História O despertar do alfa - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Bruxos, Exo, Fantasia, Hetero, Lobos, Noturnos, Originais, Romance, Vampiros, Vjin, Yaoi
Visualizações 224
Palavras 2.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, LGBT, Literatura Feminina, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 13 - Letal


Fanfic / Fanfiction O despertar do alfa - Capítulo 13 - Letal

 

   Eu caminhava lentamente pela floresta.

   Aquela floresta que minha eu do passado tão bem conhecia e eu sentia uma certa conexão forte da qual me fazia quase uma com a terra úmida. Uma floresta velha, densa, quase tropical, meus pés descalços sentia o poder dela, como se ela conversasse comigo. Eu usava criaturas da terra para curar minhas feridas quando eu me machucava, descobri sem querer na infância, mas nunca as chamava sem ser necessário, contudo ali eu sentia que elas me seguiam por baixo da terra enquanto os pássaros em cima voavam baixo, silenciosos, ao meu redor.

  Eu estava sozinha, o plano de Sofhie era genial, contudo teve forte oposição, de novo uma batalha para que Xiao e dessa vez Jin e V entendessem. Dessa vez eu concordava com ela e não sabia bem porque concordava, mas estava me acostumando a aceitar os sentimentos que eu não sabia de onde vinham ou porque vinham.

  E quando entrei na área que já pertencia ao templo eu senti, de uma forma quase massacrante que quem corria perigo ali não era eu, nem os que estavam atrás de mim a uma distância grande. Não, o perigo quem representava era eu e a cada passo que dava para a entrada elegante do templo rodeado de árvores centenárias e rochas milenares, a sensação se tornava certeza.

  Imagens foram surgindo diante dos meus olhos como lembranças efêmeras:  Xiao em roupas egípcias sorrindo cínico quando um homem que eu não podia enxergar direito dizia que nós dois juntos não devíamos  governar, éramos perigosos demais, letais demais e Xiao respondendo que qualquer um que não se ajoelhasse para sua rainha, iria morrer em suas mãos.

  Então a imagem mudou e eu via um círculo de bruxas em uma discussão furiosa:

— Se for ela, vamos todas morrer!

  Uma gritava, outra concordava dizendo que tinham que matar todos os potencialmente poderosos para evitar isso. Mas uma bruxa, apenas ela, dava de ombros:

— Que venha, não acredito em mitos, uma bruxa deusa? É só um mito!

  O nome dessa bruxa surgiu diante dos meus olhos e eu parei subitamente:

— Bianca.

  Sussurrei surpresa. Ela era a mais poderosa do grupo, mas eu sentia... Sentia que tinha algo errado nela. Uma outra sensação passou por mim e eu disse antes que meu cérebro compreendesse:

— Energia... Relâmpagos.

  Fechei os olhos e voltei a andar evitando pensar, eu tinha que me manter concentrada e calma ou Xiao iria enlouquecer. Eu estava ali em uma tarefa muito séria, em uma missão que precisava ser cumprida.

  Então cheguei na entrada e seus degraus baixos e sorri. Casa... Minha casa.

— No fim, você veio, se eu soubesse não teria perdido recursos atrás de você.

  Uma voz falsamente doce soou antes que uma mulher elegante e alta saísse do templo. Não era Bianca, era a bruxa de eletricidade. A mais velha. Ela era a suma sacerdotisa do templo.

  Me curvei suave e então disse em meu melhor tom educado:

— Alta sacerdotisa do templo do conselho, venho até você com uma única pergunta: Por quê?

  Ergui meus olhos e ela arregalou os dela.

  Sofhie estava certa, o conselho jamais ia esperar algo assim de uma bruxa não iniciada.

— Você não tem autoridade para me questionar, bruxa de nível um – ela rebateu arrogante e eu senti em todo meu corpo um princípio de estática desconfortável – Não sei como conseguiu despertar tantas gárgulas ou andar por aí reunindo guerreiros para tentar enfrentar um deus, mas isso acaba aqui.

— Por quê?

  Voltei a perguntar séria. Ela sorriu dessa vez irritada e eu mais senti, que vi, bruxos saindo do templo para virem dar cobertura a ela.

— Última chance, por quê?

