História O Coração Partido de Tomoko; - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escolar, Ilusão, Japones, Lírica, Mitologia Japonesa, Romance
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Palavras 745
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Lírica, Literatura Feminina, Magia, Poesias, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Quando Tomoko recusou o presente de uma deusa;


Naquele fim da tarde Tomoko não queria falar como aquilo havia quebrado seu coração, se recusava a por seus sentimentos para fora em forma de palavras. Invés disso preferia por de uma forma ainda mais expressiva, como gotas de chuva escorregando de folhas lisas, lágrimas cresciam de seus globos oculares e desciam traçando seu rosto arredondado. Suas mãos apertavam com tanta firmeza as alças de sua bolsa que suas unhas medianas ameaçavam perfurar suas mãos. Ela sentia a breve brisa do vendaval leve e suave que repassava por todo aquele morro, levantava e formava ondas em sua saia escolar, assim como em seus cabelos castanhos brilhantes.

Bem em sua frente havia um grande lago que brilhava em tons pastel de laranja e azul, sua água reluzia e refletia o corpo da adolescente lá em cima do morro enquanto iluminava as nuvens que contornavam todo o sol em formatos espeço e largos, elas deixavam somente os últimos raios do por do sol passar para clarear os últimos momentos daquela tarde. Os sons da natureza deixavam-na calma, assim como a grama em que pisava e o vento que a beijava, mas um finco de dor em seu coração a deixava triste, e com um grande nó em sua garganta que a fazia chorar e chorar ainda mais. Era como se houvesse uma grande noz entalada lá, não conseguia falar.

Masao não havia sido sincero com ela ao aceitar saírem juntos, se não ele a teria contado sobre Miho seus longos cachos loiros que ele amava. Tomoko pensou em como teria sido mais fácil seu dia se ele tivesse a recusado quando entregou aquela carta daquela vez, as dores que sentiu na mão fazendo e refazendo a caligrafia perfeita para entrega-lo não valeram a pena. Quando rejeitada agiu na frente dele como se aquilo não tivesse rompido seu coração, e logo saiu com suas amigas para o karaokê no fim das aulas. Comeu frango frito e tomou um suco de laranja, mas o tempo todo pensou em Masao e um sentimento hostil tomou conta do belo amor que nutria pelo garoto.

No fim, notou o quanto estava distante de suas amigas e em como elas não notaram isso, sentiu uma fisgada em seu coração e sua respiração se descompôs, queria ir embora dali. Então Tomoko juntou suas coisas, saiu escondida e pagou toda sua parte, correu dali já com lágrimas escorrendo e sendo levadas ao chão. Seus passos eram rápidos e pesados, pensou enquanto corria o quanto era imprudente e impulsiva, simplesmente havia fugido de lá, assim como fugiu de Masao, fingindo que aquilo não havia a machucado, mas a verdade é que estava extremamente machucada.

Correu e correu, atravessou longas ruas e cruzou com várias pessoas até finalmente começar a subir o grande morro de terra que a levava até acima do lago Mizu. E era onde estava agora, chorando e com o nariz escorrendo como nunca, mas agora se sentia um pouco mais leve com tudo isso.

Perguntava-se o porquê de tudo isso ter acontecido e soltou um grito estridente que ecoou por toda aquela área afastada, assustou alguns pássaros que voaram desesperados e continuou a gritar até finalmente sua garganta começar a doer, e sua voz se enfraquecer e desfalecer. Caiu no chão, fraca e chorando. Ficou ali naquela grama fina e pequena sentindo seu corpo pinicar, suas lágrimas desciam sem fim, como uma torneira quebrada que alguém se esquecerá; de fato se sentia esquecida.

Estava quebrada naquele momento, mas quando chorou e suas lágrimas escorreram, começou a murchar por dentro, como se estivesse secando, e finalmente seu chororô cessou, como se a bailarina de uma caixa de música parasse de dançar com o fim da chave girada. Quando olhou para suas mãos havia flores crescendo em algumas áreas de sua pele, florescendo como erva daninha. Assustou-se com aquilo, nunca pensou que se tornaria uma daquelas pessoas com flores crescendo em seu corpo, normalmente só alguns adultos possuíam essa característica estranha, mas se lembrou de sua mãe lhe explicando porque possuía pequenas Tulipas crescendo em cima de sua sobrancelha.

Ela havia dito que quando você cresce, seu coração morre. Quando Tomoko se deu conta do que essas palavras significavam agora, arrancou com força e com dor as flores que cresciam em suas mãos, jogou-as fora e sorriu quando viu o sangue escorrendo de sua pele, estava satisfeita. Nenhum garoto idiota merecia que flores crescessem na pele de Tomoko.

Tomoko naquele dia foi embora sorrindo, agradecida.


Notas Finais


Enfim... O que acharam dessa one? Eu acho que ficou muito boa e...Eu to bem bemmmm inspirada esses dias, estou feliz apesar de em alguns momentos sentimentos ruins me afetarem.
Recomendo ler ouvindo alguma música classica e calma que você goste, acho que o clima combinaria perfeitamente, até porque escrevi tudo isso ouvindo openings calmas de anime sushuusuhsu

até alguma outra historia minha! tchau!


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