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História O despertar - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction O despertar - Capítulo 25 - Capítulo 25

Narrado por ele

Me inclinei sobre o banco do passageiro e passei a mão por baixo da blusa de Bea. Acariciei sua barriga, depois sua cintura e deslizei por suas costas. Lentamente, dando alguns apertões para sentir ainda mais a sua pele macia. Beatriz abriu os primeiros botões da minha camisa e arranhou meu peitoral. Puxei seu cabelo para trás, nos encaramos e repuxei seus lábios com os dentes - A gente pode sair daqui? - Perguntou ofegante enquanto apertava meus ombros - Claro! Tem alguma ideia? - Esfreguei o rosto por seu pescoço - Tenho um apartamento vazio, pode ser? - Apertou minha coxa - Me fala aonde fica - Avancei na boca dela novamente e paramos de falar para continuar o beijo - Ai meu deus - Bea sussurrou ofegante quando afastamos nossos lábios para respirar - Sua boca é muito gostosa - Segurei seu queixo e esfreguei nossos lábios  - A sua também, é muito bom te beijar - Cochichou e logo abocanhou meus lábios. Nossas línguas se esfregavam deliciosamente. Ela arranhava minha nuca cada vez que eu chupava seu lábio inferior - Vamos para o apartamento logo, alguém pode nos ver aqui, quero privacidade - Segurou meu rosto com as duas mãos para me afastar. Sorri ao ver a boca e o queixo dela totalmente vermelhos. Me esforcei muito para conseguir me controlar.

- Você tem razão, vamos - Respondi e lhe dei um selinho bem devagar - Chega - Sussurrou sorrindo de olhos fechados e virou o rosto - Me fala o endereço - Deslizei a boca pela lateral do seu pescoço - Assim eu não consigo raciocinar - Mordeu os lábios - Agora fala - Me afastei sorrindo - Eu estou até com calor - Falou afobada mexendo na temperatura do ar e dei uma risadinha - Me fala o caminho - Acariciei depois beijei sua mão. Ela me passou o endereço e rapidamente nos deslocamos até lá. Como todas as outras propriedades da família, o apartamento também era muito sofisticado e bem localizado. Ficamos um pouco tensos, pois Beatriz precisou dar meu nome para que eu pudesse entrar pela portaria. E depois disso estacionamos na vaga reservada para ela. Assim que saímos do carro, segurei sua mão - Aqui não, pode ter algum conhecido - Falou baixo e se esquivou - Tudo bem. Deixa eu te ajudar - Peguei a bolsa que ela carregava - Nem está pesada - Falou sorrindo. 

Andamos alguns metros até o elevador - Não é perigoso alguém chegar? - A olhei - Ninguém vem aqui, esse lugar é só meu... - Respondeu tranquilamente. Logo entramos no apartamento. Os móveis da sala estavam cobertos por lençóis brancos - Não repara, estavam reformando - Bea comentou e logo tirou o sapato - É muito bonito aqui - Falei apreciando o local - Deixa eu te mostrar ali fora - Abriu as cortinas e prontamente uma grande porta de vidro surgiu, ela também foi aberta e sorri ao ver o mar. Havia uma banheira de hidromassagem na sacada que no momento estava vazia. Mas deixava o lugar ainda mais charmoso - Caramba, é muito lindo - Falei deslumbrado e me aproximei do parapeito, era todo protegido por uma vidraça. Bea parou ao meu lado - Faz tempo que não paro pra admirar o mar - Comentou - É encantador - Sorri - Você pode vir aqui sempre que quiser - Falou delicada e agradeci - Quer usar a hidromassagem? Podemos encher rapidinho - Gesticulou animada - Não precisa, nem tenho outra roupa - Respondi - Não ligo se quiser entrar sem roupa - Falou em tom de brincadeira e rimos juntos. 

