História O Corvo - Capítulo 1


Escrita por: e jiminhouse

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Bts, Fleychi, Jimin, Jiminhouse, Jmh!poderes, Park Jimin
Visualizações 18
Palavras 772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Seinen
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


me inspirei na ravena dos jovens titãs (dc comics) e no reaper (overwatch) para escrever essa oneshot marotinha! mais infos importantes nas notas finais os aguardam ♡

Capítulo 1 - Apenas um susto.


Canções se tornaram meros obstáculos, que convidam a minha sombra para dançar. Inquieto, mas não desatento, procuro sossego disso que alguns chamam como um dom. No início, parecia divertido, mas, agora, se tornou a minha desgraça.

Taehyung disse que eu deveria parar, Namjoon alertou-me que o melhor seria me controlar. E eu não os ouvi. Era muito fascinante, ver as suas sombras tomando as proporções que eu queria, tudo que era sólido não escapava de minhas mãos. Eu subjugava tudo que pertencia à luz, desaparecia por meio da penumbra. A escuridão era a minha amante aliada, o meu gatilho espontâneo. Eu me fundia a ela. Através dela, voava. Junto dela, poderia estar onde quisesse. Poderia ser quem eu quisesse. Contudo, irresistivelmente atraído pela vingança, naquele dia, tudo caiu por terra.

Vinguei-me de Jeon Jeongguk, que insistia em sempre me envergonhar na frente de nossos amigos. Eu só queria assustá-lo, eu juro. Criei clones de minhas sombras, que corriam ao seu redor e gritavam, pois eu sempre soube que Jeon tinha um medo absurdo do escuro mesmo sendo adulto, mesmo com a fama do garoto machão e destemido. E quanto mais eu o via sofrer, chorar, implorar para que eu parasse, quanto mais auras sombrias pairavam ao seu redor, mais sincronizado à escuridão eu me sentia. E a sentia arder. Ela chamava o meu nome. Jimin. Jimin. Jimin. Torne-me sua. Os clones umbracinéticos se apoderaram de Jeongguk, seguravam-no e, assim que me dei conta, era enfiado à sua goela abaixo um descarrego de toda aquela aura negra, tóxica. Todas aquelas sombras, cujo breu era inebriante, semelhantes a mim, o estrangulavam a jugular e corpo, cheguei a ouvir o ranger de seus ossos, por puro júbilo, sorri. Jeon perdia o fôlego, tentava gritar, mas engasgava-se, a fumaça adentrava as suas narinas, orelhas. O teu olhar completamente revirado, perdido na dor, o néctar rubro se escorria pela boca. Aquilo estava me dando tanta satisfação!

O meu susto foi, quando um daqueles que considerava — e devo ressaltar que ainda o amo, apesar — meu amigo conseguiu com sua lanterna quebrar toda aquela corrente de sombras, deixando-me incapaz de criar mais, eu somente mantinha as que já agiam. Sim, naquele momento, eu estava disposto a matá-lo. E é isso que me assombra.

— Jimin-ssi, pare!

A voz de Hoseok ecoou dentro de mim. As sombras deixaram Jeon, cujo seu corpo caiu ao chão e, assim que os outros o pegaram, perceberam que ele ainda estava acordado, mas algo estava errado. Ele não era mais o Jeon Jeongguk de antes. Ele estava absorto, boquiaberto, babando, com o olhar congelado.

— Jeongguk — Seokjin estapeava o seu rosto. — Jeongguk! — Sacudia-o, tentando trazê-lo de volta à luz, mas era em vão.

Eu não havia tirado a sua vida, eu havia estragado-a. E quanto mais as sombras se esvaíam, mais a realidade tomava conta de minha consciência, dando espaço para a culpa me socar a cara, desprovida de compaixão.

— O que você fez, Jimin!? — Yoongi correu na minha direção, debaixo de lágrimas e empurrou-me. Jeon era o seu irmão.

 

Eu não conseguia dizer nada. Todos eles me encaravam espantados, se afastando de mim e, ver Gguk daquele jeito, estava me assustando cada vez mais. Eu nunca tinha feito mal a ninguém. Aquilo era totalmente novo pra mim. Tornei-me um monstro?, eu pensava. Ou talvez, eu sempre fora um.

Sem que pudessem me deter, a aura escura cobriu-me, em corvo me tornei. Pra longe dali, eu voei.

Antes a minha amante, agora a minha inimiga — ou amiga, eu ainda não sei ao certo. Seria cruel fingir que está tudo bem, quando na verdade, pro abismo, já tenho minha passagem de ida. Arrastado como as nuvens, com a alma assenta em caos, deixei a vingança fluir e, agora, prostrado de joelhos eu estou. Tornei-me um pugilista das sombras, precavido, sem nenhuma reverência como vejo as coisas ao meu redor, me transformei em uma aberração.

Eu não sou o mocinho. Não sou um super-herói. Estou no caminho, em meu último suspiro, esperando que me salvem desse ódio. Fé? Perdendo-a aos poucos. Eu não sou apenas um homem. Não quero lutar pelo o que é errado.  Sou aquele que se esconde no escuro, marionetista do sombrio. Tento achar conforto em meio a tanta assombração, mas entendo que eu possa encontrar um meio de voltar a conviver em sociedade, voltar a confiar em mim e no que posso causar, eu só ainda não o encontrei. E quando eu encontrar, pode ser que entenda e veja que essa maldição na realidade é uma bênção, pois como dizia Sófocles: “nós que vivemos aqui não somos mais do que fantasmas ou ligeiras sombras”.


Notas Finais


novembro foi o mês dos superpoderes no @jiminhouse!
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/mes-dos-superpoderes-10819150
espero ter recuperado meu pontinho perdido, hihi!

capa por @Baepsae_W
betagem por @romanticflowers

para entender melhor o poder do jimin-ah:
http://pt-br.superpoderes.wikia.com/wiki/Umbracinese

~fui!


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