História O Despertar II - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - 01


DAMON WALTER

-Mestre Damon você tem certeza?.- perguntou Marianna

Era incrível a regeneração dos betas, mesmo depois dos ferimentos críticos causados por Erika, ela após algumas horas de repouso estava em pé, sem nenhum indício do que ocorreu naquele bosque.

Ao olhar envolta daquele quarto, os eventos da noite passada estavam tão vividos embora tudo estivesse limpo, e eu não consiga mais sentir cheiro de sangue de Erika, a imagem do seu corpo frio e morto naquele chão aparecia a cada batida de minhas pálpebras.

Minha esposa, parceira estava viva e bem. Por sorte ela não era uma simples humana, mais se não fosse, sua vida teria se esvaído facilmente sem nenhuma ressurreição.

Por esses motivos óbvios de segurança ela escolheu se esconder para que pudesse ter nosso filho longe daqueles que a queriam morta.

Enquanto vestia o terno de linho, me lembrei da conversa que tivemos no bar místico clandestino na qual as fadas usarão para esconder bruxas e bruxos de nós....

"Eu não poderei retornar".-- disse Erika seus olhos azuis o encarava com convicção, e naquele momento soube que por mais que fosse contra e a queria tirar dali e leva-lá para sua casa aonde era o seu lugar, Erika não viria comigo.

"Por que?"

Erika desviou seus olhos e levou sua mão ao ventre, e enquanto olhava aqueles submundanos beberem e comerem alegremente como se não houvesse uma caçada injusta contra seus iguais feiticeiros, e o causador por essa caçada estivesse ali entre eles sentado na mesa mais distante, sua mulher suspirou, e disse baixinho.

"Eu não estarei segura, com Thereza livre eu não sei ..."

"Eu posso os proteger!".- argumentei a interrompendo, Erika arqueou a sobrancelha ao notar a leve irritação em seu tom

"Você não pode.-"ela ergueu sua mão quando ele foi protestar indignado.-" Sim, você é forte eu não duvido disso, só que você não é omnipotente."- Erika segurou nossas mãos, sua mão tão pequena se comprada a minha , seu polegar massageou a minha com suavidade e disse ".- Não estou dizendo que partirei para sempre, é apenas por um tempo... até ele ter nascido. E pela forma em que cresce dentro de mim, acredito que não demorará tanto tempo assim."

"Você promete que voltará quando nosso filho nascer?".-- perguntei aceitando o inevitável.

Algo no olhar dela me disse que minha esposa ocultava algo, mas minha mulher disse com firmeza.

"Eu voltarei, por você. Não, por nós".- Ela concluiu pondo minha mão sobre seu ventre e o amor encontrado em seus olhos azuis turquesas quase tiraram meus temores.

Quase.

"Iluminus!".-- alguém exclamou, no mesmo segundo as milhares de garrafas de cores variáveis que estavam presos no teto do bar se acendem, arrancando um suspiro de admiração de ambos.

O local com suas vinhas e mesas e alguns sofás espalhado pelo enorme bar, com pixels voando para lá e para cá dava um ar místico e tão belo... Era como se todo um mundo de paz e harmonia estivesse, ali. Seus olhos recaíram aonde a Rainha fada estava sentada ao lado da suprema conversando, a voz de Erika o tirou de seus devaneios.

"Creio que você tenha coisas a reparar".- quando a olhei, Erika apenas encarava uma bruxa transformar uma bebida em borboletas azuis em contemplação, sua atenção se voltou a mim quando questionou seriamente.-" Não acha?"

-Eu farei, mais apenas com algumas condições...

(...)

-Todos estão presentes?. -- perguntei a Marianna.

--Sim estão.

Voltei-me em direção a porta da varanda, eu podia escutar agitação com a afirmação daquela mulher.

O eco de sua acusação ainda era levado aqueles que estavam no fim da pequena multidão, quando sai para a varanda com um sorriso enigmático formando-Se em meus lábios.

