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História O crime em El Paso. - Capítulo 32


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Capítulo 32 - How to resist?


Luna Park

Saí do mar e fui para a cozinha, onde tirei um salgadinho do armário. Abri o pacote e comecei a comer. Estava molhando o piso do chão, mas foda-se.

Rafa entrou e assim que me notou, sorriu. Sorri de volta e ela parou em minha frente. Antes de olharmos pra verificar se alguém estava por perto, nos beijamos.

Sim, estamos ficando. E eu ainda estou besta comigo mesma por estar ficando com uma mulher. Eu nunca havia ficado com outra pessoa do mesmo sexo que eu, já ela, sim. Estou adorando essa experiência, nos damos bem pra caralho e temos uma ótima conexão. Decidimos não contar pro pessoal por não saber como eles iriam reagir, e também porque é algo muito "nosso".

— Está gostando daqui? – Perguntei e voltei a comer o salgadinho.

— Sim! Aqui é muito lindo e é maravilhoso pra relaxar.

— A água do mar é uma delícia.

— Sim!

Ela deu um breve suspiro e cruzou os braços. Parecia que tinha alguma coisa que ela queria me contar.

— Aconteceu alguma coisa?

— O quê?

— Você tá meio estranha.

— Eu vi uma cena tão bizarra agora a pouco, que não consigo parar de pensar nisso.

— O que você viu?

Ela olhou pra trás pra ver se alguém estava por perto.

— Eu vi o Justin e a Ana se beijando.

— O quê? – arregalei os olhos – sério?

— Sim! Eu fiquei chocada, ela não é irmã da menina que pega o Justin?

Levei a mão na boca e comecei a rir.

— Caralho, não acredito nisso.

— Por quê está rindo? Isso é muito bizarro.

— Ah eu não vou mentir, sempre imaginei os dois juntos, eles se combinam. – Dei de ombros.

— Isso é loucura – Ela negou com a cabeça e riu.

— Quero ver até onde isso vai dar.

Ana Stewart.

Entrei no quarto e me joguei na cama. Puta que pariu, nunca iria imaginar que esse passeio me faria sentir esses turbilhões de sentimentos.

Primeiro eu descubro que Justin é o Gabriel. Segundo, eu fico com ele no banheiro. Terceiro, fico com ele novamente, na cozinha.

O que eu estou fazendo?

Não consigo entender meus sentimentos, eu me sinto completamente confusa. E o pior, com a consciência pesada.

Mas por que eu não me arrependo totalmente do que fiz? Por que eu gostei de ter sentido aquela boca carnuda na minha?

Encaro o teto, tentando me entender, tentando entender o que estou sentindo e o que estou fazendo.

Por que Justin tem que me atiçar tanto?

Eu queria ter as respostas para as minhas próprias perguntas.

A porta é aberta e quem entra é a Gabi. Péssima hora pra eu vê-la. Só me faz sentir ainda pior.

— Deitada a uma hora dessas ao invés de aproveitar essa ilha maravilhosa? – Perguntou de cenho franzido e fechou a porta ao entrar.

— Estou com preguiça. – Menti.

— Você? Logo você? – Gargalhou e foi até o banheiro.

— E o que tem, ué?

— O que tem é que sou sua irmã e eu te conheço.

Mordi os lábios e apertei meus olhos. Como estou me sentindo mal, céus.

Assim que ela saiu do banheiro, já tomada banho, se vestiu e sentou-se ao meu lado da cama.

— Quero desabafar com você um negócio.

Engoli o seco, com medo do que seria.

— O que foi? – Me sentei.

Ela suspirou antes de começar a falar.

— Tenho que admitir que estava com ciúmes de você com o Justin.

— Ciúmes? Mas por quê?

Droga.

— Ah, sei lá, o jeito que ele te olha, e essas brigas de vocês o tempo todo... Quem muito briga, no fundo se gosta.

— Tá doida? Eu nunca gostaria do Justin.

Mordi os lábios involuntariamente, sentindo minhas mãos suarem de nervosismo.

— Eu sei disso, você é a minha irmã, jamais sentiria algo desse tipo por ele. Me sinto uma idiota – deu risada – me perdoe por isso.

Ela beijou minha testa e eu forcei o meu melhor sorriso.

— Justin é apenas um amigo.

— Que incrível isso né? Ele era aquele garoto que você vivia brincando, hoje é o meu quase namorado.

— Muito. – Minha voz saiu em sussurro.

— Enfim, eu vou comer algo, você vem?

— Eu vou tirar um cochilo.

— Tudo bem.

Ela saiu do quarto e eu pude finalmente chorar. O choro era como se eu estivesse desabafando. Eu me sinto mais péssima do que nunca neste exato momento.

Justin Bieber.

Voltei pra frente da casa e me sentei numa espreguiçadeira. Meus pensamentos estavam á mil. Não conseguia parar de pensar na Ana por um segundo sequer e isso está me estressando. Eu não posso começar a gostar dela, isso está fora de cogitação.

Gabi surgiu em minha frente e se sentou no meu colo. Não estava com paciência e nem com vontade de falar com ela. Eu precisava ficar sozinho.

— Estou com saudade de você, a gente ainda não fez aquele amor gostoso. – Ela sussurrou em meu ouvido e eu forcei um sorriso.

Continuei calado e ela franziu o cenho.

— O que foi Justin?

— Nada, por quê?

— Acabo de falar que estou com saudade e você fica calado.

Bufei.

— Me desculpe, estou sem cabeça pra isso.

— Aconteceu alguma coisa?

— Coisas minhas, não se preocupe.

Ela sorriu e assentiu.

— Eu vou ir pro quarto, preciso ficar um pouco sozinho.

— Tudo bem.

Ela me olhou com uma expressão de tristeza e isso apertou meu coração. Ela é uma mina legal pra caralho, não merece o que eu fiz. Eu sei que o vacilo foi principalmente meu, mas tem coisas na vida que a gente não consegue controlar. Por impulso eu a abracei e depositei um beijo em sua testa. Gabi é a única pessoa que não tem culpa nenhuma nessa história.

Entrei no quarto e vejo Ryan dormindo na cama. Dei graças a Deus por isso, não quero conversar com ninguém.

Não estou agindo como o homem que sempre fui. Estou magoando uma garota e vou magoar mais ainda quando ela descobrir o que eu fiz. Mas porra, como resistir á aquela loira? 


Notas Finais


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