História O Demônio da Névoa Oculta - Alvorecer Sangrento - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Haku, Kakashi Hatake, Mei, Naruto Uzumaki, Zabuza Momochi
Tags Naruto, O Demônio Da Névoa Oculta, Zabuza
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Palavras 3.318
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A história até aqui...

Zabuza Momochi, o temível ninja da Aldeia Oculta da Névoa conhecido como O Demônio da Névoa Oculta fracassa na missão de assassinar Tazuna, o construtor da ponte do País das Ondas. Liderados por Kakashi Hatake, os ninjas da Aldeia Oculta da Folha conseguem derrotar o ninja e o seu companheiro Haku. Zabuza chora ao ouvir as duras palavras de Naruto sobre a morte trágica do jovem, relembrando a última vez em que havia derramado uma lágrima. O ninja relembra o dia em que a sua mãe foi enterrada, e naquele mesmo dia o seu pai, Zanzou Momochi foi assassinado por Togoro, sob as ordens do aristocrata Buta Yamazaki. Zabuza sentido pela morte de seus pais parte até a mansão de Buta em busca de retaliação, e acaba presenciando uma série de assassinatos tramados por Buta, o que aumenta o seu ódio. Nesse mesmo dia uma jovem ninja infiltra-se na mansão e tenta assassinar o nobre, mas é impedida pelos Corvos da Névoa, a guarda pessoal de Buta Yamazaki. Masaki Terumi, um proeminente ninja da Aldeia Oculta da Névoa infiltra-se na mansão para dar suporte a jovem, mas os dois são confrontados por todos os Corvos da Névoa, iniciando uma intensa batalha. Zabuza aproveita a batalha para traçar uma simples armadilha e assassina Buta Yamazaki. Logo após a morte de Buta, os Corvos da Névoa espalham-se pela aldeia e iniciam uma série de assassinatos, até serem confrontados pelas forças da aldeia. Zabuza encontra-se com Masaki e a sua filha Mei e descobre sobre os fatos por trás da morte de seus pais. Nesse mesmo instante os três são atacados pelos Corvos da Névoa restantes. Masaki é capturado por Togoro, deixando Mei e Zabuza sozinhos contra os ninjas...

Capítulo 5 - Alvorecer Sangrento


Fanfic / Fanfiction O Demônio da Névoa Oculta - Alvorecer Sangrento - Capítulo 5 - Alvorecer Sangrento

Capítulo 05 – Alvorecer Sangrento

 

- Peguei você. – diz Togoro, que olha triunfante para o fundo do rio em que o poderoso Masaki Terumi havia sido tragado pela sua técnica. Masaki continuava a ser arrastado até o fundo do rio, preso pelas mandíbulas da serpente de água. Incapaz de reagir. Seus olhos desesperados retratavam a sua aterrorizante agonia. – Não há mais nada que você possa fazer, apenas abrace a morte! – Togoro bate com força as duas mãos, fazendo o selo do tigre, e rapidamente ele realiza o selo do boi, seguido pelos selos do macaco, coelho, bode, porco e boi. Nesse momento Togoro para. Ele havia pressentido algo, o ninja então olha para o chão.

- Estilo Terra: Lança do Pilar de Rocha! – três pilares de pedra saem instantaneamente debaixo dos pés de Togoro. O ninja havia percebido a movimentação do solo e rapidamente projetou-se para trás esquivando-se com maestria dos pilares. Mei surge como uma besta raivosa diante do Corvo com a sua kunai em riste, pronta para acertá-lo. Togoro encara os belos e encantadores olhos esverdeados da ninja. Ele mantinha as mãos juntas na forma do selo do boi, não havia como reagir. Mei avança feroz, empalando a sua kunai, porém o seu golpe é interceptado por uma foice de um dos Corvos que havia se postado rapidamente à frente de Togoro. Outros dois Corvos atacam a ninja pelos lados, Mei mantinha os seus olhos no Corvo à frente. 

