História O demônio milenar e o exorcista das trevas - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki
Tags Demonios, Exorcistas, Kakanaru, Kakashi, Lemon, Naruto, Romance, Yaoi
Visualizações 317
Palavras 3.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo
Voltei! E peço que LEIAM COM ATENÇÃO, AS NOTAS DO AUTOR E NOTAS FINAIS, Por favor.

* Agradeço a compreensão e os comentários positivos, quanto ao meu súbito afastamento.
* Estou de volta mais cedo do que o previsto, mas não é permanente, por enquanto. Não posso garantir que postarei o capítulo de sexta-feira, embora tenha grandes chances de eu conseguir postá-lo.
* Quanto a minha volta permanente? Voltarei a partir da semana que vem, com as postagens sendo feitas novamente as terças e sextas.
** Sobre o capítulo de hoje. Ele influenciará muito o restante da história, então leia com cuidado.

Faça boa leitura.

Capítulo 12 - As vezes é melhor não perguntar, do que obter uma resposta


Fanfic / Fanfiction O demônio milenar e o exorcista das trevas - Capítulo 12 - As vezes é melhor não perguntar, do que obter uma resposta

                  Capítulo 12: As vezes é melhor não perguntar, do que obter uma resposta.


Quase não consegui dormir naquele noite, pois os meus pensamentos sempre eram direcionados ao Naruto, e mesmo quando consegui dormir, ele preencheu meus sonhos. Quando acordei o sol já estava alto e percebi que havia dormido mais do que de costume, só não foi uma surpresa maior do que o fato de que eu acabara de acordar de um sonho erótico... com Naruto.

Levei as mãos ao rosto, assim que me sentei na cama e tentei fazer aquelas imagens e cenas saírem de minha mente, mas não consegui o resultado esperado. Na verdade, quanto mais tempo eu passava tentando me livrar delas, mais elas pareciam se tornar visíveis.

Desistindo de tentar esquecer, apenas me levantei e fui tomar um banho, no banheiro que ficava no fim do corredor. Não sabia o quão boa era a audição de Naruto, então resolvi ignorar o problema que tinha entre as pernas, em vez de lidar com ele, pois seria constrangedor se ele me ouvisse, ainda mais se eu soltasse algo como, um gemido e seu nome.

— Eu estou parecendo um adolescente — Ri comigo mesmo com aquela situação. Fazia anos desde a última vez que fiquei tão excitado, ou senti tanta falta de sexo. Novamente me lembrei das palavras de Naruto e dessa vez a curiosidade era muito maior. Não consegui deixar de pensar em algo, que até agora, não era uma prioridade. O sexo para os demônios era o mesmo que para os humanos? 

Decidido a ter algumas respostas, terminei o meu banho, me vesti com o uniforme da academia e desci para o primeiro andar aonde ele estava. Encontrei-o na cozinha, tomando uma xícara de café e comendo alguns biscoitos, parecia ter acordado tão tarde quanto eu.

— Bom dia — cumprimentou-me assim que me sentei na mesa, na cadeira em sua sua frente, com uma xícara de café em minhas mãos. — Bom dia — devolvi pegando um de seus biscoitos e comendo-o após retirar a minha máscara.

— Parece que você teve uma noite agitada. Ou foi um sonho muito ruim ou... muito bom — comentou maliciosamente fazendo com que eu abaixasse o olhar para a minha xícara e evita-se mostrar a minha vergonha. — O que você ouviu? — perguntei engolindo a minha vergonha junto com um gole de café e dizendo a mim mesmo que estava tudo bem.

— Não muito. Mas você se mexeu mais do que o normal e as vezes dizia "não" ou "sim". Escutei alguns gemidos também, então acho que era um sonho bom — encerrou o seu relato, fazendo com que eu cobrisse novamente o rosto com as mãos, dessa vez com uma grande vergonha e sentindo uma grande vontade de cavar um buraco e me enfiar dentro dele.

— Você não precisa se envergonhar. Eu também sou homem e já faz um tempo que você está sem sexo, não é nenhuma surpresa que esteja sentindo falta. A maioria dos humanos, não aguenta nem três meses, quanto mais oito — explicou chamando a minha atenção para a especificação de tempo que ele havia feito.

