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História O Demônio do Sol - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi oiii
Aqui está o primeiro capítulo de O Demônio do Sol s2
Espero imensamente que gostem.

Se ficou meio chatinho prometo que no próximo capítulo irá ter mais coisas "especiais" e mais interação do Muichirou, já que é um de nossos personagens principais 💖
Boa leitura~

Capítulo 2 - Capítulo I


“Se Adão e Eva, e até mesmo a Criação não conseguiu escapar da condenação de um pecado, como você irá escapar de todos os pecados que estão sobre a sua cabeça?[...]”

Paul Washer

O barulho dos passos pesados chocando sobre a madeira velha preenchiam a casa, isso demonstrava o quão desesperadas aquelas pequenas crianças se encontravam, e que sob ordens dos irmãos mais velhos, teriam de dar a noticia a todos os residentes da casa.

- “Ele acordou! Ele acordou!” - As duas crianças de aparentemente 5 anos gritavam abrindo a porta de vidro que dava direto ao jardim de trás da casa, assustando poucos que ali descansavam.

Seus pequenos pés desceram as escadas rapidamente, continuando a gritar a mesma coisa durante um tempo, deixando os vampiros um tanto quanto confusos. Qual era o motivo de toda aquela movimentação?

- “Hinaki? Nichika?” - Um homem ao qual tinha uma cicatriz atravessando a boca pegou uma das gêmeas, levantando-a em seguida para que parasse de correr e explicasse melhor sobre o que dizia. - “O que está acontecendo?”

Fazia algumas semanas desde que a médica da comunidade foi sequestrada pelos Arcos, e todos não poderiam estar mais que abalados sobre aquela notícia. Não poderiam fazer nada, até segundas ordens de algum dos representantes Kamado's, então apenas se sustentavam com o selo de Yushiro e com as armadilhas preparadas pelos vampiros.

Antigamente, os humanos morriam pelos desastres naturais da floresta que os cercavam, como os venenos ou o ar tóxico liberado por determinados tipos de plantas presentes naquela região. Mas de séculos para cá, os humanos tinham evoluído mais no cargo do conhecimento, ou os novos caçadores eram algum tipo de monstros, por isso deveriam ficar atentos a qualquer movimentação estranha na floresta. A barreira ao qual os protegia criada pelo Demônio do Sol estava enfraquecido, estava ainda mais fácil de os encontrarem agora, e isso era o maior medo de todos.

- “O Pa-” - Outro grito cortou, dessa vez de certo Rui eufórico.

- “Tanjirou voltou!”

▲▼

A sensação de vazio era a mesma, mesmo depois de anos aquilo não o abandonava, era como se tentasse fugir da própria sombra ou andar em círculos; um ciclo infinito. Um suspiro escapou de seus lábios ressecados, se perguntado em que ano estavam, não sabia responder só de olhar ao seu redor. Tudo estava igual, era o mesmo pensamento que esteve consigo desde acordar pela primeira vez a novecentos anos atrás.

Três batidas ressoam na porta, mas não causam nenhuma reação relevante por parte do Kamado mais velho, ainda submerso aos turbilhões de pensamentos.

- “Pai, já está acordado agora?” - A cabeleira negra de uma criança adentrou no quarto, sentando no tatame ao lado de sua cama coberta por lençóis brancos, estes que não tinha percebido. Outras duas crianças o acompanhavam, dessa vez ambas com cabelos brancos e enfeites de flores presos neste.

- “Que…” - A voz falhou ao tentar falar.

- “Estamos em 1451” - O garoto o respondeu e, logo após veio as irmãs:

- “20 de Março”

- “Do século XV”

Sorriu para os irmãos, agradecendo-os pela informação com um leve balançar de cabeça. Os irmãos Ubuyashiki, foram um dos primeiros ao qual Kamado e Tamayo conseguiram salvar da morte, foi mais como um experimento na realidade, em que felizmente deu certo.

- “134 anos, uh?” - Disse mais para si mesmo do que para os presentes no quarto. - “Poderia ser meu recorde?”

Se esforçou para levantar e recebeu imediatamente o apoio dos irmãos, segurando suas mãos enquanto o mais velho deles abria a porta do quarto. O cuidado recebido dos irmãos era admirável, mesmo após tantos anos seus comportamentos não mudavam, ainda o reconheciam como pai depois de tudo.

- “Tanjirou!!” - Uma voz ecoou no início do corredor, chamando a atenção dos quatro indivíduos que ali caminhavam. A voz pertencia nada menos ao Yushiro, que carregava uma expressão enfurecida enquanto se aproximava do demônio. - “Precisamos conver…”

- “Kamado-sama acordou?!” - Uma figura feminina, acompanhada de outras duas empurraram o assistente dali.