  Ela ergueu a mão em minha direção e eu sabia que seria a última coisa que ela faria. Sofhie se materializou ao lado dela e cortou a mão da bruxa com um punhal que ela enfeitiçou na noite passada.

— Erguendo a mão para sua rainha, velhota? Que feio...

  Sofhie se afastou dela e se colocou a minha frente. A velha olhou para seu próprio punho chocada com a mão agora pendurada por um vestígio de pele. Durou apenas alguns segundos, e logo relâmpagos explodiram no céu chovendo raios por todo o lado.

— Hora do show!

  Sofhie disse animada. Eu apenas senti um corpo escondendo meu rosto e então gritos, uivos e sons de asas cercaram o lugar.

  Seria uma carnificina, e eu dei a ordem.

— Respire fundo, majestade, você fez a coisa certa.

  A voz de Jin soou baixinha ao meu ouvido enquanto ele nos cercava, a ambos, por uma redoma de água isolante, que nem mesmo os raios alcançavam. Meu rosto estava em seu peito quente, e sua mão nos meus cabelos me acalmando.

— E-eles vão se machucar, J-jin...

  Eu dizia tremula enquanto os barulhos da batalha me cercavam furiosos e eu estremecia, corpo, mente e alma.

— Confie em seu exército, minha rainha, eles não vão decepcioná-la.

  Jin tinha talvez mais fé que eu, eu só queria que terminasse e todos estivessem bem, sei lá... Amarrados, algo assim, mas eu sabia que era matar ou morrer e aquilo me assustava mais do que imaginei que faria. E minha pergunta permanecia sem resposta, porque eles fizeram isso, por quê!?

  E o tempo se passou, os barulhos continuaram e em determinado momento eu acho que meio que entrei em pânico, não sei, mas eu só queria que acabasse, que terminasse, que tudo aquilo tivesse fim... Eu não tinha sangue ou forças para aquilo, como eu poderia sequer imaginar que conseguiria brigar com um deus?  

— Laine? Laine...

  Uma voz me chamava, mas eu continuava agarrada em Jin talvez um pouco em choque, não sabia direito. E então eu senti meus braços caírem do corpo do bruxo por conta própria e abri os olhos.

  Jin me sorriu suave e eu me virei. Xiao estava em sua forma humana, todo ensanguentado, mas não parecia com dor ou algo assim, ele me olhava um pouco orgulhoso demais para meu gosto e arfava até sorrir de orelha a orelha:

— Bem-vinda de volta ao lar, minha rainha!

— Você está bem? - Eu despertei para a realidade aflita e corri para ele que tentou me parar alegando que estava sujo, mas eu apenas agarrei aquele homem selvagem e abracei seu pescoço forte e um pouco nervosa - Você está bem?

— Claro que sim, garota, achou que meia dúzia de bruxos iam nos derrotar, tola!

— Idiota!

  Xinguei nervosa batendo no peito dele e por fim rindo um pouco aliviada. Eu me afastei tentando olhar ao redor, mas ele me puxou para o peito dele escondendo meu rosto:

— Não olhe, todos estão bem, vivos, e estão conferindo cada pedacinho do templo para garantir que está seguro. Jin entrou também para conferir magia com a bruxa encrenqueira. Até que seja seguro entrar, ficamos aqui, mas não olhe... O dragão vai queimar os corpos.

  Minha espinha gelou, corpos... Minha deusa!

— Quantos bruxos tinham aqui?

— Sete.

— Faltam seis do coven principal, e alguns possíveis auxiliares – Murmurei contando.

— A bruxa disse a mesma coisa. Eles devem estar fora, não tem mais bruxo vivo por aqui, isso eu te garanto.

— Tem eu, Sof e o Jin.

  Brinquei me sentindo ainda que pesarosa, aliviada também. O Coven tinha feito coisas más, mas não devíamos ser os juízes...

  Agora já foi, contudo, Laine.

  Disse a mim mesma.

— Ela atacou primeiro, Laine... Não se sinta culpada – E ele puxou meu rosto para encará-lo – Deixamos você conversar não foi? Ela ergueu a mão, ela assumiu a culpa.

— Você é um péssimo juiz, senhor alfa.

