História O Cupido - Capítulo 9


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Lu Han, Personagens Originais
Tags Chanbaek, Hunhan
Visualizações 39
Palavras 3.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi!
Capítulo não revisado, sinto muito
Boa leitura

Capítulo 9 - Capítulo 9


ChanYeol estava paralisado.

Aquilo estava mesmo acontecendo?! Será que ele estava dormindo ainda e aquilo era um sonho?!

O homem continuou com a mão estendida e um sorriso amável no rosto, esperando que ChanYeol o cumprimentasse.

Como se ChanYeol fosse mesmo fazer isso...

-Desculpa, acho que eu 'tô delirando. -ChanYeol disse, ainda chocado. -Você é o pai do Baek?!

O homem assentiu, recolhendo a mão.

-Não imaginava que eu fosse assim, não é?!

ChanYeol respondeu “sim” mentalmente. Quando ele pensava no cupido, imaginava um homem gorducho, baixinho, que usava fralda e carregava um arco e flecha. O cara que estava ali era bem diferente da sua imagem mental.

O homem parecia um ator famoso. Usava calça jeans, coturnos e jaqueta de couro, os cabelos claros entravam em contraste com os olhos azuis.

Olhos esses que eram bem ocidentais, diferente dos dois filhos dele que ChanYeol conhecia.

-E... -ChanYeol começou. -O que faz aqui?! Como entrou?

O sorriso do homem foi sumindo aos poucos até ele assumir uma expressão séria.

-Ouvi que BaekHyun não voltou para casa quando era para voltar e que KyungSoo havia saído ao seu encontro. -O Cupido disse. -Pode não parecer, mas eu me preocupo muito com os meus filhos, cada um deles.

ChanYeol ergueu uma das sobrancelhas, não acreditando muito na história daquele cara.

BaekHyun havia contado um pouco sobre sua vida e, consequentemente, sobre seu pai. E pelo que ChanYeol percebeu da história, o pai de BaekHyun não era uma pessoa tão boa.

Estava prestes a perguntar novamente como ele havia entrado quando ouviu um suspiro assustado. Os dois se viraram para o corredor, encontrado KyungSoo completamente chocado olhando para o recém chegado.

-Pai?!

A chuva estava mais fraca agora, e era a única coisa que se podia ouvir naquela sala.

Os três homens estavam parados, estancado no lugar a vários minutos. ChanYeol até estava achando que KyungSoo havia virado um tipo de estátua pois nem parecia que estava respirando.

O primeiro movimento veio do Cupido, que sorriu e foi em direção a KyungSoo, o apertando em um abraço.

-Ah, meu filho... -Disse enquanto apertava o outro nos braços. -Você está diferente... Cortou o cabelo?!

KyungSoo se soltou do abraço, corado, e pigarreou para disfarçar seu constrangimento.

-Não faça isso na frente de desconhecidos. -Murmurou e o Cupido riu.

ChanYeol assistiu a cena chocado. Quem era aquele rapaz e o que havia feito com o KyungSoo sem expressão que ele conhecia?!

Bem, talvez ele não o conhecesse tão bem assim...

-O que faz aqui? -KyungSoo perguntou para o pai.

O homem soltou um suspiro cansado e se sentou no sofá, que estava servindo de cama para ChanYeol nos últimos dias.

-Marco me disse que você foi ao meu escritório e depois sumiu. Fiquei semanas sem notícias suas e do BaekHyun... Fiquei preocupado.

KyungSoo olhou para ChanYeol com as sobrancelhas franzidas, se perguntando se ChanYeol havia escutado aquilo também.

O rapaz se aproximou do sofá e se sentou ao lado do pai.

-Perdo-e me, pai... Mas se preocupar conosco não é bem o seu feitio...

O Cupido olhou para KyungSoo de forma triste. E antes que uma conversa séria demais se iniciasse, ChanYeol resolveu se intrometer.

-Pelo amor de Deus, alguém me explica o que está acontecendo?!

Os outros dois olharam para ChanYeol e o Cupido riu mais uma vez.

