História O Coração do Espada - Capítulo 17


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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Jinta Hanakari, Orihime Inoue, Rukia Kuchiki, Shihouin Yoruichi, Ulquiorra Schiffer, Urahara Kisuke
Tags Ichiruki, Ulquihime
Visualizações 163
Palavras 1.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


⁂ Olá Ulquihimenistas! Sei que metade -ou mesmo todos- dos leitores devem querer matar-me pela demora, e como se não bastasse apareço com um capítulo reduzido, eu sei... Vocês tem toda a razão, desculpem por isto!
⁂ Sobre a demora, quero reafirmar que NÃO QUERO e NEM VOU abandonar nenhuma história minha (a não ser que morra a meio do caminho #risos). Digo isto porque me mandam mensagens desesperados sobre este assunto. Já escrevi no "menu" do jornal no meu perfil a respeito disto também. O motivo para a demora é só um: faculdade. A carga de testes e trabalhos é muito difícil de conciliar com as fanfics. Nem no fim de semana estou a ter tempo para escrever... Estou a prever que isso lá para Fevereiro seja um pouco diferente. Este ano é em princípio um dos mais complicados. E passada esta fase devo conseguir respirar de alívio e voltar a ficar mais activa por aqui.
⁂ Este capítulo seria sempre um tanto mais curto. O foco é a reacção e dilema de Ulquiorra, para levar à sua decisão final, que será abordada sim no próximo capítulo. Eu gosto de isolar os capítulos mais de "dilemas internos", primeiro porque gosto dessas coisas, segundo porque os considero fundamentais para compreender -principalmente-as acções de Ulquiorra. Se não parece que Ulquiorra fica sempre aquele personagem impossível de decifrar. Ok, a minha forma de enxergar Ulquiorra é a minha interpretação do personagem, e por ser tão complexo é impossível decifrá-lo por completo, mas ao menos uma parte convém né? Não é para isto que servem as fanfic? Eheh.
⁂ Já agora digo algo que será fundamental para compreender este capítulo. Por quê as cores perguntam vocês? É um tema da filosofia que me interessa e que interliga-se com a visão, ponto fulcral em Ulquiorra. Mas não é apenas por isso. As cores são uma metáfora do coração nesta história, portanto, de UlquiHime. Algumas coisas podem ser confusas, mas se em vez de cores, pensarem em UlquiHime acredito que entendem o que quero transmitir (já que por vezes sou muitoo confusa no que escrevo, defeito meu, assumo! eheh).
⁂ Um agradecimento muito profundo aos comentários, e aos favoritos. Agradeço também a você que acompanha a história e não se manifesta, pois as visualizações também são importantes para mim. Obrigada!

Capítulo 17 - Cores


Fanfic / Fanfiction O Coração do Espada - Capítulo 17 - Cores

Os três mundos estavam longes de serem perfeitos. O Mundo Real era governado pela arrogância e sobretudo pela ignorância, auto-proclamando-se sábios, os humanos eram os seres mais fracos resultado do seu desconhecimento de outras realidades. Soul Society era, por sua vez, a prisão da hipocrisia, a promessa de um céu que -na verdade- abandonava as almas na miséria e na fome, prosseguindo com os erros dos humanos: de proteger sempre os mais fortes. Hueco Mundo seria a condenação eterna ao ódio e às lutas irracionais sem fim. Mas, no fundo, era a escuridão do vazio. Tudo era preto, e a verdadeira tortura era não enxergar nada para além da junção de todas as cores que resulta num grotesco nada. O sangue das vítimas era a salvação daquele mar incolor.

Os hollows não eram compreendidos, seus erros eram julgados como se fossem ainda humanos, quando já perderam suas almas. O oco que apagava suas emoções era um desespero. Não havia crença em salvação. Contudo, isso não implicava que eles não tentassem lutar por ela. A procura de um objectivo, um sonho ou uma ambição era o escape. Era preferível morrer lutando que esmagado pela ausência do tudo.

As cores tem a capacidade de definir o que rodeia todos os seres, e também a sua forma de como se sentem dentro dessa mesma visão. No entanto, o facto de elas estarem tão ao alcance da visão, não retira a dificuldade de explicar o que são as cores para cada um que as enxerga. Podem ser apenas um efeito de luz, ou, a sua definição acarreta algo para além dos sentidos?

Pode o preto carregar a mensagem da morte numa simbologia subliminar, consequentemente, trazendo a mensagem de paz e salvação? Não eram por isso os uniformes dos shinigamis negros? Não era por o branco aproximar-se do desespero que espadas usavam trajes do mesmo tom? Não pode a cor rosada na face de uma mulher torná-la mais bela? A estranha atribuição natural de significados às cores é inconsciente e automática, sem qualquer razão. Algo que quarto espada recusava-se a aceitar.

