História O despertar para a vida (malec) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oie olha eu aqui de novo sei que falei que o próximo capítulo postaria só domingo mas aqui estou eu de novo.😁

Capítulo 2 - Mudança de vida




2 dias antes


 


- Isabelly onde você está? Já cheguei aqui tem mais de 1 hora e nada de você. Alec diz ao celular.


 


- Desculpa maninho, estou presa aqui no hospital, chama um táxi e vem para cá, assim podemos ir embora juntos para casa.


 


- Pelo anjo Izzy, me passa o endereço por mensagem? Ele segue para onde é o embarque de desembarque de passageiros e pega um táxi rumo ao Cornell um dos mais renomados hospitais de Nova York.


 


- Oi Izzy, que dia foi esse amiga, quantos acidentes, não aguento mais limpar feridas, Catarina diz sentando ao lado dela na cantina para um café rápido.


 


- Nem me diga, estou exausta. Tive que fazer duas cirurgias de urgência e ainda tem meu irmão que está vindo para cá agora, nem pude ir buscá-lo no aeroporto.


 


- É amiga, mas pelo menos ele está bem, eu já não sei o que faço com Magnus, ele está cada dia mais depressivo, só sai de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Ragnor me disse que nem sair para almoçar ele sai mais, come qualquer coisa no escritório mesmo. A fisioterapia só faz porque sabe que se não fizer os músculos irão atrofiar. Mas a terapia, ele não quer nem ouvir. Toda vez que toco no assunto ele repudia. Ele disse que nenhum almofadinha metido a conhecedor a psique, nenhum doido irá ouvir sua trágica história.


 


- Eu sinto muito Cat, lembro do dia que conheci seu irmão, o cara mais alegre e alto astral, não o abalava, ele era uma verdadeira fonte de alegria. Mas quando tive que fazer o primeiro atendimento naquele fatídico dia, eu fiquei muito triste, seu irmão é um homem forte, creio que ele irá superar essa situação.


 


- Quero muito acreditar nisso amiga, mas se ele não aceitar se tratar vai ficar difícil. O primeiro passo precisa ser o dele.


 


- Eu sei Cat, até comentei com Alec sobre ele, que se fechou para o mundo depois do acidente. Alec disse que isso é inevitável e cada pessoa tem seu tempo para reagir, mas que a depressão pode ser uma grande inimiga nesse processo. Ele até se disponibilizou a ajudar no que for preciso, se a gente conseguir convencê-lo.


 


- Meu sonho Izzy, mas acho que ele não aceitaria, Magnus é muito orgulhoso, não sei se um recém-formado seria uma boa ideia.


 


- Não subestime a capacidade de Alec, meu irmão é um dos psicólogos mais incríveis que já conheci. Ele se formou a 1 ano, por ironia, a formatura dele foi no dia que Magnus se acidentou, lembro disso porque na hora que liguei para ele para me desculpar por não ter conseguido sair de Nova York, recebi no bip o chamado para atender uma emergência.


 


- Nesse 1 ano, ele ajudou mais pessoas do que eu em toda a minha carreira, ele é excepcional, por isso convidei para vir morar comigo, acho que ele tem uma grande chance de crescer mais do que já está crescendo, principalmente longe dos nossos pais, que não se conformam dele não ter seguido na neurocirurgia.


 


- É verdade, às vezes me esqueço que seus pais são médicos renomados, considerados os melhores dos Estados Unidos.


 


- Mas vem, ele acabou de me mandar mensagem, está no estacionamento me esperando. Quero que você conheça o cara mais lindo do mundo.


 


- Hei, ninguém é mais lindo do que Magnus, ela diz e as duas começam a rir.


 


Alec está parado perto de onde ficam os carros dos funcionários, ele está vestindo uma calça jeans de lavagem clara, uma camiseta e jaqueta preta, nos pés um sapato social, seus cabelos num penteado alinhado.  De longe Izzy o avista e sai correndo ao seu encontro, sendo pega por ele pela cintura e girada no ar.