Bea estava totalmente eufórica, divertida e completamente leve. Estar sozinho com ela, era como estar diante da Beatriz de anos atrás. Sorri ao perceber isso. Ela estava observando a paisagem a sua frente. Mas subitamente desviou a atenção para mim  - Vem, vamos ver se tem alguma coisa pra beber - Me puxou pelo pulso e a segui até a cozinha. Ela abriu a geladeira - Ah, só temos água... é que a única pessoa que vem aqui é a diarista - Explicou - Pra mim não precisa de nada - Fechei a porta da geladeira novamente e a empurrei contra ela. Bea deu uma risada mais alta pelo impacto - Pra mim precisa de uma coisa - Abraçou meu pescoço com as duas mãos enquanto ficava na ponta do pé - Do que? Minha linda - Penteei seus cabelos entre meus dedos e beijei sua testa. Ela sorriu de olhos fechados, em seguida beijei seu nariz - Hum? - Beijei seus lábios com carinho - De você - Sussurrou e esfregou o rosto no meu - Eu quero você só pra mim, Bea! Quero voltar a ser feliz como só fui com você - A virei de costas para mim e enchi seu pescoço de beijos - Pensei em você a noite toda, Max - Confessou de olhos fechados - Eu também! Quase não dormi esperando esse momento - Sussurrei - Parece que o tempo não passou, que ainda somos os mesmos, assim que sinto - Falou com a respiração ofegante - Também sinto assim! Nós aprendemos juntos o que é amar... Tenho tanta saudade do seu corpo - Puxei sua saia para cima e deslizei uma das mãos por sua coxa, depois em sua virilha até alcançar seu sexo, onde apertei  por cima da calcinha. Beatriz suspirou e inclinou o rosto para mim - Eu sou toda sua - A beijei com desejo ao ouvir. 

Era inacreditável pensar que essa mulher estava nos meus braços outra vez. Fechei os olhos ao sentir sua mão massagear meu membro. Bea retribuia cada estímulo que sentia em seu corpo. Seus seios já estavam expostos, a puxei pela cintura e a sentei no balcão  ao lado. Ela apoiou uma mão para trás e não hesitou em deixar eu abocanhar seus seios. Pelo contrário, puxava meus cabelos e guiava minha cabeça em cada um - Tira isso - Puxei sua roupa para baixo e ela arqueou os quadris para me ajudar. Joguei as peças no chão e apenas o sutiã ficou enroscado em sua cintura - Vamos pro quarto - Se jogou para mim e a peguei no colo. Ela me beijava em desespero. Chupava minha língua e me apertava muito. A ponto de tirar completamente minha atenção, cheguei a esbarrar em alguns móveis durante o caminho. Antes de encontrar o quarto a pressionei contra um pilar e continuei devorando seus lábios. Seu sexo estava completamente molhado e eu o estimulava com os dedos. A fazendo gemer muito. Finalmente adentrei o cômodo e não fechei a porta. Beatriz escorregou dos meus braços e ficou em pé em minha frente. Terminei de tirar a camisa enquanto ela puxava minha calça para baixo. Fiquei louco ao sentir sua boca em meu abdome. Ela mordeu, passou a língua e também abaixou minha cueca. 

 

Narrado por ela

Minha boca salivou ao ver Max pelado em minha frente. Não imaginava o quanto esse homem ainda podia me impactar. E agora ali, ajoelhada em sua frente, tinha certeza de que minha vida não seria mais a mesma sem ele. Segurei seu membro e o apertei, passei os lábios pela ponta dele e fechei os olhos lembrando de quanto prazer já havia sentido assim. O estimulei e sem cerimônias o enfiei na boca. Me dava ainda mais prazer saber o quanto ele estava satisfeito. Max gemia, repuxava meus cabelos e implorava para que eu não parasse. O empurrei próximo a cama e ele entendeu que era pra sentar. Desse jeito beijei seu peitoral e seu pescoço enquanto massageava  suas coxas mas logo voltei a sentir seu gosto. Sugava cada vez mais rápido e passava a língua por cada centímetro. Me divertia com seu desespero - Isso, Bea... - Choramingou pressionando minha cabeça contra ele - Eu tô quase... - Massageou meu ombro e depois segurou meus cabelos para trás - Pode gozar em mim - O encarei mordendo os lábios e o masturbei até sentir seu prazer jorrar em meus seios - Cacete! - Deitou na cama e esfreguei os lábios por ele, dando as ultimas chupadas até cair ao seu lado - Você quer me enlouquecer? - Apertou minha cintura e virou parcialmente sobre mim. 