-Eu vim saber o que está acontecendo com esses dois para terem se abrigado na casa de um simples humano. -O Cupido respondeu. ChanYeol não sabia se ficava ofendido ou não com sua fala.

-Certo, e por que não ligar ou algo assim? -ChanYeol perguntou, finalmente se aproximando mais do sofá onde os outros estavam.

-O pai não gosta muito de tecnologia. Por que você acha que nós ainda usamos arco e flecha? -KyungSoo respondeu e ChanYeol quase riu. Quase.

-E o BaekHyun? -O Cupido perguntou, olhando para KyungSoo.

-Está dormindo. No quarto.

-E qual é o motivo para vocês dois estarem aqui?

ChanYeol e KyungSoo trocaram um olhar. Ninguém, além deles dois, sabiam da condição de BaekHyun. Será que o próprio pai ficaria preocupado?!

-Bem... -KyungSoo começou, mas ChanYeol tomou a frente.

-O BaekHyun está doente. Faz dias que está sofrendo de algo que não sabemos o que é, bem, talvez o Kyung saiba...

-Kyung?! -Cupido disse, com uma sobrancelha arqueada.

KyungSoo corou diante do apelido e desviou o olhar.

-Certo. -O Cupido se levantou. -Quero ver o meu filho.

-Ele está dormindo agora. -ChanYeol disse. -Seria melhor se vocês conversassem pela manhã.

O Cupido olhou para ChanYeol e depois concordou. Ele estava cansado da viagem e precisava descansar.

-Onde eu vou dormir?

ChanYeol suspirou. Sua pequena casa havia virado hotel para cupidos...

Sem muita opção, deixou o Cupido tomar o seu lugar no sofá e acabou ficando no tapete da sala, enrolado em um lençol.

Mesmo com as luzes apagadas e o silêncio reinando, ChanYeol não conseguiu mais dormir.

Algo lhe dizia que o dia seria cheio, e nem havia amanhecido.

O trabalho de contar para BaekHyun que o pai dele estava ali ficou todo para KyungSoo.

E ChanYeol agradeceu por isso.

Ele se levantou, sentindo dor em praticamente todo o corpo, e foi preparar o café. Por incrível que pareça, não se incomodou com o homem no seu sofá, ver alguém dormindo ali já estava virando rotina.

Preparou o café, arrumou a cozinha e deixou tudo pronto para levar algo para BaekHyun comer quando a conversa dele com KyungSoo acabasse.

ChanYeol se sentou em uma das cadeiras da cozinha e ficou pensando em como sua vida tinha mudado tanto...

Ele era apenas um instrutor de violão, um cara completamente normal, e agora estava ali, cuidando de um cupido doente e oferecendo sua casa para outros dois.

Aquilo poderia ficar melhor?!

-Como licença...

ChanYeol se assustou com a voz do homem na entrada da cozinha. Viu o pai de BaekHyun sorrir e ele logo entrou, se sentando em uma cadeira a sua frente.

Estar com ele, mesmo sendo completos desconhecidos, não era tão desconfortável para ChanYeol. O homem transmitia uma sensação de calmaria que deixava todo o ambiente tranquilo e, consequentemente, todos ao seu redor também.

Ficaram em silêncio, fitando qualquer coisa ao redor, menos um ao outro. ChanYeol queria falar, perguntar várias coisas, mas... Por onde começar?!

-Então... -ChanYeol se surpreendeu quando o Cupido começou a falar. -Como você conheceu os meus filhos?

-Hã... -ChanYeol desviou o olhar várias vezes para a mesa e para o rosto do Cupido. -Eu conheci o BaekHyun primeiro. Eu o vi... trabalhando em uma rua aqui perto.

Ele ocultou o fato de ser o responsável pelo machucado de BaekHyun. Não saberia como o cara a sua frente iria reagir.

-BaekHyun sempre irresponsável...

ChanYeol não gostou de como ele falou do próprio filho, mas claro que não iria dizer aquilo na cara dele.

-O KyungSoo apareceu depois que o BaekHyun ficou doente. Ele veio trazer uma possível solução para o que BaekHyun tem.

-E o que ele tem exatamente?

