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História O desconhecido - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Oiê, pessoal. Tudo bem? Espero que sim. Então, era pra esse capítulo ter saído mais cedo, mas eu me distraí com outras coisas e acabou sendo possível postar só agora. Sei que demorei, mas dêem um desconto :)

Tá pequeno, mas leiam, hein. Espero que gostem e boa leitura!

( ˘ ³˘)♥

Capítulo 12 - Morto (?)


{Autora}

Snake, Sebastian, Claude e Undertaker estavam todos na loja do platinado. Ciel, Alois, Mey-Rin, Pluto, Finnian, Tanaka e Bardroy ficaram no esconderijo e iriam ajudar os detetives de lá. Com a ajuda de Lau, os detetives conseguiram ir de carro até a loja do informante pra poderem executar o plano. 

Agora, estava os três detetives e Undertaker discutindo os detalhes finais, enquanto - por ligação - conversavam com os outros, no esconderijo.

- Vamos repassar tudo. - Sebastian pediu e todos assentiram. Quem começou foi Snake: 

- Eu serei quem terá te matado. - se referiu ao fato de que, para conseguirem entrar na mansão Phantomhive pra ganhar a recompensa pela cabeça de Sebastian, alguém teria que ser o assassino do detetive. Então, como Snake era a pessoa na qual Kelvin havia confiado para pegar o homem, era a melhor chance. 

- E...? 

- E se Kelvin perguntar por que eu o matei ao invés de ligar pra ele, direi que você me achou e tentou me matar, mas eu te sufoquei. Porém, nesse momento, ele fugiu e eu o perdi de vista. - desse jeito não estaria tão na cara. Sebastian poderia continuar sendo dado como morto e mesmo assim Ciel estaria seguro. 

- Já eu - começou o outro platinado, Undertaker - irei te preparar, que é, te levar num caixão e te entregar na mansão Phantom. - esse era o seu papel. Como a pessoa que quer Sebastian morto, instruiu o assassino á levá-lo até o platinado para que ele fizesse a "entrega", apenas ele podia infiltrar o detetive ali dentro. 

- Ficarei cem metros afastado da mansão e irei entrar quando você der o sinal. - Claude. Quando Sebastian estivesse dentro da mansão, ele iria até a sala onde, provavelmente, há os computadores e sistemas de segurança. De acordo com Undertaker, dizem que a segurança da mansão Phantomhive é boa, mas isso não é problema; eles tem Finnian, afinal. O detetive é muito bom com a tecnologia, e se ele não der conta, tem Pluto. 

E o senhor? - Bard, do outro lado da linha, perguntou. Ele e os outros estavam ouvindo os planos. E também, o loiro precisava ouvir, pois ele também participaria. Quando Sebastian mandasse, ele pegaria suas armas e iria até um prédio abandonado próximo á mansão junto á Mey-Rin, pois se algo ocorresse, como uma troca de tiros, os dois dariam apoio á distância. 

- Eu irei injetar Suxametônio em mim mesmo quando Undertaker der duas batidas no caixão em que eu estiver, indicando que eu já tenho que "morrer". Quando for a hora, ele vai me dar o antídoto e eu vou terminar tudo, dando passagem á Finnian. - era isso. Sebastian iria injetar o composto químico em si mesmo e ficar assim até que Undertaker lhe injetar o antídoto. Quando se recuperasse, invadiria os servidores, colocando um pendrive nos mesmos e Finny teria total acesso. 

Vocês vão pegar a... - Ciel não conseguiu falar. Aquela mansão além de ser a que ele morou anos atrás, era onde sua tia morava. O que significa que a mesma está por trás de tudo. Que a sua própria tia o deixava nas mãos daqueles homens nojentos durante todos esses anos. Sequer pronunciar o nome dela o causava ânsia de vômito, medo, tremores. 