Só então me dei conta de algo óbvio. Ele sabia de todas as mulheres com quem passei a noite e provavelmente teve que ver todas elas. A minha vergonha foi substituída por tristeza, enquanto eu via o quanto tinha feito-o sofrer, mesmo sem estar consciente disso.

— Se quiser ir ver alguma mulher, ou arrumar uma namorada, sinta-se livre para fazê-lo. Eu já disse antes, que você pode seguir uma vida normal — continuou colocando as minhas necessidades a frente de seus sentimentos.

— Estou bem. Nada que alguns banhos gelados não possam resolver, além disso... duvido que uma mulher fosse ajudar — completei em um tom mais baixo, falando mais para mim mesmo. Afinal aquela era uma grande verdade. Eu queria o Naruto, e não simplesmente sexo, era estranho, mas eu conseguia ver uma diferença.

— Aproveitando o assunto. Estive curioso sobre isso. Como é o sexo para os demônios? É igual aos humanos? Quanto tempo pode ficar sem? É possível sexo entre humanos e demônios? Pode me responder alguma dessas perguntas?

Ele escorou-se na cadeira e colocou os braços atrás da cabeça, enquanto começava a me responder sem muita resistência. — O sexo é basicamente o mesmo. Assim como os humanos, ele serve para procriação ou apenas por prazer. Mas os extintos nos levam a ser mais... Ahn... Selvagens — começou tendo dificuldades em encontrar as palavras certas para uma explicação.

— A maioria dos demônios pode ficar sem sexo por muitos anos, assim como podemos ficar sem água, sem comida, ou sem dormir. Mas não passa de dois ou três anos e alguns precisam transar com uma frequência ainda maior. Varia de um demônio para outro, assim como de um humano para outro.

— E quanto a fazer isso com um humano. Alguns conseguem, outros não. Depende de que tipo de relação é. Relações sexuais baseadas em sentimentos tem mais chances de darem certo, do que as relações baseadas apenas em prazer. A maioria dos casos em que o sexo ocorreu apenas por prazer, o humano morreu ou ficou gravemente ferido — encerrou as suas respostas, deixando-me sem reação por alguns segundos.

— Você já dormiu com humanos?

— Sim. E não acabou nada bem — respondeu antes de voltar a comer os biscoitos e olhar para a mesa, quebrando o nosso contato visual. Uma ação que dizia: "Chega desse assunto por hoje". Respeitando a sua decisão, parei com as perguntas, até porque, já havia conseguido todas as respostas que eu queria.

Se Naruto não podia se controlar mais do que alguns poucos anos, não precisava de uma conta muito grande para mostrar o óbvio. Alguém que já havia vivido milênios, já havia dormido com muitas mulheres e talvez homens. Sinceramente... Não gostei nada de saber daquilo e pela primeira vez desde que o conheci, me arrependi de ter lhe feito uma pergunta e mais ainda... de ter obtido uma resposta.

Terminamos de comer e depois voltamos cada um ao seu quarto. Precisávamos descansar um pouco e depois iríamos começar a treinar. Agora que Naruto estava sem a maior parte de sua energia, eu poderia duelar com ele e dificilmente sairia ferido, pois ele podia facilmente controlar o pouco de poder que havia lhe sobrado.

Quando voltei para o primeiro andar, quase uma hora depois, ele estava me esperando escorado no sofá com uma expressão pensativa. Só despertou de seus devaneios quando cheguei perto o bastante para que ele me visse. 

Deu-me um fraco sorriso e parecia envergonhado. Talvez o motivo da sua vergonha, tivesse algo a ver com o fato de seus olhos estarem vermelhos. Abriu a sua boca, mas não disse nada e fechou-a novamente. Ele já havia feito aquilo antes, era como se quisesse me pedir algo, mas tivesse medo de fazê-lo.

— Quer me dizer algo? — perguntei surpreendendo-o, que sorriu de canto e respondeu de modo divertido.

— Depois da conversa que tivemos agora há pouco. Eu acabei me imaginando fazendo coisas, que não deveria ter imaginado. E meu corpo teve uma reação, nada descente. Desculpe.

