História O Destino da Navegação - Imagine Mark Tuan (Got7) - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Ahgase, Anjos, Bts, Coréia Do Sul, Got7, Igot7, Kpop, Lutas, Mark, Mark Tuan, Poderes, Realidade Paralela
Visualizações 33
Palavras 4.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meu fofuchos! Me perdoem mesmooo a mega demora que tive para postar, mas tive falta de motivação, mas estou aqui novamente com um capítulo que eu gostei muito de fazer e espero que vocês gostem de ler!

Enfim, boa leitura ☻

Capítulo 16 - Festa ou Batalha?


Fanfic / Fanfiction O Destino da Navegação - Imagine Mark Tuan (Got7) - Capítulo 16 - Festa ou Batalha?

Ryu Sophia

Dia: 15/11/1535

  Abro metade de meus olhos e me espreguiço para ter coragem de abri-los totalmente, vejo ao meu lado e Mark está dormindo profundamente, olho para meu outro lado e vejo que são 5h, pelo menos dormi mais do que as noites passadas. Dou um beijo na testa de Mark e levanto, vou ao banheiro e tomo banho, escovo os dentes e faço minhas higienes matinais. Como não tinha nada a fazer, decido ir a um lugar que nunca tinha ido antes, uma praça que era mais um parquinho para crianças. Vou ao closet e coloco uma blusa lilás de manga longa, uma saia preta e uma bota preta também, arrumo meu cabelo e quando começo a sair do quarto, Mark resmunga meu nome.

- Está acordado? *Pergunto sussurrando para ter certeza.*

- Essa porta é mais barulhenta do que um avião decolando. *Mark diz com sua voz de soninho.*

- Desculpa meu anjo, tentei abrir o mais lentamente possível. *Vou até ele para dar um beijo na bochecha, mas com seus reflexos, ele vira exatamente na hora que vou beijar e tocamos nossos lábios.* Você é muito safado, sabia?

- Eu sei, por isso não quero apenas um selinho. *Ele me puxa me fazendo ficar em cima do mesmo. Sem ter tempo de pensar, ele me beija novamente, mas dessa vez sem pressa, apenas apreciando o gosto de nossas bocas juntas. Ele passa para o meu pescoço e começa a chupar sem dó, mas como ontem, me afasto bem nesse momento.* Por que você sempre se afasta nessa hora? Seu pescoço é tão bom... *Mark fala fazendo biquinho.*

- Gostei de saber... Mas eu já estou arrumada seu bobo, vou dar uma volta. *Eu explico e sua expressão de dó vira em um instante uma expressão de preocupação.*

- Como assim você vai sair a essa hora na rua??!! *Ele fica surpreso.*

- Calma docinho, só vou para a praça que fica aqui perto, faz um tempo que não vou a um parquinho de criança, no Brasil era muito bom, quero ver se aqui é tão bom quanto lá. Volte a dormir, jaja volto, ok? *Dou um beijo em sua testa.*

- Ok... Mas tome cuidado, por favor. *Assinto com a cabeça e saio do quarto.*

  No caminho da praça, relembrei os poucos dias que passei aqui na Coréia, mas que com toda certeza foram os dias que mais marcou a minha vida até agora, cheio de sentimentos, emoções, atividades e principalmente, conhecimento. Chegando lá vejo que está vazio, como esperado. Entro na praça e vejo vários brinquedos, como balanço, escorregador, gangorra, gira-gira e outros. Meu favorito sempre foi o balanço, então sento nele e fico balançando devagar. Quando começo a voltar nos pensamentos, vejo um vislumbre passando na minha frente, de uma mulher com um homem ao lado. Estava escuro ainda por ser 5 horas, mas o formato da mulher era familiar, então decido ver melhor com o meu fortalecimento de visão, e me arrependo disso. Fico com os olhos arregalados e rosas por conta da preocupação, era Haneul e seu pai. Para não chamar muita atenção, saio do balanço silenciosamente e vou seguindo eles em uma linha paralela, como se eles estivessem em uma calçada e eu na calçada oposta. Depois de um tempo, eles param 2 casas antes da minha com a cabeça fixa em seus pés. Fico atrás de uma árvore observando pelo canto do olho e percebo que eles estão mexendo a boca, como se estivessem recitando algo juntos. Fico desesperada tentando achar algo para distrair eles sem que me vejam, então acho um galão de água perto. Pra não fazer barulho, consigo tirar a água de lá sem estourar o galão, apenas com a força da pressão da água eu consigo tirar e lançar na suas cabeças, a reação de Haneul já era esperada.