Madame? - Alois completou a frase do amigo. Os detetives, inclusive Sebastian, nem precisavam estar lá no esconderijo pra saber que Ciel estava tendo uma crise. Só seu tom de voz era o suficiente pra isso. O Trancy, querendo ou não, estava com o psicológico melhor que ele. Pelo menos, o loiro daria suporte pra Ciel enquanto os detetives não estivessem por lá. 

- Agora, a nossa única intenção é conseguir provas do que acontecendo debaixo do nosso nariz. Se Angelina estiver por lá, a pegaremos. E se não, iremos colher o máximo de informações que pudermos pra termos provas de que ela está envolvido em tudo isso. - Sebastian explicou á todos.

Era esse o plano. Reunir provas contra Angelina e quando conseguirem, acabar com ela de uma vez. O mesmo com o barão Kelvin...e não poderiam deixar indícios antes de terem provas, já que como os dois são figuras de renome no país, a mídia logo cairia em cima. E isso é tudo o que eles menos querem. 

- E como ele é uma modelo e Kelvin um prefeito, temos que levar á tona somente quando tivermos vídeos ou qualquer coisa que prove o envolvimento desses dois em tráfico humano e pedofilia. - Claude completou, terminando de explicar. 

Entendo... - Alois murmurou, do outro lado. Ciel não disse nada. 

- Senhor? - quem chamou por Sebastian foi Tanaka. 

- Sim? 

- Creio que todos estejam cientes disso, mas quero reforçar. Vocês entendem que, á partir do momento em que atacarem a mansão Phantomhive, todos, inclusive Undertaker e Snake, seremos acusados de invasão, roubo e até mesmo assassinato caso seja necessário matar alguém? O único que não deve ser acusado, caso não seja visto, é o senhor Faustus. - é claro que estavam cientes disso. 

Undertaker é quem iria infiltrar Sebastian, que foi "morto" por Snake. E como os outros três detetives - Mey-Rin, Bard e Finny - foram procurados também, é bem óbvio que estão envolvidos nisso tudo. Com isso, todo o submundo estaria atrás de Undertaker, que é um dos mais confiáveis. Será uma verdadeira bagunça. 

- Eu estou ciente e acho que vai ser muito engraçado ver todos aqueles otários com cara de tacho ao saber que eu, a pessoa que muitos confiam suas vidas e negócios, trabalha com detetives. - Undertaker riu, divertido. 

- O senhor quer correr esse risco por diversão? - Tanaka estava chocado. Sabia que o informante era um pouco além dos limites, mas aquilo era... insano! 

- Sim...e quem sabe, por algo mais. - aquilo levantou dúvidas, mas decidiram ignorar. O que importava era que o platinado ia ajudar e que ele era confiável. 

- Entendo. - alguns segundos de silêncio se passaram até que Claude se pronunciou, após ver o horário. 

- Precisamos desligar. - tinham um Sebastian pra preparar, então era melhor que fosse logo. 

Pessoal, contamos com vocês. - o Michaelis disse, antes de encerrar a chamada. Porém... 

Sebastian! - Ciel o chamou e logo o detetive levou o telefone ao ouvido, preocupado. - Por favor...não morre de verdade. - pediu. A verdade é que o jovem estava muito, muito preocupado com o detetive. 

De acordo com o plano, ele iria injetar em si mesmo uma droga que iria praticamente matá-lo - visto que o moreno ficaria desacordado e com os batimentos imperceptíveis - por um tempo. O medo de Ciel é que Sebastian realmente morresse. Não sabia como conseguiria lidar com a morte do detetive, preferia nem pensar nisso. Mas, dessa vez, ele estava mesmo com medo. 

Eu vou voltar vivo, Ciel. Não se preocupe, apenas me espere. afirmou, um sorriso sincero em seus lábios. A chamada foi encerrada e os detetives começaram seus afazeres. Os jovens apenas torciam para que tudo desse certo e imploravam á qualquer divindade existente que protegesse aqueles dois detetives que ambos amam e os trouxesse de volta em segurança.