- Estilo Água: Projétil de Água! – dois jatos de água de alta pressão são expelidos por dois clones de Mei, que haviam surgido em cada lado, acertando violentamente os atacantes. Outra Mei surge ao lado e dispara feroz diante do Corvo que havia interceptado o ataque anterior: 

- Estilo Fogo: Cortina de Chamas! – o clone de Mei dispara de sua boca uma densa cortina de fogo, engolindo o ninja. O caminho estava livre. Logo em seguida vários corvos de água vão em direção as quatro Mei, rapidamente uma quinta Mei surge e libera a sua técnica:

- Estilo Terra: Muralha de Pedra! – um muro de terra é formado, chocando-se com os corvos de água, que se explodem violentamente ao colidirem com o muro. Destruindo por completo a muralha. Uma nuvem de destroços forma-se no campo de batalha. As cinco Mei reagrupam-se e veem através da enorme poeira os cinco Corvos da Névoa. Intactos. Togoro mantinha-se atrás dos outros quatro, ainda com as mãos unidas formando o selo do boi.

- Pirralha insistente... – continua Togoro. – Você permanecer viva é uma afronta ao meu querido senhor. – o ninja olhava furioso para a jovem.

- Se quer tanto que eu morra. Porque não faz isso com as próprias mãos. – Mei responde friamente.

- É o que farei. – Togoro rapidamente movimenta as duas mãos, continuando a sequência de selos. Os quatro Corvos a sua frente avançam ferozes sobre o grupo de Mei, que se espalham formando uma linha de defesa. Os Corvos em uma velocidade extrema atacam os clones da ninja, os dois grupos trocam inúmeros golpes. Os ninjas manejavam com maestria as foices, eles pressionavam os clones, que apenas defendiam-se com as kunais

Enquanto isso outra Mei nadava no fundo do rio carregando Masaki consigo. Mei nadava com toda a força, ela havia tido dificuldade em quebrar o jutsu de Togoro. Os dois ninjas enfim surgem na superfície, e Mei observa um pouco a frente da margem os seus clones batalhando incansavelmente contra os Corvos. Togoro olha furioso em direção ao rio ao ver os seus inimigos levantando-se sobre a água. Masaki permanecia paralisado, devido à técnica anterior. Mei carregava seu pai sobre os ombros.

- Até quando vocês irão insistir?! – Togoro esbraveja raivosamente. O Corvo surge logo à frente dos dois ninjas. Ele mantinha-se em pé sobre o rio com as mãos unidas formando o selo do pássaro. – Isso acaba aqui! Estilo Ág... - Como um relâmpago os cinco clones de Mei surgem na frente da jovem e disparam potentes jatos de água de alta pressão de suas bocas em direção à Togoro, que olha surpreso ao ver os seus companheiros Corvos postarem-se à frente dos jatos, evitando que o atingisse. Os jatos de água acertam violentamente os corpos dos ninjas, decepando os seus membros e mutilando suas peles. O sangue jorra. Um dos jatos acerta o braço direito de Togoro, decepando-o. Seus olhos trincavam de dor e fúria. Sua ira crescia inigualável. O ninja segurava com a sua mão esquerda a sua outra mão. O selo do pássaro ainda mantinha-se formado.

- Estilo Água. – Togoro raivosamente berra: - Vórtice Gigante!

Um redemoinho rapidamente forma-se diante de Togoro, criando uma gigante e poderosa elevação de água que é despejada violentamente contra todas as Mei e Masaki. A jovem ninja olhava amedrontada a poderosa onda raivosa de água a engolir. O vórtice havia atingido uma enorme área, e as águas do Rio Cinzento arrastavam consigo uma onda de destruição catastrófica.

...