  Rolei os olhos, ele me apertou as bochechas:

— E você uma rainha boba, que infelizmente eu amo, fazer o quê?

— Ei!

— Pronto Xiao, templo limpo.

— Ótimo, leve a rainha, eu preciso me lavar.

  Xiao se afastou e eu me virei para Yoongi que se curvou educado, mas sorria de canto, eu olhei para ele querendo saber o motivo e ele desceu os olhos para minhas pernas, então foi que eu vi que eu estava toda enlameada. Ué?

— Acho que eu preciso de um banho também...

— Jin vai ajudá-la, temos uma fonte interna no subsolo.

— Então por que vocês...?

— Estamos com sangue de bruxa, Laine. É arriscado, você só tem lama mesmo...

— Porque soou como um insulto?

  Resmunguei, Xiao riu e correu floresta a dentro. Yoongi deu um passo a mais na minha direção:

— Vamos lá, minha rainha, eles precisam limpar aqui fora também.

  Eu fui ao lado dele e vi que sim, havia sangue pelo chão e que a gárgula contornava para que meus pés nem chegassem perto. Podia nem ser, mas eu achei fofo e atencioso da parte dele.

  Entrei pelas portas de pedra e dei para o grande salão que eu sabia ser o central e do trono. Era alto, grande, opulento e um pouco luxuoso demais...

— Tenho a impressão que tem tapetes demais aqui, não é?

  Perguntei ao Yoongi que me olhou curioso:

— Também não gosto de tapetes, posso queimá-los?

  Sorri e acabei cutucando o braço dele:

— Olha só você e sua implicância com a decoração!

— Trauma, fiquei como decoração por longos anos, detesto.

— Então você escolhe seu quarto e tudo o que não quiser nele, esse lugar é enorme, cabe todos nós e ainda mais umas mil pessoas!

  Ele parou e se voltou para mim com um olhar sério e profundo:

— Eu escolhi o meu líder com sabedoria, afinal.

  Me senti vermelha e abaixei os olhos:

— Eu não fiz nada, sabe disso, o líder vai na frente, eu fui protegida lá fora.

— Você foi na frente minha rainha, encarou cara a cara uma bruxa bem mais poderosa que você sem hesitar. Pode ter sido protegida, mas isso não te faz menos líder. Acredite nessa pobre gárgula velha e tola, você merece esse trono e todo o séquito que desejar.

— Certo, certo, agora chega desse papo porque a líder aí está parecendo um pato molhado enlameado e meio morto – Sofhie veio para nós batendo as mãos como se espantasse o pó – Vou te contar yang, esses velhos eram além de tudo porquinhos, nossa! Quanto pó, ninguém merece, mas vamos lá tomar um banho de garotas e você, docinho, vai conferir se os outros também foram se limpar porque chega de sangue por hoje!

— Você falando isso, nossa.

  Ele provocou sorrindo e eu olhei de um para o outro que pareciam velhos colegas naquele momento diante dos meus olhos. Sofhie rolou os olhos e fez um gesto de espantar a gárgula:

— Xô, macho, xô... Vai virar gente para o jantar, vai!

— Sofhie! Não fala assim!

— Ouviu sua rainha, bruxa, mais respeito!

  Ele piscou e saiu do meu lado quase gargalhando e eu fiquei sem saber o que estava rolando ali, mas enfim, não era como se eles fossem me dizer. Sofhie deu de ombros:

— Será que gárgulas são bons de cama?

— SOFHIE!

  Resmunguei e ela riu me puxando para o andar de baixo, eu fui com ela ainda me questionando que ela era muito mais louca do que eu pensava, minha deusa!

 

 

 

  Destiny olhou o humano afofar o travesseiro de forma preguiçosa e suspirou. Ali o tempo passava diferente, claro, mas já fazia três dias humanos que ele estava ali e não conseguia de forma alguma enviá-lo de voltar para casa.

  Ele era agora seu Elsien, para todos os efeitos. Eros olhou para o humano e determinou que sim, ele agora tinha seu coração nas mãos, que tinha ganho o coração do destino depois de sua promessa feita naquele beco sujo e humano.

  Era irreversível.

