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História O CORVO - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii! Será que alguém ainda lembra de mim? rsrsrs
Desculpa o sumiço, infelizmente fiquei como postar, alguns motivos pessoais e por conta da faculdade também.
Estava sentindo muita falta de escrever e espero que vocês também tenham sentindo falta das minhas historias.
Essa é uma historia que sempre vim pensando, escrevendo e reescrevendo, torço pra que vocês gostem e está ai!
Em relação as outras histórias, vou tentar termina-las, aproveitar essa quarentena kkkk
Boa leitura Meninas!

Capítulo 1 - Cap 1 Nunca se esqueça de quem ela é filha!


 

Fernando não sabia dizer como conseguira chegar em casa, estava todo machucado, o silêncio proporcionado pela tragédia que acabava de suceder em sua vida o consumia. Encontrou a mãe sentada no sofá, seus olhos transmitiam desespero. Ao vê-lo, Terezinha levantou-se incrédula, não acreditava que ele tinha voltado, há duas semanas que desapareceu sem dar nenhuma notícia.


- Meu filho! Ela correu em direção ao filho. - Onde estava? O que aconteceu? Por que está todo machucado? Pôde notar detalhadamente o corpo dele. – Não me diz que aquela dissimulada é responsável por isso? ... seus olhos irradiaram ódio.

 

Fernando não disse nada, ignorou os questionamentos da mãe e continuou andando até parar no meio da escada.
 

- Não quero que ninguém me incomode. Disse friamente e irritado, assustando Terezinha.

 

A deixou confusa com sua atitude e ao conseguir chegar no corredor que dava acesso ao seu quarto, encontrou Marcia, sua irmã mais nova o esperando.
 

- Preciso dizer que .... apressou em dizer algo, porém foi interrompida pelo irmão.


- Não quero falar com ninguém! Repetiu o mesmo comportamento que fez com sua mãe.


E antes que Marcia pudesse continuar a falar, entrou rapidamente em seu quarto, fechando a porta brutalmente. Foi direto para a varanda, não conseguia mais segurar por mais tempo e se pôs a chorar, deixando a armadura de homem forte cair, as lagrimas molhavam seu rosto, ninguém reconheceria aquele Fernando.

      
- Por que? Por que desistiu de nós? Se perguntava tentando controlar as lagrimas, mas era em vão.

 

Um ruído o chamou sua atenção, até que viu que não estava sozinho em seu quarto, tinha alguém em sua cama, precisamente um bebê e ao lado uma carta. Aproximou-se lentamente até a criança, não hesitou em pega-la e colocar em seu colo. Curioso, ele pegou e leu a carta, um sentimento inexplicável tomou conta dele.


- Você é sangue do meu sangue, prometo que jamais te abandonarei, você terá tudo que desejar, será, minha princesa. Disse levantando a bebê e sorrindo, enchendo-a de carinho.

 

QUASE 18 ANOS DEPOIS

 

Irminha afirmaria que aquele era um dos dias mais lindos que já virá, ela suspirou animada vendo o sol nascer da janela de seu pequeno quarto. Levantando com um pouco de pressa, arrumou-se e praticamente correu para a cozinha, tinha pouco tempo para preparar o café da manhã da Família Mendiola.
 

- Bom dia dona Terezinha, acordaste cedo hoje. Cumprimentou sorrindo a patroa, enquanto terminava de preparar a mesa.

 

- Bom dia, não dormi bem à noite e acabei levantando cedo. Onde estão todos desta casa? Estranhou o fato de ninguém estar acordado além dela.

 

- A senhorita Marcia saiu bem cedinho, acho que ela deve ter ido para a academia. O senhor Fernando e as meninas estão dormindo. A respondeu terminando seu serviço.

 

- Bom... não tenho outra alternativa, vou tomar o café da manhã sozinha. Disse olhando para grande mesa farta em sua frente.

 

Enquanto isso no andar de cima, duas jovens ainda de pijama carregavam um seu travesseiro cada uma e juntas entraram em um quarto, viram o homem dormir tranquilamente.

 

- Rafa... a mais nova sussurrou ... você bate primeiro, tá? Se ele se zangar não quero ser a primeira que ele irá ver. Ficou com medo.

 

- Agora está com medo é? A mais velha brincou, ela se direcionou ao homem e com toda força começou a bater com o travesseiro. - Acorda preguiçoso!
 

- Peguei vocês! Respondeu levantado rapidamente e derrubando-as na cama, surpreendendo-as e assim começaram uma guerra de travesseiros.

 

- - -

 

Terezinha tomava tranquila seu café quando um ruído que vinha do quarto chamou sua atenção, ela não hesitou em ver o que era.

 

- Posso saber o que está acontecendo aqui? Questionou em entrando no quarto que supostamente vinha o barulho.