Perdi os sentidos quando senti sua boca faminta em um de meus seios - Max, fica comigo, eu largo tudo - Falei entre os gemidos. Ao mesmo tempo seus dedos massageavam meu ponto de prazer de uma maneira deliciosa. Eu mesma remexia o quadril em sua mão - Larga tudo mesmo? Você teria coragem de fugir comigo? - Perguntou agora mordendo minha orelha - Sim... nunca esqueci você... nunca - Choraminguei me contorcendo sentindo o ápice do prazer apenas com os carinhos dele. Minha respiração estava muito ofegante. Meu abdome subia e descia cada vez mais rápido. O abracei com força e ele me apertou contra si - Nem acredito que você está comigo outra vez, seria capaz de tudo por você, eu também largaria tudo - Falou apaixonado e o agarrei com a perna. Gemi sentindo nossos sexos se tocarem e rebolei lentamente querendo aumentar essa sensação - Você ainda me ama como antes? Não está aqui só por sexo? - Perguntei baixinho - Você tem alguma dúvida? Não percebe o jeito que te olho?  - Me segurou pelo cabelo e nos encaramos - Mas quero ouvir - Passei os dedos por seu queixo.

- Te amo, Beatriz! Amo cada detalhe de você - Sorri - Que saudade de sentir isso... te amo muito, queria tanto que você tivesse voltado, esses anos longe foram tão doloridos - Falei mais baixo - Se você tivesse deixado qualquer pista eu teria ido atrás, jamais quis me separar de você - Continuei falando - Não vamos falar disso. O que importa é o agora. Vamos recuperar tudo o que perdemos, meu amor - Sussurrou e nos beijamos. Continuamos totalmente nus, agarrados um ao outro, esfregando nossos corpos. Eu o apertava e ele beijava meus ombros, depois mordia meu pescoço. A sensação de sentir o calor da sua pele na minha era inebriante e me deixava completamente arrepiada. Max se virou totalmente por cima de mim e mordi os lábios quando ele colocou minhas mãos para cima, enroscou nossos dedos e os segurou firme contra o colchão. Seu peso estava sobre minhas coxas e sorri ao perceber que ele havia me imobilizado - Sabe qual a outra coisa que queria te contar? - Inclinou o rosto para perto do meu - O que? - Sussurrei aproximando nossas bocas - Meu sonho era te ter pra mim outra vez. Não teve uma noite que me deitei sem pensar em você, sem imaginar seu corpo assim no meu - Falou rouco, me encarando.

- Você não sabe como me alegra saber disso, achava que você tinha me esquecido, que só eu pensava em você, porque eu quis você todos os dias, a cada momento que tentei te odiar, era porque queria tirar essa vontade de mim, mas não consigo... preciso disso - Ele tirou os cabelos que estavam enroscados em minha bochecha e fez carinho em meu rosto. Aproveitei a mão livre para retribuir - Você é a mulher da minha vida, Bea. Não foi por acaso que o destino nos juntou outra vez - Falou enquanto friccionava seu membro em meu sexo - Ahhh - Gemi contra seus lábios - Quero ouvir de novo, por favor - Envolvi os braços em sua nuca - Eu te amo, você é a mulher da minha vida, sempre vai ser você - Mordeu minha orelha e o agarrei com as pernas. Facilmente Max me invadiu - Meu deus... que delícia - Rebolei contra ele entre os sussurros - Como eu me lembrava - Cochichou e novamente se deliciou em meus seios enquanto puxava seus cabelos. Em seguida deslizou as mãos por minhas coxas e as apertou firme. Seus movimentos ficavam cada vez mais intensos, assim como nossos gemidos. Estávamos colados um ao outro, com os corpos quentes, suados. Minhas unhas já haviam escorregado em cada parte das costas dele. Fechei os olhos e nos beijamos. Sentia um prazer imensurável.