  DD quebrou tudo o que pôde no andar debaixo revoltado com sua própria ação, mas ao subir para seu quarto e para o frágil e quebrado humano, ele apenas o abraçou quando ele acordou desesperado gritando de um pesadelo atormentado.

— Onde estou, onde...?

 Ele tinha perguntado mais de uma vez. E DD não mudou sua resposta em nada:

— Em sua nova casa, meu pequeno humano, em sua nova casa.

  E a cada vez que olhava em seus olhos via o destino dele, a morte... A morte que jurou não o deixar abraçar de jeito nenhum.

  DD deu as costas ao sono leve do humano e suspirou olhando para as nuvens que rodeava seu palácio sem paredes. As palavras de Eros o cercavam como punhais cortantes:

“Vinte e quatro anos não são nada para nós, mas para eles... Ainda que o proteja com unhas em dentes, ele vai morrer no fim do mundo, o destino dele está atrelado aquela cidade fria, e se o quiser como Elsien de verdade, vai ter que fazer uma escolha, humanos não podem viver aqui indefinitivamente, você sabe disso”

— Porque o submundo pode e meu palácio não!?

  Tinha rebatido em fúria, mas sabia a resposta, Eros suspirou:

— Eu parti do nosso mundo pelo meu Pisque, para ficar com ele teria que ir ao mundo humano, são as regras. Ele não ficará são e saudável aqui, apenas vai saltar outra vez. E sabe que o Submundo é uma exceção. Pare de implicar com Hades, um dia ele vai socá-lo.

  Eros riu, DD tinha quebrado a garrafa de conhaque quase no rosto dele.

  Não era muito controlado e sabia disso, droga!

  DROGA! DROGA! Por que agora, droga!?

— Eu acho que morri para continuar nesse sonho tanto assim.

  A voz de Baekhyun soou perto e ele se virou para ver o humano vir para ele passo a passo, o ar, a densidade, a atmosfera diferente deixava o humano mais lento e um pouco tonto.  Sabia disso, mas gostava de assistir ele andar pelo seu quarto tocando as coisas e continuando a insinuar que o sonho era bom e não tinha fim.

  Por fim ele quase tropeçou ao seu lado e DD segurou o corpo suave em seus braços enquanto ele ria baixo e olhava para as nuvens:

— Se eu pisar nelas, vou cair?

— Vai, se estiver sozinho, mas eu jamais deixaria que caísse, nunca. Quer pisar nas nuvens?

  Perguntou de forma suave, não conseguia ser menos que suave com ele... Estava mesmo louco e rendido, como aconteceu mesmo?

— Quero.

  Ele sorriu radiante e DD suspirou fechando os olhos.

  Iria mesmo matar o Cupido, ia, definitivamente!

— Segure minha mão.

  Estendeu a mão e ele enlaçou seus dedos nos dele o levando com cuidado para fora do mármore e para pisar na nuvem mais próxima. O humano não teve medo e nem hesitou, talvez porque pensasse que fosse apenas aquilo, um sono longo demais, mas DD quis acreditar que ele confiava em si.

  Apaixonado, estava apaixonado, que absurdo!

  O que faria...? O quê...?

— Eu queria fazer isso para sempre! Andar nas nuvens! Ser livre!

  DD o abraçou subitamente e suspirou.

  Milhões de vidas, de eras, de tempo e um humano pequeno e insignificante ditaria mesmo sua decisão? Era bruxaria? Maldição? Castigo universal?

— DD?

  Ele perguntou confuso e Destiny se ajoelhou beijando a mão que estava entrelaçada a sua e sorriu com carinho:

— Eu lhe darei uma vida longa, segura e com possiblidades de andar acima das nuvens sempre que quiser. Eu farei do sonho, eterno, uma vida suave como esse sonho, você só precisa dizer que não vai mais tentar se machucar hun? E eu estarei com você a cada passo do caminho, eu sei que vai ser difícil, eu sei, mas ficarei ao seu lado, nos momentos ruins, bons, em todos eles. Aceita se casar comigo, Byun Baekhyun? Aceita tentar enfrentar a vida ao meu lado? A vida difícil de consorte do destino? Não será fácil, mas podemos fazer juntos, para sempre.

 

 


Notas Finais


Beijinhos!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...