 

- Vovó, estamos no meio de uma guerra de travesseiros, vem? Rafaela, a mais velha falou sorrindo e a chamando.

 

- Por favor Rafaela! A reprendeu grosseiramente. - Você não acha que está muito grandinha para isso? Cruzou os barcos e a olhando severa.

 

- Mas, vó.... Camila, tentou dizer algo, entretanto foi interrompida.
 

- Não diga nada Camila! Repreendeu a mais nova também. - Estou falando com sua irmã. Voltou a encarar a outra neta. - Então Rafaela? Perguntou ameaçadora.

 

- Mamãe, não brigue com as meninas. O homem que se mantinha calado resolveu se pronunciar. - Desde pequenas estão acostumadas a me acordarem assim e você sabe que não me importo, para mim é um prazer ainda ser acordado pelas minhas filhas. Ele enfrentou a mãe. - Até porque, Rafa não estará mais morando aqui, será que posso aproveitar alguns minutos com minha filha enquanto tenho tempo? Se impôs diante de Terezinha.

 

Vendo que iriam começar uma discussão entre os dois, Rafaela e Camila resolveram sair deixando-os a sós.

 

- Sempre é assim, vive me desautorizando na frente das meninas! Terezinha irritou-se com a atitude do filho. - Olha a idade delas, parecem duas crianças, precisam crescer e você não colabora né?

 

- Mamãe, não vejo problema algum! Aliás, acho que elas são maduras até demais. Você sabe que ultimamente não estamos mais juntos como antigamente, Rafa irá estudar fora e eu estou muito ocupado para dar atenção a todo momento a Camila. Justificou.

 

- Protegendo de novo a sua queridinha! Esbravejou. - Fernando, estamos criando duas damas. Não vou deixar que atitudes mimadas de Rafaela coloque tudo a perder, principalmente, que afete a educação de Camila!

 

- Eu sei, elas têm um posto muito alto na sociedade e devem se comportar como tal. Mas, não vou deixar que isso interfira na relação que tenho com minhas filhas! Ainda mais agora que sua implicância com a Rafa está aumentando a cada dia!

 

- Claro que não! Defendeu-se. - Me preocupo com o futuro de minhas netas! Fernando ri ironicamente. - Não adianta ri assim e não tenho nenhuma implicância com Rafaela, só estou preocupada com o que ela pode se tornar, ou você se esqueceu de quem ela é filha?

 

- Parece que você se esqueceu de quem ela é filha! Terezinha o irritou mais ainda, tocara em um ponto fraco do filho. - Ela é minha filha e sua neta! Ela é uma Mendiola, sempre lembre disso! Disse grosseiramente. - Agora tenho que me arrumar, hoje o dia vai estar cheio na empresa. Encerrou o assunto.

 

- Desculpa. Percebeu que foi longe demais. – Mas, depois não venha reclamar quando ela se tornar igual...igual... a mãe, ela também é uma Padilha! Falou se retirando do quarto do filho.

 

Enquanto isso no quarto de Rafaela, as duas irmãs ainda davam de escutar alguns ruídos vindo do quarto do pai.

 

- Não entendo por que a vovó pega tanto no seu pé. Camila confessou sentando-se ao lado da irmã.

 

- Sério que não? Esqueceu que a vovó, a grande dama da sociedade, a sempre correta nunca gostou que o papai me criasse. Disse triste.

 

- Por favor Rafa, até eu que tenho apenas 14 anos sei que você não tem culpa de nada. Estava confusa sobre a atitude da avó.

 

- Todos nós sabemos, mas na cabeça da vovó eu sempre lembrarei a minha mãe.
 

Camila relutou em questionar, mas tinha que ser, tinha que tirar aquela dúvida. - Desculpa perguntar Rafa, mas é que... Bom, o que sua mãe fez para deixar a vovó e o papai com raiva dela?

 

- Está aí uma boa pergunta, não sei o que aconteceu, cada pessoa desta casa me diz algo diferente. Se pergunto para a tia Marcia, ela diz que minha mãe não era uma pessoa má, que tudo que fez foi para meu bem. A vovó sempre me jogou na cara que sou apenas um golpe do baú que não deu certo. E por fim, o papai nunca falou nada... suspirou triste, Camila vendo a tristeza de sua irmã, abraçou-a na tentativa de consolá-la.

Mesmo não sabendo de nada que aconteceu entre seus pais, Rafaela tinha certeza que não fora algo muito bom, ele nunca disse nada, para falar a verdade ela não sabia de nada que fosse relacionado a sua mãe, nem sequer o mais importante: o nome. Não tinha coragem de perguntar, mas por dentro a curiosidade a consumia.

 

- - -

 

- Boa tarde Irminha! Marcia chegou em casa animada.

 

- Boa tarde senhorita Marcia. Irminha a respondeu séria.

