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História O Despertar dos Sentimentos - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoal??
Tudo bem com vocês?? Espero que sim.
Aqui está, mais um capítulo dessa fic (desculpem, eu sei que demorou séculos), acho que esse vocês vão gostar, tem um ponto de vista interessante, me digam o que acharam depois.
Bjusss e até o próximo!

P.S.: Essa fic já está se encaminhando para o final.

Capítulo 44 - Como Sonhei Um Dia


Fanfic / Fanfiction O Despertar dos Sentimentos - Capítulo 44 - Como Sonhei Um Dia

Pov. Sasuke

Risos, conversas, felicidade, pessoas, estou cercado por tudo isso, e pela primeira vez em muitos anos, não me incomodo nem um pouco, consigo acompanhar a conversa, consigo entender as brincadeiras; é um sentimento estranho estar em meio a tudo isso, ter essa paz e tranquilidade, fico dividido entre querer estar perto, querer participar de tudo, e o medo de macular essas coisas com meu passado, o medo de perder tudo isso. As vezes me pergunto como alguém como eu, mereceu o direito de recomeçar, realmente não entendo a vida, principalmente quando olho para o Naruto e lembro tudo que ele perdeu, ou quando lembro do meu irmão e do fardo que ele carregou sozinho; essas duas pessoas que guiaram meus passos até aqui já sofreram mais do que qualquer um pode imaginar, e boa parte do sofrimento deles fui eu que causei, e mesmo assim os dois conseguiram me olhar sorrindo. É nessas horas, quando penso nessas coisas, que a culpa me consome, é como um avalanche de emoções conflitantes brigando por espaço dentro de mim, em um momento eu queria poder ser capaz de voltar ao passado e consertar os meus erros, e no outro quero manter o que tenho agora; realmente não entendo a vida e nem a mim mesmo.

— Ei verme, você vai ficar sem carne se não se apressar. — Naruto me chama de volta ao presente.

— Eu só me distrai um pouco. — respondo e começo a grelhar alguns pedaços de carne.

— Qual é verme, foi sua ideia fazer isso hoje, não começa a viajar aí. — ele reclama e me dá um peteleco na testa.

— Para com isso seu idiota! — empurro ele pra longe.

— Esses dois nunca mudam. — Kiba comenta do outro lado da mesa.

— O dia que eles mudarem o mundo acaba. — Neji concorda.

— Você também não pode falar nada Neji, continua o mesmo ranzinza que era na Academia. — Naruto provoca o Hyuuga.

— Agora eu tenho que discorda Naruto, ultimamente a Tenten tem feito ele deixar de ser um velho reclamão. — Lee faz piada e apesar de não ter muita graça, todos riem.

— Pra falar a verdade, nenhum de vocês mudou muito. — Sai passa a analisar tudo como se fosse algo sério — Naruto e Sasuke continuam brigando e competindo entre si, Neji continua ranzinza, Lee ainda se empolga com tudo, Chouji ainda ama churrasco, Kiba e Akamaru ainda são inseparáveis, Shino ainda fica só observando a maioria das vezes e Konohamaru continua seguindo o Naruto por aí; acho que o único que mudou um pouco foi o Shikamaru, que ficou mais preguiçoso do que era.

— E você que agora é mais tagarela. — Shikamaru retruca meio emburrado, mas ele nem tem como negar.

Aproveitando o embalo, Chouji pede mais uma rodada de saquê e carne, é questão de minutos para que eles comessem a relembrar histórias dos nossos tempos de Genins, e logo quase não se entende nada do que falam, tamanha é a algazarra que fazem e apesar de todos terem que trabalhar no outro dia, ninguém se preocupa muito em moderar com a bebida; enquanto todos se ocupam de desafiar Chouji numa competição totalmente perdida de quem come mais rápido, percebo Naruto me encarando sem parar. Suspiro meio resignado com isso, pensei que ele estivesse entretido com os outros, ou que estivesse bêbado a essas alturas, mas pelo visto me enganei; quando noto que não vai adiantar tentar disfarçar nada, resolvo partir para uma abordagem diferente, não quero incomodar com mais isso, não as vésperas do casamento dele.

