar. Ela é uma cobra mesmo. Sempre tentou fazer intrigas entre nosso pai, eu e Jimin. Me virei, vendo Jimin sentado no sofá calmo como sempre, meu pai também estava sentado e pensativo. O Jeon era o único em pé me olhando. Olhei para a minha avó que estava vindo da sala de jantar, mas de repente, ela parou onde estava, e colocou a mão no coração se escorando na parede.

-Vó!- Disse correndo em sua direção. – O que está sentindo?

-Está doendo aqui, no meu peito.

-Temos que levá-la ao hospital. Rápido. – Falei ao moreno.

                                                           ...

O relógio marcava dez e meia da noite. Meu desespero e nervosismo não me deixavam quieta. Caminhava de um lado para o outro no corredor daquele hospital sem saber o que fazer.

-S/n, vá para casa! Eu ficarei aqui. – Disse meu pai.

-Eu não posso. Estou preocupada com ela!

- Lhe manterei informada. O Jimin chegará daqui a pouco, e irá me fazer companhia. Vá.

-Certo.- Mesmo que contra vontade concordei.

O Jeon levantou-se assim que o chamei. Fomos até o estacionamento e entramos no carro. O caminho foi silencioso como sempre. Minha cabeça estava um turbilhão, se fosse possível estava vermelha e grande do tamanho do planeta marte, de tanta preocupação. A noite não foi nada agradável! Sei que consegui tirar aquela bruxa de lá, mas ela disse palavras tão horríveis! Remexeu no meu passado outra vez, que ainda é uma ferida aberta, e tirou conclusões que me fizeram duvidar de muitas coisas. Sem falar na minha avó. Não é fácil saber que uma das pessoas mais importantes da sua vida, está na UTI, e você não pode fazer absolutamente nada.

Chegamos em casa, entramos e subi imediatamente para o meu quarto. Tomei um banho e vesti meu pijama, escovei os dentes e tentei dormir.

                                                             ...

É, eu apenas tentei mesmo. Me remexia sem parar na cama e só consegui tirar um cochilo. Tinha alguma coisa errada, uma sensação que não me abandonava desde de que eu coloquei os pés fora daquele hospital. Meu coração mais inquieto que o normal e um frio na barriga. Tem alguma coisa acontecendo.

Levantei e saí do quarto. Passei em frente ao quarto do Jungkook e percebi que a luz estava acesa. Mesmo assim, passei direto, claro. Fui até a cozinha e enchi um copo de água. O relógio da cozinha marca três da manhã. Seu tic tac era o único que se destacava no meio do silencio e minha mente apenas viajava pra longe.

-O que está fazendo a essa hora? – Perguntou encostado á porta.

Soltei o copo na bancada derramando toda a água. A voz alheia me despertou bruscamente dos meus pensamentos.

-Caramba Jeon!. – Lhe disse. Ele estava com os cabelos bagunçadinhos e o rosto inchado, o que de certa forma lhe fez ficar fofo. – Eu só não consigo dormir. – Disse me levantando e pegando um pano pra enxugar  aquela água. – E o que você esta fazendo a essa hora?

-Revisando relatórios. Perdi o sono.

E der repente ouvi o telefone tocar na sala. Olhei para o mesmo confusa. Quem ligaria á essa hora? Passei pelo mesmo indo até a sala, e assim ele também foi. Peguei o telefone o tirando do gancho e levando ao meu ouvido

- Alô?

-S/n, é o Jimin. Vem rápido ao hospital, nossa avó quer falar com nós dois, juntos.

-O que aconteceu Jimin? –  Estava apreensiva com sua resposta. Sua voz estava diferente, de calma estava alvoroçada e apressada. Olhei para o Jeon que observava tudo sem entender.

-S/N...ela tem pouco tempo de vida. Pode morrer a qualquer momento. Venha imediatamente por favor....antes que seja tarde. – Deslizei o telefone pelo meu ouvido, colocando-o no gancho. Não, não pode ser! Meus olhos lacrimejaram rapidamente. Minha cabeça parecia ter ingrenagens que giravam o mais rápido possível, mesmo assim, não compreendiam a informação. Olhei para o mais velho sentado na parte mais alta do sofá com seus olhos ainda meio inchadinhos.