ChanYeol chegou a abrir a boca para responder, mas viu quando KyungSoo entrou na cozinha, ajudando BaekHyun a caminhar.

O Cupido e ChanYeol se levantaram, esperando pela reação de BaekHyun.

Este, por outro lado, apenas se soltou de KyungSoo e foi até o pai. Ficou frente a frente com o homem, lhe olhou nos olhos e, depois de vários minutos em silêncio, foi abraçado pelo pai.

-Senti sua falta, BaekHyun...

ChanYeol sorriu, mesmo que pouco, para aquela cena e de repente sentiu uma falta imensa da sua mãe.

Viu BaekHyun se afastar lentamente e sacudir a cabeça em negação.

-É a primeira vez que você me diz uma coisa dessas...

E todo o clima calmo de desfez ali mesmo.

Conversando com o Cupido, ChanYeol acreditava que ele era daquele tipo de pai prestativo, mas que trabalhava tanto que perdia o crescimento dos filhos.

Mas do jeito que KyungSoo e BaekHyun estavam o recebendo, ele parecia mais aqueles pais que ignoram os filhos e acham que um abraço vai apagar tudo.

-O que eu tenho que fazer para vocês acreditarem em mim?! -O Cupido disse, olhando de KyungSoo para BaekHyun. -Eu realmente senti falta de vocês...

Os irmãos não disseram nada e o clima ficava cada vez mais tenso.

-Por que não nos sentamos?! -ChanYeol disse, atraindo a atenção de todos para si. -BaekHyun não pode ficar sem comer...

Em silêncio, todos tomaram um lugar a mesa mas não tocaram em nada.

A pressão estava imensa naquele cômodo, ChanYeol até sentia dor só por aquilo.

Esperou e esperou, mas ninguém falava nada. Estava até cogitando puxar assunto, mas BaekHyun foi mais rápido.

-O que exatamente faz aqui?

A voz rouca soou rude demais. ChanYeol viu KyungSoo abaixar a cabeça e o pai deles olhar sério para BaekHyun.

-Eu vim procurar por vocês. -O Cupido respondeu. -Como vocês querem que eu fique tranquilo sabendo que vocês não estão em suas casas a dias?! Sorte a minha que suas mães não têm como me contatar, senão eu estaria morto.

BaekHyun e KyungSoo trocaram um olhar confuso. Aquele era mesmo o pai deles?! Aquele cara que vivia preocupado apenas com o trabalho estava mesmo se importando com eles?!

Sentado a mesa, ChanYeol apenas observava tudo em silêncio, sentindo a tensão ficar cada vez pior. O que ele queria na verdade era sair correndo dali, mas queria ver como aquela história seria esclarecida.

-Olha, pai... -KyungSoo começou. -O senhor nunca demonstrou se importar conosco de verdade. Você tem milhares de filhos espalhados pelo mundo e, que eu me lembre, nunca demonstrou nenhum tipo de sentimento por nenhum deles. Não me entenda mal, mas essa história está muito mal contada.

O Cupido suspirou, triste. Seus ombros caíram, como se ele tivesse desistido de passar uma imagem forte para os filhos.

-Eu só não quero cometer o mesmo erro novamente... Não quero que vocês criem a esperança de que eu vou continuar com vocês, como uma família unida pois eu não vou. -Ele disse, olhando seriamente para BaekHyun e KyungSoo. -Eu sou assim, entendam.

ChanYeol viu BaekHyun colocar as mãos na cabeça e se preocupou por instante, achando que ele não estava se sentindo bem. Mas logo BaekHyun olhou para o pai, com os olhos cheios de mágoa.

-Nós não estamos te pedindo para viver conosco ou algo do tipo. Só queremos que pare de nos tratar como funcionários, somos seus filhos. Sangue do seu sangue. -Disse. -Não acha que pelo menos um pouco de carinho não seria suficiente?!

-Carinho não ajuda em nada. -O Cupido disse e KyungSoo e BaekHyun reviraram os olhos.

-Aí está a sua verdadeira imagem. Alguém que não se preocupa com nada além de trabalho e mais trabalho. -KyungSoo disse, bravo.