— Resumindo... Você se imaginou na cama comigo e ficou excitado — disse também em tom divertido fazendo-o rir e o acompanhando, como se eu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo. Era uma reação estranha, de certo modo, mas eu preferia aquilo ao invés de ficarmos tensos ou envergonhados.

— Por isso seus olhos estão vermelhos? — questionei vendo-o acenar afirmativamente em resposta. — Eu deveria me afastar por algumas horas, mas como não estou em boas condições físicas, se me afastar muito, não poderei voltar imediatamente em caso de problemas. Não queria chegar a isso, mas não tenho muitas escolhas — explicou levantando-se e vindo até mim, antes de eu dizer algo, ou sequer ter chances de dizer, ele me abraçou.

Seus braços rodearam a minha cintura e ele encostou sua testa em meu peito, fazendo meu corpo se petrificar ao sentir o seu, tão próximo. — Alguns minutos de contato físico, devem resolver o meu problema. Apenas fique parado e tenha um pouco de paciência. Por favor. Não quero perder o controle sobre o meu corpo e acabar te machucando — explicou quase implorando para que eu o entendesse.

— ... Certo — concordei evitando que ele descobrisse que naquele momento, eu estava nervoso e que meus pensamentos estavam em pânico. "Merda!! Ele está perto!... Tão perto!! ... Na verdade, perto demais!!!"

— Seus batimentos cardíacos estão acelerados. Está desconfortável?

— Não... Sim... Talvez... — respondi fazendo-o rir de nervoso. As minhas mãos que estavam paradas no ar até agora, desceram até seu corpo abraçando-o e apertando-o mais a mim, trazendo-me uma sensação prazerosa. — Kakashi? — Ele provavelmente estava estranhando aquela reação, mas eu precisava fazê-lo.

Ele achava que eu estava desconfortável por estar sendo abraçado por ele, não era uma mentira, mas também não era uma completa verdade. Depois do que aconteceu quando eu disse que o odiava e quase o afastei permanentemente eu percebi que quando houvesse um mau entendido, eu deveria esclarecê-lo imediatamente para que, não trouxesse danos futuros.

— Não estou desconfortável com sua aproximação. Eu gosto de ter você por perto, mas estou um pouco desconfortável no momento, porque tive um sonho com você e acabei tendo uma reação física, nada descente. Tenho medo que ela volte devido ao contato, apenas isso — expliquei deixando de lado a minha vergonha, para evitar machucar os seus sentimentos.

— Resumindo... Você teve um sonho erótico comigo e ficou excitado e agora tem medo da excitação voltar porque estou colado ao seu corpo — disse usando de minhas palavras, assim como eu usei das suas, fazendo-me rir e ele agora me acompanhar, enquanto ainda estávamos abraçados. Uns dois minutos depois, ele se afastou e me encarou.

— Você parece melhor — comentei ao ver o seu sorriso tranquilo e os seus olhos normais, em seu tom azul. — Sim, obrigado. E você, está bem?

— Sim. Me imaginei abraçando minha mãe, parece que deu certo — expliquei vendo-o agora gargalhar enquanto cruzava os braços sobre a barriga. — Desculpe, mas só posso aguentar quatro meses — disse envergonhado chamando a sua atenção que olhou-me confuso com minhas palavras e meu tom.

— Eu posso não lembrar de você, mas meus sentimentos e meu corpo, parecem lembrar perfeitamente. Quatro meses é o meu limite, principalmente agora que estamos morando juntos. Eu desejo o seu corpo mais do que imaginava, e não vou conseguir me manter longe por muito tempo. Desculpe, sei que é algo egoísta. Sei que posso estar me aproveitando do seu amor por mim, mas... 

— Eu entendi — interrompeu-me com um fraco sorriso — Eu já havia levado isso em consideração, quando aceitei o pedido de Linda. Eu estarei presente na sua vida e já deixei claro os meus sentimentos por você. Não se preocupe, dormirei com você se for necessário, se realmente não conseguir controlar seus impulsos, estarei aqui para ajudá-lo — Se prontificou calmamente, porém estava triste e não era isso o que eu queria.