- AIIISHHHH PAI, QUEM FOI QUE FEZ ISSO? *Ela pergunta gritando.*

- Eu realmente não sei, mas... *A partir disso não consigo mais ouvir o que eles estão conversando, mas dava para ver com clareza que a Haneul estava estressada. Depois de um tempinho conversando, eles voltam para o lugar que vieram com os pés pesados de raiva.*

  Ainda assustada, espero eles sumirem da minha vista e entro correndo em casa, quando abro a porta dou de cara com Mia.

- Amiga, ainda bem que é você, preciso conversar contigo. *Digo ofegante.*

- Ok, mas... O seu amorzinho está vindo. *Quando ela termina de falar, Mark desce as escadas.*

- Ryu!! Que susto você me deu, eu queria ir atrás de você antes, mas meio que... Eu demorei pra levantar. *Mark diz vindo em minha direção.*

- É, esse moço aí demorou uma eternidade pra acordar, e já como eu não sabia onde ficava essa tal praça, precisava esperar. *Mia diz apontando pra Mark.*

- E como você sabia que eu tinha saído?

- Ouvi você dizendo para o Mark que iria sair.

- Atah... Mas espera. Como você ouviu isso? *Pergunto assustada.*

- Não se esqueça que o quarto do JaeBum é do lado do seu, escuto tudo o que dizem e fazem... *Ela dá um sorriso malicioso.*

- É, então não deve escutar nada, já que não fazemos nada. *Mostro a língua pra ela e Mia faz o mesmo.*

  Ficamos um tempo conversando já que eu estava sem sono e pelo que parecia Mia também, mas Mark estava quase dormindo no meio da conversa. Depois de um tempo, ele não aguenta e diz que vai dormir, me chamando junto, mas estava sem sono e precisava contar a Mia o que tinha acabado de acontecer.

- Então besta, o que foi que aconteceu pra você chegar toda ofegante? Viu um fantasma?

- Na verdade, não... Mas com certeza é pior do que um fantasma, vi um capeta. *Eu digo e ela fica assustada me fazendo rir.* Ta ta, não literalmente, ou talvez sim... Mas enfim, eu vi a Haneul e seu pai. *Depois que digo isso que ela fica mais boquiaberta ainda. Conto a ela cada segundo e cada detalhe que eu tinha passado.*

- Ta bom, agora sim eu concordo com você que é literalmente um capeta. Mas e aí, não vai contar para o Mark não?

- Não tenho certeza ainda... Ele passou por um trauma grande ontem, não quero que ele fique desesperado por isso. Acha que eu devo contar?

- Seu pensamento é bom, mas e se ele descobrir, não vai ser pior?

- Como ele iria descobrir? Só se você contasse, porque só disse pra você por enquanto.

- Ah, não sei, mas pense bem sobre isso, ok? E você é incrível sua loka, nunca pensaria em algo assim, até porque sou da natureza neh, mas provavelmente estaria paralisada com a cena. *Mia me abraça enquanto me acaricia.*

- Não posso dizer o que eu estou sentindo relembrando disso. *Ela se afasta do abraço e me olha profundamente nos olhos.*

- Raiva, está vermelho como sangue.

- É, pode ser isso mesmo.