O silêncio reinou mais uma vez. Todos estavam com as cabeças cheias, mas ninguém ousava dizer uma palavra.

Ficaram assim por mais alguns segundos até BaekHyun soltar uma exclamação de dor. Preocupado, ChanYeol se levantou do seu lugar e se ajoelhou ao lado de onde o rapaz estava.

-O que foi?

-Nada... A mesma dor de sempre...

BaekHyun, que até agora estava usando o casaco que ChanYeol havia lhe dado antes, o tirou, expondo suas asas. Elas não estavam tão bonitas quanto antes, era de dar dó.

Quando o casaco foi removido do seu corpo, várias penas caíram no chão e assustou o Cupido, que assistia a toda aquela cena em silêncio.

-Oh, não...

KyungSoo e ChanYeol tiraram sua atenção de BaekHyun e olharam para o Cupido e estranharam o modo como ele olhava de BaekHyun, para as penas caídas no chão.

-Pai?! Está tudo bem? -KyungSoo perguntou, olhando-o preocupado.

O Cupido se levantou e se ajoelhou também ao lado de BaekHyun, que o encarava de cenho franzido.

Pegou uma pena das asas de BaekHyun do chão e a ergueu diante dos seus olhos.

-BaekHyun, KyungSoo... Precisamos conversar.

ChanYeol ajudou BaekHyun a se aconchegar na cama.

O mais velho estava se sentindo muito cansado e toda aquela agitação no café da manhã não havia lhe ajudado.

Com muita insistência, ChanYeol conseguiu fazer BaekHyun comer uma fruta e tomar meio copo de suco. Ele precisava ficar forte, e ficar sem comer não iria ajudar em nada.

Depois que tomaram o café da manhã, o Cupido havia pedido para que todos se reunissem pois ele tinha algo a contar. Ninguém sabia do que se tratava, então apenas se juntaram no quarto e esperaram o Cupido dar início a sua história.

A tensão naquele cômodo não era menor do que quando estavam na cozinha. Além de estarem preocupados com BaekHyun, ainda tinham que aguentar a curiosidade sobre a tal história do Cupido.

O pai de BaekHyun e KyungSoo já estava em silêncio a tempo demais, matando cada presente naquele quarto de ansiedade.

ChanYeol estava prestes a falar algo quando, finalmente, o homem começou a falar.

-Eu nem sei como começar esse assunto... -Disse, passando as mãos pelos cabelos. -Bom, vamos lá. Vocês devem ter estranhado o meu comportamento de antes, ao ver as penas do BaekHyun caírem.

-Com certeza. -KyungSoo e BaekHyun disseram juntos. ChanYeol apenas concordou com um acenar.

-Então... Não é a primeira vez que vejo algo assim.

Todos os três espectadores ficaram congelados em seus lugares.

O Cupido já havia visto algo assim antes?! Será que ele conhecia alguém que estava sofrendo da mesma doença que BaekHyun?!

-Como assim? -KyungSoo perguntou, visivelmente interessado.

-Não é novidade para nenhum de vocês que eu tenho vários filhos espalhados pelo mundo, certo?! -Viu os três concordarem. -Já passei por poucas e boas com eles e, uma delas, foi isso. -Ele apontou para as asas de BaekHyun.

-Por favor, seja mais direto. -BaekHyun disse.

O Cupido sorriu triste. É claro que ele não esperava ser bem recebido pelos filhos, mas aquela frieza vindo deles o deixava mal de verdade.

Suspirou e resolveu continuar.

-Há dez anos, algo de estranho está acontecendo. Não comigo e sim com meus filhos. -Disse, olhando para os próprios pés. -Boa parte dos meus filhos que eram maiores de idade nesse período de tempo, acabaram... Adoecendo, assim como você, BaekHyun.

Ele sabia! Então será que aquilo era um caso de família, uma doença hereditária?!

-Então isso é mesmo uma coisa de cupido?! -ChanYeol murmurou.

-Bem, de certa forma, sim. -O Cupido disse.

-Então o BaekHyun vai ficar bem? -KyungSoo perguntou esperançoso, segurando a mão do irmão.

