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História O Desafio para Min Yoongi - Imagine - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulos 6


Fanfic / Fanfiction O Desafio para Min Yoongi - Imagine - Capítulo 7 - Capítulos 6


Quando abri a porta me preparando para levar várias broncas e talvez alguma surra, mas assim que coloquei meus pés para dentro da casa notei que tudo estava um breu e que não havia ninguém me esperando com um cinto na mão. Liguei a luz ao trancar a porta e pendurar minha chave. 

Passei meu olhar por toda a sala estranhando que meu pai não esteja ali. Joguei minha mochila na sofá e fui direto até a cozinha. Não havia ninguém também obviamente. Andei até a geladeira para pegar algo para comer quando Notei um papel na geladeira. 

Comecei a ler e nele dizia: 

Querida, tivemos que sair às pressas para o Texas porque houve um problema na família de seu pai que envolve seu primo Diego. Provavelmente não voltaremos hoje. Acredito que nos veremos amanhã de tarde. 

Deixei a janta pronta para você dentro do pote na geladeira, é só esquentar. Tome cuida. Te amo. 

Ass: Mamãe Lídia.  

— Que ótimo, não me levaram.  

Resmungo. 

Pego o pote com a comida e coloco em um prato para esquentar no microondas. Coloco dois minutos e vou até a sala ligar a televisão. Escuto o microondas apitar. Ando de volta até a cozinha pegando minha janta e um pouco de suco de Blueberry. Volto para a sala e começo a assistir televisão enquanto como. 

Passei um tempo assistindo televisão mas depois me enjoei. Vesti meu pijama e fiz as minhas higienes para poder ir dormir mas antes de qualquer coisa fui me certificar de que estava tudo trancado. 

Era tão chato não ter mais meus irmãos comigo. Estou um pouco chateada por não tê-los por perto. Meus irmãos são gêmeos e trabalham como comissários de voo, não tendo muito tempo para virem me visitar. Estão morando em dubai, o que dificulta sua vinda até aqui. Duas vezes no ano eles vêem me visitar.

Alec e Alex  foram seguir suas carreiras de comissários em 2018 e desde então nos vemos bem pouco. Ainda tenho contato com eles mas é complicado tentar ligar para algum dos dois porque sempre estão cansados ou ocupados para poderem conversar. Até entendo o lado deles, são como meus pais. 

Balancei minha cabeça dispensando qualquer pensamento. Deitei-me na cama e acho que não demorou muito para que eu conseguisse dormir. 

                       ◇ ☆[...]☆◇

 Acorde princesa.

Ouço alguém dizer um pouco alto. 

Abro meus olhos lentamente, os esfregando com as mãos. Pisquei algumas vezes. Quando tive uma visão certa, percebi que ainda era noite. Direcionei meus olhos em direção ao alarme que marcava 1:37 da manhã. 

— Que droga. — resmungo me levantando, indo em direção do banheiro. 

Olho-me no espelho, vendo meu rosto com a expressão de sono. Liguei a torneira, deixei a água morna cair em minhas mãos. Inclinei minha cabeça para baixo, lavando meu rosto com a água. Puxei a toalha e sequei meu rosto. Depois fui saindo do banheiro.

Então, encontrei vocês. — Levo um susto ao ouvir uma voz feminina dizer assim que saí do banheiro. 

Olhei envolta e não tinha ninguém. 

Vocês irão gostar de me conhecer. 

Acendi a luz mas não havia ninguém aqui. Verifiquei a janela do quarto mas ainda estava fechada. Respirei fundo tentando me acalmar. 

— Você está ficando alucinada de novo. Calma. — Gesticulo com as mãos, me sentando na cama. 

Confie em mim. Saia de sua casa, não posso entrar para ajudá-la. 

Uma voz masculina diz. 

— Não. 

Não temos muito tempo. Não sabe onde está, ela apenas mente para você.

— Como posso saber que você não é apenas maluquice da minha cabeça? — perguntei  levantando-me.  

Saberá quem sou eu se sair agora. 

— Eu não confio em você. 

Senhorita, apenas desça, por favor.

 Estou aqui fora esperando para ajuda-lá. 

— Minha mente é tão ridícula. — bufo. 

Eu vou pega-los — Ouço uma mulher dizer novamente e sua voz parecia ecoar pelo meu quarto, junto a sua risada que parecia maligna. 

Arrepiei-me toda, sentindo meu coração disparar. 

De repente ouço algum celular tocar. Meu coração disparou ainda mais rápido, se é que era possível. Pude sentir minhas mãos soarem frio e minha respiração ficar um pouco descontrolada. 

Eu não quero morrer, eu não quero morrer.. - Choramingo em pensamentos. 