- Você continua muito bom nisso - Falei ofegante entre o beijo e apertei as duas mãos em seu bumbum. Max segurou meu rosto e empurrou seus dedos contra os meus lábios, os suguei lentamente o encarando - Você é muito gostosa! - Avançou sobre mim, dando mordidas em meu rosto e em minha orelha. Nos braços dele tudo era diferente, não queria que isso acabasse. Nem me importava mais a razão da nossa separação, com ele dentro de mim, até  esqueci de qualquer motivo que pudesse nos afastar. Depois de alguns minutos trocamos de posição. Max me deitou de bruços e não demorou a me penetrar de novo. Ele apertou minhas costas, meus ombros e minha nuca. Suas mãos grandes se apoiaram no colchão por cima das minhas. Podia ver suas veias saltadas e seus músculos rígidos. Estávamos a beira do orgasmo. A cama balançava com pressa. Seu membro me invadia cada vez mais forte. Nossos gemidos eram altos - Eu te amo Max, eu te amo - Empinei a bunda, abracei o travesseiro e rebolei lentamente, com desejo, querendo apreciar esse momento - Você é perfeita! - Deu alguns tapas em meu bumbum e mordi os lábios. Em seguida, senti minha pele queimar, não conseguia mais manter a calmaria, contrai meu sexo no dele em um ritmo que nem eu sabia que podia fazer. Ele me puxou pelo cabelo com um pouco de brutalidade e cravou os dentes em meu pescoço - Ahhhh - Gemeu rouco - Ahhh Max... ahh ahh. Max... - Choraminguei e senti minhas pernas tremerem após alcançar o orgasmo junto com o homem que eu realmente amava.

-  Foi maravilhoso - Caiu deitado ao meu lado - Há muito tempo não sentia desse jeito - Tapei meu rosto com o braço e falei ofegante - Eu tô com muito calor - Max falou - Olhei para o ar condicionado a nossa frente - O ar está no 15 - Apontei - É o fogo mesmo - Rimos e abracei seu peito. Ele colocou o braço próximo ao meu travesseiro para me deixar apoiada - Não tenho condições de ir embora, vamos ter que dormir aqui - Brincou mexendo em meu cabelo - Eu ia adorar - Respondi acariciando seu peitoral com a ponta dos dedos - Ainda bem que você tomou um café da manhã reforçado, não é? - Brincou e me lembrei do que havia falado mais cedo na cozinha - Que vergonha, não tinha te visto - Respondi dando risada e escondi o rosto - Adorei saber que você acordou planejando gastar energias comigo - Ri outra vez - Bobo! Não era pra escutar, mas você fica me espionando - Falei descontraída e ele negou entre uma risadinha. Max se aproximou mais um pouco e nos abraçamos. Respirei fundo e apertei suas costas - Como vai ser agora? - Perguntei em seu ouvido - Eu não sei, tantas coisas nos separam - Respondeu - São coisas fáceis de se resolver - Me afastei um pouco para encara-lo - Nunca é fácil encarar uma separação, Bea - Falou mais sério - Eu não tenho vocação pra amante - Apontei - Também não tenho, Beatriz. Mas o Vitor te ama, a Deise me ama. Temos que ter responsabilidade com esses sentimentos - Levantou a sobrancelha - Eu sei - Sentei na cama.

- Primeiramente vou precisar sair do emprego, não vai dar pra continuar assim - Sentou ao meu lado - Não, Max. Não quero atrapalhar sua vida. Eu sei que esse dinheiro é necessário  para você - Segurei sua mão - Bea, quem não quer te atrapalhar sou eu. Você tem uma vida de rainha, apesar do amor e dessa paixão louca que nós temos, não tenho nada a te oferecer - Acariciou minha mão enquanto falava - Não fala besteira, Max - Me aproximei mais e virei seu rosto para mim. Nos ajoelhamos sobre o colchão - Você sabe que é verdade - Me encarou - Cala a boca - Segurei seu queixo e avancei em seus lábios. Nos beijamos com urgência. Max me empurrou contra a cama outra vez e seus beijos se espalharam por meu corpo. Começaram em meu pescoço, então foram para meu colo, depois em meus seios. E dei una risadinha quando os senti em minha barriga - Como você fez pra ficar mais linda ainda? - Perguntou deitado em minha coxa enquanto seus dedos passeavam por minha cintura - Me diz você, como você fez? - Segurei sua mão e dei beijos por ela - Queria que você fosse careca, barrigudo e sem dentes. Juro que queria - Ele deu risada ao ouvir e me puxou pelas pernas me fazendo gargalhar - Assim que a senhora me imaginava? - Perguntou enquanto esfregava a barba em meu pescoço para me dar cócegas - Para, amor - Dei risada e empurrei seus ombros.