O caos havia se estabelecido na madrugada serena, e os destroços do confronto com os Corvos da Névoa espalhavam-se por toda a aldeia. Corpos e mais corpos empilhados, vidas que se esvaíram na sombria noite. No vale enevoado as árvores desmatadas refletiam a assolação que havia tomado aquele lugar. As chamas crepitavam vorazes em meio ao silêncio que havia se instaurado. Sob uma árvore, o jovem Zabuza Momochi abria os seus olhos, encarando toda àquela destruição. Uma dor martelava em sua cabeça. Ele sentia um líquido quente escorrer sobre a sua pálida face. Ele percebeu que era o seu sangue, ao tocar naquilo. Zabuza ainda atônito levanta e observa abismado ao seu redor. Sem acreditar no que havia acontecido nesse intervalo de tempo, o jovem olha para os lados, em busca de Mei e Masaki. Não havia ninguém. Zabuza começa a caminhar, a sua capa estava impregnada de sangue. O sangue de Buta Yamazaki. A névoa típica da aldeia já encobria novamente todo o lugar, o que dificultava a sua visão. Ele continua a caminhar. Zabuza para e olha mais a frente uma figura caminhando vagarosamente em meio à densa névoa. Um suor frio escorre em seu rosto ao reconhecer a silhueta. O homem caminhava com dificuldade, seus olhos cor de âmbar flamejavam de ira. Togoro ia à direção de Zabuza, mesmo sem o braço direito e quase esgotado por usar uma técnica poderosa, ele mantinha-se firme. Seu propósito era maior do que a sua fraqueza.

- Você. – diz raivosamente Togoro.

Zabuza olha amedrontado para o último Corvo, ele devagar se afasta, recuando. O medo crescia dentro de si. O jovem se vira e tenta correr, porém tropeça em um galho e cai. Togoro dispara em velocidade na direção do garoto indefeso. Diferente de Mei, Zabuza não podia confrontar o ninja. Suas habilidades eram completamente inferiores à garota prodígio do Clã Terumi. A sua única chance era correr e escapar das garras mortais do Corvo da Névoa. Zabuza bruscamente se recompõe e levanta, e tenta correr, mas é impedido por Togoro que habilmente pega o garoto pelo pescoço. Ele o olhava com extrema fúria.

- Eu estou reconhecendo você, pirralho! – Togoro apertava o pescoço de Zabuza, que se contorcia em dor. – O mendigo desgraçado que estava com Zanzou. Diga-me seu maldito, por que o matou?!

- Grrr.. – Zabuza se contorcia em dor, era incapaz de dizer algo.

- Diga-me porque matou o mestre Buta?! – o ninja joga violentamente o rosto de Zabuza no chão, esfregando-o contra a gélida terra. Togoro para e algo vem em sua mente. – Agora eu entendi... Você é o filho de Zanzou. Foi por isso que você o matou. Desgraçado. – uma lágrima escorria dos olhos vidrados de fúria de Togoro. – Você tem noção do que fez?! Filho da puta! Você tem noção do que fez?! – Togoro socava violentamente o rosto de Zabuza no chão, freneticamente, até parar e pegar pelos cabelos curtos e espetados do jovem. O sangue escorria desenfreadamente no rosto de Zabuza, e se misturava com a fria terra. A dor era enorme e a sua visão girava.

- Eu não sou nada. – Togoro caminhava, arrastando Zabuza pelos cabelos. – Tudo o que sou. Tudo o que me tornei. Devo tudo isso àquele homem. – o ninja continuava a arrastar o jovem. – Buta me deu abrigo, me criou, ele me deu um propósito. A minha vida nunca me pertenceu. Eu sou apenas uma ferramenta forjada para servi-lo. – raiva e dor misturavam-se a fala de Togoro. – Mas agora que ele está morto... eu não tenho mais utilidade! Eu sou um nada! E a culpa por isso é sua! 

O Corvo tomado pela fúria dispara violentos socos em Zabuza, que permanecia deitado sobre o frio solo do vale. Instintivamente o garoto põe os braços sobre o rosto a fim de evitar que os coléricos golpes de Togoro o massacrassem. O ninja continuava a socar sem parar, mesmo com apenas um braço.

- Desgraçado! – Togoro mantinha-se socando. – Morra!

 Uma das facas de Zabuza desprende-se do bolso que a mantinha presa. A lâmina reluzia. O garoto encurralado sente algo gelado encostando-se à suas costas, e nota o objeto. Em um movimento rápido e desesperado, Zabuza crava a faca no maxilar direito de Togoro. A lâmina atravessa a sua boca, fazendo seu sangue espirrar. 

