1. Spirit Fanfics >
  2. O Desejo Pelo Anoitecer Infinito >
  3. O nefelibata e o poeta; único

História O Desejo Pelo Anoitecer Infinito - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo?
Olá, pessoal!!! Tudo bem com vocês? Espero que sim!!!

Eu, sinceramente, acho que esse é o melhor texto que eu já postei kkkkk
Eu espero que vocês gostem tanto quanto eu!!!
Imagens de capa fornecidas pelo nosso bom e velho amigo google, ok? Ok
Betado pela @tomorrowday, obrigada soulmate <3
E dedicado para a @MinMei!!! Sem aviso sim, não é seu aniversário mas eu quis fazer uma surpresa ><

Sem mais, boa leitura!!!
E @MinMei, tenho mais a dizer lá embaixo uwu

Capítulo 1 - O nefelibata e o poeta; único


Sem rumo.

Jeongguk apenas... continuava.

Seus passos iam em frente quase que de forma automática. Estava ali e não estava.

Pensava em tudo e em nada.

Balançou a cabeça, mantendo os olhos apertados. O nó na garganta permanecendo intacto. Palavras não ditas, sentimentos que ficavam entalados; seria a possível personificação da confusão que se encontrava sua cabeça?

Vai e vem.

Vai e vem.

Sempre volta.

Será que realmente se desfazia? Será que um dia iria se desfazer?

Mas, afinal, como poderia colocar em palavras algo que – acreditava que porém às vezes se questionava se de fato... – não sabia como descrever?

Queria preencher o vazio com o silêncio, mas o silêncio não o ocupa.

Queria preencher o vazio?

Parou (queria parar, mas permanecia parado). Acabou por se situar ao reconhecer a famosa ponte do rio Han (estava perdido, mas estava mesmo se esforçando para se situar?). Se apoiou no peitoril, olhando para o horizonte segundos antes de olhar para baixo.

Alguém que tem medo de altura não deve olhar para baixo.

Jeongguk não tinha essa fobia específica, mas tinha muito medo.

De cair.

Do que aconteceria ao parar de cair.

De morrer (enlouquecer).

De acordar.

Jeongguk estava entre aqueles que almejavam que as madrugadas não acabassem tão logo.

Calmaria antes e após a tempestade.

Calmaria que por vezes mascara a formação de uma.

A sua paz encontrada no silêncio nada mais era do que a tentativa de fuga da sua desordem.

Era por ter medo que Jeongguk não dormia até que o sono (ou sua própria consciência falha) ficasse insuportável.

Saudosas eram as noites que encostava a cabeça no travesseiro com a mente tranquila e a serenidade tomando conta do seu ser.

– Eu sempre acreditei que cada um enxerga o que alcança. Pode me dizer o que é que está prendendo a sua atenção agora? – a surpresa se apossou do seu rosto ao identificar a voz rouca que já não ouvia há um tempo, mas da qual sentia falta; um resquício de sorriso querendo se espalhar ali.

Suspirou em meio a um riso nasalado.

No meio dos cacos espalhados por seu interior, uma das certezas que permaneciam intactas é que verdadeiramente admirava Kim Taehyung.

Deixou alguns minutos escorrerem entre eles ao pensar em sua resposta.

– Tudo, nada. Não estou realmente vendo, Taehyung. Estou com a cabeça nas nuvens, como um bom nefelibata – olhou pela primeira vez para o homem parado ao seu lado. Ele olhava para longe.

– Está cedo e escuro. É hora de muitos ainda estarem dormindo, então o que lhe traz aqui? Também acordou contra a sua vontade? – a voz do mais velho soava como música para seus ouvidos.

A essência de Taehyung era reconfortante.

– Eu nem dormi – confessou, atraindo a atenção do Kim para si.

Não desviou o olhar.

– Não sente sono? – os olhos transpareciam curiosidade, a feição intrigada; porém, havia uma pequena nota de preocupação mascarada ali. – Tudo o que eu queria era poder dormir mais um pouco.

– Eu sinto muito sono, pra falar a verdade – riu, ganhando um sorriso mínimo em resposta antes de voltar a fitar a paisagem. Taehyung gostava das risadas singelas do Jeon. – A questão é que não tenho certeza se eu gostaria de ter que acordar. Não tão cedo, pelo menos.