Respirei fundo, tomando a coragem de abrir minha porta sem fazer barulho. O celular continua a tocar sem parar. Olho pelos corredores e não havia ninguém. Ando na ponta dos pés indo atrás de onde vinha o som, dando na frente da porta dos meus pais. Fico em modo de ataque, tentando ficar ao máximo atenta a qualquer coisa. Abro a porta do quarto, acendendo as luzes em seguida. 

O som parou. 

Você só pode estar de sacanagem. — falo baixo. — Alguém liga de novo, pelo amor de Deus.

O som voltou a ecoar pelo quarto. Dei um sorriso impressionada.

Não enrolei e fui a procura rapidamente pelo som que parecia cada vez mais alto ao me aproximar do closet dos meus pais. Abri o closet e acendi a luz. Caminhei por ele até parar em uma gaveta perto do espelho enorme que tinha ali. O som parou de novo. 

— Então é aqui que você guarda, mamãe? —  coloco uma mecha de cabelo para trás da orelha. 

Vasculhei a gaveta amarela, a qual tinha muitos documentos. Um minuto depois acabei achando meu celular, esse que estava ligado e com a bateria em quinze porcentos. O desbloqueei vendo que tinham muitas ligações perdidas de um número desconhecido, vinte mensagens e uma ligação de Gabriela. 

O celular voltou a tocar, aparecendo um número desconhecido. Atendi rapidamente.

~ Hey! S/n? 

Não pude reconhecer quem era, mas sua voz parecia trêmula. 

~ Hm, sim?! Quem é?

~ Céus! Você está bem? 

~ O que aconteceu?

~ Deixa eu perguntar de novo. Quem é?

~ Sou eu o Ondreaz, né. 

Disse como se fosse óbvio. Não era como se eu pudesse reconhecer sua voz. 

~ Ah, estou bem, por quê? 

Respondo apagando a luz do closet e saindo de dentro.

~ Nada é que eu pensei que pudesse estar acontecendo alguma coisa..

~ Na verdade, estava.. ou está, não sei.

~ Onde estão seus pais? 

~ Tiveram que viajar de última hora.

Encontrei vocês..— Novamente a voz da mulher ecoa mas dessa vez parece ter sido pela casa inteira. Meu coração torna a disparar pelo susto. 

~ O que aconteceu?? Por que seu coração está disparado? 

~ Eu estou com medo - repondo  - Tem uma mulher dizendo "encontrei vocês" pela segunda vez. E o mesmo  homem da escola estava falando comigo para sair de casa mas o celular tocou e então vim procurar. 

~ Confie no Sr. Borges. Ele ajudará você.  

Manda sua localização pra mim. 

~ Você está dizendo que conhece esse homem que fala comigo? É uma brincadeira por acaso? 

~ Não. Envia sua localização pra mim.

Foi quando a minha ficha caiu, nesse momento tudo parecia fazer sentido, era como se eu tivesse levado um balde de água com gelo no rosto. Era de se esperar, não tinha como não ser Yoongi, ele sempre foi criativo para zoar com as pessoas. 

~ O Yoongi está junto com você?? Cara, essas brincadeiras estão muito fora dos limites.  Eu fiquei muito assustada! Sabia que eu poderia morrer do coração? 

~ Manda logo a porra da sua localização. 

Ordenou grosseiramente.

~Vai se fuder junto com o babaca do Yoongi e seus amigos. Adeus!

Então desliguei a ligação na sua cara. 

— Como sou burra. — Bato na testa, me sentando na cama de meus pais. — Essas brincadeiras dele estão em uma qualidade boa, tenho que admitir. — suspiro. 

Senhorita? Desça. Não quero ser grosso mas estou perdendo a paciência com você. 

Sr Borges, não é? Que idiota.— falo em pensamentos. 

— Vai em direção a janela do meu quarto e espere por mim. — digo um pouco alto, caso tenha escutas aqui em casa por essa brincadeira besta.

Não demore, por favor. 

Revirei os olhos. Fui rápido, literalmente correndo, até a lavanderia daqui de casa e peguei um balde branco. Subi até meu quarto, indo para o banheiro e colocando o balde para encher na bica. 

Na ponta dos pés fui até minha janela, afastei um pouquinho a cortina para dar uma visão melhor e pude ver um homem abaixo. Apesar da minha casa ser iluminada atrás, não conseguia enxergar se era Yoongi, Ondreaz, Jeon ou até mesmo Tony. Nessa altura poderia ser qualquer um. 

Era horrível alguém que mal te conhece, não gostar de você. Participar deste tipo de brincadeira era ridículo. Nunca fiz algo assim com Yoongi para que ele possa fazer o mesmo, apesar de que para ele isso nem importa. Aposto que me levou ontem no terraço da escola pra empurrar-me de lá, mas deve ter desistido por lembrar que tinha gente nos esperando. Não duvido que tenha sido ele quem tenha feito aquilo no corredor. 

