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História O coração da fêmea - Kim Taehyung - Capítulo 1


Escrita por: e baeps


Notas do Autor


HISTÓRIA NOVA!!
ESPERO QUE GOSTEM
CAPA MARAVILHOSA FEITA PELA @Serendipxty_ obrigado meu amor! <3
CAPÍTULO NÃO BETADO!
boa leitura!!!!! ✨

Capítulo 1 - I. Um novo lar


Fanfic / Fanfiction O coração da fêmea - Kim Taehyung - Capítulo 1 - I. Um novo lar

                           ✥

O feixe de fibras trançados apertava meus punhos, arranhando a região sensível e deixando avermelhada. As cordas eram interligadas dando um melhor acesso para aqueles homens nojentos nos puxasse como bichos sem dono. Ali naquele meio de pessoas tinha: Mulheres Grávidas, Velhos e crianças. E não fazíamos idéia para onde eles nos levava. Residiam em nosso vilarejo em Londres, quando fomos atacados, presos e arrastados até suas gaiolas onde viajamos por três dias, sobrevivendo apenas a pão e água.


— Anda depressa! - Uma senhora que estava a minha frente tomou um empurrão de um dos homens e senti uma raiva crescer em mim. 


— Respeita! Ela é apenas uma senhora. Não vê? - Estufo o peito falando. Alguns dos homens viraram e o homem que gritou com a velhinha veio até mim puxando meu cabelo para baixo me fazendo encará-lo forçadamente. Aquela brutalidade era desnecessária, mas eles não queriam saber disso. 



— Repete mulher! Repete o que tu dizias... - Riu bem perto de mim. Pude ver sua placa dentária amarela e tive nojo. Então acabei permanecendo em silêncio. — Foi o que pensei. - Me soltou e seguiu para frente. 



Mas algumas horas de caminhadas e meus pés não aguentavam mais. Estávamos sem nossos chinelos o que dificuldade, pois pisavamos em pedras e farpas de árvores. Mas era possível ver a ponta de um enorme castelo e árvores grandes ao seu redor. Viramos numa esquina e vimos uma enorme entrada, vimos também uma feira onde passamos por ela e recebemos olhares de nojo.


— Novos escravos do Rei. - Ouvimos. E logo depois risadas altas sobre aquele comentário.


— São estrangeiros. Não vão se dar bem aqui…- Estrangeiros? Onde estavamos? Não conseguia olhar no rosto das pessoas, estava sentindo-me humilhada por aquela situação. Depois de andar pela floresta finalmente estávamos em frente ao castelo, era escuro, e todas as portas e janelas estavam fechadas. 


Estávamos numa grande fileira parados, finalmente. Naquele momento eu só queria um bom banho e minha cama e acordar desse pesadelo horrível. 


— Andem! - Uma voz grossa surgiu de algum lugar. Algumas pessoas procuravam pelo dono daquela voz. — Venham por aqui! - Era um homem que estava à nossa frente ordenando a fila de pessoas. Seus olhos eram puxados e suas roupas pareciam de alguém muito importante, e além que estavam limpas. Além de conter algumas medalhas. Seria ele o Rei? 


Andamos até a parte interior do palácio. Passamos pela enorme cozinha e aquele cheiro bom nos matou. Prosseguimos até a sala de estar, onde observei os detalhes ricos do local. 


— Ajoelhem-se! O Rei estava chegando. - O mesmo homem que nos trouxe aqui mandou e assim fizemos. Estávamos todos em silêncio de cabeças baixas ouvindo apenas passos nas escadas. 


— Esses são os escravos de Londres? - Uma voz grossa que arrepiou todo meu corpo soa por toda a sala. Um frio Instalou-se no meu corpo e eu tremia. — Esse pode servir no exército. - Ele começou a falar, então deduzi que estava olhando para nós e nos dando serviços. Podre! — Você pode servir na cozinha. - Estava quase na minha vez. Não iria trabalhar para ele. Eu tinha dignidades, tenho minha casa e minha vida. Não nasci para ser prisioneira. — Você…- Sua mão levantou meu queixo e com isso minha cabeça também. Senti todo meu corpo estremecer ao vê-lo. Era belo, tinha traços e olhos asiáticos. Toda aquela roupa rica com vários detalhes não roubava a atenção de seu rosto. — Você...Na limpeza. - Disse e saiu indo para a outra pessoa que estava ao meu lado. Suspirei fechando os olhos. 