— Não quero que faça sexo comigo como se fosse uma obrigação! — disse, agora me sentindo um pouco ofendido. — Mas é isso o que você quer, não é? Você mesmo disse que não sente por mim o mesmo amor que sinto por você. Uma relação sexual sem sentimentos mútuos é apenas sexo — respondeu agora em tom sério, como um adulto repreendendo uma criança.

Eu abri a boca, mas nada saiu e fechei-a novamente. Dessa vez era eu que não sabia o que fazer ou dizer. 

Ele tinha razão e eu era aquele que estava errado. Mais uma vez eu havia causado-lhe grande dor, chegava a ser surpreendente o quanto eu conseguia feri-lo, mesmo sem fazer isso de propósito. Como eu conseguia ser tão idiota ao chegar ao ponto de sugerir que ele dormisse comigo, mesmo quando eu não tinha certeza de meus sentimentos por ele?

Nada mais foi dito, ele apenas olhava para baixo de braços cruzados e eu o encarava sem saber o que dizer. Aquele clima alegre que havíamos criado, assim como a convivência pacífica, estava se quebrando. A sala parecia se tornar cada vez mais fria, a tensão se instalou no ar e eu não sabia mais o que fazer. Mesmo sendo eu o maior culpado pela situação atual.

— Desculpe, pelo o que eu disse — pronunciou-se Naruto para a minha surpresa, não só por ter sido ele o primeiro a falar, como pelo conteúdo de suas palavras. — Quando você era criança, sempre falava que me amava e que ficaríamos juntos para sempre. O sentimento e o carinho estavam sempre presentes em suas palavras, ouvindo você falar agora, eu vejo que não são mais a mesma pessoa, mas mesmo assim, ainda não consigo distingui-los.

— Mesmo que seja inconscientemente, quando olho para você, vejo o antigo Kakashi... mesmo que ele não exista mais. Todos os dias eu acordo com a esperança de que você se lembre de mim e que as coisas voltem a ser como antes, mas... Isso nunca acontece e nunca vai acontecer — Novamente a sua voz estava triste e me surpreendi ao ver uma lágrima escorrer por seu rosto e ir de encontro ao chão.

— Além disso, as vezes esqueço que apesar da sua aparência adulta, você viveu menos de três décadas e que não sabe tanto da vida quanto eu. Por isso acabo ficando com raiva de coisas que diz, como uma criança que não mede as consequências do que fala — brincou agora com um tom divertido enquanto levantava o rosto para mim com um fraco sorriso, mas uma lágrima ainda descia de seu rosto, mostrando os seus verdadeiros sentimentos.

— Naruto eu...

— Você tem razão, quando diz que não conseguirá se controlar se eu ficar por perto. Parece que não posso ajudar, então acho melhor me afastar. Desculpe pelo que disse antes, mas não quero dormir com você, apenas para saciar o seu desejo, isso vai me ferir ainda mais do que desejá-lo e não poder tê-lo. Por isso eu retiro o que disse, desculpe, mas não posso ajudá-lo.

— O que você quer dizer com... se afastar? — perguntei baixo sentindo um nó em minha garganta e novamente aquele aperto desconfortável no coração. — Eu vou voltar a vigiar você de longe, nessa semana vou chamar Linda para te treinar e depois disso, nos veremos apenas nas missões. Vai ser melhor assim — declarou dando um passo para trás e se virando para ir em direção da porta. 

Novamente fiz aquilo, levantei minha mão e quase segurei seu braço impedindo-o de ficar.... Quase, mas não o fiz, pois mantê-lo ao meu lado estava ferindo-o e eu não queria mais feri-lo. Passo a passo ele caminhou para longe e saiu da casa, deixando-me só.... Novamente ele havia ido embora e novamente... por minha culpa.

 

— Fiquei surpresa com a ligação de Naruto. E surpresa com o seu pedido para que eu treinasse com você antes do seu teste de habilidades. Aconteceu alguma coisa entre vocês? — perguntou minha mãe assim que chegou, enquanto eu a levava até um dos quartos.

Não disse-lhe nada, não queria dizer nada. A sua presença ali só me lembrava ainda mais de que Naruto não estava e do que havia acontecido mais cedo naquele dia. Eu não conseguia falar, não conseguia pensar, estava com dificuldades até de respirar, como se ao ir embora ele tivesse levado consigo, todo o oxigênio daquele casa.