— Me conta como conseguiu manter a calma durante essa missão? — pergunto para desviar sua atenção.

— Eu não estava calmo, acho que nunca vou ficar quando o assunto for a minha Hinata, apenas me conformei que ela sempre vai ser cobiçada, algumas vezes pode ser sério como hoje, outras vezes será apenas besteira, e quando admiti isso pra mim, consegui pensar de uma forma mais racional. — Naruto responde e apesar do que disse, parece meio irritado — Agora me conta o que aconteceu? E não adianta mudar de assunto.

— Você em, nem as vésperas de se casar para de ser um intrometido. — retruco indignado, achei que tinha despistado ele.

Mas eu devia saber, com Naruto não adianta fazer truques baratos, além do meu irmão, ele foi a única pessoa que conseguiu ver através de mim, sob a máscara da indiferença; nem mesmo a Sakura sabe dizer quando estou remoendo algo, mas esse verme sabe.

— Com seu casamento se aproximando, Sakura tem estado um pouco impaciente, começou a falar como deve ser emocionante a espera, e planejar as coisas do jeito que você sonhou, essas coisas assim. — conto meio a contra gosto, não queria revelar essa parte covarde minha — Eu entendi o recado, mas não sei se posso fazer isso, alguém com...

— Acho melhor você parar com essa merda! — Naruto fala ríspido — Qual é a tua Sasuke? Fica ai falando essas coisas, eu não posso e não consigo, quando vai aprender que você não pode decidir sozinho?! Quando você quis correr atrás dos teus objetivos e saiu pelo mundo a fora, ela te esperou e acreditou que você voltaria, e depois disso eu nunca vi a Sakura reclamando por isso, nunca vi ela te cobrar pela espera, ela te aceitou de volta sem pensar duas vezes, mas você não pode agora? Não acha que já fez ela esperar demais?!

Sei que é verdade, cada uma dessas palavras, cada uma delas é como um tapa na cara; não posso retrucar, não tenho esse direito, e acho que até sou agradecido por Naruto não medir palavras comigo.

— Eu sei! Droga eu sei disso, mas eu também sei que Sakura pode ser mais feliz sem mim, olha tudo que já fiz pra ela, como ela consegue me aceitar depois disso? Eu mesmo não me conformo com as coisas que fiz! — por fim desabafo, nem me importo se os outros vão me ver assim mais — Cara, eu tentai matar ela, tentei matar você, o Kakashi, eu matei o meu irmão! Como vocês conseguem conviver com uma pessoa assim?!

Nem tinha percebido que estava tão no fundo do poço assim, e quando dou por mim, estou chorando como um menino; não sei se os outros estão vendo isso ou se já estão bêbados demais pra notar, tudo que sei é que nessa hora as emoções que eu vinha reprimindo ao longo dos anos vieram a tona. Aquele desespero esmagador, aquela dor pulsante no peito, o sentimento de ter perdido parte da minha alma, tudo isso aflorou naquele instante.

— De que adianta você se culpar por isso agora? A gente não consegue mudar o passado Sasuke! — Naruto não me olha diretamente, mesmo agora ele sabe que preciso de espaço para me acalmar — Todos nós temos arrependimentos que vamos levar pra vida toda, todos falhamos em algum momento; sabe quantas vezes por dia eu me pego imaginando que estou brincando com Katsu no parquinho, ou como eu me sinto quando vejo Hinata chorando escondida no banheiro? Isso machuca tanto e eu queria tanto mudar essa realidade, mas não posso, tudo que posso fazer é conviver com ela. O mesmo vale pra você, não tem como consertar o passado, não pode apagar as coisas que fez, as coisas que fazemos se tornam parte de quem somos, partes boas e partes ruins, é por que sabemos disso que conseguimos te perdoar e te aceitar como você é, devia parar de pensar como a Sakura poderia ser feliz e começar a pensar em como fazer ela ser feliz com você!