-- Ele transformou a humana! Eu a vi ontem, coberta de sangue e com presas!.-- Roxinne exclamou para todos.

E tanto os Anciãos quanto os outros habitantes daquela casa, dos empregados humanos e vampiros e os lobisomens olharam em minha direção.

E com o súbito silêncio mortal, como se todos estivessem em transe fez Roxinne minha meia irmã, e primeira esposa parar e virasse, e ao me encarar pálida com os olhos arregalados, tudo em que pensei naquele instante ao vê-la, era como eu seria grato se pudesse voltar no tempo, e jamais ter me casado com ela.

A única coisa que não me trás desgosto é lembrar que tínhamos uma filha esperta, alegre e meu orgulho, só isso era o que fazia controlar o desejo de puni-lá por tentar plantar a semente da discórdia naqueles presentes.

Com passos deliberadamente lentos desci as escadas, ainda olhando a todos nos olhos, antes de se voltar a minha esposa.

--Roxinne.- murmurei.- Porque se calou? O gato comeu sua língua?.- perguntei com deboche

--Quando chegou?.-- gaguejou ela

Não respondi, tanto por não querer, quanto minha mãe Francesca sair da pequena multidão os olhos escuros arregalados e aflitos perguntar.

--Isso é verdade meu menino?

O pânico que seu rosto expressava era cômico, mais a seriedade daquela pergunta me fez olhar minha meia irmã, sua acusação poderia fazer com que eu perdesse a cabeça literalmente - se fosse verdade- já que por lei era proibido transmutar humanos desde cem anos atrás.

--Eu sei o que vi e tenho como provar!.-- disse Roxinne ajeitando seus ombros em uma postura corajosa.

--E o que viu exatamente irmã?.- perguntei cruzando os braços.

Roxinne piscou a palavra irmã pareceu fazê-la perder suas habilidades comunicativas. Não disfarcei a frieza em meu tom quando continuei ao olhar para aqueles presentes.

--O que Roxinne disse é verdade, Maria Erika é uma vampira, mais o que ela não sabe é que eu não a transformei.

--Então quem foi?.-- perguntou meu avô Cláudio.

--Ninguém. Não à como transformar algo que já é, Erika a quem vocês conheceram não era exatamente humana.-- afirmei elevando o som de minha voz quando aleguei.-- E sim minha única esposa e parceira Maria Erika Dragomir.

--Mentira!.-- gritou minha irmã, mais sua afirmação foi abafada pelo alvoroço que se sucedeu.

Olhei para Marianna que com um passo sem hesitação, se colocou ao meu lado e quando falou ela não ergueu seu tom de voz,pois todos se calaram quando ela se colocou a testemunhar os eventos da noite passada.

E narrou sem faltar ou pular nenhuma palavra como foi derrotada pela minha esposa até o instante que ficou inconsciente.

--Porque você atacou "Erika"? Ela não era sua amiga?.-- perguntou Anciã Salvatore mais por curiosidade do que por dúvida.

Marianna apenas ergueu a cabeça ao dizer.

--O Supremo nós ordenou, através de suas memórias e pensamentos passados por todos os lobos, nós vimos o corpo de Maria Erika sem vida, e antes disso o falso Damon que na verdade era Thereza Aberllard ter usado sua habilidade estranha de se metamorfose, engana-lo a tempo o suficiente para o incapacitar e matar Erika. Então eu lhe pergunto anciã, o que faria se visse uma amiga que acreditava a segundos que estava morta ser uma vampira puro sangue, no meio de um bosque erguendo seu Rei com uma única mão como se ele fosse uma maldita boneca de pano? Eu achei que era a vadia Aberllard disfarçada!

Muitas cabeças se viraram em minha direção, apenas dei de ombros ocultando um sorriso humorado.

Certamente uma boneca de pano! Pensei

--Não irei negar que minha mulher com fome é algo a se temer.-- foi a única coisa que disse

--Espera que acreditemos nas palavras de uma lobazinha?- disse Roxinne.-- Sua parceira morreu! Ela foi morta pela Suprema AnneBeth!

