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História O Decreto do Rei - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo Único


“Os trolls estão se aproximando de nossa vila!”, Sir Mathews anuncia no centro de Bevolkert, sua cidade natal. Ele era o Cavaleiro de Elite do reino de Ifreann e que servia ao Rei Glic desde que o mesmo era príncipe. “Rei Glic concedeu me total autoridade sobre as medidas tomadas. Todos devem se refugiar na ilha Einsam até que o exército elimine todos os Trolls!”

Cochichos começaram a rondar pela vila imediatamente. Alguns cidadãos estavam com medo pela fama violenta dos Trolls. Outros estavam duvidosos. Outros só queriam plantar a discórdia. Eis que Tommy, um comerciante local, faz a primeira pergunta: “Não seria mais apropriado o exército real enfrentar esses monstros fora da vila”.

Mathews, por sua vez, respondeu com serenidade: “O exército vai se adiantar e enfrentar as criaturas antes mesmo delas adentrarem o reino, porém dessa vez o número deles é muito maior. Pode ser alguns consigam escapar e chegar até nossa vila ou até mesmo à capital do Rei”.

“Não seria mais fácil deixar um grupo de Guardas rondando na vila?”, perguntou Clarice, uma professora de música.

O Cavaleiro sem nenhuma sombra de dúvida em suas palavras se propôs a responder: “Sim, nós faremos isso. Mas é impossível estimar a quantidade deles que vai conseguir fugir. Não podemos nos dispor por deixar guardas de mais, caso o contrário, teremos dificuldade de vencer”.

“Então existe a possibilidade de perderem?”, perguntou Uriel, um marceneiro.

“Estamos nos arriscando por você, seu idiota!”, respondeu Julio, um dos soldados que acompanhava Mathews.

“Julio, controle-se”, advertiu o Cavaleiro. “Com certeza faremos nosso máximo para combater as ameaças, mas precisamos que vocês colaborem...”

“Está dizendo que nosso imposto não é o suficiente?”, gritou Tommy no meio da multidão.

“Ei, respeito com aqueles que lutam por nós!”, esbravejou Frederic, o sucateiro da vila.

“O exército deveria fazer sua parte e parar de criar tumulto!”, gritou Clarice.

Então vários de tipos de críticas, defesas e teorias da conspiração começaram a serem jogadas e um lado para o outro em meio a multidão. O caos tomou conta da vila e já era impossível saber quem fala o que. Até que um dos soldados bateu com toda sua força o gongo que foi levado para conter esse tipo de situação. Então Mathews pode tomar a liberdade de falar mais uma vez.

“Mesmo que alguns de vocês descordem, esse é um decreto assinado pelo próprio Rei”, disse ele ao mesmo tempo que exibia um pergaminho com a lei e a assinatura do Rei Glic. “Ou seja, quem desobedecer a esse decreto será visto como traidor pela coroa e a punição para o crime de traição é a guilhotina. Por enquanto retomem sua rotina e amanha ao nascer do sol todos devem ir ao Porto, onde serão levados para a ilha Einsam. Únicos pertences que podem ser lavados são os que cabem numa bolsa, sendo estritamente proibidos armas ou qualquer objeto cortante, além de bebidas e alimentos. Será tudo fornecido pelo próprio Rei. Quem desobedecer poderá ser multado e até mesmo preso. Terminamos por aqui. Salve o Rei!”, dizendo isso, ele partiu com todos os guardas que o acompanhava.

Aos poucos os sussurros foram voltando, só que dessa vez enquanto a população voltava a os seus afazeres.

...

O sol se pôs e várias pessoas foram ao Bar do Tommy para festejar já que no outro dia ficariam longe do conforto de sua casa. Como era de se esperar, o álcool fazia com que as pessoas dissessem o que pensavam sem o bloqueio social, sem se importar em serem hereges contra o Rei.

“Eu não vou sair daqui. Isso é uma desculpa pro Rei Glic roubar nossas casas!”, disse um dos consumidores.

Várias pessoas gritaram concordando.

“É, talvez essas criaturas nem existam. Eu mesmo nunca vi nenhum!”, disse uma mulher.

“Uma fonte minha dentro do Palácio Real disse que essa ideia é contra as vontades do Rei, e que ele foi convencido pelo conselho. Minha aposta é que eles nos querem longe para aplicar um golpe do Rei!”, disse Tommy, indignado.

“Sempre desconfiei que Mathews não é flor-que-se-cheire. Sempre sai por aí todo arrogante falando coisas como se soubesse de tudo!”, disse outra pessoa.

“Mas e se for verdade e muitas pessoas se ferirem... Contando comigo, existem apenas dois médicos em nossa vila”, disse Leo.

“Vai defender aqueles porcos que enchem a barriga com nosso imposto e não servem para parar uma invasão?”, questionou Tommy, tomando um gole de cerveja direto da garrafa.

“Dizem que os Trolls são fáceis de serem abatidos, mas são perigosos por causa da quantidade, não é tão simples impedir todos de passarem...”

“Chega!”, interrompeu Tommy. “Não quero ouvir o que o cachorrinho do exército tem a dizer. Eu não saio daqui amanhã! Mas você vai sair do meu bar agora!”

...

Chegou o final do dia. A maior parte dos habitantes da vila fizeram sua parte e foram para o porto, muitos mesmo contrariados preferiram garantir suas vidas. Porém algumas dezenas de ignorante se permitiram pagar para a ver.

O Exército Real lutou bravamente contra os Trolls, mas pelo menos uma centena deles conseguiram escapar para a cidade. O grupo de dez guardas fizeram o máximo e conseguiram abater pelo menos vinte. Aproximadamente metade dos que ficaram morreram e a outra parte ficaram feridos.

Tommy ficou entre os feridos, porém perdeu sua família. Seus ferimentos foram tratados pelo Doutor Leo, que fora expulso de seu bar. Infelizmente Tommy teve seu braço amputado, mas ele preferia ter morrido já que seu crime o levaria para a guilhotina. Mesmo durante sua execução ele não disse uma palavra sequer.

Mathews pensava como as pessoas podiam duvidar tanto mesmo a biblioteca disponibilizando centenas de livros de história com relatos de sobreviventes contando sobre o terror daquela praga conhecida como Trolls.

Rei Glic tremia ao pensar o que poderia ter acontecido com todos se ele não tivesse escutado o conselho e seu Cavaleiro Sir Mathews, que tem total conhecimento e experiência em estratégia de combate.

Clarice agradecia o deus que regia seu reino, Deamhan, por ter ido mesmo contra sua vontade e passou mais a valorizar as informações dos profissionais que estão ali ajudar.

Enquanto o Doutor Leo só esperava nunca mais ter que trabalhar tentando salvar a vida de tantas pessoas, tanto civis quanto soldados, que foram abatidos pela praga. Muitos morreram por que não tinha gente o suficiente para atender todos a tempo.

Ao comando do Rei Glic, a lâmina da guilhotina desceu.



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