— E quantas vezes você acha que ela vai ser criticada por ser a esposa de um Nukkenin? Um criminoso que deveria estar preso! É isso que dizem dela. — rebato irritado.

Naruto é um desgraçado que sempre diz exatamente aquilo que a gente precisa ouvir, no fim você sempre é levado pelas palavras dele.

— O mesmo tanto de vezes que Hinata é criticada por ser a esposa de um Jinchuuriki. — a resposta vem imediatamente, é quase óbvia — Sasuke, as pessoas nunca vão estar contentes com tudo, sempre terão algo pra criticar, mas a opinião deles não me importa nem um pouco, a única pessoa que eu escuto o que quer de mim é Hinata, se ela me diz que está feliz assim, é assim que as coisas vão ser. E de mais a mais, não existe punição maior do que conviver com a própria consciência todo dia.

Dito isto, Naruto se levanta da sua cadeira como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse falado uma grande verdade, como se sua voz não estivesse tingida de dor ao pronunciar cada uma daquelas palavras; acorda Shikamaru e faz ele acordar os outros, depois caminha calmamente até o caixa e paga a conta, tudo isso depois de dar o maior conselho que alguém já me deu na vida. Quando ele volta para a mesa, trás uma bandeja com suco de laranja e distribui para cada um, os obriga a tomar para evitar a ressaca no outro dia; se não fosse o motivo doloroso que o fez ficar paternal assim, seria cômico de ver o cara que mais deu trabalho na Academia, cuidando dos outros dessa forma. Com todo mundo recuperado e acordado, eles decidem encerrar a noite, agora que o saquê fez efeito, o cansaço começa a tomar conta de todos; cada um segue o seu caminho sem muita conversa, com certeza vamos nos encontrar amanhã. Quando paramos a frente da casa de Sakura, eu me sinto estranhamente inquieto, com uma emoção nova se apoderando de mim, e como não sou bom em identificar e lidar com meus sentimentos, decido que não é o momento de ver ela.

— Pode dizer que fui dar uma caminhada? Preciso pensar em algumas coisas. — peço e sem esperar por resposta, saio dali.

Antes que eu me afaste totalmente, ainda escuto Naruto me chamando de covarde, sei que ele tem razão, sou realmente covarde por não conseguir encarar de frente tudo que estou sentindo, e por não conseguir dar a Sakura a resposta que ela quer; mas sinto também, que se fizer algo no estado que estou agora, vou acabar causando mais mal do que bem, e não quero correr o risco de machucá-la mais uma vez. Enquanto caminho pelas ruas já desertas, me pergunto o que Itachi faria no meu lugar, depois do que ele teve que fazer, será que meu irmão conseguia dormir a noite? Será que ele tinha esperança de um dia viver uma vida normal? Ou ele desistiu de tudo no momento que escolheu destruir o clã? São tantas coisas que eu gostaria de ter perguntado a ele, tantas coisa que eu queria que Itachi me orientasse; fico tão perdido pensando nas respostas que eu gostaria de encontrar, que nem noto quando estou parado em frente as ruínas do antigo clã Uchiha. Fazia tanto tanto tempo que eu não vinha aqui, mas tudo está igual ao que era seis anos atrás; e pensar que mesmo após a Vila ser atacada, e depois da guerra, o lugar dos meus pesadelos continuaria intacto. Sem pensar, solto um riso amargo ao passar pelo batente da nossa antiga casa, consigo até sentir o cheiro de lavanda que tinha antigamente, consigo ver a minha mãe na cozinha preparando a refeição, o meu pai sentado lendo o seu jornal e Itachi limpando seu equipamento da ANBU.