 


- Alec, que saudades meu irmão, que bom que você está aqui, como sinto a sua falta, do Max e dos nossos pais. Caramba, nunca imaginei que morar longe fosse tão difícil.


 


- Também estava com saudades de você pirralha, ele diz bagunçando o cabelo dela que estava impecável em um rabo de cavalo.


 


- Pirralha uma pinoia, me respeita garoto, sou mais velha que você. Ela diz fazendo língua para ele que começa a rir da bobeira dela.


 


- Alec quero te apresentar uma grande amiga, Catarina Loss.


 


- Prazer Catarina, Alec diz dando um beijo em cada lado do rosto dela. Izzy fala muito de você. Obrigada por cuidar dela para mim.


 


- Que lindo, irmão protetor. Sua irmã já faz parte da minha família, gosto muito dela.


 


- Alec, ela é a irmã do rapaz que contei para você, aquele que sofreu um acidente e que até hoje não superou o que aconteceu.


 


- Sinto muito Catarina, é difícil para qualquer ser humano ser privado de algo que tinha quase como banal, infelizmente como seu irmão, há milhares de pessoas que em algum momento sofrem algum tipo de lesão irreversível.


 


- O problema é que ele está cada vez mais atolado em uma terrível baixa autoestima, sinto que perco meu irmão a cada dia. E não tem nada que posso fazer para ele se sentir melhor.


 


- Mas você não precisa fazer nada.


- Então eu tenho que assistir meu irmão se definhando pelo resto da vida? Ela diz rispidamente.


 


- Eu não disse isso Catarina, mas às vezes na intenção de ajudar, nos sufocamos quem amamos, dê espaço a ele, e seja mais enérgica, não aceite tudo que ele ditar para você, mostre que você está infeliz, que você está sofrendo, ele precisa de um choque de realidade. Sei que é difícil ouvir isso, que parece maldade, mas você precisa viver também e acima de tudo, procurar uma terapia, até para poder ajudar melhor o seu irmão.


 


- Se ele quiser, posso ser o seu médico, mais só ele pode decidir isso, mas ninguém.


 


- Obrigada Alec, vou pensar no que você disse, e me desculpe a grosseria, mas é que não sei se vou conseguir, esses meses todos tentando ajudá-lo de qualquer forma, e de repente mudar, acho um pouco egoísta.


 


- Mas um motivo para você procurar ajuda profissional Catarina, e desculpe se pareço intrometido. Izzy podemos ir, estou muito cansado, foram intermináveis 5h de voo.


 


- Claro maninho, vou buscar meu carro para você colocar as malas dentro, ela dá um beijo na amiga e sai em busca do carro.


 


Eles chegam no apartamento da Izzy, ele fica num bairro nobre de Nova York, o lugar é espaçoso, tem duas suítes, uma sala grande de estar e uma de jantar conjugada com uma cozinha toda slim, com móveis embutidos, uma linda decoração.


 


- Nossa, seu apartamento está mais bonito do que eu imaginava maninha, você caprichou.


 


- Eu conheci uma arquitetura muito competente, aliás, Clary Fairchild, ela é esposa do Dr Jace, aquele que tem uma sala e vai te alugar, ele também é psicólogo, mas a área de traumas ele não gosta muito de atender, prefere pacientes com depressão, suicidas, essas coisas, então vai te encaminhar os pacientes de trauma para você. Acho que vocês serão ótimos amigos meu irmão, ele é um cara muito divertido, talvez até te ajude a ser menos fechado.


 


- Que bom Izzy, isso vai me ajudar bastante. E para seu governo eu não sou fechado, sou reservado, há uma boa diferença aí.


 


- Sei maninho. Estou tão feliz de você estar aqui comigo, esses anos longes da família foram difíceis, mas agora eu tenho você, ela diz dando um beijo na bochecha dele, que sorri pelo ato da irmã.


 


- Agora vem, mandei decorar seu quarto e espero que goste. Ela diz abrindo uma porta que fica de frente para outra, quando ele entra fica admirado, bem ao centro tem uma enorme cama de casal, um closet e um banheiro.