- Ahhh! – Togoro berra em dor. O sangue escorre pela sua boca. – Mal-di-to!

Togoro cessa o seu ataque e Zabuza oportunamente aproveita e corre para longe. Desaparecendo na densa névoa que encobria a madrugada. O Corvo retira a lâmina de seu maxilar e fala:

- Não há como escapar... Eu sou a morte. – os olhos de Togoro flamejavam em fúria.

...

Zabuza corria desesperado em meio à névoa, seus braços doíam devido aos socos de Togoro, assim como a sua cabeça. O sangue continuava a escorrer em sua face e atrapalhava ainda mais a sua visão. O cansaço começava a tomar conta se si, mas o medo da morte o fazia continuar. Um zunido transpassa os ouvidos de Zabuza, que olha rapidamente para trás. Não havia nada. O garoto ouve novamente outro zunido.

- Aaahhh! – Zabuza berra em dor ao sentir algo atingi-lo. Quatro shurikens de quatro pontas estavam cravadas em suas costas. Aquilo doía imensamente, e Zabuza se retorcia em dor. – Grrr! Aaahh!

- Você acredita que a sua dor é maior do que a minha? - Togoro surgia na névoa logo atrás de Zabuza. O sangue continuava a escorrer da ferida em seu rosto, e se misturava aos fios negros de seu cabelo, dando-lhe uma feição macabra e assustadora. 

- Grrr... – Zabuza ainda se contorcia, mas o garoto olhava para o homem.

- Isto te lembra de algo? - Togoro desprende de sua cintura uma foice e mostra ao garoto. Togoro esboçava um sorriso nefasto. – Ah, você lembra, né?... Claro que lembra. É a mesma que usei para degolar o desgraçado do seu pai!

A visão daquela foice reluzente trazia más recordações à Zabuza. A imagem de Zanzou decapitado invadia a sua mente. Em um movimento rápido o Corvo dispara em direção ao garoto com a sua foice em riste, pronto para acertá-lo. Zabuza nota a movimentação, e novamente seguindo seus instintos ele consegue desviar levemente. A foice reluzente do ninja atinge e mutila a orelha direita de Zabuza. O sangue jorra no chão frio.

- Filho da puta! – Togoro furioso chuta a cabeça de Zabuza, jogando-o longe. Zabuza choca-se violentamente contra uma árvore e então desmaia.

...

- Zabuza. – uma vez ecoa em meio à escuridão que envolvia Zabuza. Ele não conseguia enxergar absolutamente nada. Havia somente trevas.

- Pare de chorar. – a voz novamente ecoa.

- Pai... – Zabuza olha ao fundo o seu pai se aproximar.

- Lembre-se de uma coisa. – Zanzou continua. – No mundo ninja, há apenas aqueles que usam, e aqueles que são usados. Nós ninjas somos apenas ferramentas... nada mais do que isso. – Zabuza olhava atentamente para o seu pai, e observa a cabeça de Zanzou sair lentamente do seu corpo e cair na escuridão. 

- Pai! – Zabuza grita em dor ao ver a cena. Ele colocava as mãos sobre a cabeça e fechava os olhos. De repente gotas avermelhadas caem sobre o seu ombro esquerdo. O garoto olha para os pingos que aumentam o ritmo gradualmente. Instintivamente ele olha para cima e assusta-se ao ver o corpo mutilado de Buta Yamazaki suspenso. O sangue do homem derramava sobre Zabuza, o envolvendo até formar uma revolta onda de sangue que arrebata o jovem Zabuza. O pânico toma conta do pobre garoto. A dor em sua cabeça martelava.

- Aaaahhhhh! – Zabuza gritava em pânico ao ser arrastado pela imensa onda de sangue. Vários pontos luminosos surgem em meio à escuridão, e se materializam. As máscaras agorentas eram inconfundíveis. Um gigante corvo surge e pega Zabuza com suas garras, tirando-o daquele mar de sangue. O garoto é jogado pelo corvo bestial e cai novamente em meio ao nada. Todos os acontecimentos daquele dia caíam sobre os ombros de Zabuza. A morte de seus pais, o assassinato de Buta. Os Corvos da Névoa. Tudo aquilo martelava na mente do garoto e o deixava cada vez mais perturbado. Os olhos vidrados de Zabuza retratavam com exatidão todo o pânico que o havia tomado. Todos aqueles pesadelos reviravam-se em seu subconsciente, tragava-o até o mais ínfimo inferno. Ele ansiava desesperadamente sair daquele pesadelo caótico que o acometia.