--O corpo e as provas desse crime nunca foram achadas.- comentei, usando o mesmo argumento que tinha usado a tanto tempo atrás.-- E eu não espero que acreditem nas palavras, pois tudo o que está sendo dito é a verdade é somente a verdade.

--Aonde está Maria Erika então?.- perguntou meu outro avô.

--Ela está em um lugar seguro.--disse sem rodeios

Um burburinho nada satisfatório de dúvidas e desconfianças se sucedeu.

--Se ela fosse mesmo uma puro sangue ela não teria medo de aparecer aqui.-- alfinetou Roxinne com um sorriso venenoso

--Ela não está aqui, por infelizmente não podermos confiar em nossos iguais.-- disse meu pai saindo das sombras.-- Todos vocês escutem Maria Erika Dragomir está vivíssima, e ela não retornará até que meu neto e herdeiro nasça. Sim, vocês não escutaram errado vou ser avô! Há chupe essa Cláudio!

Cláudio franziu o cenho, meu pai se aproximou de mim e com um tapa em meu ombro continuou.

-Você não tem algo a acrescentar menino?

Sorri para meu pai, e Voltei-me para olhar Roxinne mais essa já não estava mais ali, não que importasse.

--Todos aqueles aqui presentes, espalhem para todos os outros vampiros de cada região e clã, eu Damon proíbo a caça as bruxas aquele que ser pego caçando ou matando será punido ou executado. Isso serve também, a qualquer um que esteja escondendo ou ajudando a traidora Thereza. Quem a trouxer até mim para ser punida por seus crimes será grandemente recompensado. Isso é tudo.

Enquanto saia os Anciãos, menos a Salvatore me seguiram se queixando sobre o cessamento da caçada, e seus protestos me fizeram parar e virar para os encarar.

--Porque estão tão relutante em aceitar? Tem algo na qual deva saber.

Meu pai sorria com um sorriso viçoso enquanto olhava aos Anciãos, os desafiando a dizer algo o que foi estranho pois eles se calaram e abaixaram a cabeça somente meu avô materno se pronunciou ao dizer.

--Apenas fomos pegos de surpresas, espero que me perdoe... só que hoje foi tão agitado!

Embora não tenha engolindo aquela desculpa esfarrapada vi, aqueles abutres sair como baratas medrosas para longe dali somente meu pai ficou e quando se voltou a mim, a sua seriedade me fez ficar atento quando ele disse.

--Jason está com ela.

Assenti aliviado e olhei para o casarão... e não pude deixar de sonhar em ver me filho correr por aquele jardim. A imagem veio tão forte que fez meu peito se encolher de ansiedade, logo.

Logo aquilo seria real.

(....)

ROXINNE

--NÃO ! NÃO! NÃO!.-- berrou furiosa enquanto chutava, jogava e arremessava qualquer coisa que estivesse a sua frente.

A sua dama de companhia se mantinha encolhida no chão aonde um grande corte em sua testa jorrava sangue, ferimento causado pela irá dela.

Nada escapava de sua raiva, era como se uma faísca tivesse pousado em um matagal de folhas secas e o fogo se alastrou rapidamente consumido tudo à  sua frente. Nada fugia.

Roxinne levou as mãos aos cabelos e os puxou dando um grito rouco de ódio ao se lembrar do sorriso da vadia na noite passada quando a viu.

Ela estava grávida! Aquela puta estava grávida!

Ao se lembrar daquilo e ao vê a sua dama de companhia se levantar, Roxinne não pensou ao caminhar até a peble e chutar o estômago daquela mulher imaginando ser Erika.

A mulher gemeu quando bateu no teto e caio no chão, Roxinne novamente por ter algo vivo em que sufocar sua ira ela continuou a chutar a mulher dessa a vez contra a parede, o som da carne e ossos sendo amassados, fez um pouco do peso em seus ombros seder.

