História O Despertar - Capítulo 11


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Categorias X-Men Evolution
Personagens Anna Marie (Vampira), Rémy LeBeau (Gambit)
Tags Gambit, Romy, Vampira, X-men
Visualizações 50
Palavras 3.111
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Enquanto os dias se vão


Capítulo 11: Enquanto os dias se vão 

xXxXx

Pingos espessos de chuva batiam com violência contra a janela da sala de estar do Instituto Xavier. A mulher muito alta e de pele escura parada em pé em frente da porta principal da mansão, protegida da chuva pela varanda, parecia ser a responsável pelo repentino mau tempo.

Onde está você, Logan? pensou a bruxa do tempo consigo mesma. Não que ela não tivesse uma pista.

Tempestade sentia que havia algo de errado. Lembrou-se das palavras de Logan naquela mesma tarde de sol. 

Eu preciso saber se ela está bem, ‘Ro. Isso está me comendo vivo.  E o que nós temos? Previsões de uma louca e a fé que Xavier tem nas palavras dela. E a pior parte é que, mesmo depois de todo esse tempo, não temos uma pista sequer de como subjugar Apocalipse.”

Naquele momento, Tempestade não conseguira pensar em nada que valesse a pena lhe dizer. Agora se arrependia.

***

Sentada numa poltrona no escuro, Sina sabia da vinda dele. Perguntou-se apenas por que demorara tanto a procurá-la. Então seus ouvidos, aguçados de alguém que não podia contar com a visão há muitos anos, captaram um ruído sutil.

“Eu quero uma prova de que ela está bem” grunhiu uma voz às suas costas.

“Isso é algo que não posso lhe dar” respondeu Sina, calmamente. 

“Olhe o futuro e me diga como ela está” ordenou novamente a voz.

Desta vez, além da voz rouca e potente, pôde ser ouvido o som de lâminas cortando a pele.

“Por quê? Até onde lembro, você não acredita em mim.”

Wolverine levou um tempo até responder, ainda que não fosse do tipo que media as palavras. “Você estava certa em uma coisa... não tínhamos e ainda não temos escolha a não ser confiar em você.”

“Pois eu olhei o futuro” respondeu ela alguns segundos mais tarde. 

“E que viu?”

“Névoa.”

“E que diabos isso quer dizer?” perguntou Wolverine elevando a voz. Era odioso como ela insistia em falar por enigmas.

Sina suspirou e se levantou da poltrona. Em passos curtos e vacilantes, foi em direção a Wolverine. Com seus óculos escuros e bengala parecia apenas uma frágil senhora. Com a voz fraca, respondeu: “O futuro ainda não foi mudado...”

“Como assim não foi mudado? Nós fizemos tudo o que você nos mandou fazer” a essa altura, Wolverine estava gritando. Entretanto, Sina não se abalou. Esperava por isso.

“Ele foi mudado até certa extensão, porém ainda não o suficiente.”

“Isso quer dizer que Apocalipse ainda pode vencer.”

A mulher baixou a cabeça, como se desviasse os olhos do rosto do canadense, como se o estivesse vendo todo o tempo. “Se culpar não adiantará nada.”

Repentinamente, Wolverine viu a burrada que tinha sido ter ido até lá. Fez menção de sair quando ela lhe falou. 

“Ela está bem.”

Wolverine se retirou sem dizer nada, repetindo para si mesmo que tudo não passou de uma tremenda perda de tempo.

Quando chegou à mansão, percebeu que Tempestade o esperava.

“Não me olha assim, ‘Ro” disse, defensivo, ao se aproximar. 

Antes que Tempestade pudesse responder, porém, eles foram interrompidos pela porta batendo, e por uma Kitty aflita. 

“Lembra quando o professor Xavier disse que temia que Magneto pudesse tentar algo a qualquer momento?” ela disse, cuspindo as palavras “Vocês têmque ver isso.”

Em poucos segundo chegaram à sala, onde todos os alunos pareciam estar reunidos, com os olhos pregados à TV.

Na tela, aparecia Magneto sendo esmagado por forças de Apocalipse.