– Logo vai amanhecer... – comentou, analisando a postura do mais jovem.

– Eu não queria que amanhecesse. Ao menos...

– ...não tão depressa – o Kim completou. Entendia. – Eu também não, mas querer nem sempre é poder.

Jeongguk riu amargurado, curvando-se ligeiramente para frente. Taehyung ficou mais alerta:

– Seria mais fácil se fosse.

– E essa é a única coisa que lhe frustra?

Silêncio.

– Você parece cansado – mudou um pouco a linha de raciocínio.

– Eu sinceramente não sei o que me consome mais: se é o cansaço ou o tédio. – o tom do mais novo era um tanto irritado, mas aquela raiva não era destinada ao Kim, e ele sabia disso. – Eu sou jovem demais para estar tão entediado, hyung.

– Parece perdido, também – levou sua mão para os cabelos macios do mais novo, percebendo o corpo tensionar pelo toque inesperado, para logo relaxar em contentamento.

Um pouco de carinho faria bem para Jeongguk.

– ...talvez perdido não seja a palavra certa – hesitou. – Talvez eu veja um caminho. Eu só... – respirou fundo antes de calar-se. Não estava com muita vontade de completar aquela frase.

– Teu andar está como quem, mesmo sabendo agora por onde ir, não quer dar os passos – o tom de Taehyung deixava claro que ele se identificava com as próprias palavras.

– É uma boa explicação – deixou que a melodia produzida pelo vento fosse tudo que ouvissem durante alguns segundos antes de acrescentar: – Eu não estou bem, hyung.

– E eu não estou bem ouvindo isso. Como poderia? Me diga, o que eu poderia fazer?

Abriu a boca, mas depois fechou-a, sem palavras. A preocupação genuína do mais velho, estampada em sua face e imposta de maneira quase palpável, arrebatara o Jeon. Mirou o olhar triste para o chão, fechando os olhos para tentar conter as lágrimas.

Taehyung o abraçou.

O puxou pela nuca até o seu rosto estar acomodado no ombro dele, envolvendo a sua cintura com o braço livre e sendo prontamente correspondido por si.

– Abra os olhos, meu bem – sussurrou rente ao ouvido de Jeongguk. – O céu só é azul se visto por eles. Deixa sorrir o mundo, a vida... tua alma, que é flor – a voz avelulada ganhou ainda mais ternura ao recitar as últimas sentenças, o que fez o mais novo erguer-se minimamente, sem sair de seus braços.

Deixou que ele enxugasse gentilmente os rastros que as lágrimas deixaram na sua face, torcendo para que aquele carinho curasse também os rastros em seu coração.

– Deixa amanhecer, 'tá bom? – Jeongguk assentiu – Saiba que eu amo você – Taehyung sorriu ao ver a expressão chorosa do Jeon. – Obrigado por estar aqui.

– Você sempre sabe como me deixar sem palavras...

Taehyung se permitiu gargalhar alto, apreciando o pequeno sorriso que nasceu no rosto do seu dongsaeng. A luminosidade vinda do horizonte logo chamou a sua atenção.

– Veja, Jeon – virou o corpo do garoto para frente, abraçando-o por trás. – Amanheceu.

– Hyung?

– Hm?

– Se minha alma é flor... – Jeongguk inclinou-se para fitá-lo diretamente. Queria dizer aquilo olhando nos olhos dele. – ...tua alma é poesia.


Notas Finais


Eu disse que ia escrever um texto pra você, não disse, Mei?
Demorou um pouquinho kkkkkkk mas saiu
Saiba que eu escrevi com muito amor, mesmo que ele foque bastante no Jeongguk (aka eu) aqui, ele é um presente pra você também.
Não sei se você reconheceu as falas no diálogo, mas elas foram retiradas de uma resposta sua. Suas palavras me marcaram muito, Mei; aquilo foi muito importante pra mim, e eu não pude deixar passar em branco.
Eu amo você <3
E espero, de verdade, que tenha gostado ><

Aos demais, muito obrigada por darem uma chance à minha pérola!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...