-Jeon, tenho que ir ao hospital. Minha avó... Tem pouco tempo de vida e quer falar comigo. Por favor me leve! – Praticamente lhe implorei, me segurando pra não chorar. Ele me olhou surpreso e logo foi em direção as escadas

-Se troque rápido! – Me disse, e saí correndo até meu quarto.

Vesti uma saia preta, uma blusa branca e sapatilha. Peguei o meu celular e saí quarto á fora. O Jeon desceu logo atrás, saímos, entramos no carro e fomos logo ao hospital. 

Assim que chegamos, corri até a ala que estávamos antes, encontrando o appa sentado de cabeça baixa e Jimin caminhando de um lado pro outro.

-S/n vamos! – O mesmo me puxou pelo braço desajeitado.

Adentramos o quarto. Ela parecia estar dormindo, mas quando nos viu, abriu um sorriso.

-O que ela tem ? – sussurrei para ele.

-Cardiopatia grave terminal. – ele respondeu.

Era isso. Minha avó vai embora para sempre.

-Se aproximem mais. – A mais velha pediu, e assim fizemos. – Eu sei que tenho pouco tempo. E me escutem bem.

-Não diga isso vó – Lhe pedi.

-Não adianta minha neta, eu sei que é isso. Me escutem por favor! Sei que vocês são apegados a mim, mas tentem não sofrer tanto,por favor! - Seu tom sôfrego só fazia meu coração apertar mais ainda. - Lembram quando vocês era pequeninos ? – perguntou com um sorriso. – Eram tão ingênuos, amorosos! Não sentem falta disso? Vocês eram tão grudados e cheios de carinho um com o outro! Sei que vocês sofreram muito com o que aconteceu, pela mãe de vocês e a distancia do pai de vocês. Mas porque se afastaram tanto. Era tão difícil pra mim ver vocês dois se distanciando cada vez mais, esqueceram com o tempo que tinham o mesmo sangue. - respirei fundo pelo seu desabafo. Eu realmente não fazia idéia que ela se sentia mal por nós. - Não demonstram, mas sabem que se amam, que se preocupam um com o outro. Se apóiem, cuidem-se. Jimin, pare de brincar com os sentimentos das mulheres, meu neto! Sei que não é isso que você quer. Quando era menor, sempre disse que teria uma família, uma esposa tão doce, quanto sua mãe. Faça isso, se case ,como a sua irmã ,e forme sua família. – Me doeu ouvir isso. Ela não tinha idéia do que estava falando e isso me machucava. Fui covarde o suficiente para esconder essa grande farsa, dela. 

-Vó, sobre isso...- Sim, eu iria falar. Não podia ficar com essa culpa.

-Eu sei S/n! sei sobre seu casamento. Mas sei que você e Jungkook serão felizes. Alcance seus sonhos também. Faça coisas novas, diferentes, que você nunca fez. Supere seus medos, deixe a sua voz Lhe levar longe. E sobre a mãe de vocês, nunca desistam dela. Tudo tem uma explicação, até mesmo o seu sumiço.

- Vó....quero que saiba que te amamos muito. – Disse Jimin. – obrigado por tudo que fez por nós.  Por estar sempre conosco... Obrigado

-Te amo muito vó. – Lhe disse.

-Eu também amo vocês, sempre vou amar. Falem ao pai de vocês que também o amo muito. Ele é um bom filho, só precisa amadurecer de novo. Obrigado por estarem aqui. É a melhor maneira de partir, com vocês ao meu lado. Amo vocês! - disse com a voz falha e rouca.

A máquina que marcava seus batimentos ficou mais rápida. Seus olhos fecharam-se lentamente, suas mãos que seguram as nossas ficaram mole e seu coração já não dava sinal de vida.

-VÓ...VÓ ACORDA POR FAVOR! ENFERMEIRA! AJUDA POR FAVOR! – Gritei desesperada.

Os médicos entraram na sala e tiraram nós dois de lá. E alguns minutos depois o mesmo saiu da sala e veio até nós.

-Sinto muito mas a senhora Park Chun não resistiu ,como o previsto, e faleceu.

-Mentira! – Disse agarrando seu jaleco – Me diga que é mentira!