  Depois de um tempo conversando, decidimos ver um filme pra quebrar um pouco do gelo. Demoramos um pouco pra entender como liga ou como coloca um filme na TV, mas no final deu tudo certo. De pouco em pouco os anjos foram acordando e nos cumprimentando, como o Mark é que nem eu, dorminhoco (mesmo que ultimamente estou dormindo pouco), ele foi o último a acordar. Alguns foram assistir TV conosco e outros saíram pra dar um volta pela cidade.

Quebra de Tempo

  Passamos o tempo bebendo, comendo e se divertindo até a hora que marcamos de ir treinar na Colônia. Nos arrumamos e fomos em direção ao nosso teleporte na praça, como de costume fechamos os olhos e aparecemos magicamente na Colônia, mas dessa vez com uma surpresa, Jimin estava nos olhando com um sorriso no rosto.

- Bem vindos de volta, galera! *Ele nos cumprimenta com um sorriso e seu eye smile.*

- Jimin!!! Que saudades. *Digo abraçando ele e Mark cruza os braços me fazendo rir.* Como você está?

- Melhora agora com vocês aqui. Mas então, a Soph disse sobre a festa que terá hoje, neh?

- Falou sim, mas tenho uma pergunta, só terá anjos nessa festa? *Marcela pergunta.*

- A maioria será anjos sim, mas tem uma minoria que são apenas humanos. Espero que não se incomodem por isso.

- Claro que não, até uns dias atrás nós achávamos que éramos apenas humanos também. *Jinyoung diz e todos concordam rindo.*

  Jimin nos levou até Mok e ele estava esperando como de costume, sempre sorridente e preparado para passar o treinamento. Nos cumprimentamos e sem muita enrolação começamos o treinamento. Todos estavam treinando suas especialidades características enquanto eu estava treinando água e natureza hoje, fiquei bastante interessada depois daquela técnica que eu utilizei para tirar minhas dores deu certo. Conversei com meu pai sobre o imprevisto que aconteceu quando estávamos descendo para a Terra ontem e ele obviamente ficou morrendo de preocupação, mas tranquilizei ele dizendo que todos cuidaram muito bem de mim e que consegui tirar minhas dores por conta do treinamento, ele sorri ficando muito orgulhoso de mim por tudo que fiz, nesse sorriso dele me lembro do sonho que tive.

- Então pai, me lembrei de um sonho que tive ontem. *Expliquei detalhe por detalhe para ele, ficando com os olhos cada vez mais azulados de tristeza. Depois de contar tudo me segurando para não chorar, meu pai me abraça forte e desmancho em seu ombro.* Estou com ta-anto medo dis-so...

- Calma, Soph, só foi um sonho ruim... Eu estou com você, isso que importa, não? *Ele separa o abraço e me lança o seu melhor sorriso, me tirando um sorrisinho junto.*

- É... Acho que sim.

- Agora respira fundo e vamos voltar ao seu treinamento, porque ontem foi um exemplo claro que você está evoluindo muito bem. *Mok me dá um beijo na testa e se junta aos outros.*

  O tempo passou muito rápido, mas consegui controlar melhor a água, fazendo maior quantidade de bolinhas de água e mais densas, para dar um impacto maior, enquanto na natureza fiquei curando algumas árvores que estavam com alguma doença, mas nenhuma comparada a árvore de ontem, que estava quase morta. Nos reunimos no final e fomos até o local de entrada e saída da Colônia.

- Verei você logo na festa, neh pai? Daqui 2 horas no mundo real que irá começar, quero ver você sem atraso, viu? *Digo o abraçando.*

- Pode deixar sua chatinha, não irei me atrasar.

- Bom mesmo, vamos pessoal? Ah, e vocês estão controlando melhor suas asas? Se não, vou morrer de preocupação e desmaiar de novo, hein.

- Fique tranquila, Soph, estamos preparados dessa vez. *Grace diz me tranquilizando.*

  Mok estrala os dedos e abre a passagem para descer novamente, como estou craque no voo, cai de costas acenando para o meu pai enquanto o mesmo retribui fechando a brecha da Colônia, viro para os meus amigos e desta vez está tudo certo, todos caindo em perfeito controle. Chegamos no solo e começo a bater palmas.