Ao funda da sala, Xavier baixou a cabeça, e deixou o aposento, despercebido. 

***

Mesmo após ter perdido Gambit de vista, Vampira continuava confusa e perdida como nunca antes – e issoqueria dizer muito.

Ela deslizou as costas pela parede desejando desaparecer. Entretanto, permaneceu sentada no chão, incapaz de se mover. Levou a mão à boca sem se dar conta. As roupas molhadas lhe traziam arrepios frios, mesmo seu corpo parecendo estar queimando. 

Quando tentou se levantar, percebeu que suas pernas, bambas, não tinham força o suficiente para sustentá-la. Somente após um longo tempo, Vampira se viu capaz de voltar a si. Pôs-se de pé e foi trocar a roupa, que agora estava apenas úmida. 

Ela tentou esvaziar a cabeça. Lutou desesperadamente para mover o que acontecera para o passado, já que duvidava que fosse esquecer tão cedo. E as sensações esquisitas (foi a palavra mais apropriada que conseguiu pensar no momento) que tomavam seu corpo tornavam tudo ainda mais confuso e surreal.       

Vampira se concentrou tão intensamente em sua luta interna, que acabou ficando distraída a ponto de esquecer qualquer coisa que estivesse acontecendo ao redor. Secou o corpo e começou a trocar de roupa voltada para a cama. 

Gambit surgiu pelas suas costas assim que ela terminou de se vestir. Ele engoliu em seco e recostou o ombro contra parede à sua esquerda. Ainda usava as mesmas roupas, a única diferença era que agora elas pareciam quase secas. Seu rosto estava um bocado vermelho por ter caminhado durante muito tempo debaixo do sol enquanto seus olhos haviam voltado à neutralidade usual. 

Mais uma vez cartas de baralho surgiram por entre os dedos do mutante. Um sorrisinho cafajeste contorceu seus lábios. “Sobre o que aconteceu...” ele começou; então parou e deixou a voz morrer propositalmente. O tom de sua voz era de conversa, como se estivesse falando do tempo. Doeu nela – apenas por um segundo.  

Os olhos que Gambit baixara para os movimentos que seus dedos davam às cartas enquanto falava, de repente se ergueram até os dela. Não pareciam ser os mesmos olhos de antes. Estes eram rasos, opacos, sem vida. “Espero que não tenha ficado chateada.”

Chateada definitivamente não era a palavra certa. Vampira cruzou os braços após colocar uma mecha de cabelo molhado para trás da orelha. Porém, nenhuma resposta deixou sua boca.

Ele continuou. “Se você puder entender...” deixou a voz morrer mais uma vez, dando a chance para ela falar, mas Vampira ainda não disse palavra. “Todos esses dias aqui... só nós dois... quer dizer, você é uma garota bonita e—”

Ela finalmente o interrompeu com um gesto com a mão. “Eu entendo, cajun” ela sabia que era uma mentira descarada, mas naquele momento só se importava em jogar o jogo dele, a encenar assim como ele fazia. Se Gambit não se importava, por que ela o faria? Afinal, não é como se tivesse significado algo. 

Très bien. Não vai acontecer de novo. A não ser que você queira” desta vez a voz dele soou cheia de insinuações. Lembrou em partes o Gambit de antes.

“Não quero” ela se apressou em responder. “Não significou nada, não é?”

Ele olhou nos olhos dela por alguns instantes antes de responder. “Non. Pra mim não.” 

“Ótimo. Ficamos entendidos então.”

“Mas volto a dizer... a perda é toda sua, chère.

Ela colocou as mãos na cintura, provocativa. “Então eu também repito que duvido muito, cajun.”

Ele sorriu e virou as costas. Mas, no fundo, sabia que não acabaria ali. 

***

Naquele mesmo início de noite, após passarem mais uma tarde distantes, Gambit encontrou Vampira estirada no sofá. Ela não tinha nada nas mãos, na verdade, elas pareciam tão desocupadas e impacientes que seus dedos tamborilavam em sua barriga repetidas vezes, como se se coçassem buscando ação. Mas no que ela pensava era uma incógnita para ele. 