O Cupido olhou para as mãos unidas dele e quis sorrir. Só não o fez pois sabia como aquela história iria acabar...

-Cinco anos atrás, na China, fui visitar um dos meus filhos. -O Cupido começou a falar, ignorando a pergunta de KyungSoo. -Ele era um rapaz muito lindo e inteligente. E, naquela época, era o único que não me destratava pela forma como eu agia.

“LuHan sempre dizia que gostava quando eu ia visitá-lo, pois eu era a única pessoa com quem ele podia contar.

No seu aniversário de vinte e dois anos, resolvi fazer uma visita surpresa para ele.

Nós conversamos sobre o trabalho dele, a vida dele na faculdade... Éramos como melhores amigos.

Foi naquele dia que ele me contou que estava apaixonado por outro rapaz.”

-Espera. -KyungSoo interrompeu. -Um filho seu?! Apaixonado?

-Você sabe que isso é possível. -O Cupido disse, olhando para BaekHyun que corou e abaixou a cabeça.

-Pois bem. -Disse o Cupido, dando continuidade ao que falava. -Dei total apoio a ele e disse que o visitaria novamente para conhecer o seu futuro parceiro. Eu não tinha reparado que o nome dele estava em uma das listas, mas eu não poderia me culpar por algo assim.

“Não demorou para que eu voltasse até a casa dele...

E eu fiquei assustado com o que vi.

LuHan, que dias antes eu tinha visto esbanjando vida e alegria, estava por um fio...

Suas penas caíram quase que completamente e a transformação dele estava sendo dolorosa até mesmo para quem olhasse de fora.

Eu não entendia o que estava acontecendo, muito menos ele. O coitado não conseguia nem se manter de pé mais.

Foi ali que conheci Oh SeHun, um rapaz elegante e bonito, o futuro parceiro do LuHan. Não deu para nos apresentarmos corretamente naquele dia, infelizmente.

Tentamos de tudo para fazer LuHan melhorar. Até a mãe dele que não ligava muito para sua existência estava o ajudando.

Fiz pesquisas por quase todo o mundo e nunca vi algo parecido.

Uma noite... Eu não pude aguentar mais vê-lo daquela forma, estava me matando as poucos. Então eu...”

-Você foi embora... -BaekHyun completou a frase, sentindo seu coração se apertar.

Sabia que seu pai não era um bom exemplo de figura paterna, mas nunca o imaginou abandonando um de seus filhos em uma situação como a sua. Era... Era desumano!

-Pai? Você fez isso mesmo?! -KyungSoo perguntou e também sentiu tristeza quando seu pai assentiu. -Você é tão...

-Desprezível?! -O Cupido disse, olhando para os filhos. -Não precisa dizer o óbvio KyungSoo. Sei que fui um covarde, mas não é algo que eu possa mudar. Eu me senti mal vendo o LuHan daquela forma, tive que ir embora!

Novamente o silêncio reinou naquele cômodo.

Cada um dos presentes estavam envoltos em seus próprios pensamentos.

-Então... -ChanYeol começou, depois de um momento em silêncio. -O que aconteceu com LuHan?

Os olhares se voltaram mais uma vez para o Cupido, esperando uma resposta.

O homem olhou para os próprios pés, sentindo um peso enorme em seu peito. Não queria dar àquela notícia justo para BaekHyun que estava sofrendo do mesmo mal.

-Depois de alguns meses eu tomei coragem e liguei para a mãe do LuHan. Perguntei como ele estava, se tudo tinha dado certo...

KyungSoo engoliu em seco assim que o seu pai parou de falar. A expressão dele, a forma como ele desviava o olhar... Só podia significar uma coisa...

-E-ele morreu... -A voz fraca e assustada de BaekHyun soou no quarto.

As respirações de todos os outros travaram. KyungSoo queria chorar e ChanYeol começou a tremer dos pés a cabeça.

Aquilo não poderia ser verdade...

-É-é isso mesmo? -ChanYeol perguntou, se levantando de onde estava, parando em frente ao Cupido. -O LuHan morreu?