— Esta é Amália. Ela cuida da cozinha, as que vão ficar na cozinha sigam-na. - Outra voz soa naquela sala. Vejo um grupo de cinco mulheres levantar-se e sair dali. 


— Este é Kim Namjoon, chefe do exército. Os homens escolhidos para juntar-se no exército do palácio sigam-no. - A voz do Rei agora é presente me assustando novamente.


— Kira. Esta é Kira cuidará da limpeza com vocês, sigam-na.- Vejo uma mulher bonita de cabelos negros sorrir grande e levantamos seguindo-a por um corredor iluminado. Meus pés voltaram a queimar como fogo mas agora estava menos.


— Este aqui é o depósito de produtos para fazermos a higiene de todos os cômodos do palácio. - Sua voz é extremamente irritada além dela ter um ar superior, mesmo sendo mais escravas que nós que chegamos agora. — Eu fico com o quarto principal, o quarto do Rei. - Diz com total orgulho daquilo. Por mim eu passava longe de qualquer coisa que envolvesse esse lugar. — Irei fazer uma lista para cada uma do que devem fazer. 



— Vamos limpar esse Castelo todo santo dia? - Uma menina diz atrás de mim incrédula. 


— Exatamente. E se fizerem mal feito vão fazer quantas vezes for preciso para sair perfeito e limpo. - Diz mandona. 


— Vocês estão de brincadeira com minha cara. - A mesma menina volta a dizer inconformada. — Me tiram da minha casa, do meu vilarejo para ser escrava para esse Rei cheio de Empáfia. - Ela volta a dizer causando uma balbúrdia entre todos dali que começaram a protestar. 


— Queremos nosso direito. - Diz uma mulher ao meu lado e a mulher nos olhou com certo nojo. 


— Obedeçam, apenas isto. Caso contrário daram uma volta no país da guilhotina. - Ela disse. — Venham! Vou-lhes mostrar seus a cômodos. - Diz em um tom solene saindo daquela salinha. Seguimos ela até uma porta que ficava fora do castelo. Ela abre, tinham algumas beliches com gavetas embutidas. — Aqui é seus alojamento. Vocês se banharam ali. - apontou para uma porta velha que ainda estava dentro do quarto. — As roupas estão já nas gavetas, por hora é só. Descansem, amanhã o trabalho começa. - Saio batendo a porta com tudo. 


— Essa mulher é outra cheia de empáfia. - A menina que falou mais cedo causando uma discórdia pronunciou-se novamente. — Não podemos ficar aqui caladas.


— Mas vamos. - Uma senhora diz. — Não quero morrer e não cause nada que leve a aborrecer eles e trazer nossa morte, mocinha.


— Não vou ficar aqui ouvindo tamanha besteira. - Ela diz indo até a porta. — A gente precisa lutar pelos nossos direitos. Se eles quiserem me matar seria um favor que fariam a mim. 


— Ela tem razão. - Pronuncio-me pela primeira vez. — Precisamos lutar. Mas dessa forma é tamanha burrice. - Falo alto olhando a menina. — Precisamos ter um plano ardiloso para sairmos daqui. 


— Não temos tempo.


— Tempo temos. E de sobra. - Franzi a testa olhando todas as mulheres dali. — De vamos sair daqui temos que sair como mulheres honradas e ardilosas. Não como bichos com medo. 


— Ela tem razão.- Uma mulher disse. Parecia ter uns trinta anos e sua voz parecia ser daqueles fumantes.


— Está bem. Vamos fazer um plano para sairmos daqui. 




Algum tempo se passou e eu já tinha me banhado e escolhido onde eu dormiria. Estava vestindo um vestido de cor azul com detalhes brancos e feixes nos seios os realçando. — Quase todas estavam dormindo, menos eu e a menina que tinha causado aquela discórdia.


— Você é bem decidida, do que quer, hum? - comento penteando meus cabelos ruivos e ondulados. 


— É. - Ela respondeu rindo fraco. — Louise Milicente, Prazer. - Sorriu me olhando. 


— Francesa? Prazer, sou Lis Lancastre. - Estico minha mão na direção da mesma que pegou sem pensar duas vezes. 


— Meu sobrenome entrega toda minha naturalidade, não é? - Riu e soltou minha mão. — Você veio da Inglaterra também? 


— Sim. Você não?


— Não. Sou marcante com meu pai. Estávamos no vilarejo de vocês por poucos dias. - Disse Louise. 


— Onde está seu pai? - Ajeito-me na cama olhando-a curiosa. 