Ela percebeu sua presença dele quando ele se aproximou. “Quer me ajudar com o jantar?” ofereceu sem ter a voz afetada, mas também sem frieza, apenas casual.

Vampira ergueu os olhos e, com um sorrisinho fraco, indicou que sim com a cabeça.

Então eles jantaram juntos pela primeira vez em dias. Era verdade que não conversaram muito, mas só o fato de não ter sido esquisito já era motivo para agradecerem.

O que aconteceu entre eles naquela manhã, surpreendentemente não os afastou como eles acharam que aconteceria; teve o efeito contrário. Como nenhum deles admitiria que o beijo que trocaram tivesse algum significado, passou a lhes fazer bem. Era como se eles estivessem curiosos e incomodados durante todo o tempo e então puderam botar essa curiosidade para fora. Com aquele beijo eles tiraram do organismo o que quer que os tivesse incomodando.  

Só que agora eles não faziam ideia de como lidar com os sentimentos que restaram – e afloraram – após aqueles que foram resolvidos. Mas como nenhum dos dois, no auge de sua teimosia, admitiria que havia algum sentimento entre eles, então não parecia ser um peso difícil de carregar. 

Eles simplesmente não conversaram sobre o que acontecera naquela manhã, durante o jantar, ou mesmo depois, mas era como se tivessem feito um acordo em silêncio para que aquele assunto não voltasse jamais à pauta. Até porque parecia desnecessário ficar remoendo algo tão insignificante.  

O dia acabou se mostrando o mais saudável que eles tiveram desde o dia em que se viram juntos na praia – na manhã que parecia já tão distante. O desconforto que a presença de um causava ao outro não estava mais lá.

À noite, Vampira se deitou na cama, de costas para Gambit, como sempre fazia. Não queria dizer que ela acordasse na mesma posição, mas, ao menos, a livrava de ter de dormir estando visualmente ciente da presença do cajun.

Gambit, que estava relaxado com os braços atrás da cabeça, sorriu. Provocá-la parecia ter se tornado ainda mais divertido. “Vai se cansar de dormir sempre na mesma posição, chérie” Vampira não disse nada; não morderia a isca. Só que Gambit não desistiria. “O que me faz imaginar qual seria o problema” fingiu divagar com a voz irritantemente melodiosa. Ele a sentiu fazer algum movimento sutil, que teria passado imperceptível, caso ele não fosse tão bom leitor. 

Gambit sorriu. “De duas uma: ou você acha a minha presença insuportável... ou eu sou uma tentação muito grande pra você” ela se manteve firme, não fazendo nenhum movimento sequer. Mal respirava. Tampouco notara o esforço de Gambit para não rir. “Eu, obviamente, estou inclinado a achar que é a segunda opção o motivo para tanta hostilidade.”

“Será que dá pra calar a boca por um instante pelo menos?” ela finalmente explodiu. Não pretendia falar com tamanha aspereza, mas, assim que o fez, se sentiu melhor. Funcionaria assim, pensou ela, prepotentemente. Mas ela estava enganada; Gambit não se convencera.

Após mais alguns longos segundo de silêncio, Gambit voltou a falar. “Sabe o que o seu silêncio quer dizer?” 

Mesmo de costas Vampira pôde sentir que ele sorriu com deleite ao fazer a pergunta. Ela se sentou, cruzando os braços logo após, enfezada. “O quê?” perguntou entre os dentes.

“Que, como sempre, estou certo...c’est la seconde option.”      

Vampira bufou e se virou para dormir. Era irritante como não resolvia nem ignorá-lo nem enfrentá-lo. Ah, como ela queria odiá-lo.

Gambit também se deitou e puxou o lençol quase a descobrindo. Ela fez o mesmo como troco pela provocação. 

Mais um sorrisinho curvou os lábios dele. Talvez lhe roubasse outro beijo um dia desses.

***

À medida que a primeira semana ia se esvaindo, as coisas pareciam ir ficando cada vez menos esquisitas entre Vampira e Gambit. 