-Foi o que a mãe dele disse... Ela não falou mais nada, apenas disse que ele não suportou... E que eu não precisava mais me preocupar.

Era mais do que evidente que ChanYeol estava prestes a ter um colapso nervoso. O tremor em seu corpo só se intensificou, ele começou a andar de um lado para o outro, tentando se livrar do pensamento de um BaekHyun morto em um caixão.

-E-e você não foi ver se ela estava mesmo falando a verdade?! -KyungSoo se levantou, também estava visivelmente abalado com aquela informação. -E-ela pode ter mentido!

O Cupido deu de ombros.

-Por que ela mentiria?! Por que iria brincar com algo sério?! -O Cupido disse, olhando nos olhos de KyungSoo. -Eu sei que isso é desesperador... Mas não tem mais o que fazer.

Dessa vez foi ChanYeol quem ficou de pé, atraindo a atenção de todos para si. O rapaz não olhou para ninguém, andou a passos firmes até a porta e saiu do quarto sem nem olhar para trás.

Aquilo só poderia ser uma brincadeira de muito mal gosto. BaekHyun só estava doente, ele não iria morrer...

Foi até a cozinha e se sentou em uma das cadeiras. Seu coração estava acelerado e ele se sentia tonto... Estava tudo tão bem antes... O que será que aconteceu?!

Se lembrou de quando conheceu BaekHyun, de todas as coisas que fizeram naquele pequeno período de tempo em que ficaram juntos... Não era justo ele ir embora daquela forma.

ChanYeol tocou seu rosto assim que sentiu algo cair sobre sua bochecha.

Lágrimas...

Não conseguiu mais se conter, seu corpo passou a tremer e ele se entregou ao choro sufocante que lhe acometeu.

-N-não... N-não... -Dizia entre um soluço e outro, tentando pensar em algo para salvar a vida de BaekHyun.

Ele se lembrava do quão irritado ficou com BaekHyun no início... O que aconteceu para ele ficar tão apegado assim ao outro?!

Se ele não estivesse tão ligado assim à BaekHyun, com certeza não estaria sofrendo daquela forma...

Parou de chorar ao ouvir passos se aproximando. Secou os olhos e focou sua visão em KyungSoo, que entrava no cômodo apressado.

Os olhos do outro estavam vermelhos, indicando que ele também havia chorado em algum momento.

ChanYeol apenas ficou o encarando, não tinha forças para se por de pé.

-Eu estou indo. -Disse KyungSoo, firme.

Naquele mesmo instante ChanYeol se sentiu tremer ainda mais.

Seria possível que KyungSoo iria agir como o próprio pai?!

-C-como?

-Eu não acredito nem um pouco no meu pai. -KyungSoo disse, se sentando em uma cadeira de frente para ChanYeol. -Não vou desistir assim tão fácil.

-O que está querendo dizer, KyungSoo?

-Eu estou indo para a China. -Disse sério. -Eu mesmo vou procurar informações sobre esse LuHan. Só vou sossegar quando descobrir algo para ajudar o BaekHyun.

ChanYeol notou que havia mais esperança em KyungSoo do que nele mesmo. Se sentiu idiota por estar se desesperando daquela forma, sem nem procurar por pistas daquela história...

-M-mas... O BaekHyun está tão fraco...

-Eu sei, ChanYeol... Mas eu não posso deixar de lutar... Eu quero e vou salvar o meu irmão.

Ali ChanYeol teve mais uma prova do amor fraterno de KyungSoo. Ele estava mesmo disposto a fazer de tudo para ajudar BaekHyun e isso era bastante admirável.

Os dois apenas trocaram um pequeno sorriso antes de KyungSoo voltar ao quarto para falar com BaekHyun.

ChanYeol respirou fundo e fechou os olhos enquanto fazia uma pequena oração.

Faria de tudo e mais um pouco para manter BaekHyun vivo até a volta de KyungSoo.

Ele só não sabia se iria resistir caso acontecesse algo com BaekHyun...


Notas Finais


Gostaram?!
Qualquer erro, é só avisar ;)
Até o próximo


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