- Senhora Jeon acalmasse. Infelizmente é isso. Fizemos o que foi possível. Com licença. – disse se reverenciando e se retirou.

- Não, não é verdade! NÃO É VERDADE! – Disse já com os olhos marejados. Não queria acreditar

-S/n, Para! – Disse Jimin me pegando pelos braços.- Se acalma. Sei que é difícil, mas precisamos aceitar! Não tem como voltar atrás. Pelo menos ficamos ao lado dela até o último segundo. Por favor, vá para casa ok!?

Ele queria parecer forte, mas sabia que também estava sofrendo, seus olhos demonstravam que ele queria desabar ali mesmo.

Apenas assenti e fui até o carro sendo seguida pelo Jeon. Como sempre o caminho foi silencioso. Assim que cheguei fui até a cozinha, sentei em um dos bancos do balcão e me permiti chorar. Era difícil me fazer forte na frente de todos. A verdade era que aquela dor, estava me sufocando, me matando por dentro. A pessoa que mais amo foi embora para sempre, me deixando sem rumo, sem sua orientação.

-Precisa de algo? – Perguntou vindo até mim.- uma água?

-Jeon....eu só preciso de um...abraço. - disse de cabeça baixa.

Ele ficou sem jeito com o meu pedido, sem reação. Era algo que não o pediria, mas estava precisando muito. Mesmo hesitante, ele me abraçou apertado, era bom. A verdade é que a garota “sem coração” estava vulnerável agora. Meu coração de pedra simplesmente foi afetado, o meu ponto fraco. Seus braços e perfume forte me acalmaram. Uma de suas mãos foram pra minha cabeça como forma de consolo. Era como se o frio e arrogante senhor Jeon, tivesse vacilado por míseros segundos. Ficamos um tempo assim, até ele perceber que eu havia me acalmado.

-Obrigado! – Lhe disse.

                                                                ...

Abri os olhos lentamente, sentindo a leve brisa da manhã, passar pelas grandes janelas e balançavam as cortinas do quarto. Assim como os raios de sol fortes. O teto branco parecia me chamar atenção, levando meus pensamentos distintos á apenas uma pessoa. Minha vida é um verdadeiro quebra-cabeça mal resolvido. As peças simplesmente insistem em não se encaixar. Levantei-me sentindo uma dor de cabeça horrível. Escovei meu dentes e desci para tomar café. Me sentei á mesa sozinha e tomando o café olhando para um ponto fixo. Era isso, á noite chorei e o dia se  resumiria a ficar dispersa á todo tempo. Ouvi a companhia tocar e a empregada foi correndo atender.

-Com licença senhora Jeon. O senhor Park Jimin está á sua espera na sala.

-O Jimin? – Ela apenas assentiu, e se retirou. Me levantei da cadeira e fui até a sala, vendo o mesmo em pé, de costas. – Jimin. – Chamei sua atenção.

-Oi S/n! – ele deu um pequeno sorriso. Trajava um terno preto e suas leves olheiras denunciavam ,que assim como eu, não dormiu tão bem.

-O que faz aqui? Digo, você nunca vem aqui. - Disse.

-Entendo. Eu só...vim saber como você está. - ele parecia hesitante.

-Estou bem, pelo menos fisicamente. E você ?

-Digo o mesmo. Eu... andei pensando no que a nossa avó disse. Sobre a nossa...aproximação. – Ele claramente estava sem jeito, mas sabia o que ele queria. Era o que eu queria também. Tudo o que senti falta durante anos. 

Apenas fui até ele e o abracei. Ele ficou surpreso, mas logo retribuiu me apertando forte contra seu corpo. Como eu senti falta da presença dele, da sua proteção, da sensação de ter um irmão e principalmente do abraço apertado que só ele tem.

-Me desculpe por ter me distanciado todo esse tempo S/n.

- Senti sua falta Jimin-shi.- Senti os meus olhos marejarem e me permiti chorar silenciosamente em seu abraço.

-Também senti sua falta S/a.

Quem diria que um momento ruim deveria acontecer, pra algo bom voltar á tona outra vez.

 

 


Notas Finais


ahhh nun acredito que fofo esse final !!!
Comentem ai o q acharam
<3


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