O que eles não percebiam era que a aproximação repentina que tiveram, a mesma que os levou a trocar um beijo, os permitiu alcançar um novo patamar em termos de convivência. 

Em pouco tempo eles não sentiam mais o embaraço ou o temor enquanto na presença um do outro. Começaram a passar mais tempo juntos. Até mesmo desistiram de lutar contra a atração física, cuja existência não poderia mais ser negada. Afinal, eles concordaram, mesmo que não verbalmente, que foi apenas atração física que os levou a agir daquela forma. Eles pareceram finalmente perceber isso. Combinaram de fazer coisas juntos para, quem sabe, fazer o tempo passar mais rápido e tornar sua permanência ali mais agradável. Até porque tinham apenas um ao outro.

Eles não viram vivalma durante todos os dias que permaneceram naquela praia. Assim a voz traiçoeira no fundo da cabeça de Vampira, que temia por sua segurança, estava quase inaudível. Ainda assim, toda vez que se deitava para dormir ou permanecia em silêncio, os pensamentos de Vampira se voltavam para o Instituto. E por mais que não fosse a preocupação de antes, ela queria muito saber como estava o desenrolar das coisas, se estava tudo bem. Queria poder dizer aos X-Men que ela estava bem. Acontecia toda noite. Isso e uma espécie de excitação, de afobação. Era difícil saber se as discussões constantes com Gambit estavam se tornando cada vez mais divertidas ou se era outra coisa. 

Vampira tentou afastar o pensamento inúmeras vezes, mas ele sempre voltava. Pensava que talvez estivesse gostando mais dessa nova vida do que da anterior. 

***

Era a noite número sete quando Vampira se encontrava deitada no sofá, resmungando uma canção antiga de criança, que, por algum motivo, veio-lhe à lembrança. Sentia suas pálpebras ficarem mais pesadas a cada minuto, mas não ousava se mover. Havia uma aura de conforto rondando seu corpo, que era doce, quase familiar.

Ela fechou os olhos por alguns instantes; não dormiu, mas sentiu cochilar. Seus lábios, entretanto, continuavam se movendo lentamente, ainda que só desse para ouvir ruídos vindos deles. E, mesmo seus ouvidos estando repletos com o som abafado de sua voz,– que mal lembrava uma melodia –, captaram uma batida vinda da varanda. 

Ela abriu os olhos e sentiu forças para se levantar. Talvez porque estivesse cansada de ficar ali, ou porque estava se sentindo atraída por algo lá fora. Enquanto se dirigia à varanda, Vampira pôde ouvir outra batida abafada. Recostou-se contra a porta para observar Gambit, que arremessava facas contra o pilar de madeira, que sustentava a varanda a uns dois metros de onde estava.

Gambit, que a percebera se aproximar mesmo antes que ela estivesse no seu campo de visão, lançou na direção da garota um olhar ligeiro de esguelha. No segundo posterior, havia arremessado outra faca, que pousara com um estrondo a milímetros de distância da anterior.    

“Nossa!” Vampira deixou escapar. O fato de ele ter pedido por talheres na assustadora noite de tempestade fazia ainda mais sentido agora. Com uma habilidade daquelas, Gambit nem precisaria de seus poderes; mesmo que eles certamente aumentassem exponencialmente o poder de destruição de qualquer arma que ele tivesse em mãos – mesmo que a princípio nem parecesse uma arma. 

Gambit deu alguns passos em direção ao pilar e puxou as facas da madeira com três ou quatro movimentos verticais. As facas pareceram desaparecer em suas mãos, e ele nem sequer usava mangas compridas.

“Achei que cartas fossem a sua especialidade,cajun” ela disse com um sorrisinho amigável. Sentiu que estava a fim de conversar. 

“Elas são” foi tudo que ele respondeu até lançar mais uma faca certeira, que pareceu cravar praticamente no mesmo lugar das anteriores. Havia mais algumas rachas, que indicavam que várias outras lâminas haviam encontrado seu caminho até aquele pequeno ponto à altura dos olhos negros do cajun.