— Tadaima, okaeri! — eu saldo entre os soluços.

Em segundos estou ajoelhado no chão desgastado daquela casa, as lembranças dos momentos felizes que tive ali povoam minha mente, as tristezas também, todo ódio que carreguei, toda solidão e agora a culpa também se juntou as emoções que ela guarda pra mim; a medida que os minutos passam, o meu chora estrangulado vai diminuindo e acalmando, agora restam apenas lágrimas insistente que caem silenciosas dos meus olhos, mas essas eu acredito que nunca irão secar. Me assusto quando percebo que meus cabelos estão sendo acariciados por mãos delicadas, mas não preciso abrir os olhos para saber de quem são, apenas o perfume de lírios já o suficiente; quando seus dedos tocam a minha pele, sinto que estão me queimando vivo, são como ferro em brasa sendo cravados em mim, e saber que não mereço nem um terço do carinho dela faz doer ainda mais.

— Como soube que eu vim pra cá? — pergunto quando finalmente me acalmo.

— Naruto me contou. — ela responde e eu trinco os dentes, aquele traidor — Sai me mandou um pássaro mais cedo, disse que você não estava muito bem, eles estão preocupados e sinceramente eu também.

Então até ele percebeu? Eu devo estar mesmo um trapo humano, pra chegar ao ponto de deixar o Sai preocupado.

— Sinto muito por te deixar preocupada. — digo envergonhado por deixar que ela me veja nesse estado.

— Não se desculpe, é apenas natural que eu me preocupe com você. — Sakura responde e suas mãos descem dos meus cabelos para o meu rosto — Sinto muito se as coisas que eu disse te fizeram se sentir pressionado de alguma forma.

Ah, isso é demais pra mim, ver aqueles olhos verdes se culpando pela minha própria incapacidade, isso desfez todas as barreiras que ergui a minha volta nos últimos dias.

— Você não fez nada de errado, eu apenas estive pensando o quanto sou egoísta, apesar de tudo que fiz, continuo querendo você pra mim e sou incapaz até mesmo de admitir isso, por que no fundo eu sei que não te mereço. — confesso de uma vez.

— Sasuke, você precisa deixar o passado pra trás, já não pode mais ser mudado, e não me importa se você merece ou não, eu amei você incondicionalmente durante os piores momentos, por que agora seria diferente? Eu não quero que você seja perfeito e nem preciso que mude quem você é, eu só quero que você me aceite assim como eu sou e que me deixe estar com você pelo resto de nossas vidas.

— Você sabe que enquanto estiver comigo, sempre vai encontrar problemas pela frente, talvez até seja julgada por coisas que eu fiz. — falo quase me rendendo — Sem falar que sou um homem completamente problemático, as vezes não vou saber o que fazer ou o que dizer e muito menos posso te garantir tudo que espera de mim.

— Sasuke, eu só quero três coisas de você, as duas primeiras são bem simples, eu preciso que você confie em mim e que aceite minha ajuda quando precisar, quero que se abra mais comigo e divida o seu fardo, pra que eu possa dizer com orgulho que sou sua companheira pra todas as horas; a segunda coisa que eu preciso, é que você me deixe te dar uma família, você acha que pode fazer isso Sasuke? — se nem me dar conta do que estou fazendo, me pego concordando — A última coisa que preciso é saber se você me ama?

Nesse momento meu mundo para, essa pergunta dela é como um divisor de águas pra mim, é como levar um choque de realidade e ser trazido a força para a vida real; quando busco em minha memória, durante todo esse tempo, desde que voltei a Vila e até quando a pedi em namoro, eu nunca disse que a amava. Posso ter insinuado e demonstrado, mas nunca coloquei em palavras o que sinto por ela; e ver seu rosto contorcido em expectativa e medo me faz perceber o quanto foi indelicado da minha parte, e como mais uma vez Sakura aceitou esse meu jeito sem reclamar de nada, sem exigir nada.

