História O desabafo - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Quarto dia


Dois anos em que não me sentia invisível. Foi incrível. Eu comecei a conversar com várias pessoas, elas se preocupavam comigo. Finalmente eu estava me tornando alguém sociável de novo. 

Foi nesse ano em que conheci a Laís. Uma menina baixinha e tinha o cabelo muito comprido. Ela era outra como eu quando entrei na escola, isolada, não tinha amigos e todos faziam desfeita dela. Por incrível que pareça eu fiz isso com ela. Como eu fui terrível.

Não conversava com ela, passava longe. Ficava falando mal dela pelas costas, sem ao menos conhecê-la. Eu estava me tornando aquele povo metido que sempre se desfazia de mim. Foi aí que percebi que era a hora de mudar. Que era a hora de poder fazer a diferença. Me tornei amigo dela e a ajudei a fazer amizades. 

Ela era agradecida por isso e nunca nos separamos, até entrar uma outra menina na minha sala. Elas se tornaram melhores amigas e acabei ficando de lado, logo mais uma vez eu me senti sozinho e traído. Cheguei em casa quase chorando, mas aí percebo que a minha irmã também estava chorando. 

- Mãe eu quero sair daquela bosta de escola! - Minha irmã não parava de chorar, as vezes ela se afogava com as próprias lágrimas. O seu rosto estava vermelho e todo inchado. 

- O que aconteceu? - Minha mãe perguntou, percebi que ela estava com raiva.

- Aquela puta da professora me chamou de esquelética no meio da aula. - Filha da puta. 

A raiva subiu em meus braços, alguém poderia até mexer comigo, mas não com a minha família. Minha mãe ficou brava e ligou para o meu pai, em seguida ele acabou indo para a escola e reclamou. Mas infelizmente eles não despediram aquela professora e no ano seguinte eu tinha aula com ela. 

Fiz a sua primeira prova, achei de boa. A matéria dela acabou sendo a minha preferida, mas não conseguia gostar daquela professora depois do que ela fez com a minha irmã. Fiz a primeira prova dela que estudei muito, até que chegou o dia da entrega de notas. 

Segurei a minha prova tremendo, olhei minha nota todo animado até que vejo aquela imensa nota vermelha sobre a minha folha. Como eu poderia ter tirando apenas trinta e dois naquela maldita prova de Biologia? Isso era totalmente impossível, pois gastei muito tempo dos meus dias estudando para isso. 

Sentei-me em minha carteira, triste. Me debrucei sobre aquelas provas desanimado. Aquela era a primeira vez que fiquei com uma nota tão baixa na minha vida. 

- Dylan, quantos você tirou? - Perguntou Bruno, o primo de Bruna. 

- Não quero falar. - Respondi.

- Cara, você não deve ter ido pior que eu. - Ele falou. - Tirei vinte e três nessa prova e eu não estou ligando.

- Bruno, entenda que você é você. Não ligo se você está triste ou não por causa da maldita de sua nota. - Falei. - Agora me deixa em paz, por favor? 

Voltei a me debruçar sobre minha carteira, porém percebi que a minha prova não estava mais lá. Bruno a estava segurando. 

- Gente, o Dylan tirou trinta na prova de Biologia. 

- Na boa Bruno, quem te deu a permissão de olhar a minha nota e espalhar? - Perguntei.

- Eu. - Ele respondeu.

- Então pegue essa prova e soque no meio do seu cu e espalhe para Deus e o mundo. - Falei duvidando de que ele não faria isso. Então, o menino foi lá e espalhou a minha nota para a escola inteira e espalhando um rumor de que eu estava chorando porque fulano de tal tirou mais nota que eu.

Todos começaram a rir, típico daquele colégio, era só isso que fazia. Rir da desgraça alheia. Sempre falaram que eu era o menino mais inteligente da sala, porém agora o pessoal estava me chamando de burro por causa das notas de que eu andava tirando. Se eles soubessem realmente o que estava passando naqueles momentos, nunca que isso teria acontecido. Mas a vida é assim. Nós somos rodeados por diversas pessoas que fingem ser amigas, mas no fim são todos umas cobras, como o Bruno. Naquele mesmo dia diversos professores entraram na sala e olharam para a minha cara com um olhar de sarro. Apenas o meu professor de Matemática que acabou me defendendo naquele dia, porém ninguém estava colaborando. 

- Desculpa professor, mas eu não estou aguentando ficar nessa sala. - Falei enquanto me retirava da sala e só via diversos murmúrios falando que eu estava com frescura no cu. 

O sinal soou e  fui o primeiro a sair da escola. Fui logo de encontro com o carro de minha mãe e ela viu que eu estava com uma expressão triste.

- O que aconteceu? - Perguntou minha mãe enquanto olhava para mim.

- Nada, apenas quero sair dessa merda de escola. - Respondi.

- Me fala, o que aconteceu?

- Aconteceu tudo, está bom? Já estou de saco cheio dessa merda, de saco cheio desse povo. - Respondi nervoso.

Não via a hora de sair daquela escola. Não via a hora de me livrar de todo mundo. Não via a hora de acabar com tudo. Eu estava já de saco cheio, ninguém conseguia entender. Ninguém conseguia se por no meu lugar e pelo menos se perguntar o que estava acontecendo comigo.



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