- Já estão melhor do que eu no voo, nunca desconfiei. *Digo enquanto guardamos nossas asas.*

- Sua falsa, mas obrigada. *Jackson diz mostrando a língua.*

- Estou dizendo o que eu acho, seu viado. *Mostro a língua de volta.*

- Sou viado não, sua loka, olha aqui. *Ele puxa a Marcela e a beija sem nem dar tempo para a mesma pensar, enquanto todos a volta fazem “ohh”, depois de um tempo se beijando eles se separam e Marcela ainda estava incrédula.* Comprovado?

- Até d+. *Yug comenta e todos riem.*

- Que nada, tava mais do que na hora de se assumirem pra nós, somos seus amigos, poxa. *Digo sendo sincera.*

- Sei que sim, mas é que eu não sabia que estávamos nesse ponto até ele me beijar agora. *Marcela fala sendo sincera também e todos caem na risada de novo.*

   Depois de algum tempo de conversa, cada um foi para seu canto para se preparar para a festa na casa de Jimin, estou ansiosa para ver o desenrolar da festa e para conhecer pessoas novas. Vou para o banheiro tomar banho e Mark tenta ir junto comigo, mas não deixo, não por enquanto... Tomo meu banho e vou ao meu closet escolher alguma roupa, depois de algum tempo decido vestir um vestido preto curto com rosas vermelhas por todo o seu tecido e um cinto preto em minha cintura, coloco um tênis inteiramente preto e prendi meu cabelo em um coque, deixando duas mechas da minha franja soltas. Sem muita surpresa, percebo que eu sou uma das primeiras a estar pronta, então sento no sofá ao lado de Youngjae, Grace, Marcela e Leo para conversarmos. Após um tempo esperando os atrasados, todos chegaram e fomos andando mesmo, já que a casa de Jimin era perto da nossa. Chegamos lá 20 minutos atrasados.

- Ta vendo, por causa desses MENINOS que parecem noivas atrasadas, chegamos com a festa já rolando. *Grace fala tonalizando os “meninos” enquanto alguns dão risadas e outros concordam.*

- Mas não tem problema, vamos entrar, quero ver se minha família já chegou. *Digo indo até a porta, mas quando ia entrar, Mia me puxa.*

- Não tem problema sua mãe encontrar com seu pai depois de tanto tempo? *Ela pergunta sussurrando, mesmo não tendo contado a história de meus pais, ela sabe que eles não se veem há anos.*

- Não não, eu quero isso, quero que eles se reencontrem. *Ainda com receio, ela concorda com a cabeça.*

  Entramos todos os 12 na festa e me surpreendi bastante a primeira vista, a casa era enorme e estava cheia luzes, decorações, comidas, bebidas, palco para dança, DJ e várias coisas pra tornar a festa maravilhosa. Andamos um pouco olhando em volta quando me esbarro em alguém.

- Aigo, me desculpe, não te V...(A: precisava dessa). *Não terminei, pois vi que era Min Yoongi, aquele garoto que me era familiar quando o encontrei junto de Hoseok.* Ah, é você, Min Yoongi, certo?

- Isso, não precisa das desculpas, mas bem-vinda a festa. *Disse seco e foi embora, será que fiz algo a ele?*

- Quem era ele? *Pergunta JaeBum.*

- Amigo do Hoseok, o médico que ajudou Leo.

- Ele pareceu meio seco ou foi impressão minha?

- É, ele foi seco, mas acho que é dele mesmo, apenas ignora, vamos tentar encontrar Jimin. *Digo animada a JaeBum tentando tirar a preocupação dele, ele é um ótimo cunhado (A: lembrando que ela considera a Mia irmã, mesmo não sendo irmãs de sangue), fico feliz por Mia ficar com alguém assim.*

   Depois de um tempo andando no meio da multidão, vejo que JaeBum, Mia, Leo, BamBam, Marcela e Jackson já saíram do nosso grupo, devem estar curtindo a vida de pombinhos deles, nesse pensamento dou um pequeno sorriso para mim mesma.