— Kakashi, o que houve? Você está me deixando preocupada — avisou segurando meu rosto entre as mãos e fazendo-me encará-la. Segurei em ambas as sua mãos e afastei-as de meu rosto, limitando-me a dizer: — Eu quero ficar sozinho.

Fui ao meu quarto e ao adentrá-lo escorei-me na porta e deixei o meu olhar vagar por todo aquele cômodo escuro, que assim como o restante da casa, já não parecia mais ser aconchegante. Caminhei até a parede e me sentei no chão, ao lado de uma cômoda, assim como fazia quando era criança, uma das poucas coisas que eu lembrava.

Peguei no bolso de meu colete, o lenço de Naruto que comecei a carregar comigo e assim como naquele dia há mais de dez anos, eu chorei. Porém dessa vez, o fiz conscientemente, sabendo que a dor que eu sentia era da perda e da culpa. 

Apertei o lenço em uma das mãos e a levei até meu rosto enquanto permitia que as lágrimas descessem como não faziam a muito tempo. Eu não me importava se minha mãe ouvisse, se o próprio Naruto ouvisse, tudo o que eu queria era chorar para ver se a dor diminuiria, mesmo que pouco.

Porém a dor não diminuiu e a minha angústia apenas aumentou. Depois de chorar por longos minutos, eu fiquei ali encarando o nada enquanto as horas se passavam e os meus pensamentos vagavam naquelas poucas semanas em que estive com ele. Tudo aconteceu tão rápido e caminhou em uma direção errada desde o principio.

Quando o conheci, o vi como sendo meu inimigo, depois como sendo meu aliado, depois quis descobrir seus segredos e só então me dei conta de meus sentimentos e agora tentei transformá-lo em um amante. Basicamente tentei evoluir uma relação que nem mesmo existia.

— A primeira vez foi descuido... A segunda vez foi burrice... Se houver uma terceira vez, será uma grande estupidez — disse a mim mesmo, revendo os meus erros. Eu quis reatar uma relação da qual não me lembrava e foi ai que tudo começou a dar errado. — Eu não sou o mesmo de antes — confirmei com minhas próprias palavras, o que Naruto havia me dito.

Eu não podia querer continuar uma relação, eu precisava criar uma. Não podia agir como sendo o Kakashi por quem Naruto se apaixonou e sim o Kakashi por quem eu quero que ele se apaixone. Devia ser honesto em minhas palavras, mas saber quando algo não devia ser dito. Eu precisava almejar uma noite de amor e não de sexo. Se eu não mudasse, acabaria machucando nós dois ainda mais e quem sabe até afastá-lo para sempre.

— Preciso esquecer o passado e me concentrar no futuro. Preciso amá-lo e não me aproveitar de seu amor — conclui em voz alta os pensamentos que tanto rondavam em minha mente. Aquela era a chance de um recomeço e eu precisava aproveitá-la da melhor maneira possível. Dessa vez seria diferente. Eu faria as coisas do modo certo e iria parar de mentir para mim mesmo.

— Não importa o que eu sentia por ele no passado — disse para o nada, antes de levantar o pequeno lenço até que ele ficasse na frente de meus olhos e eu pudesse vê-lo claramente, mesmo com a pouca claridade que vinha do nascer do sol do lado de fora da janela.

"A verdade é que eu desejo seu corpo, fico desesperado em sua ausência e definitivamente o amo. Eu amo seu sorriso, sua confiança e sua dedicação a mim. Amo-o tanto que tenho certeza que não posso viver sem ele. Amo-o tanto que não posso perdê-lo. Preciso conquistá-lo para que fique ao meu lado. Preciso que ele se apaixone por Kakashi Hatake, esse que sou no presente e não aquele que fui na infância"

— Preciso amar e ser amado — conclui a minha linha de pensamentos olhando para a janela e vendo alguns raios solares atravessarem o vidro e iluminarem o meu quarto, mostrando que um novo dia havia chegado.

Estava na hora de parar de pensar no que eu queria de Naruto. Eu tinha que pensar no que podia dar a ele. Deveria parar de cometer erros e sim começar a aprender com eles. Era agora que a nossa história realmente ia começar. A partir daquele momento eu estava decidido a ter Naruto e a ser dele. Estava na hora de crescer. Em vez de ser protegido, ser ensinado e ser amado, eu seria aquele que iria protegê-lo, que iria aprender e que iria amá-lo.

