História O Demônio de Gália - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Ficção, Originais, Violencia
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Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Um desconhecido


Fanfic / Fanfiction O Demônio de Gália - Capítulo 5 - Um desconhecido

Mais uma vez é noite em Gália.

O movimento nas ruas do porto diminuem conforme o tempo passa.

Com exceção do bar Cabeça de Porco, é claro.

O bar Cabeça de Porco é uma das poucas grandes construções do porto de Gália.

Suas paredes aparentam ser de um tijolo simples, mas na verdade, é bem especial.

O próprio dono o construiu com suas mãos.

Há diversos poros nesses tijolos e em cada poro há uma espécie de filtro extremamente fino.

Esse filtro impede que o sal do ar atravesse as paredes e encha de maresia todo o lugar.

Assim, suas peças de metal demoram muito mais para enferrujarem.

O telhado também foi inventado pelo porco.

Por cima há uma série de telhas posicionadas de forma a formarem várias calhas.

Essas calhas levam a água da chuva até um filtro com esponja e carvão para limpá-la e torná-la utilizável na lavagem das roupas de cama e todo o equipamento de cozinha, por exemplo.

O sal impregnado nas telhas é levado junto com a água da chuva e deixado nas esponjas. Essas esponjas são trocadas a cada mês e o sal é usado para tempero.

Da mesma forma, quando a água da chuva atinge atinge as paredes, o sal também é levado, mas o porco ainda não pensou em uma forma para reutilizá-lo.

O chão é feito de madeira de carvalho enegrecidos, a madeira mais resistente conhecida. Essa madeira é usada na construção de navios, por exemplo.

Há um segundo andar, que serve como dormitório para os que pagarem a noite e há um porão, onde não se sabe o que há lá dentro.

O lugar é de dimensões enormes. Até 80 Gorlhans podem estar ali dentro haver empurra-empurra.

As mesas são feitos da mesma madeira que o chão.

Nas paredes há diversos pontos de luz. Um pote de vidro estranho com Borboletas de Fogo dentro. O vidro, quando iluminado, reflete os raios de luz com diferentes frequências, o que torna cada ponto de luz totalmente diferente de outro.

As cores que geralmente são vistas no bar é um amarelo claro e um amarelo mais avermelhado.

Na parte posterior à entrada há o balcão, que toma cerca de toda a extensão horizontal do bar. Há uma porta na parte de trás, que dá acesso a cozinha e aos fundos.

Poucas pessoas têm permissão para entrar na cozinha. Apenas o porco e Gridha, e um eventual garçom que venha a ser contratado.

A comida preparada é posta no balcão com a identificação de qual mesa é, e o próprio cliente a pega.

Um homem pequeno, com cerca de 1,80 metros e 70kgs, vestido completamente de preto, com um estranho bracelete em seu braço direito, e com o capuz cobrindo o rosto, entra no bar.

Desta vez é possível ao menos transitar pelo bar, mesmo que com dificuldade.

Há muitos Skards suados e fedendo. Alguns Gorlhans estão sentados à mesa no canto à esquerda da entrada.

Os Gorlhans são, em sua maioria, mercenários. São fiéis ao que pagar melhor. No entanto, em sua vida descarada não lhes falta caráter. São exímios guerreiros e sempre fiéis ao seu contratante. Verdes e escamosos, com quase 3 metros de altura, são enormes e extremamente fortes. Com suas armaduras médias de hebony, e imensos machados com cabos adornados de ouro e prata e com o corte também de hebony, são tão perigosos quanto um Espadachim Negro.

As histórias do embate entre Gorlhia e Yondul são contadas até hoje. Os Espadachins Negros contra os Golhías.

Apesar de seu tratado de paz, são inimigos declarados desde então.

Gorlhians e Yondulianos podem transitar entre suas fronteiras sem muita burocracia, mas o preconceito e o racismo os impede de atingir a verdadeira paz.

Os Gorlhans, ao contrário do resto do bar, percebem a chegada do minúsculo homem.

São em cinco e todos o encaram até sentar ao balcão.

O homem encapuzado acena para o porco em um cumprimento amigável.

O porco se vira para a enorme prateleira de bebidas e pega uma garrafa para serví-lo.

O porco o serve e faz um comentário:

- Quer dizer que você se divertiu, da última vez, hein?

O homem pega a enorme caneca de metal e de uma só vez bebe todo seu conteúdo bate com força a caneca no balcão.

O porco arregala os olhos e novamente enche a caneca.

E com uma voz leve e calma, responde:

- Um pouco... eles não eram muita coisa.

Dessa vez dá apenas um gole na bebida e continua olhando fixamente para o conteúdo dentro da caneca.

Há silêncio entre os dois.

Apenas entre os dois, pois no bar há um barulho infernal de risadaria, conversa e brigas.

O porco repara no rosto sombrio do homem.

- Você fica muito mais jovem sem barba - disse com um leve sorriso.

- É...

Ele continua encarando a caneca por alguns segundos e olha para o porco.

- Sua mãe também gostou.

E os dois começam a gargalhar.

As horas passam e quando os primeiros raios de sol banham o mar, os dois últimos clientes finalmente saem do bar.

Agora há apenas o pequeno homem e o porco.

O porco com seu pano imundo, começa a limpeza do balcão.

Ele olha para o homem perdido em seus pensamentos e gorjeia levemente.

O homem continua sem lhe dar atenção e olhando fixamente para a caneca agora vazia.

O porco novamente gorjeia e obtém uma resposta:

- Você, por acaso, está com algum problema na garganta, Porth?

O porco pega uma caneca com bebida e joga todo seu conteúdo na face do homem.

- Obrigado...

Porth entrega o pano para ele e o homem enxuga o rosto.

- As pessoas vão perceber, Reth. Hoje os Gorlhans ficaram de olho em você a noite toda.

O homem enche a caneca por si só.

Bebe todo conteúdo e responde:

- Deixe que venham...

Porth balançou a cabeça.

Reth sempre foi assim.

Inconseqüente, infantil...

Ele se vira para o bar e fica furioso.

- Esses malditos cães! Go ona it an ket tei is gona it a diavo an ket! Toda a noite a mesma coisa! Deixam meu bar uma bagunça!

Reth suspira cansado e, com um leve sorriso no rosto, se levanta.

- Eu vou dormir aqui hoje...

Ele caminha em direção as escadas e arregaça a manga de seu casaco mostrando seu bracelete.

A joia vermelha presa a ele brilha e ele estala o dedo.

Em um segundo todo lugar está arrumado e limpo.

Porth sorri discretamente e se d eixa cair em um banco próximo.

Reth sobe e se joga na primeira cama que vê.



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