- Estou decepcionado com você, Beatriz, só está comigo pelos meus olhos azuis... - Segurou meu rosto - Claro! Se você fosse feio, nem te olhava - Brinquei e ele deu outra risada - Sua dondoca metida - Bateu levemente três vezes em minha coxa e ri mais alto - Mas você é lindo... Como resistir a esses olhos? - Sussurrei e tentei beija-lo, mas Max desviou. Segurei sua nuca e me inclinei mais sobre ele, esfreguei a boca em seu rosto e novamente quase abocanhei seus lábios. Ele sorriu ao ver minha frustração pelo segundo beijo negado - Não faz assim comigo - Deslizei as unhas por seu peitoral - Você é muito linda, Beatriz! Sou apaixonado por você - Me deu um selinho lentamente e pude sentir todo seu carinho e cuidado comigo quando espalhou outros beijos por meu rosto de uma forma delicada. Mas quando chegou aos meus lábios outra vez, me beijou de forma avassaladora. Envolvi as pernas em sua cintura buscando seu sexo no meu. Apertei as mãos no lençol no momento em que seu corpo invadiu o meu outra vez. Depois me agarrei em seus braços e de olhos fechados o recebi com prazer gemendo em seu ouvido.

Estava tudo perfeito até o celular de Max começar a tocar insistentemente - Não atende, por favor - Pedi baixinho - Só um minutinho - Se esticou para ver quem era ao perceber que não iria parar de tocar. Beijei seu peito e seus braços não queria me afastar - Eu preciso retornar, amor. Desculpa - Me deu um selinho e concordei com a cabeça. Max levantou da cama e foi até perto do banheiro, mas ouvi sua conversa -"Eu estava dirigindo - (...) - Não esqueci, só não tive tempo ainda - (...) - Eu sei, eu sei, Deise - (...) - Eu sei, ainda hoje vou marcar, também estou preocupado - (...) - Tá, também... tchau - Assim que desligou, Max voltou com o semblante mais pesado, entretanto tentou disfarçar. Deitou ao meu lado novamente - Desculpa - Pediu enquanto me acomodava em seu braço - Tudo bem - Sorri sem mostrar os dentes. O abracei e ficamos em silêncio. Max fazia cafuné entre meus cabelos - Não consigo acreditar que você ainda é assim mesmo... - Beijou minha testa - Assim como? - Apertei seu queixo - Como me lembrava, com essa luz, esse sorriso, essa companhia gostosa - Esfregou o nariz em minha bochecha - Quando nos reencontramos isso estava tão escondido, tive medo de nunca mais te reconhecer - Explicou - Foi a maneira que encontrei pra tentar me defender... - Respondi mais séria - Eu sei. Tudo bem - Beijou minha bochecha. Entrelaçamos nossos dedos e continuamos trocando carinhos em silêncio.

Fiquei pilhada depois de ouvir sua ligação com Deise, e agora, de mãos dadas, reparei nossas alianças e me senti culpada de estar fazendo isso. Acabei me soltando de Max e sentei de uma vez na beira da cama - Precisamos ir embora - Falei cobrindo meus seios - Eu fiz alguma coisa errada? - Max ajoelhou na cama e deu um beijo em meu ombro - Não, está tudo bem - Respondi um pouco ríspida - Então o que houve? Foi por que tive que interromper? - Perguntou paciente e dessa vez beijou minha nuca - Chega de perguntas, já falei que não houve nada, me deixa - Me esquivei e peguei minhas roupas - Vou me vestir, dá licença - Max não disse nada. Rapidamente fui ao banheiro e me tranquei. Sentia meu coração apertado por lembrar da aliança dele. Pensei em quantas vezes ele havia dito que era feliz com Deise e mais uma vez lembrei da importância dela em sua vida. Um nó se formou em minha garganta por pensar que agora eu era apenas a outra que facilmente seria deixada caso Deise desconfiasse. 

Estava com esse pensamento fixo até reparar em minha própria aliança. Analisei minha mão esquerda e balancei a cabeça, eu não estava em condições de exigir nada. Ainda assim foi difícil controlar o ciúme que estava me consumindo naquele momento. Acabei chorando. Fiquei alguns minutos ali dentro, até essa sensação passar, não queria estragar a  manhã deliciosa que tivemos com essas bobagens. Tomei um banho, me vesti e decidi pedir desculpas pela maneira mal educada que falei com ele. Mas quando abri a porta do banheiro, a cama estava vazia e arrumada, em cima do meu travesseiro estava a chave do carro, com um bilhete em baixo "Obrigado por ter me convidado. Foi especial. Sinto muito se fiz alguma coisa que te magoou... se cuida". 

 



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