- “Não posso acreditar~”

- “Kamado-sama~~”

E era sempre assim. Quando acordava todos vinham recebê-lo com elogios e conversas jogadas fora, quase não davam tempo para que o vampiro pudesse respirar e raciocinar tudo o que acontecia. Certo que a mente de um vampiro trabalhava cem vezes mais rápido do que a de um ser humano normal, mas quando as coisas estavam fora de seu eixo era como se diminuísse o dobro disso.

- “Saiam da frente!” - O assistente passou pelo meio das mulheres, se segurando na vestimenta de Tanjirou. - “É sobre a Tama…”

- “Tanjirou! Como você ousa dormir por tanto tempo, uh?!” - Uma cabeça de javali surgiu em sua frente, preso com o pés sobre o teto. Todos o encararam. - “Você disse que no máximo eram 100 anos!”

- “Inosuke, vejo que não abandonou a cabeça de javali.”- Comentou com um sorriso, tirando a máscara que cobria a real aparência do amigo. Como o esperado, não havia mudado nada, até mesmo a personalidade bruta continuava a mesma.

- “O que quer dizer com isso?!” - Se exaltou indo ao chão, pegando seu pertence das mãos alheias.

- “Esper…” - O Yushiro acabou por ser pisoteado pelo cabeça de javali.

- “Sabe que eu nunca abandonaria minhas reais origens.” - Vestiu a cabeça de novo, bufando em seguida.

Inosuke cismava que havia nascido de javalis, sendo que só foi criado por eles quando abandonado criança por uma família pobre. Como sabia disso? Podemos dizer que Tanjirou não acreditava em tal “revolução dos javalis”, e também tinha suas artimanhas quando precisava descobrir algo.

- “Como Nezuko está?” - Seu tom soou calmo, confiava na força da irmã e se todos estavam bem, ela também estava.

- “Ela acordou a cinco anos e adormeceu no ano passado Kamado-sama…” - Uma garota de aparentemente 20 anos apareceu causando estranheza para o demônio. Não era uma humana, mas nunca a tinha visto. - “Me chamo Aoi, senhorita Tamayo me resgatou quando era jovem, agora sou uma de suas aprendizes e ajudo a cuidar da Senhorita Nezuko-sama.”

O ruivo acabou por compreender e deu as boas vindas para a garota, sabia o quanto sua amiga Tamayo tinha um coração mole e não conseguia ver ninguém sofrer. Talvez foi uma maneira que ela achou para pagar os erros do passado, não a julgava.

- “Não sei o que se passou na cabeça dessa garota, tão linda e jovem a se apaixonar por um-”

- “Seu projeto de músculo, sai de cima agora!” - Yushiro novamente, tendo pela primeira vez o olhar de todos em sua figura no chão.

- “Yushiro!” - Tanjirou finalmente o notou, depois de 3 tentativas seguidas, causando uma expressão incrédula no mais baixo.

- “Tá, deixe isso quieto.” - Suspirou massageando as têmporas. Sabia o quanto o Kamado era lento quando acordava, por isso sempre foi de explicar a situação para ele em etapas. Mas aquilo era uma exceção. - “Mas precisamos falar sobre Tamayo.”

- “Sim, onde está a Tamayo?” - Olhou para os lados. Tinha notado a ausência da médica da casa, não sentia a presença dela, talvez saiu para pegar ervas medicinais? Ela adorava fazer experimentos, principalmente com o sangue do demônio por ser muito diferente dos demais, até mesmo da Kamado mais nova.

O motivo do ruivo ser chamado de demônio e não vampiro é bem claro, vejamos: Kamado não bebia nenhum tipo de sangue, não era frágil a luz solar como também, seu sangue era capaz de curar doentes, um dos motivos de Tamayo usá-lo tanto. Já Nezuko precisava de um pouco de sangue por dormir tempo insuficiente e, consequentemente sua energia era pouca. Os demais da casa possuem o fragmento de Tanjiro em seu corpo, mas não conseguem repor seu sangue através do sono, por isso a venda ilegal de sangue era uma opção, ou também SFB³, uma outra alternativa criada pela médica, mesmo que nojenta.

- “A Tamayo foi sequestrada.” - Yushiro falou sem rodeios, deixando muitos chocados com sua forma direta de dizer aquilo, até mesmo o Kamado não conseguiu engolir aquela frase.

- “Precisava falar assim?” - Alguém retrucou.

Todos se calaram, encarando o chão em seguida. Ele estava certo. Mesmo que o fragmento que percorria por suas veias fossem de Tanjirou, ainda sim o crédito teria de ser totalmente à médica, sem o aperfeiçoamento de suas técnicas medicinais muitos não teriam sobrevivido até sua chegada. Tanjirou poderia salvar doentes, mas não trazê-los de volta a vida.

- “Certo.” - O Kamado foi o primeiro a quebrar aquele silêncio, levando uma das mãos ao topo da cabeça do garoto que tremia. Sabia o sentimento forte que aquele vampiro sentia pela mulher, então ele tinha sim seus motivos para estar preocupado, e ninguém mais que o demônio poderia entender aquilo. - “Já faz um tempo que não saímos, não é?"