— Eu amo. — admito num sussurro.

Duas palavras, precisou de duas palavras que mal saíram da minha boca, pra que eu pudesse entender que no ponto que estou agora, é impossível viver sem ela; sou impedido de continuar meus devaneios quando sinto os lábios de Sakura tocando os meus, e me assusto ao sentir o gosto salgado das lágrimas que nem notei que ela havia derramado. Levam alguns segundos até que eu consiga correspondê-la, mas quando o faço, acabo sendo dominado por algum tipo de instinto primitivo; a prendo em meus braços e praticamente devoro sua boca, e ouvir seu suspiro só atiça mais esse meu lado que desconheço.

— Sakura...— chamo baixo, como se seu nome fosse uma prece — Você está um pouco gelada, vai acabar se resfriando.

— Deve ser por que tem um pouco de vento lá fora, mas aqui está bom, vou ficar perfeitamente bem. — ela declara antes de me beijar novamente, se aconchegando mais em mim.

— Sakura, por favor me deixa te levar pra casa? Já tá ficando tarde demais. — peço nos erguendo do chão.

Sem dizer uma palavra ela me segue, não espera que eu peça outra vez, caminha para fora da casa tão calmamente que parece meio enrijecida; durante o caminho de volta, Sakura não diz nada e me pergunto se fiz alguma coisa errada, mas não consigo imaginar o que é. Quando estamos quase chegando a sua casa eu começo a ficar incomodado com seu silêncio, e também com a distância que ela está mantendo entre nós; não é nada demais, ela está a apenas dois passos a minha frente, mas isso é estranho quando se está acostumado a andar lado a lado como nós. Isso só aumenta as suspeitas de que fiz algo errado, me praguejo mentalmente por mal me livrar de uma preocupação e já conseguir arrumar outra. Paramos em frente a casa dela e tento decifrar o que se passa em sua cabeça, mas Sakura não revela nada, seu rosto está impassível; começo a suar frio, afinal sei bem que não é bom deixar essa mulher irritada.

— Sasuke, você pode trocar uma lâmpada pra mim? Eu tentei alcançar com uma cadeira, mas não consegui. — ela finalmente fala e me permito respirar novamente.

— Ah, claro, é na sala? — consigo esconder o medo em minha voz.

— Sim, a nova está em cima da mesa. — ela responde e me dá passagem para entrar na casa.

Procuro pela lâmpada na mesa, mas não encontro nada, apenas algumas coisas que as garotas deixaram fora de lugar, começo a buscar então em outros lugares do cômodo que já conheço bem.

— Sakura, a lâmpada não está aqui, tem certeza que não deixou em outro lugar? — pergunto quando escuto ela se aproximando.

— Não tem lâmpada. — escuto ela dizer e me viro para olhá-la.

— Como assim? Você pediu ajuda...— contesto um pouco confuso.

— Eu só queria conversar em um lugar que você não tivesse como fugir de mim. — Sakura fala baixo e se senta vagarosamente no sofá — Até quando vai me evitar assim? Tem alguma coisa em mim que te desagrada?

— Espera, calma aí! Do que você está falando? — pergunto totalmente atordoado — Não estou fugindo...

— Como não Sasuke? Toda vez que tento alguma coisa, você se esquiva. — dessa vez ela fala um pouco mais alto, deixando sua irritação evidente — E depois de hoje eu fiquei mais confusa, se você me ama, por que foge de mim?

— Espera, calma Sakura. — peço começando a ficar nervoso — Eu não entendo o que quer dizer.

— Por Kami Sasuke! Você consegue ser mais idiota que o Naruto. — Sakura se levanta num rompante, os olhos verdes agora cintilando de raiva — Quero saber quando você vai fazer amor comigo?!

