História O demônio milenar e o exorcista das trevas - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki
Tags Demonios, Exorcistas, Kakanaru, Kakashi, Lemon, Naruto, Romance, Yaoi
Visualizações 387
Palavras 1.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem pelo capítulo pequeno.
:-)
Até mais.

Capítulo 5 - O passado nunca desaparece


Fanfic / Fanfiction O demônio milenar e o exorcista das trevas - Capítulo 5 - O passado nunca desaparece

                         Capítulo 05: O passado nunca desaparece.

 

 

— Eu já tinha confirmado que gostava de você. Por que a surpresa? — perguntou Naruto como se estivesse vendo a minha boca aberta naquele momento. Porém ele não estava, muito pelo contrário, o seu olhar continuava fixo no livro enquanto ele lia algo que parecia realmente ser importante.

— Gostar é uma palavra meio ampla e... amar é uma palavra que carrega um grande sentimento. É claro que estou surpreso — respondi honestamente enquanto sentia algo que podia ser assimilado com vergonha. Apesar de ser algo sutilmente diferente, aquilo definitivamente se encaixava em algo como uma confissão e eu não sabia como agir naquela situação.

— O que te incomoda no fato de eu te amar? O fato de eu ser homem ou de ser um demônio? O fato de ser mais velho, de ter matado seu pai, de estar te escondendo os meus segredos ou é outra coisa? Acredite quando digo, que o que eu acabo de mencionar é o que chamamos de "a ponta do iceberg". Ainda exite muito mais razões para que você não queria qualquer tipo de relação comigo e... Eu estou ciente de todas elas.

Eu não podia ver o seu olhar naquele momento, mas a sua voz demonstrava tristeza, a mesma tristeza que eu via em seu olhar, toda vez que ele era dirigido a mim. Eu não conseguia compreender o motivo pelo qual ele me amava, mais aparentemente sofria com isso.

Novamente, eu não conseguia dizer nada, era como se eu soubesse que dizer algo iria fazê - lo sofrer e não queria isso. Ele terminou de ler o livro e o fechou antes de voltar a olhar para mim e me encarar com um olhar surpreendentemente gentil.

— Eu te amo kakashi, mas você não precisa me amar. Como eu já disse, estarei sempre ao seu lado e irei protegê - lo e ensiná - lo, independente do que você sinta por mim. Se não consegue lidar com o fato de que eu te amo, apenas esqueça e viva a sua vida — pediu com um sorriso triste como se lá no fundo quisesse chorar.

— Eu não quero esquecê - lo — disse fazendo - o me olhar surpreso e me fazendo então perceber o que eu havia dito, enquanto desviava os olhos dos seus, novamente sentindo vergonha. — Quer dizer... Não acho que seja preciso esquecer. Nós somos adultos, não é como se não conseguíssemos conviver normalmente. — expliquei enquanto dava uma rápida olhada para a minha mãe, apenas para garantir que ela ainda dormia.

— Sim, somos adultos. Bom da sua perspectiva somos ambos adultos, já da minha perspectiva você ainda é uma criança — devolveu fazendo piada da nossa idade. — Então você ama uma criança? Não existe pedofilia no mundo dos demônios? — devolvi vendo - o agora rir, não um sorriso triste, um sorriso gentil ou um sorriso de conforto... Era um sorriso divertido.

— Eu preciso ir devolver os livros. Use a minha cama e descanse, amanhã teremos muito o que fazer — instruiu antes de sair do quarto e me deixar sozinho... novamente — Como você quer que eu durma, quando você me faz ficar acordado — disse para o nada enquanto colocava as mãos na cintura e respirava profundamente ao imaginar mais uma noite em que não conseguiria dormir.

Assim como eu suspeitava, não consegui dormir tranquilamente. A confissão de Naruto mexeu comigo mais do que eu esperava, mas a parte mais interessante era que de tudo que ele falara o que estava me mantendo acordado, era o que ele disse a minha mãe. Sobre o fato de que nunca poderíamos ficar juntos.

Se aquilo era verdade, estaria explicado o motivo de sua tristeza. Ele me ama, mas não pode ficar comigo, embora eu não saiba o por que. E surpreendentemente aquilo também estava me incomodando. Eu não gostava do fato de que algo estava nos impedindo de ficar juntos, era como se eu não pudesse controlar a minha própria vida... Isso me irritava e muito.

— Filho, você está com uma cara horrível — comentou mamãe quando sai do banho pela manhã. — Você não está muito melhor — respondi vendo - a beber uma grande xícara de café em uma tentativa de mandar embora o sono e a ressaca da noite anterior.

— Então... Você não se lembra de nada do que aconteceu ontem? — perguntei tentando arrancar algo dela. — Não me lembro de nada, além do fato de que Naruto ficou bravo comigo. Eu provavelmente disse algo que não devia — culpou - se parecendo arrependida e triste consigo mesma.