— Sua burra! 

Sussurro bem baixo. 

Como pude acreditar naqueles garotos? Ondreaz estava calmo ontem, Yoongi se desculpando e Tony sendo legal comigo. Como pude deixar cair nisso? Que idiota! Mas uma pergunta me veio em mente, e se a Lisa estiver envolvida nisso tudo? 

— Burra é um elogio para você S/n. — neguei freneticamente, esfregando meus dedos sobre meus olhos.

Andei depressa até o banheiro, pegando o balde já cheio.  Dei um sorriso travesso e uma adrenalina surgiu. Coloquei o balde no chão, afastei as cortinas e abri a janela. A atenção do garoto que estava do lado de fora veio sobre mim. Acenei. 

 — Se aproxima que vou jogar uma corda para descer. — digo me apoiando na beirada da janela. 

Ele se aproxima. 

Paro de me apoiar na janela e pego o balde. Coloco minha cabeça para fora só pra conferir direitinho onde o infeliz estava e então joguei a água, em seguida o balde junto, acertando sua cabeça.

Fecho minha janela e as cortinas. 

                        ☆◇[...]◇☆

Já é manhã. Estou indo a caminho da escola, acabei de descer do ônibus. Depois do ocorrido da janela não houve mais brincadeiras, apenas o idiota do Ondreaz me ligando sem parar. Tive que desligar o celular e guardar onde peguei. Demorei para pegar no sono mas quando menos eu esperava, acabei dormindo e acordando ainda mais cedo. Dessa vez não chegaria atrasada na aula de matemática.  

Não quero nem olhar no rosto daqueles garotos, muito menos no belo rosto de Lisa, aquela traíra. Ah, Jackson era o único que eu não desconfiava porque o mesmo me ignorou tanto que a única desconfiança que tenho é que não queira mais minha amizade. 

Tenho a consciência de que tirar conclusões precipitadas é algo péssimo, mas era algo quase impossível de evitar. 

Passei pelos enormes portões da escola, vendo todos aqueles alunos aparentemente cansados chegando. Haviam pessoas já conversando. Adentrei a escola e fui em direção ao meu armário, no caminho recebi alguns 'bom dias' que com certeza respondi.  Guardei minha mochila, deixando apenas o necessário para a aula de matemática. Entrei na sala de aula vendo que a professora Matilde ainda não havia chegado. Deixei meus materiais no meu lugar e fui a caminho do bebedouro. 

Acabei esbarrando em Lisa. Não fiz de propósito. Ela começou a dizer alguma coisa, porém, não prestei atenção porque a ignorei completamente.  Fechei minha cara, passando por ela.

— Er.. S/n? — segurou em meu ombro esquerdo, virei-me para ela e retirei sua mão fazendo uma cara de nojo, voltando a andar. 

Admito que fazer isso doeu em meu coração, mas não poderia confiar. A verdade era que eu estava tão confusa em relação a Lisa. Agora eu não sabia se ela era sempre verdadeira comigo, gostava das nossas conversas mas e se tudo não passasse de um jogo? Só em pensar, aquilo acabava comigo por dentro.

Você deveria parar de tirar suas próprias conclusões e ir procurar por verdades. 

Aquilo ontem não foi um jogo! 

Já estava de saco cheio disso em minha cabeça. Como eu queria que aquele cara parasse de falar comigo. Será que eles ainda não entenderam que essa brincadeira pode deixar alguém louco? Ou simplesmente irritado? Pra variar, tinha 3 pessoas na fila pra beber água, tudo enchendo garrafinha. 

Não foi legal jogar água e o balde em mim ontem. Doeu, sabia?

— Cala a boca. 

Resmungo baixo e depois não escutei mais nada. 

Bebi água quando chegou minha vez, mas não conseguia matar minha sede. Lisa retornou a tentar falar comigo quando nos encontramos no corredor novamente mas apenas a ignorei. Percebi que ainda era cedo, até demais. A professora ainda não tinha chegado, então estou indo até o portão para ver se conseguia encontrar Jackson assim que chegasse. 

Meu objetivo era encontrar com Jackson mas acabei avistando Ondreaz com Tony que parecia falar algo. Em um instante seu olhar estava sobre mim, parecia ter mudado seu humor para irritado. Pude vê-lo ignorar totalmente o irmão, vindo a passos rápidos em minha direção. Dei meia volta e andei apressada até o banheiro das meninas, entrando rapidamente sem pensar em parar ou olhar para trás.  