***

Undertaker estava na frente do enorme portão da mansão Phantomhive com sua entrega dentro do carro funerário que o mesmo dirigia Apenas de mostrar seu colar para os seguranças, os mesmos o deixaram passar, sabendo que ele era o entregador. 

Após passar pelos portões, o platinado retirou o caixão em que Sebastian estava e o colocou numa espécie de carrinho, arrastando-o até a porta grande na qual tocou a campainha e esperou uns segundos até que uma mulher veio atendê-lo. 

- Sr.Undertaker? - ela perguntou, olhando pro caixão atrás do homem, e o mesmo acenou positivamente. - Entre, por favor. - deu-lhe passagem e assim ele o fez. 

- Á quem devo entregar? 

- Ao doutor. - a mulher respondeu simples, logo fazendo sinal de diga-me. O platinado então deu dois tapas no caixão, era o sinal. - Espere dois minutos, senhor. Com sua licença. - e ela se retirou do local onde havia o deixado. 

Undertaker observou o local. Era um escritório e tinha alguns livros de medicina na parede, encaixados numa prateleira. De fato, seria o doutor quem iria examinar sua entrega. Aquilo era ruim...o homem era doido. Doidinho de pedra! Um verdadeiro sádico sem noção que adorava fazer experiências e usar o corpo alheio pra isso. O platinado não duvidava disso, ainda mais depois do dia em que começou á perguntar aos seus contatos sobre as crianças que iam pro abate e os mesmos disseram que havia um tal de doutor se aproveitando delas pra fazer seus experimentos. Uma atitude deplorável, ao seu ver. Já ouviu falar do tal doutor, mas nunca deu a mínima pro mesmo. Agora, sabendo que os boatos certamente são verdadeiros, pretende juntar todo seu autocontrole pra não esmurrar o homem quando vê-lo.

Foi só pensar nisso que a porta foi aberta e por ela entrou um homem de cabelos um pouco acima dos ombros e que usava óculos, o mesmo possuía um sorriso no rosto e um jaleco branco. 

- Undertaker... estou certo? - perguntou, chegando perto do informante, que começou á entrar na onda. 

- Eu mesmo, doutor. 

- Undertaker é muito difícil, vou te chamar de Undy. - aquele apelido...era o mesmo que... não, se concentre!

- Tudo bem. - forçou um sorriso. Passou suas unhas longas e pretas pelo caixão e entrou em seu personagem. - Creio que você quer examinar o corpo, não? 

- Sim! Com toda a certeza! - disse o doutor, limpando a baba que escorria. Apenas o pensamento de pôr as mãos naquele homem cujo a cabeça foi posta á caça, era maravilhoso. Sentia-se excitado apenas de ver aquele caixão e saber que o detetive morto o aguardava. 

- Fique á vontade. - abriu o caixão, revelando o que o de óculos tanto queria ver. 

Sebastian estava todo de preto, os olhos fechadinhos e as mãos juntas no abdômen. A pele brilhando, um cheiro agradável. Pelo visto, Undertaker fazia mesmo um ótimo trabalho cuidando e preparando os corpos. Movido pela curiosidade, o homem tocou nas mãos do moreno. Estavam... quentes. Aquilo era estranho. Quando a pessoa morre, seu corpo resfria, então por que ele não estava frio?! Queria tanto sentir o choque de seus dedos quentes tocando, pela primeira vez, a pele do detetive, agora morto. Ah, como seria maravilhoso! Mas estava ali, á tocar numa pele tão quente quanto á sua, talvez até mais. 

- Algum problema? - o platinado perguntou, vendo a face séria do louco á sua frente. 

- Ele está quente. - afirmou, as sobrancelhas franzidas e um olhar que transmitia decepção. Ele é pior do que imaginou...

- Mas está morto. Não vê que não há batimentos ou pulsação? Ou as marcas de enforcamento no pescoço, causadas por quem o matou? - apontou os fatos. 