- Posso saber o que você está pensando? *Mark pergunta sussurrando com sua voz rouca colada ao meu ouvido.*

- Não é nada demais, seu safado. *Sussurro para só ele escutar, quando ele ia continuar a conversa, Jimin chega pulando nas minhas costas.*

- Soph!!! Que bom que chegou, pensei que não iria vir menina. *Fala me abraçando cada vez mais forte.* Olha quem eu achei perdido por aqui. *Ele dá espaço e vejo Mok.*

- Que bom que achei vocês dois! Estava com saudades. *Digo abraçando os dois juntos.* Trouxe todo mundo pra essa festa, então tem que ser boa, hein Jimin. *Digo piscando o olho para o mesmo.*

- Haha, pode deixar, como vão pessoal? *Jimin se afasta indo para o resto do grupo, ficando eu, Mark e Mok.*

- E então pai, o que está achando da festa até agora?

- G-E-N-I-A-L, tantos anos que não vou a uma festa que até tinha esquecido que é tão boa assim. *Ele diz fazendo eu e Mark rir.* Você tem um sorriso lindo, Mark, e olha que eu sou homem.

- Não é, pai? Sempre digo isso, mas ele não acredita.

- Obrigada vocês dois, mas quem está bonito hoje é vocês dois. *Ele diz e eu franzo a testa.*

- BONITO? Caraca, pensei que você soubesse que sou mulher. *Digo e os dois caem na gargalhada.*

- Só estava tirando com a sua cara, boba. *Mark diz ainda rindo e eu cruzo os braços, ele vem pra perto de mim e sussurra me deixando arrepiada.* Você está maravilhosa assim, mas imagino que esteja perfeita sem a roupa.

- Ai ai, o que você falou pra Soph, Mark? Pra ela ficar arrepiada e corada desse jeito?

- Nada demais, Mok, apenas disse que está bonita e não bonito. *Mark diz dando um sorriso inocente.*

- Vai sonhando que estou acreditando nisso, seus pervertidos. *Mok diz rindo enquanto eu coro mais ainda. Nesse momento vejo minha mãe e Oliveira passando pela porta principal, encantados com o lugar.*

- Mark, fica aqui conversando com meu pai que eu já volto, vou tentar encontrar Mia. *Digo enquanto pisco para Mark discretamente e ele entende a mensagem.*

- Claro, vai lá, então Mok... *Vou em direção a entrada e vejo meus pais conversando com a recepcionista.*

- Pai! Mãe! Vocês chegaram, que saudades. *Digo abraçando e beijando a bochecha dos dois.*

- Claro, não iria dizer que viria e deixar minha filhinha esperando. *Oliveira disse esboçando um sorriso, por alguma razão, me sinto estranha agora vendo o sorriso dele como pai, provavelmente por conta da história de Mok com a minha mãe. Me esforço para retribuir meu sorriso como se tivesse tudo em ordem.*

- Obrigada, pai, tenho certeza que foi por conta da mamãe que vocês demoraram. *Digo e Oliveira ri, enquanto minha mãe me dá um tapa.* Aigoo...

- Nem demorei tanto, vai.

- Ok, vou fingir que não. *Ela me dá outro tapa.* Aigo, chega de tapas.

- Só quando você parar de brincar comigo.

- Ok, ok, parei. Agora vamos entrando, a festa está incrivelmente linda.