Meu peito ardeu e eu senti vontade de chorar mas engoli o choro. Por que eu queria chorar? Que droga. Mordi os lábios em frustração. 

Não tinha muitas meninas no banheiro e eu agradeci mentalmente por isso porque esse banheiro na maioria das vezes fica lotado. Haviam apenas algumas meninas nas cabines e umas duas se maquiando em frente ao espelho. Parei em frente a pia, encarando-me no espelho. Não estava feia, pelo contrário, eu estava ainda mais linda do que antes. 

— Colega, quer passar? — uma garota de cabelos cacheados perguntou-me estendendo um gloss em minha direção. 

— Esse é de cereja? — Assentiu. Peguei de suas mãos e passei por cima do meu gloss já fraco também de cereja. Devolvi. — Obrigada. 

— Disponha. Prazer, Marília. — estendeu sua mão. 

— Sou S/n. — cumprimentei apertando sua mão firme. 

— Vamos? — Aparentemente sua amiga,  perguntou ao sair da cabine e lavar as mãos. Me ignorou. 

— Até mais. 

Acenou dando um sorriso. 

Percebi que não tinha ninguém, além de mim naquele banheiro. Permaneci ali por alguns minutos.

Escutei o sinal bater e quase fui correndo para fora daquele banheiro por lembrar que eu deveria estar na sala. Quando coloquei meus pés para fora daquele banheiro, fui puxada por Ondreaz que provavelmente deve ter ficado me esperando um tempão. Me soltei dele. Tinha até esquecido que estava fugindo do próprio. O som do sinal parou e eu voltei a tentar correr mas ele voltou a me segurar. 

— Dá pra parar? — Novamente me soltei. 

Ele estava encostado na parede com um de seus pés apoiados no piso rosa, com os braços agora cruzados. Suas mandíbulas estavam contraídas. Seu olhar que antes estava no chão, encontrou com o meu ao subir seu olhar para mim. Seu olhar brilhava, parecendo estar segurando lágrimas. Ficamos por alguns segundos nos encarando, até que ele quebrou o silêncio. 

— Garota, você tem noção de como me deixou preocupado? O pior é que parece que você sabe disso, e parece fazer de propósito.  — Sua voz soou um pouco irritada. De repente abraçou-me forte me deixando sem reação. 

— Não seja fingido. — disse de supetão o deixando surpreso. Me afastei de seu abraço. — Ontem a brincadeira realmente foi superior. Confesso que quase acreditei.— Disse irritada. Senti minha visão embaçar. Tentei engolir o choro e devolver as lágrimas que persistia em continuar onde não deveriam.

— Você ainda não entendeu que não tem ninguém brincando? Tira isso da sua cabeça.— riu soprado desviando o olhar para o chão

— Isso é ridículo.— movo as mãos — Só me deixa em paz ou simplesmente finja que eu não existo porque mais gente pra me infernizar, não dá. — permaneci a olhar em seus olhos. Estava prestes a sair,  mas antes disse: — Não tente me segurar de novo ou não serei gentil. 

Andei pelo corredor, sentindo meu peito parecer que pularia para fora. A imagem de Yoongi e Ondreaz vinham em meus pensamentos sem parar. Aquilo era irritante. Balancei minha cabeça tentando tirar qualquer que fosse os pensamentos da minha mente. 

— Eu queria muito fingir que você não existe, mas não posso.— escutei a voz de ondreaz atrás de mim.  

— Por que?— o olhei de canto quando começou a andar em meu ritmo. 

— Porque o que você sente, eu também sinto. — respondeu minha pergunta parando em minha frente. Tentei passar por outro lado, mas ele persistia em parar em minha frente. — Não sinto exatamente tudo, mas a grande maioria sim. Quando você está com medo, assustada, triste e alegre. Até agora foi isso.

— Conta outra, Lopez.— dou uma risada o empurrando da minha frente. 

— Eu posso provar. — ele diz. Parei para olhá-lo, arqueando uma de minhas sobrancelhas. — Ontem, eu liguei para você porque pude sentir você assustada e seu coração inquieto. 

— Só está dizendo, não está provando. Eu estava assim por causa da brincadeira de vocês ontem. — Tombo minha cabeça para o lado. — Agora, licença que tenho uma aula pra assistir. — digo indo até a porta da onde é minha turma. Olho para trás e pude vê-lo cabisbaixo. Dei de ombros e entrei. 


Notas Finais


Me desculpem alguns minutinhos de atraso, estava revisando e consertando o capítulo que tinha erros ortográficos.

Espero que coração que tenham gostado e que esperem animadxs pelo próximo capitulo que vai ser publicado na quarta-feira às 11:30 da manhã.

Obrigada por lerem até aqui e até breve meus bebês.


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