“Então gosta de brincar com facas às vezes?” por dentro Vampira rodou os olhos para sua própria pergunta estúpida. Mas como Gambit ficara em silêncio, ela tentou dizer alguma coisa para não permitir que a conversa – se é que dava para chamar assim – acabasse tão brevemente. E aquele comentário foi tudo no que conseguiu pensar.

Gambit não pareceu ter achado a pergunta tão ruim assim, pois deu uma risadinha com o canto dos lábios, revelando covinhas que apenas agora Vampira notou. “As cartas são sem dúvidas minhas favoritas, mas isso não quer dizer que eu não possa ter opções. Certo, chère?” arremessou mais uma faca sem nem parecer ter mirado. Ela atingiu o alvo desejado assim como as demais. “Fui criado numa família de ladrões” ele revelou como se não fosse importante. Era uma parte de seu passado que não se dava ao trabalho de esconder. E, além disso, imaginava que Vampira fosse esperta o suficiente para ter deduzido isso antes. Pelo rosto dela, ele estava certo. “é de se esperar que eu tenha tido todo tipo de aulas. É verdade que sempre me identifiquei com armas ofensivas, mesmo antes de meus poderes surgirem.”

Mais uma faca arremessada e os olhos dele pareciam não querer se focar em Vampira, mesmo que seus movimentos parecessem cada vez mais mecânicos. Ele continuava a falar, como se falar de si mesmo de repente se tornara fácil. “Quando percebi que facas podiam ser perigosas demais quando combinadas com meus poderes mutantes... as troquei por cartas. Elas são leves – posso carregar um maço delas em um bolso –, são fáceis de manegar, e, mesmo que possam fazer um tremendo estrago, não são letais.”

No mesmo lugar de onde permanecera imóvel, Vampira falou: “O Logan sempre me treinou de maneira que eu pudesse me defender, mas, por alguma razão, ele nunca permitiu que eu usasse quaisquer tipos de arma. Eu nunca entendi o porquê. Agora penso que ele estava tentando me proteger. É estranho, ele sabia que eu nunca gostei de atacar, quer dizer, não com os meus poderes, então seria apenas lógico eu ter algum tipo de arma.” 

“É engraçado como você fala no passado, Vampira.” 

A garota sentiu o rosto enrubescer. 

“Se quiser aprender, eu te ensino” perguntou Gambit, percebendo o repentino desconforto dela. Ele se aproximou. “Aqui” disse, apontando com o indicador para o pescoço dela. “é um ponto tão letal quanto este” o coração.

“Eu não quero aprender a matar” disse ela, nervosamente. Achou o comentário dele estranho e, de certa forma, desnecessário.

Gambit fechou o rosto por algum motivo que ela não compreendeu. “Quer ou não quer aprender a arremessar?”

Vampira fez que sim com a cabeça.

Eles então inverteram suas posições. Gambit mostrou a ela como segurar a faca apropriadamente. Colocou seu braço na posição certa e disse “já”. A faca bateu com o cabo no pilar e caiu, a lâmina fazendo um zumbido desagradável.

Bien, mas acredito que o objetivo seja acertar com a parte afiada” disse Gambit com a voz cheia de deboche. 

Vampira, determinada, posicionou-se para mais um arremesso. Focou os olhos no alvo. Ia mostrar para ele que conseguiria. Arremessou, mais uma vez, convicta de que acertaria. Mais uma vez a faca bateu e caiu.

Gambit caiu na gargalhada. “Pelo menos acertou com a lâmina desta vez” agachando-se, juntou as duas facas caídas. “Você até que tem jeito.”

“Cala a boca, cajun” ela retrucou, mal-humorada.

“É verdade. Só precisa de treino.”

E, no fim, Gambit estava certo. Vinte minutos mais tarde, Vampira conseguia acertar seis a cada dez arremessos. 

Quando ela parecia estar realmente gostando, resolveu ceder à dor no braço.

“Amanhã nós continuamos” disse Gambit, bocejando.

Eles entraram, e, surpreendentemente, dormiram sem brigar. 

Continua…

xXxXx

Glossário:

C’est  la  seconde  option – É a segunda opção



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