O doutor se tocou e logo foi chegando seu corpo mais pra perto do detetive e colocando seu ouvido no peito do mesmo, tentando ouvir seu coração. Mas não ouviu nada, sequer uma batida. Levou suas mãos ao pulso do moreno pra checar sua pulsação. Nada. E fez a mesma coisa no pescoço, tendo o mesmo resultado. 

Aproveitou sua mão na área e viu as marcas, já roxas, dos dedos em volta daquele pescoço tão branco e atraente. Ficou imaginado oiê breves segundos como estaria a pele do homem se uma faca fosse passada ali e seu sangue sujasse tudo, tingindo a pele de vermelho por onde escorresse. 

Ah, se quem o tivesse matado usasse uma faca pra fazer tal ato, ao invés de apenas apertar-lhe o pescoço, como se faz com uma galinha. Seria magnífico...mas não. Alí estava ele olhando pra um corpo sem vida e sem graça de um homem que, com toda certeza, valia muito mais á pena ser visto em vida do que em morte. Tsc! Teria que se contentar com aquilo, afinal, seu único trabalho era examinar o corpo para ter certeza que o detetive estava morto. 

Com um suspiro pesado, o homem vai até a sua mesa onde abre a gaveta e pega uma agenda preta e uma caneta. Undertaker apenas observa os movimentos do mesmo, sentindo certo alívio. Foi bom o doutor ter acreditado e não levado á sério sobre o corpo de Sebastian estar quente. Se ele desconfiasse um pouco, mesmo que só um pouco que o Michaelis estivesse vivo, o plano teria falhando antes mesmo de começar. 

Já haviam se passado trinta e dois minutos desde que Sebastian injetou a droga em si. Pode parecer que não, mas os minutos passaram voando. O tempo que o doutor passou observando o corpo do detetive fora realmente longo. Se a conversa demorasse mais que vinte e oito minutos, seria tarde demais. Então, Undertaker decidiu parar de enrolação e ir direto pra negociação. 

 - Já posso ir embora? Tenho outros clientes. - queria apressar o doutor, que, calmamente olhou pra ele por cima dos óculos e perguntou ao platinado:

- Quem matou Sebastian Michaelis? 

- O detetive Snake, contratado pelo barão Kelvin para encontrar a mercadoria especial. - respondeu e o doutor sorriu. 

- Então você sabe sobre ele, hein? - se referia tanto ao jovem conhecido como "a mercadoria especial do submundo", como ao prefeito estar ligado á ele. 

- Eu sei de tudo um pouco, caro doutor. De tudo um pouco... - deu de ombros, sorrindo satisfeito, pois sabia mesmo. Podia se vangloriar por isso. Pena que toda a confiança que conquistou durante todos esses anos no submundo, estaria á ser jogada fora no momento em que injetasse o antídoto em Sebastian e o plano dele e dos detetives tivesse início. 

Era uma pena mesmo, mas seria recompensado com boas risadas quando todos aqueles ratos estivessem á sua procura e ele pudesse assistir de camarote o circo pegar fogo. No caso, o submundo desmoronando...e graças á ele e sua importância no mesmo. 

- Terminamos o nosso negócio por aqui, Undy. Pode deixar a entrega aí mesmo, eu cuido do resto. - o doutor exclamou sorridente, logo fechando a agenda que pegara e colocando-a novamente na gaveta. 

Undertaker assentiu, logo indo fechar o caixão. Enquanto fazia isso, discretamente pegou a seringa que continha o antídoto e aplicou o mesmo na coxa de Sebastian. Na hora, o detetive abriu os olhos carmesim e os mesmos foram ao encontro dos olhos jade do platinado, que apenas com um olhar, transmitiu o que ele deveria fazer: silêncio. 

Fechou o caixão - apenas isso, afinal, se trancasse Sebastian não conseguiria sair - e se despediu do doutor, dando um breve aperto de mãos. Um aperto que causou-lhe nojo até na alma...se é que tivesse uma. 