Por um tempo os gemidos da sua dama de companhia sesso, Roxinne com a respiração falha verificou se o verme tinha morrido e quando viu que não, com um franzi de lábios, elevou o pé acima da garganta daquela vampira inferior e estava prestes a decepar a cabeça daquele inseto quando braços pequenos a circularam, e a voz irritante daquela pirralha encheu seus ouvidos.

-Mamãe por favor,pare você vai matar Isabel!

Roxinne se voltou pronta para espancar aquela coisa, quando parou vendo aqueles olhos violetas marejados de Rosália algo dentro dela se acendeu diante a um plano que se formava a uma velocidade assustadora.

-Tudo bem eu parei.- murmurou Roxinne elevando as mãos hesitante a menina se soltou.

Roxinne se ajoelhou diante a pirralha, e com uma amabilidade limpou as lágrimas daquela fracote.

-Por que a senhora está com tanta raiva mamãe? .-- perguntou Rosália hesitante com medo de sua reação.

Mas tudo o que Roxinne fez, foi abaixar a cabeça e com um olhar "triste" disse com a voz embargada.

--Seu pai...- com a voz falha e com lágrimas a escorrer pelo rosto Roxinne segurou os pequenos ombros da menina e disse escolhendo as palavras cuidadosamente por saber da afeição que aquela traidora tinha pela vadia.-- Seu pai nós trocou! Ele nós trocou pela segunda esposa!

Rosália piscou algumas vezes atordoada pelo estado de sua mãe.

--Ele nunca nos abandonaria mamãe.- disse ela

Não você seu verme, pensa Roxinne mais ela segurou o insulto.

Amável e triste, repetia a si mesma.

--Você não percebeu? Quando Erika chegou ele me deixou. E agora aquela mulher está grávida! De um menino, agora me diga quem papai amará mais? A primogênita ou o sucessor ao trono?

A menina a sua frente ficou em silêncio quando sua mãe limpou as próprias lágrimas e se levantou.

--Tudo o que quis era oferecer o mundo a você! Que você, com sua esperteza e sagacidade governasse com mãos de ferro esse mundo oprimido pelos homens, acha que não notei o quanto minha menina é inteligente e estudiosa? Eu percebi! Não sabe o quanto eu me gabava para aquela maldita Lady Castlev. Mas agora com a vinda de seu meio irmão, este meu sonho nunca se realizará! Por isso estou furiosa. Entendi como eu me sinto?

Rosália apenas ficou de cabeça abaixada, mais Roxinne notou o quanto suas palavras mexeram com ela, agora só faltava o tiro de misericórdia.

--Mesmo que seu pai ainda te ame, afinal você é a primeira. Acha mesmo que isso será o suficiente? Aos poucos aquela mulher terá seu pai por completo, e nós seremos esquecidas. Viveremos como sombras.

--Papai não...-murmurou ela baixinho

--Eu sei, mais considere o que disse querida.--falou Roxinne obrigando-se a se ajoelhar e sujar seu vestido para acariciar o rosto de sua ferramenta.--Não podemos parar de considerar a possibilidade si?

Rosália em silêncio tirou as mãos dela de seu rosto e saiu rapidamente do seu quarto, com delicadeza Roxinne se ergueu.

--Bem se não a terei morta, pelo menos farei a vida dela um inferno.-- Roxinne se voltou para a dama que já acordava e com delicadeza pós o pé na garganta da mesma, olhos vermelhos a encarou assustada.-- Se contar o que aconteceu aqui, ou sequer mencionar algo que possa me atrapalhar, eu parto esse seu pescoço como osso de frango entendeu?

Assim que Isabel assentiu em concordância, o medo refletido no olhar da criada fez Roxinne tira seu pé, olhar envolta do quarto e ordenar.

--Humpf! Arrume esse quarto quando se levantar.

Antes de sair do quarto Roxinne parou em frente ao espelho arrumou o decote, limpou a maquiagem que tinha borrado ao fingir chorar e sorriu ao lembrar do rosto da pirralha.

Logo o que plantou criaria raízes, e finalmente a pirralha será útil em alguma coisa na vida.



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