História O desabafo - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Terceiro dia


A morte de Rafael não foi a única coisa de merda que aconteceu naquele ano comigo. Houve mais coisas que simplesmente não consigo superar. A morte da minha avó paterna. 

Nunca conheci os meus avós paternos direito. O meu avô morreu dois anos antes de eu nascer e minha vó morreu quando eu tinha apenas oito anos. Foi uma vida de merda. 

Não conseguia entender o sentido da vida, porque as pessoas nasciam e depois morriam? Por que não poderíamos viver para sempre? Existem pessoas que são tão boas que merecem a vida eterna, como o Rafael e minha avó. Fiquei paralisado a noite inteira, observando o corpo dela imóvel naquele caixão. 

- Mãe, por que as pessoas morrem? - Perguntei para minha mãe. 

- Porque é tudo a vontade de Deus. - Ela me respondeu. 

Aquela foi a primeira vez que pude ver o meu pai chorando. A primeira e a única. Ele se faz de durão, ele quer ser forte a todo momento. Mas nem sempre as pessoas conseguem isso. Meu pai não conseguiu ficar no funeral inteiro da minha avó, ele tinha que vir embora junto comigo. 

Naquela noite não consegui dormir, porque tudo o que eu conseguia pensar era no Rafael e na minha avó. Meu pai olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas. Nunca vou esquecer daquele seu semblante no rosto. Ele me disse que tudo iria ser passageiro e que em breve a dor iria sumir. Mas desculpa pai, você está completamente enganado.

A dor da perda nunca some, sempre está lá escondida em algum lugar de nossa mente e de nosso coração. Nunca conseguimos esquecer o quanto tal pessoa foi importante para a nossa vida. As memórias sempre estarão lá guardadas. 

O que mais me chocou foi quando eu voltei na aula. As pessoas só ficavam murmurando pelas minhas costas, ninguém realmente se importava se eu estava bem. Naquela tarde eu voltei para casa correndo, mas acabei tropeçando em algo e quebrei o meu braço. Já estava completamente fodido. 

Não conseguia contar tudo o que acontecia comigo para a minha família, não conseguia me abrir completamente. Sempre fui preso dentro de mim mesmo. Eu era escravo dos meus próprios sentimentos. No dia seguinte na escola, as pessoas viram que eu estava com gesso no braço, elas simplesmente se juntaram em torno de mim e começaram a conversar. Senti que algo estava errado naquilo, era a tal amizade falsa. Mas eu não importe, porque o que eu mais precisava naquele momento era de amigos, não importando se eles eram falsos comigo ou não. 

Algumas semanas seguintes, a minha irmã sofreu um acidente em casa. Ela abriu o portão para a minha mãe e aquele objeto pesado acabou caindo em cima dela e do meu cachorro. 

O meu cachorro saiu bem, mas a minha irmã saiu com um ferimento. O seu osso das costas acabou ficando estufado por vários anos. Mas até que aquele acidente foi bom, porque eu conheci a minha vizinha Maria.



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