História O Demônio de Gália - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Ficção, Originais, Violencia
Visualizações 15
Palavras 1.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - O Diabo de Saia


Fanfic / Fanfiction O Demônio de Gália - Capítulo 4 - O Diabo de Saia

No panfleto há uma imagem de um homem com capuz cobrindo o rosto. O capuz era negro não mostrava muito, apenas seu maxilar barbado.

No panfleto estava escrito.

"Procurado e extremamente perigoso

Se o vir, chame as autoridades mais próximas

Prêmio: 1000 Miks"

A Ilf rapidamente escondeu o papel no bolso interno de seu casaco e olhou para trás para garantir que ninguém o vira.

Ela ficou mais algum tempo ali admirando o oceano e refletindo sobre o que estava fazendo ali.

Ela enviou um olhar de convicção para o nada a sua frente e se virou.

Com passadas firmes ela se dirigiu novamente a rua. Estava determinada a cumprir sua missão.

Antes que saísse de entre os navios, sentiu uma dor agonizante no lado direito de sua cabeça e desmaiou.

----------------------------------------------------

A Ilf sentiu seu corpo balançando de um lado a outro.

Graças a um saco que haviam posto em sua cabeça, ela não pôde ver nada no caminho. Mas isso permitiu seus outros sentidos trabalharem muito mais.

Ela pôde ouvir o som das rodas batendo no ladrinho e várias vozes gritando preços pelo caminho.

Ela estimou que haviam se passado alguns minutos desde que fora atingida.

Durante todo o trajeto, ela não fez som algum. Manteve sua respiração no mesmo ritmo de uma pessoa dormindo e evitou fazer qualquer movimento.

Se se movesse, poderiam atingi-lá novamente e ela desmaiaria mais uma vez.

Ela contou dez minutos e foi sacudida.

- Acorde, vagabunda - gritou uma voz rouca.

Ela foi levantada com força e bateu a cabeça em algum lugar. Sentiu sua costela direita quase quebrar quando foi lançada ao chão.

Lhe chutaram a cabeça e o estômago e tudo que pôde fazer foi gemer de dor.

A levantaram rudimente e a fizeram caminhar aos empurrões.

Logo, ela pôde perceber que entraram em algum recinto.

Uma porta foi aberta com força e jogaram-na de joelhos.

O saco que cobria sua cabeça foi retirado. Um clarão cegou seus e lentamente sua visão retornou.

Há apenas uma luz que incide sobre ela. Devido a sua luminosade avermelhada, ela deduziu que é uma lamparina de borboletas de fogo. Um espécime raro hoje em dia. Apenas os magos da alta corte e os militares teriam recursos para conseguir tal animal.

Ou ladrões muito bons.

Talvez lendários...

Sua visão já se acostumou e ela consegue dicernir formas envoltas por sombras bem a sua frente.

Há uma mesa entre ela e as sombras.

Ela percebe que são algumas ferramentas bem interessantes.

Ela consegue ouvir dois guardas se mexendo bem atrás e percebe que uma tentativa de fuga não é uma opção.

Ao menos, não agora.

Ela fecha os olhos, como que para se concentrar.

Ela os abre e olha para mesa. Começa  a gargalhar lentamente e depois mais alto. Os guardas atrás da moça se remexem incomodados.

Com um sorriso maníaco, psicopata, ela diz:

- Parece que nos divertiremos hoje.

A moça gargalha e os guardas atrás se remexem de novo.

- O chão e as paredes são de pedra e cascalho e não há janelas aqui. Se você tem medo de uma mulher algemada, pode sair... cãozinho - e ela se vira para o guarda.

Sua voz, antes fina e infantil, agora demonstra raiva. O homem recua brevemente, mas se recompõe.

O guarda chuta sua face com toda a força. Suficiente para arrancar-lhe um dente e bastante sangue.

- Chega.

Essa voz veio das sombras.

Agora ela repara que há três formas envoltas nas sombras.

A do meio se levanta e anda lentamente até a mesa. É possível ver parte de seu tronco e pernas, mas seu rosto continua coberto.

- Chega.

Ela percebe que é a mesma voz que havia falado há pouco.

Uma voz grave e profunda. Rouca. Firme. A voz de um comandante, ou algo parecido. O poder presente em sua voz foi suficiente para que a Ilf a admirasse o homem, mesmo sem ver seu rosto.

- A senhorita sabe onde está?

Ela pensou em se pôr de joelhos novamente, mas não daria esse prazer para seus captores.

Ela fica de costas pro chão e com esforço devido a seus ferimentos, se senta de frente para a mesa novamente.

- Bom...  

Ela olhou para o chão juntando todas as informações e montando um mapa. Continuou:

- Alguns minutos após sairmos do porto, entramos em uma rua de ladrinhos. Mas toda a maldita Gália é ladrilhada. Mas só o distrito comercial tem vozes gritando promoções e ofertas a todo momento. Alguns minutos depois passamos pela rua da culinária e passamos em frente a Padaria Boca de Peixe. Aquele especial que todos sabemos ser óleo de enguia tem um cheiro forte e horrível. Isso significa que fomos pro leste. Depois disso continuamos em uma trilha reta e o chão deixou de ser ladrinho e passou a ser algo como terra ou barro. Ou seja, estamos em uma região rural. Mas eu também percebi que os ventos ficaram mais fortes e mais frios, então estamos em uma região de altitude também. O grito para descerem o portão foi uma bela dica. Ou seja, estamos em um castelo. E como me empurraram de uma escada, quer dizer que estamos em um calabouço. E o emblema do reino ao lado de uma caveira estampado no peito de seu guarda é bem sugestivo. Ou seja... - ela sorri com sarcasmo - estamos em um castelo que serve de base para o batalhão mais forte e operacional que já pisou nas terras de Yondul. Os Espadachins Negros.

Há uma breve pausa e a mulher volta a falar.

- E devido à suas roupas pretas com detalhas em branco e vermelho, por sua lâmina oculta, por estarmos aqui, e por essa voz sensual, eu tenho quase certeza de quem você é.

O guarda novamente chutou a cabeça da Ilf e a fez cair.

O homem se sentou, totalmente nas sombras, e disse:

- Capitã Hanïf, a puta dos oceanos. É ainda mais bela e inteligente que nas histórias.

- Gostaria de poder dizer o mesmo - respondeu sorrindo.

Os dois se calam.

Hanïf encara as sombras esperando que algo aconteça.

- Está percorrendo um caminho perigoso.

- Ha... eu como perigo no café da manhã. Aproveito e boto um pouco de morte e amargura no kayfay, é um sabor bem interessante.

- Chega de suas brincadeiras, mulher!

Sua voz ressoa ainda mais tenebrosa no cubículo em que estão.

A capitã se cala.

- Vejam só. Eu consegui calar Hanïf, O Diabo de Saia.

Ela se permanece calada por alguns segundos e novamente responde com seu evidente sarcasmo:

- Sempre detestei esse nome. Isso parece invenção de um adolescente. Eu nem uso saia! Parece que terei que conquistar fama com outro nome.

O homem nas sombras se levanta e novamente se aproxima da mesa.

- Você será nossa convidada por alguns dias. Aproveite a estadia.

Ele faz um sinal para guarda e ela novamente sente uma dor agonizante na cabeça.


Notas Finais


1 Nik equivale à um real
1 Mik equivale à mil reais
1 Dik equivale à um bilhão
1 Tik equivale à um trilhão


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...