- Uau, que cama grande Izzy, não precisava se incomodar, eu dormiria naquela de solteiro que eu dormia quando vinha para te visitar.


 


- Nem pensar Alexander Lightwood, para meu irmão só o melhor, só não vou admitir que você traga o Mark para dormir com você, ela diz piscando para ele, que devolve uma careta para ela.


 


- Izzy, o Mark é passado, ele não faz parte da minha vida faz mais de um ano, além do mais ele está na Califórnia, não precisa se preocupar.


 


- Não mesmo irmão? Você tem uma queda enorme por aquele homem, não sei qual o poder que ele tem sobre você, mas se ele estalar os dedos você corre para os braços dele.


 


- Isabelly Sophie Lightwood, você não sabe mais nada sobre mim, eu cresci, eu aprendi, eu passei por poucas e boas junto daquele cara, mas um dia a gente aprende. Agora sou um homem de 24 anos, ele diz e eles começam a rir.


 


- Tá certo homem de 24 anos, não toco mais no assunto. Agora a gente precisa preparar algo para comer. Ela diz seguindo para a cozinha.


 


- Izzy, pelo anjo, você fez algum curso de culinária? diz que sim, ele fala indo atrás dela.


 


- Nem vem com graça, eu sou uma cozinheira de mão cheia, diz abrindo o freezer pegando uma marinex cheia de uma lasanha de quatro queijos.


 


- Alec olha e vê que há várias vasilhas assim no freezer. Quem que fez isso tudo Izzy? Ele pergunta analisando os conteúdos todos catalogados por dia da semana, data da validade e o conteúdo na vasilha.  


 


- Ok, você venceu, no início da semana vem uma cozinheira e preparar todas as refeições principais e coloca no freezer, então maninho é só esquentar no forno. Assim não comemos fora todos os dias, e mantemos uma dieta mais balanceada.


 


- Izzy, você é genial, ele diz sentando em uma banqueta atrás da bancada da cozinha, ele está muito feliz com o rumo que sua vida vai tomar dali para frente.


 


Ele pede licença a ela e vai no quarto, tira as roupas, pega uma toalha e segue para o banheiro, toma um banho quente, seus ossos se sentem fortalecidos, uma paz inunda seu coração e ele acredita que sua vida seria tirada do trilho em breve, mas seria de um jeito bom, algo que derrubará todas as suas muralhas dando espaço para o desconhecido.


 


Ele termina o banho, veste um moletom preto e uma camiseta branca e vai para a cozinha, Izzy já tinha colocado a mesa, então eles comem em silêncio, com um sorriso discreto no rosto.


No sábado Izzy o leva para conhecer a cidade, eles caminham pelos lugares pertos, vão ao shopping, assistir um filme e depois retornam para casa, Izzy tem que dar um plantão de 24h, então precisava descansar.


 


Alec acorda no domingo, já são quase 11h e ele lembra que está sozinho. Então ele toma um café e decide dar uma volta pela praia onde Izzy o levou no dia anterior. Ele gosta da sessão da brisa do mar em seu rosto, então ele continua caminhando até que uma cena o intriga.


 


 De longe, observando a imensidão do mar, ele vê um homem chegando perto da água em uma cadeira de rodas, ele senta no calçadão e fica admirando a coragem dele, e pensa: que lindo, uma pessoa com limitação física se dá o privilégio de sentir o mar enquanto muitas pessoas que se consideram sã, ficam presas em seus mundos e não aproveitam a vida.


 


Mas de repente a admiração se transformou em espanto, o homem está entrando do mar, Alec levanta não querendo acreditar no que está vendo, ele demora um pouco para reagir, seu corpo está paralisado e quando cai a ficha e ele entende o que aquele homem está fazendo, ele corre em direção ao mar. O homem havia sumido então ele entra na água e começa a nadar de um lado para o outro a buscar pelo homem sem obter sucesso. Ele então desiste de procurar.


Notas Finais


Espero que gostem.


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