- Zabuza. - novamente uma voz ecoa.

- Essa voz. – o garoto permanecia de joelhos com as mãos na cabeça em meio à penumbra. – Mãe! – Seu coração dispara. Uma lágrima escorre nos olhos amargurados do jovem. Sua respiração torna-se cada vez mais suave.

- Levante-se meu filho. – Otosu surge de pé diante do garoto, com a sua mão estendida. Ela sorria graciosamente. Zabuza sentiu um incrível conforto ao ver a sua querida mãe à sua frente. Ele não tirava os olhos dela. – Você fez um ótimo trabalho. Estou orgulhosa de você.

De repente uma enorme e colossal espada com uma abertura característica em sua lâmina transpassa sobre Otosu, decapitando-a. Zabuza fica chocado ao ver a grande lâmina arrebatar sua mãe. A cabeça e o corpo da ninja separam-se diante o garoto, que se mantinha perplexo.

- Ma-mãe... – as lágrimas de Zabuza despencavam pesadamente sobre sua face. Incrédulo, ele mantinha-se diante do corpo de sua mãe. Um desespero colossal o invade. – Nãããããããããããão! – Zabuza é tomado pela fúria. Seus olhos reviram-se os tornando brancos. As veias em seu corpo engrossam, e uma revolta e massiva aura de cor avermelhada o cerca. – Aaaaahhhhh!

...

Em meio ao vale enevoado o ninja Togoro, último Corvo da Névoa, caminhava com dificuldades. Seus ferimentos ocasionados pelas batalhas contra Mei Terumi e Masaki Terumi agravaram a sua condição física. O corte em seu maxilar não parava de sangrar. Sua visão já estava ficando turva. Era uma questão de tempo. O Plano de Ruptura idealizado por Buta Yamazaki estava cada vez mais distante de ser alcançado, pois todos os seus Corvos, bem como ele, encontravam-se mortos. Os ideais de uma nova aldeia tramados pelo nobre recaíam sobre os ombros de seu fiel comandado. Togoro continuava a caminhar e arrastava Zabuza consigo, que permanecia desacordado. 

- Quase lá. – continua Togoro. – Eu vou esfregar essa sua cara imunda no sangue do meu senhor. Você vai implorar por perdão.

Zabuza subitamente abre os olhos. Seu olhar estava completamente branco. Fora de si. O garoto coloca as mãos sobre o braço de Togoro, e o aperta com bastante força. O ninja sente a pele dilacerar e olha surpreso para o garoto.

- O quê?!

Zabuza ensandecido avança sobre o ninja, que rapidamente se afasta e chuta novamente a cabeça do garoto. Em vão. Zabuza cai, mas rapidamente se levanta. Ele mantinha um olhar de fúria e encarava fixamente o Corvo. Um suor frio escorre na face de Togoro, que saca sua foice ao ver Zabuza disparando em sua direção com uma faca em mãos. Togoro apara o primeiro golpe com habilidade. Zabuza manejava a faca a esmo, com golpes seguidos, o que dificultava a reação do ninja. Em um dos movimentos Zabuza consegue cravar a lâmina na coxa esquerda de Togoro.

- Maldito! Aaaahhhhh! - O Corvo se enche de fúria e rapidamente contra ataca disparando um golpe certeiro com a foice. Togoro fica surpreso ao ver que Zabuza havia colocado o braço propositalmente na frente do golpe de Togoro, cravando a foice em seu braço esquerdo. O sangue escorria, porém Zabuza não demonstrava nenhum sinal de dor. - Mas o que diabos aconteceu com ele?!