— Sim, você me fez dizer ao kakashi que eu o amo. Mas considere - se perdoada pois eu iria dizer isso mais cedo ou mais tarde — explicou Naruto entrando pela janela que estava aberta, surpreendendo - nos e entregando - me um pergaminho.

— O que é isso? Uma aprovação? — perguntei surpreso, ao desenrolar o pergaminho e encontrar ali o selo de aprovação de Tsunade. Ao lê - lo mais atentamente, percebi se tratar da permissão para quebrar a barreira, aonde estava presa a mãe do pequeno demônio.

— Como você conseguiu convencê - la? — questionei surpreso por Tsunade ter aceito sem reclamações. Nós não só iríamos libertar um demônio, como também não matamos o demônio de antes. — Não a convenci. Falei com o antigo diretor e ele a convenceu — explicou rapidamente já se preparando para sair novamente por onde havia entrado.

 

***

 

Me despedi de minha mãe e depois encontrei Naruto para irmos novamente até a floresta. Enquanto caminhavamos decidi tirar algumas dúvidas, aproveitando - me do fato de que não havia feito muitas perguntas recentemente.

— Então... Naruto. Desde quando você me ama? — perguntei fazendo - o sorrir de canto antes de me dizer: — Desde que você nasceu — respondeu fazendo - me petrificar e parar de andar chamando a sua atenção. — Sério!? — perguntei para confirmar e ele acenou afirmativamente.

— Não acredito!! Isso é sério mesmo?!! — perguntei novamente fazendo - o rir discretamente enquanto virava o rosto. — Como alguém pode se apaixonar por um bebê? Isso é ridículo e impossível — disse a mim mesmo incrédulo. — Você era muito fofo quando criança, era impossível não se apaixonar — brincou enquanto eu me lembrava  do beijo na água e da sensação de que aquilo já havia acontecido antes.

— Naruto Uzumaki. Não me diga que você já me beijou quando eu era uma criança — perguntei ao constatar que ele estava me escondendo muito mais do que eu esperava. — Defina criança...? — pediu colocando a mão sob o queixo e fazendo cara de quem estava pensando. Assim como eu esperava o beijo realmente havia acontecido, mas agora vinha a principal questão... por que eu não me lembrava?

Já estava mais do que claro que ele esteve presente em minha vida desde que eu era criança e que meus pais o conhecem bem. Porém por mais que isso seja um fato, eu ainda não consigo me lembrar e isso não parece ser natural.

Certamente tudo estava ligado. Seja a tristeza de Naruto, a morte de meu pai ou o que eu achava que tinha perdido e queria recuperar, mas que não sabia o que era. Ao menos, não sabia até agora, pois tinha a estranha sensação de que, o que eu tanto queria recuperar... eram minhas memórias.

Eu sabia que parecia loucura, mas tudo em que conseguia pensar naquele momento era que eu precisava beijá - lo, eu precisava testar. Eu queria beijá - lo e ter a certeza de que o que eu havia sentido da última vez... não foi uma ilusão, que assim como minha mãe havia dito... eu de fato também o amo.

Pois apesar de não me lembrar de seu rosto, seu nome ou sua presença. Apesar de tê - lo conhecido a poucos dias. Apesar de sentir que ele esconde um terrível segredo. Apesar de ele ter matado meu pai. Apesar, de também sentir, que não poderemos ficar juntos. Apesar de tudo isso... Quando eu ouvi a confirmação de que ele me amava, não consegui evitar de ficar feliz e desde então sempre que estou em sua presença... O meu coração não quer se acalmar.

— Vamos, temos alguém a nossa espera — lembrou - me sobre o pequeno demônio a quem prometemos ajudar. Apenas confirmei e segui atrás dele, sem nada mais dizer. 

Nós encontramos o pequeno demônio e ele então nos guiou até a tal caverna aonde estava a sua mãe. Era um lugar difícil de ser achado e não me parecia familiar, diferente de Naruto que parecia conhecê - lo bem, pois ele mostrava uma expressão séria e raivosa, como se o último lugar na face da terra em que queria estar... era ali.

— Você já esteve aqui antes? — questionei um pouco preocupado com aquela feição que eu via em seu rosto, por alguns segundos fiquei assustado ao encará - lo. Ele não se parecia com o Naruto que esteve ao meu lado, nesses dias, era alguém completamente diferente.. Alguém que eu não conhecia.

— Sim... Foi aqui que conheci o primeiro dos Hatake — explicou fazendo - me uma grande revelação. Ao que tudo indicava, não era só meu pai que o conhecida bem, e o fato de ele estar presente em minha infância, não parecia mais ser coincidência. 

— Espero que seja apenas uma coincidência. — concluiu com uma voz preocupada, mostrando - me mais uma parte de si que eu não conhecia.


Notas Finais


Até terça-feira.


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