Levantei-me e me preparei para o treino. Tomei um banho para apagar os vestígios da noite em claro, vesti apenas uma calça e uma regata preta e desci até a cozinha. Preparei um rápido café da manhã e quando minha mãe desceu eu já estava esperando-a para fazermos o nosso desjejum.

— Bom dia, mãe. Dormiu bem? — perguntei servindo-lhe uma xícara de café e recebendo um sorriso e uma resposta positiva, antes dela continuar. — Você parece mais alegre hoje, teve uma boa noite de sono?

— Na verdade eu não dormi, pois tinha muito em que pensar. Mas foi uma noite bem proveitosa, pois consegui esclarecer algumas ideias e tomei algumas decisões — respondi honestamente.

— É? E que tipo de decisões tomou?

— Decidi que nunca mais vou me arrepender de algo que disse ao Naruto, e nem vou me culpar por fazê-lo sofrer — comecei dando a ela um sorriso e completando — A partir de agora não vou mais fazê-lo sofrer e não direi nada do qual possa vir a me arrepender futuramente. Eu vou esquecer o passado e me concentrar no futuro, quero tê-lo ao meu lado e vou me esforçar para isso.

— Sim. Tenho certeza que consegue — encorajou-me sem fazer perguntas ou me dizer o que fazer. Como mãe ela sabia que eu precisava fazer aquilo sozinho. Eu estava prestes a iniciar uma jornada e sabia que ela seria difícil e que muitos problemas e inimigos iriam surgir, mas não iria desistir antes de completar a minha meta, antes de atingir o meu objetivo. 

Não iria desistir até o dia em que tivesse uma noite de amor com Naruto, até o momento em que eu pudesse escutar "eu te amo" e ser capaz de dizer "também te amo". Irei continuar até acordar em uma manhã, depois de horas de amor e prazer e ver Naruto deitado ao meu lado na cama, acordando e dizendo-me "bom dia"... e então eu poderei enfim... Ser feliz.


Notas Finais


* Começo explicando o motivo do meu afastamente. O motivo foi: Minha internet foi cancelada por falta de pagamento. Após deixar a fatura atrasar, resolvi mudar o plano para pagar menos, e embora ela esteja funcionando agora, ainda está atrasada. A velocidade foi reduzida e só poderei pagar no sábado. (Por esse motivo, não sei se poderei postar o capítulo de sexta, pois ela ainda pode ser cortada)
* Sobre o capítulo de hoje. Talvez muitos tenham ficado chateados ou bravos. "Pra que fazer eles brigarem quando as coisas estavam começando a ficar boas?" Alguns devem estar pensando isso, ou algo parecido.
Só queria esclarecer que fiz isso pelo bem da história, pois senti que o relacionamento deles não estava evoluindo muito, devido aos "tropeços" e erros do Kakashi em relação a como se relacionar, se dirigir ou se entender com o Naruto.
Vou entender se alguém discordar, mas fiz o que achava melhor, mesmo que não vá agradar a todos.
* Tenham em mente que a relação deles vai recomeçar a partir de agora, assim como o próprio Kakashi menciona, então talvez pareça que a relação deles, não está evoluindo. Mas garanto que irá evoluir e em alguns capítulos, vocês poderão ver a diferença do que era antes, para o que estará se tornando.
Sintan-se livres para apoiar ou criticar essa minha decisão a respeito do enredo.

** Por último gostaria de avisar que em breve (ainda nesse mês, ou no mês que vem) estarei lançando um livro na Amazon. A história será um romance yaoi(gay), sobrenatural, envolvendo um demônio e um imortal. Esse será o primeiro livro de muitos outros que virão a cada 30 ou 60 dias. O livro será vendido, mas o preço será baixo.
Assim que o livro for lançado, postarei um jornal com as suas informações e o primeiro capítulo, para que possam conhecer um pouco da história.

:-)
É só, desculpem por te falado demais e não esqueçam de deixar um comentário. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o que aconteceu nesse capítulo.
Até mais


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