Faziam uns 600 anos para ser mais exato. Todos estenderam os olhos ao interpretarem a última frase, encarando-se um ao outro sem resposta sobre aquilo, como também sem nenhuma capacidade para responder. Muitos ainda tinham medo do que aconteceu a uns 440 anos atrás, foi a segunda experiência que tiveram com os Arcos e pode-se dizer a mais traumatizante. Quase perderam a Nezuko por conta daquilo, e mesmo que a garota tenha sobrevivido, não saiu completamente intacta. A prova estava na falta de seus olhos roses, apodrecidos por um veneno de um dos caçadores presente em sua lâmina afiada, em que por pouco não se estendeu por toda a região da cabeça.

Mas diferente daquele tempo, o Kamado não estava acordado para prever aquilo, como também..

- “Resgataremos Tamayo.” - Sorriu.

Estava ansioso em saber como aquele homem agiria ao vê-lo.

Como assim? Bem, sabem o que o velho ditado diz: nem tudo que reluz, é ouro. E não estava mais que curioso para conhecer a nova geração ao qual aquele vampiro está enganando, ou como muitos preferem se referir: Papa. Mas para os mais íntimos, como seus aliados e inimigos durante décadas, o lembram como: Muzan, o Rei dos Vampiros.

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Não muito longe daquele terreno inabitável, cercado de montanhas, estava a grande cidade. Onde a terra era batida pelo trabalho rotineiro de muitos trabalhadores, em sua maioria agrícola, estes ditos como camponeses que trabalham para pagar os impostos de terras para o alto clero; burgueses e donos de terras. Já em um centro mais afastado, a Igreja Católica, com sua imensa arquitetura que alcançava os céus, com pilares sustentando ao seu redor e grandes janelas, umas com representações feitas com vitrais; à beleza que unia o homem à Deus.

De dia eram realizados casamentos, missas, batizados e por ai vai. Ao anoitecer, após as portas da igreja se fecharem, nunca se sabia o que acontecia, era sempre um completo silêncio. Mas todos tinham em mente a questão das torturas, como também o corredor subterrâneo que sempre era possível ouvir os gritos da morte ao chegar perto. Mas, mesmo com tudo isso, eles não sabiam, ou simplesmente preferiam não queriam saber.

- “E então, Tamayo?” - A voz grossa do padre fez um eco na sala abafada, e o cheiro tentador era o que a deixava assim. - “Não dirá nada?”

A moça, estava com os cabelos desordenados cobrindo seu rosto pálido, enquanto ambas as mãos estavam a sustentando com algemas de aço e seu quimono florido amarrotado e possuído pela cor vermelha. Do sangue que saia de todo seu corpo ainda tinha a essência de lírios, aquele capaz de arrancar verdades de suas profundas mentiras.

A vampira já estava assim a 3 semanas, e desde então, nenhum “a” saiu de seus lábios mordidos e, todos estavam mais que cansados de machucarem um corpo que não emitia nenhuma reação.

- “Ela não dirá nada.” - Shinobu respondeu, cobrindo o nariz com a manga do casaco branco. - “Ela vai ser inútil.”

- “Melhor a matarmos?” -Sanemi já apunhalava sua espada, extremamente extasiado.

- “Para que esforços? Ela irá morrer de fome de qualquer jeito.” - O Arco da névoa, Muichiro, praguejou pouco interessado e com tédio do que se repetia a semanas. Em sua cabeça ele queria apenas dormir, ou refletir sobre o tempo que estava hoje.

- “Não iremos matá-la.” - O velho homem continuou. - “Foram ordens do Papa.”

Todos se silenciaram, não ousariam desrespeitar palavras de seus superiores, era a educação dada. Por fim concordaram e em silêncio começaram a apagar as velas da sala, prontos para sair e começarem sua rotina como Arcos. Buscar por mais e mais vampiros, algo que vem se tornando cada vez mais difícil. Muitos acreditam que é por conta do trabalho duro que aqueles seres estão sendo quase extintos e, a cada dia torciam para ser realmente isso.

Antes que passassem pela porta de aço, uma fala despertou a atenção de todos os Arcos, já que o padre já se encontrava fora da sala ansioso para descansar com suas belas prostitutas a 4 paredes.

- “Diga… ao seu Papa.” - Um riso soprado saiu junto ao nome, encarando nos olhos de todos os humanos daquela sala. – “Que ele está vindo.”

Os humanos ao qual estavam no cômodo sentiram um arrepio percorrer pelo corpo ao ouvirem a última palavra, os fazendo se perguntar porque aquela simples frase os fizeram sentir tanto medo. Não tinha sentido em suas palavras. Quem era ‘ele’?

- “Sua batalha foi aceita.” – Mas por quem?

O Demônio do Sol


Notas Finais


SFB³: Soro de feto de bovino.


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