Agora, Undertaker iria fazer outras coisas...

***

Após a saída de Undertaker, o doutor saiu da sala, deixando o caixão com o corpo do detetive alí. Sebastian já estava acordado, atento. Esperou uns segundos pra ter certeza que já podia sair daquele lugar apertado e desconfortável, e quando teve certeza, saiu. Olhou em volta e percebeu que estava sozinho, numa espécie de escritório. 

Silenciosamente, saiu de dentro do caixão e se pôs de pé, logo olhando cada canto daquele local apenas pra ter certeza que não estava deixando passar nada. As únicas coisas que tinham ali eram relacionadas á medicin. Exceto uma agenda preta dentro de uma gaveta. A mesma possuía várias anotações que pareciam ser um código. Nomes, números, nomes e números misturados... 

Enfim, pegou a agenda e a guardou em sua roupa, ela poderia contar informações importantes. Após fazer isso, fechou o caixão do qual saiu e se retirou, cuidadosamente, daquele escritório. Olhou em todos os cantos pra ver se havia algum segurança, mas não havia nada e nem ninguém. Chegava á ser perturbador o fato daquela mansão ser tão grande não haver ninguém ali. 

Finalmente chegou aonde queria: a sala de câmeras e arquivos. Finnian estava certo, era ali mesmo. O loiro havia pego - roubado- uma planta da mansão e montado, mostrando aos detetives cada sala, cada canto com ou sem câmeras e cada lugar o qual deveriam ir pra não serem vistos por elas. Após abrir minimamente a porta e ver pela greta que não havia mais que dois homens ali, entrou. Os dois homens não perceberam sua presença, e foi graças á isso que Sebastian conseguiu quebrar o pescoço de um e enforcar o outro que, assim que ouviu o barulho do corpo caíndo, se virou assustado. 

O detetive não teve dó de matar aqueles dois. Sabia que eram pessoas ruins...se fossem bons, não estariam naquele lugar. 

Após deixar os dois corpos ali caídos, o moreno foi até um computador e colocou o pendrive que Finnian havia lhe entregue. Aquele pequeno dispositivo seria capaz de transmitir todos os dados de um computador para outro. E além disso, faria com que fosse possível o loiro ter acesso aos sistemas. O pendrive era uma espécie de...vírus? Não sabia dizer, só sabia que era tudo o que precisavam. 

Deixou o aparelho ali até que a luz verde acendesse, significando que a transferência havia sido completada. Após acabar, Sebastian tornou a colocar o aparelho em seu bolso e logo saiu dali, deixando que um sorriso escapasse de seus lábios. 

Não precisaria se preocupar com seguranças, não havia nenhum - há não ser os do lado de fora. Na verdade, não precisaria se preocupar com nada. Foi fácil... fácil até demais. Como se o que estivesse ali, naquela mansão, não fizesse a menor diferença. Iria investigar aquilo e, por hora, se contentar com o fato de que seu plano e o dos detetives deu certo. 

***

- Com licença! - o doutor exclamou divertido, após entrar sem bater no escritório de uma certa pessoa. 

- Doutor, eu já falei pra você bater antes! Que droga! 

- Calma, Grell. Que estresse, haha. - riu, jogando-se no sofá no canto da parede e olhando pro ruivo de cabelos longos que lhe encarava irritado. 

Grell Sutcliff, secretário da famosa Angelina Dalles; aquele que organiza tudo pedido por ela. 

- O que você quer, doutor? Eu estou atolado aqui, não tenho tempo pra palhaçada. - disse o ruivo, na intenção de que o de óculos saísse de seu escritório. Ultimamente, Angelina tem o enchido de tanto trabalho que está difícil até de respirar. Tudo o que menos quer e encheção de saco. 