Muitas vezes na minha vida, eu me deparei com situações difíceis, onde um pequeno erro poderia ser fatal; mas isso nunca me assustou, é normal para um Shinobi conviver com essa possibilidade ao longo da sua carreira, exatamente por isso somos ensinados desde cedo a trabalhar com as adversidades. Mas nada se compara ao instante que ouvi essa frase, a reação do meu corpo e da minha mente nunca foi tão sincronizada como agora, ao mesmo tempo que minhas pernas perdem as forças, meu cérebro fica em branco; pela primeira vez em anos eu fiquei incapacitado de pensar normalmente, e nada me assustou mais que ouvir aquelas palavras. Completamente atônito e sem saber o que fazer, me dou conta do motivo da irritação dela, sem querer acabei lhe dando a impressão de que a estava rejeitando, e ainda não consegui entender bulhufas do que Sakura me dizia; leva cerca de um minuto pra que meu raciocínio volte ao normal, e quando isso acontece, o pânico para decidir o próximo passo se instala, então as palavras que Naruto me disse alguns dias atrás começam a fazer sentido. Minha mente continua divagando, procurando lembrar todos os passos que ele me ensinou, enquanto tento me decidir por qual deles começar; meu coração está tão acelerado agora, que ainda não sei como não tive um infarto, não imaginava que Sakura seria tão direta assim.

— Sakura eu... desculpa... — busco as palavras certas.

— Tudo bem, eu já entendi. — ela rebate seca e caminha até a porta — Você pode ir pra casa? Meu turno começa cedo no hospital.

Essa mudança de atitude dela me deixa mais em pânico ainda, mas graças aos céus eu tenho uma ideia do que acabou de acontecer, e antes que eu faça mais alguma besteira e acabe a magoando, caminho até ela reunindo toda minha coragem.

— Desculpa, eu não tinha entendido o que você queria dizer, mas agora já não vou mais me segurar! — declaro sério, a deixando espantada.

Sem esperar que ela me responda ou me expulse de vez, a tomo em meus braços e reivindico sua boca, aproximo seu corpo do meu e deixo meus instintos me guiarem; a beijo com calma, apreciando seus lábios macios, me deliciando em sua boca, enquanto minhas mãos passeiam por seus braços, suas costas, até cruzar a linha da cintura. Nesse ponto já nem me reconheço mais, me transformei na emoção pura e primitiva, o sangue ferve em minhas veias e a expectativa e o desejo aumentam; quando Sakura enrosca suas mãos em meus cabelos e enlaça as pernas em minha cintura, quase perco o resto de sanidade que ainda tinha. Tudo nela é atrativo, inebriante; sua voz abafada pelos beijos, seu cheiro doce e sua pele que queima e crepita sob o meu toque, tudo nela é combustível para o meu fogo. Não sei como, mas em algum momento nós chegamos ao quarto, nenhuma outra palavra foi dita, não era necessário dizer mais nada, eu sei que ela entende; sem pressa, me livro de suas roupas e fico extasiado com a visão do seu corpo esbelto, que acabo suspirando alto. Sakura sempre foi magra, e tinha uma aparência atlética, mas eu não tinha percebido até agora, o quanto suas pernas são bonitas, a cintura fina combina perfeitamente com seu busto, a deixa com as proporções perfeitas; não peço sua permissão, apenas faço o que meu instinto diz, com um gostoso sentimento de posse, começo a beijar suas pernas, começo por seus tornozelos e vou subindo, em alguns pontos me deixo levar e acabo fazendo algumas marcas em sua pele clara. Sakura não reclama, não me impede e eu continuo subindo, passo por sua barriga até chegar aos seus seios rosados, e quando os acaricio, quase me desintegro ao ouvir seus gemidos; meu corpo atinge um novo nível de calor quando a toco com um pouco mais de ousadia. Sei que estou no caminho certo, quando ela crava suas unhas nas minhas costas e se contorce abaixo de mim, ela clama meu nome e percebo que não consigo esperar nem mais um segundo para torná-la minha, assim como sonhei um dia.



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