Ulquiorra apenas cria no que via, contudo, Orihime estava habituada a acreditar no que não conseguia ver. Uma oposição reflexiva do espectro de cores.

Os conceitos tudo e nada, numa deliciosa ironia se assemelham na tonalidade branca. A cor que resulta na junção, no começo de todas as outras, resulta num todo. Mas por ser um tudo enigmático, sem representação concreta e visível, torna-se num simplório nada. O branco é nada, e o branco é tudo. Todas as cores perdem a sua impotência diante do tom alvo, em última instância, pode enfraquecer as suas semelhantes, numa curiosa analogia com os três seres. Hollows e shinigamis foram antes humanos, e apesar de converterem-se em novas cores, mais coloridas… fortes… os humanos ainda tem o dom de enfraquecer, de derrotar os seus superiores. Mas o real poder do branco, sobretudo num mundo habitado por preto e branco, é lembrar como hollows podem ser fracos quando são manchados por outras cores. Novas ideias, e sobretudo, novos sentimentos que há muito deviam ter perecido. O branco é a dualidade das essências opostas, remete ao passado e ao futuro, à delicadeza e ao perigo. Um passado vincado por cabelos fracos e brancos, é o mesmo branco intacto de poder escrever um futuro. O branco delicado da lua é o mesmo branco da cegueira total. O branco remete a esperança e a loucura. A cor negrume será o equilíbrio mental para os hollows, a cor da escuridão permite-lhes salvarem-se do mundo a que estão condenados. Uma mensagem Yin-Yang.

Hueco Mundo era um mundo de preto e branco. Alguns hollows, todavia, permaneciam mais tempo a enxergar branco ou o preto na fase inicial da sua evolução, e isso os definiria. Ulquiorra não recordava-se sequer de um feixe de 'luz negra'. Seu mundo era branco, sempre branco, como se apenas ele estivesse no mundo. Afinal, seus olhos não encontravam mais ninguém. A presença posterior de sombras de outros arrancares no mundo não alterou a sua essência ou vagueza em seu peito. Era como se ainda não existisse ninguém para além dele. A entrada de Orihime Inoue em seu espectro incolor, desabou tudo o que tinha preconcebido. Uma humana que era como um arco-íris que o cercava e coloria suas noites. Orihime era muito mais que uma cor, ele constatou isso rapidamente. Era a própria luz solar que permitiu todas as outras cores entrarem na sua vida.

E essa realidade concreta, que poderia ser linda para um shinigami e romântica para um humano, para o quarto espada era assustadora. Afastando-se da ruiva prontamente, em completo silêncio, retornou ao seu caminho, sendo seguido por Orihime. Ela não conseguiu disfarçar seu contentamento quando acomodou-se ao seu lado, constatando que ele desistira de a mandar para longe de si. Orihime poderia ser distraída, sonhadora e fantasiosa… mas ela sabia que ele não iria reagir bem àquela declaração, era ainda muito cedo. Ela compreendia, mas não ia desistir de o fazer perceber que ela o amava verdadeiramente, e que um dia ele poderia ter também um coração para amar. Afinal, ele podia tê-la matado ou forçá-la a regressar a seu mundo, ou simplesmente deixá-la usando o sonido, mas ele nada fez. E sorrindo, ela acreditou, que o quarto espada estava diferente desde que o conhecera.

O tempo imóvel de Hueco Mundo era extraordinariamente monótono. As noites sempre iguais, recriavam o oco escuro em seu peito. Não havia sentimento, cor ou vida que mudasse aquela natureza morta. Pelo menos, sempre fora assim até aquele momento. Orihime cantarolava, como se estivesse de facto feliz ao manter sua ideia insana para o arrancar. Ignorava as suas intenções, e sua companhia era perturbante, porém… sempre que ela diminuía o ritmo de suas passadas, cansada, ele fazia uma pausa ou abrandava seu próprio ritmo. Algo a puxava para ela.

Seus olhos discretos, observaram quando ela parou de segui-lo, ajoelhando-se sobre uma flor murcha. Os dedos contornaram melancolicamente as pétalas, com um sorriso ténue, a cor alaranjada emanou por suas mãos, restaurando a vida daquele pequeno e insignificante ser. Como um sopro de vida, a areia moveu-se como se vento a sacudisse, mesmo esse fenômeno não existindo naquele mundo. Novamente, Ulquiorra ficou mergulhado em pensamentos sobre a peculiaridade daquela mulher… poderia ela restaurar a vida ao deserto sem fim? Poderia curar os ocos dos hollows?

Numa ousadia pouco comum em si, o arrancar céptico estava disposto a conhecer mais daquele poder da humana.

Estava decidido... Ele iria treiná-la.



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