- Apenas vim lhe informar que a entrega está completa. Pode dizer á Madame que está tudo certo, o resultado é positivo.  - Grell assentiu e o de óculos se levantou, prestes á sair. Quando estava quase saíndo, o secretário pergunta, um pouco intrigado e curioso: 

- O que diabos é essa "entrega" que vocês tanto falam? - não sabia o que era. Apenas mandavam que ele esperasse a confirmação do doutor sobre alguma entrega e relatasse á Madame Red se o resultado foi positivo ou negativo. Depois disso, a modelo é quem cuidava de tudo. 

- Você não precisa saber, Grell. Apenas faça o seu trabalho. - bateu a porta, deixando um ruivo bem puto pra trás. 

O Sutcliff não entendia... trabalhava pra Madame Red há uma década. Sempre cuidou de seus compromissos tanto pessoais como profissionais. Porém, havia coisas que a mulher escondia, que o deixava confuso e se questionando se sua chefe era apenas sua chefe, ou uma mulher que esconde seus truques debaixo de um rosto bonito. 

- Tsc! Vou tomar um ar. - se levantou, deixando a papelada ali e indo pro lado de fora. Precisava de ar fresco, sua cabeça estava começando á doer.

***

O doutor havia acabado de chegar em seu escritório. Logo foi até o caixão em que o detetive estava e começou á empurrar o mesmo pra outra sala, onde o corpo ficaria até que Madame chegasse. Tinha certeza que a mesma iria querer ver o detetive morto... afinal, quem não iria?

Movido por esse pensamento, o mais velho parou de frente o caixão e abriu o mesmo, pronto pra admirar, mais uma vez, o corpo já sem vida do detetive que valia um milhão de libras. Ao abrir o caixão, a única coisa que vê ali é o forro do mesmo. 

Sua boca se abre quase que instantaneamente. Seus olhos se arregalam, sua respiração para e seus punhos se fecham. Havia sido enganado! O homem estava vivo! Se não estivesse, como que poderia desaparecer assim, do nada?! Arg... deveria ter suspeitado. Sabia que aquela temperatura não era normal, mas, mesmo assim deixou passar. Como foi tolo. 

- Droga! 

***

Sebastian havia conseguido escapar da mansão pela parte de trás. Claude e Snake o esperava com o carro e logo após ele chegar, ficaram esperando por Undertaker. Já era pro homem ter chegado á muito tempo, bem antes do moreno. Porém, nem sinal dele. Pensaram na possibilidade do mesmo ter fugido, mas, Mey-Rin e Bard - que observavam de longe os arredores da mansão - afirmaram que o homem não havia saído da casa. 

Snake já estava pronto pra sair e encontrá-lo, quando a porta do carro foi aberta e por ela, entrou Undertaker e, em seguida, outro alguém - que estava com os braços pra trás e um saco na cabeça. 

- Undertaker, o que pensa que está fazendo?! - Sebastian perguntou, em choque. Se estivesse vendo certo, o informante havia, quase que provavelmente sequestrado alguém da mansão e estivesse levando-a pro esconderijo deles. A pessoa estava, provavelmente, desmaiada. 

- Ajudando, oras. - respondeu, simples. Enquanto isso, Claude dirigia o carro não sabendo se prestava atenção no caminho ou no que acontecia no banco de trás. 

- Quem é? - perguntou, olhando pelo retrovisor. Undertaker sorriu, retirando o saco da cabeça da pessoa e revelando uma cabeleira ruiva. 

- Grell Sutcliff, a nossa maior chance de sucesso. 


Notas Finais


E então? O que acharam? Tá corrido? Sim. Tá pequeno? Sim. Tá confuso? Vocês decidem. Acham que Grell sabe de algo? Pensem, ó. Pensem!

Gente, eu tô pensando em quando acabar essa fic começar á escrever outra. Tenho duas em mente: uma que se passa no universo ABO e uma que se passa no universo normal, ambas de drama. O que vocês acham?

Peço desculpas pelos erros, tamanho e qualidade. Estou morrendo de sono, não vou revisar. É isso e até o próximo capítulo! 🤷♥️


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