— É engraçado. Mas ele fugiu com as coisas e me deixou pra trás. - Riu fraco soprando. Ela brincou com a barra da manga de seu vestido, desconfortável com minha pergunta.


— Sinto muito, Louise. - Mordo os lábios arrependida pela pergunta. 


— E você? Onde estão seus pais? 


— Minha mãe morreu. - Pausei fechando os olhos. — Ela era assim como você. Buscava voz pelas mulheres, o povo esperou que eu nascesse para matá-la. - Mordi os lábios trêmula. — E meu pai não suportou e tirou sua própria vida. - Sorri fraco e encaro-a. — Eu vivo com minha avó uns tios e primos. 


— Eu sinto muito, também Lis. - Ela diz com suavidade na voz. 


— Não sinta. Foi a muito tempo. - Sorri fraco. — Vamos descansar, hum? Temos muita coisa para fazer amanhã. 


— Eu vou tirar a gente daqui. - Deitou-se na cama resmungando. Louise era um zangão mas tinha uma cara tão angelical que fazia até graça. Fechei meus olhos ouvindo ela ainda resmungando.




As brechas das portas de madeiras faziam com que as luzes do sol invadisse nosso quarto. Abri meus olhos com dificuldade e já era possível ouvir uma falação no quarto, algumas mulheres arrumando suas camas e outras ainda deitadas. Olhei para a cama do lado, cama de louise, e não vejo-a. 


— Por Deus! Aquela água é muito fria. - Ela aparece atrás de mim enxugando seus cabelos pretos com uma toalha úmida e de cor escura. 


— Já estava no banho? Nem me acordou. - Sorri fraco. 


— Eu iria. Mas não tem como duas pessoas se banhar naquele pequeno espaço, iria acordar-te agora. - Disse e sentou-se na sua cama. Minha barriga fez um barulho estranho anunciando minha fome. 


— Estou faminta! - Falei entredentes levantando-me. 


— Estamos querida. - Louise responde e eu saio indo banhar-me. Tirei minhas vestes e peguei a cuia e joguei aquela água fria em meu corpo quente. Aquilo me fez sentir vontade de chorar, mas eu precisava ser forte para sair dali. 




Quando Kira veio nos buscar para tomar nosso café já estávamos pronta. Ela nos levou até a cozinha daquele enorme castelo e mandou-nos comer até que estivessemos fartas. E quando acabamos ela nos deu esfregões e nos levou para um enorme pátio.


— Hoje terá uma pândega. E eu quero esse salão limpo! - Disse autoritária.


— Ótimo o senhor faz festas e nós limpamos tudo! - Louise reclamou baixo do meu lado.


— Não vamos ganhar, Jimbra? - Uma mulher mais velha gritou da frente chamando atenção de todas. 


— É! Não vamos ganhar dinheiro? - Louise entrou na discussão como sempre. 


— Vão! Todo final de mês ganharam, caso merecerem. - Disse Kira com as mãos na cintura caminhando de um lado para o outro. — Agora comecem a limpar o salão, quando voltar quero limpo! - O salão era no jardim. E aquele jardim era lindo, flores de diversas espécies e cores. 


— Vamos Lis. Vamos começar antes que a capitão da limpeza volte com aquela arrogância toda. - Louise me chama e eu afirmo. Jogaram água no chão e começamos a esfregar aquele chão sujo até que ouvimos vozes de homens e risadas. — O que é isto? 


— Não sei. - Dei de ombros vendo vários homens no jardim. 


— Eles estão treinando para o exército do reino. - Uma mulher mais velha disse atrás de nós. 


— Só esses pouquinho de gente ? - Protestou Louise vendo eles treinando. A mulher deu de ombros e voltou a esfregar o chão. — Odeio esses serviço! Minhas mãos já estão com calôs! 


— Não reclame tão alto. 


— Eu não nasci para esfregar o chão para ninguém, Lis. - Diz firme. — Eu vou entrar para esse exército, você vai ver, Lis ! 


Aquilo soou como uma provocação, mas eu sabia que ela estava falando a verdade. Não conhecia ela nem vinte quatro horas e sabia que daquela garota coisa boa não vinha. — Continuei esfregando aquele chão até que olhei para cima e em uma varanda vejo um homem sem camisa apoiado na varanda olhando para o horizonte. Mesmo vendo-o de tão longe ele tinha chamado minha atenção de certa forma, seus cabelos seguiam na direção do vento e todo aquele encanto acabou-se quando Kira apareceu naquela varanda o abraçando por trás. 




Notas Finais


O que acharam??????????????

Até o próximo!!!!! ✨


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