 

- Já disse para não me chamar assim, sabe muito bem que adoro você me chamar de minha menina. - Disse abraçando Irminha e beijando suas bochechas. - A não ser que... Percebeu que alguém se encontrava atrás de Irminha. - Boa tarde Mamãe, pensei que tinha saído. Sorriu falso.

 

- Não saí. Respondeu seca. - Irma por favor pode nos deixar a sós. Ordenou.

 

- O que foi desta vez? Já imaginava o que poderia ter acontecido com a mãe. - Não me diga que já brigou com o Fernando ou com as meninas. Sentou-se no sofá.

 

- Primeiro, sabe muito bem que eu não gosto desta intimidade de vocês com os empregados. Segundo, briguei sim com seu irmão, a cada dia que passa mima mais ainda a sua queridinha. Ainda bem que daqui a pouco ela vai embora. Sentou ao lado a filha.

 

- Mamãe eu não mais repetir o que diz a respeito sobre Irminha. Encarou Terezinha. - Agora, sobre o Fernando tudo tem limites né? No início até que eu entendia sua implicância, mas por favor mamãe, a Rafa ama a senhora, sempre tenta lhe agradar, tanto que nunca reclamou o fato de ter que fazer faculdade em uma cidade distante, só pelo fato de você sempre dizer que lá é a melhor. Às vezes acho que ela só está cursando para agradar você e o Fernando depois daquela historinha que contaram. Afirmou.

 

- Vou fingir que acredito nesse papinho dela. – Disse estressada. - A verdade é que ela nunca aceitou ser uma bastarda, enquanto que Camila sim foi uma filha legítima, apesar de Laura ter morrido logo após o parto. Enquanto a faculdade, ela quer mesmo é agradar o Fernando, também não me convence que ela queira se forma em direito.

 

- Realmente não entendo, como pode sentir tanta raiva da Rafa. Revoltou-se. -  E isso que você acabou de dizer é mentira, Rafa nunca foi uma bastarda, é legítima tanto quanto Camila e a senhora sabe disso.

 

- Quer saber, por mim a Rafaela nunca teria entrado por aquela porta, a mãe dela poderia muito bem criá-la. Levantou-se e começou a andar de um lado para o outro.

 

- Mãe você parou para pensar no que disse? Marcia não poderia se controlar. - Você querendo ou não ela faz parte desta família. Mas, me diz o que tanto te incomoda? Já sei, é porque ela está cada vez mais parecida com a mãe dela, não é isso? Perguntou também ficando em pé.

 

- Sim, isso me incomoda, me incomoda o fato que apesar de parecer fisicamente com nossa família, sua personalidade se parece muito com a de sua mãe quando a conhecemos! Como você quer que eu me sinta? Confessou parando diante da filha.
 

- Ela pode parecer mas não é a mesma pessoa! Defendeu a sobrinha.

 

- Mas tem o sangue dela! Gritou. - Lembra como tudo aconteceu? Ela nos enganou com essa mesma personalidade, sempre feliz, sempre agradando a todos, para que no final ... Não conseguiu concluir pois chorava descontroladamente.

 

- Não fique assim, temos que superar nossos fantasmas! Tentou tocar a mãe.
 

- Chega! Disse saindo da sala.

 

- Se você realmente soubesse o que aconteceu, não estaria pensando assim mamãe. Sussurrou enquanto via Terezinha subir as escadas.

 

- - -

 

Rafaela estava terminando de arrumar suas malas, quando escutou um barulho vindo da porta.

 

- Posso entrar? Seu pai perguntou receoso.

 

- Claro que sim papai! Virou-se sorrindo e parou de arrumar as malas.

 

- Vejo que está tudo pronto, que horas Antônio irá te levar? Ele se aproximou.

 

- Sim. Pretendo sair amanhã cedo, mesmo que não seja muito longe, não quero chegar a noite.

 

- Tem razão ... e quando começa as aulas? Sentou na cama.

 

- Semana que vem. Quero ir uns dias antes para organizar algumas coisas. Justificava-se.
 

- Está certo. Ele ficou sem mais o que perguntar.

 

- Papai? Tomou coragem. - Será que posso perguntar algo? Perguntou sentando-se na cama ao lado dele.

 

- Claro que pode. Ficou mais perto dela, sem perceber, Rafaela pousa sua cabeça em seu colo, ele em um súbito momento lembrou que já vira aquela cena.

E como resposta, começou a acariciar seus cabelos castanhos, tão castanhos quando de..., não poderia negar a genética dela era forte.

 

- Me diz como era ela? Por favor! Suplicou encarando o pai.

 

Fernando se assustou, todos estes anos ela nunca perguntou isso, mesmo sabendo que ele sentia tanta dor quando lembrava, sabia que esse momento chegaria. Entretanto, não poderia negar o direito de saber como era a mãe, afinal, talvez ela nunca poderá conhecê-la.


Notas Finais


desculpa os erros ortográficos!


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