Em um movimento sobrenatural o jovem Zabuza desprende a faca cravada na coxa esquerda de Togoro e a empala friamente no pescoço do ninja. Togoro olha bestificado para o garoto. Ele tenta inutilmente dizer algo, fazendo o sangue jorrar em sua boca. Zabuza retira a lâmina e a crava novamente em Togoro, atingindo o peito. Ensandecido o garoto retira a lâmina mais outras vezes e a crava repetidas vezes. Apunhalando freneticamente o homem já morto. Zabuza enfim cessa a sequencia de golpes ao notar a presença de alguém se aproximando.

- Garoto... – diz Mei abismada com o que acabara de ver.

Mei surge caminhando com dificuldades, ela carregava apoiado no ombro seu pai, Masaki Terumi. Os dois haviam sobrevivido ao poderoso ataque de Togoro, saindo bastante machucados. Masaki olhava surpreso para o garoto.

- Como?

Zabuza vira-se e olha furioso para os dois ninjas, ele ainda estava fora de si. A lâmina em sua mão estava repleta de sangue. A foice ainda permanecia cravada em seu braço esquerdo. Zabuza parecia um demônio. Masaki o olhava atentamente. O garoto ensandecido então parte furioso em direção aos dois.

- Ele está completamente fora de si! – diz Mei. – É melhor eu mata-lo aqui.

- Não! – Masaki a interrompe. 

Zabuza avança feroz com a faca em mãos, e em único movimento Masaki consegue lançar um poderoso soco, atingindo violentamente a barriga de Zabuza. O garoto atravessa algumas árvores até parar e apagar. 

- Por que pai?

- Veja o que ele fez hoje. – continua Masaki. – A aldeia precisa de ninjas com esta capacidade de matar. Vamos levá-lo de volta à vila.

...

Os raios de sol transpassam graciosamente as nuvens, a doce brisa percorre sob o límpido céu da Aldeia Oculta da Névoa. As notícias sobre a morte de Buta Yamazaki durante uma “tentativa de invasão” espalhavam-se a todo vapor pela vila. O alto escalão da vila reportou a todos que os responsáveis por isso haviam sido os Corvos da Névoa. A população procurava se afastar dos assuntos políticos da vila, sabiam das intensas disputas que aconteciam com frequência. Era comum este tipo de boato circular após a morte de pessoas influentes. Haviam se passados sete dias desde o acontecido, e a vila parecia seguir com o seu habitual dia a dia. Longe do centro da vila, nos campos, um garoto com uma atadura envolta de sua cabeça permanecia em pé olhando duas lápides. Seu olhar era triste, mas compenetrado. Zabuza encarava o túmulo de seus pais. Os acontecimentos daquele dia iam para sempre perdurar em sua memória. Os sacrifícios feitos, toda a carnificina. Aquilo havia entranhado de uma forma visceral em Zabuza. Ele havia mudado. Não se sentia mais uma criança. Não uma criança comum. Em seus plenos sete anos ele já havia matado. Sentido o gosto de sangue, o gosto da morte. Seu caminho ninja havia iniciado.

- Pai, mãe. - Zabuza continua. - Daqui a três meses eu irei realizar o teste de graduação, e assim como vocês eu irei me tornar um ninja. – a atadura envolta de sua cabeça estava presa, com o nó exatamente sobre a sua orelha direita decepada por Togoro. As pontas esvoaçavam na brisa. – Mas ao contrário de vocês, eu seguirei um caminho diferente. Serei o maior assassino que esta vila já teve. Uma poderosa ferramenta. Este lugar precisa mudar, e eu farei isso acontecer. – lágrimas escorrem sobre o rosto pálido de Zabuza. – Esta é a última vez que irei chorar, eu prometo. Tais sentimentos são impróprios para um ninja. – Zabuza vira-se e caminha para longe do túmulo de seus pais. - Adeus papai e mamãe.


Notas Finais


O conto "Alvorecer Sangrento" chegou ao fim. Foi muito bom escrever essa história. Para quem acompanhou, fica o meu obrigado.
Estou pensando em escrever o segundo conto chamado de "O Ninja Demônio" , eai oq acharam da história, e o que esperam da próxima?


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