- Estou percebendo, tem uma decoração mais bonita que a outra. *Minha mãe comenta enquanto começamos a andar para dentro da casa. Vejo Jimin e o chamo com a mão.*

- Vou te apresentar o dono dessa casa. Jimin, essa é minha mãe e mãe esse é Jimin. *Minha mãe fica com uma expressão incrédula misturada com assustada. Fico com uma expressão confusa e Jimin pisca o olho discretamente pra mim.*

- Olá, senhora Ryu, certo? Prazer em conhecê-la. *Jimin estende a mão para cumprimentar minha mãe com um sorriso doce e encantador. Quando minha mãe escuta o “prazer em conhecê-la”, sua expressão alivia um pouco.*

- Sim... O prazer é todo meu, Jimin. *Ela estende a mão e cumprimenta Jimin.*

- Desculpe pelo pouco tempo, mas preciso resolver algumas coisas da festa, licença. *Jimin diz saindo.*

- Sophia, conhece ele a quanto tempo? *Ela pergunta rapidamente a mim.*

- Há poucos dias, mãe.

- Hum. E se conheceram onde? *Pela reação de minha mãe por ver Jimin e a piscada que o Jimin me lançou, provavelmente ela já o conhece, melhor eu esconder onde nos conhecemos realmente por enquanto.*

- Em uma praça, ele me apresentou todos os lugares da praça, foi muito gentil da parte dele. *Tento fingir o máximo possível.*

- É, imagino. *Ela vira o rosto.*

- Está tudo bem, amor? Quer que eu busque alguma bebida pra você? *Oliveira pergunta a minha mãe.*

- Na verdade eu quero uma bebida sim, mas eu vou até lá, queria dar uma volta na casa. *Ela diz indo em direção ao balcão de bebida ficando sozinha. Essa é minha chance! Vou chamar meu pai para ir pegar uma bebida comigo para eles se encontrarem. Vou em direção ao meu pai e Mark e dou uma piscada discreta novamente para Mark.*

- Meus anjos, querem uma bebida? *Pergunto aos dois a minha frente.*

- Claro, um suco por favor. *Responde Mok.*

- Para mim também, por favor. *Mark completa.*

- Pai, eu não sei qual seu sabor favorito de suco, pode ir comigo escolher? *Tento inventar a melhor desculpa pro momento.*

- O meu é limonada, minha estrela. *Mok responde me fazendo dar uma pequena revirada de olho e Mark ri discretamente com a minha expressão.*

- Eu não vi se tinha limonada, pai, se não tiver você já vai estar lá para escolher outro sabor, vamos, por favooor. *Dou uma pequena chantagem no final para ganhar essa disputa que ele nem sabe que existe.*

- Ué, tudo bem, Soph, se gosta tanto assim do seu pai, vamos. *Mok finalmente aceita e fomos em direção ao balcão, nós sentamos ao lado de minha mãe, mas como ela estava cabisbaixa seu cabelo não deixava ver seu rosto.* Uma limonada, por favor. *O garçom pega seu pedido e depois de 2 segundos entrega, nós achamos estranho chegar tão rápido, mas de qualquer forma ele coloca a mão na taça para pegar enquanto de repente outra mão é posicionada em cima da sua. Eles se olham e vejo que essa mão era de minha mãe, eles ficaram paralisados olhando um para o outro enquanto os olhos dela começaram a ficar inteiramente molhados e úmidos, enchendo-se de lágrimas.*

- M-mok... *Ela diz deixando cair lágrimas involuntárias.*

- Chin... *Meu pai disse com uma voz rouca.*

  Quando minha mãe abre a boca para falar outra coisa, acontece algo inesperado, os grandes e largos vidros da casa foram todos quebrados por anjos entrando na casa, eles estavam com expressões nada positivas, com um sorriso maléfico. Os poucos humanos que estavam na festa saíram correndo pela porta do fundo, mesmo não vendo os anjos, estavam bem assustados por conta dos vidros quebrando, alguns estavam bêbados, mas seus amigos estavam o levando para fora, apenas deixando anjos de todos os lados, contando nosso grupo, Jimin e seu grupo e alguns outros. Depois de centenas de anjos entrarem, 2 em especial entraram com toda a calma do mundo, olhando para o nosso grupo.

- Então é aí que vocês estão... Que saudades de você, Mark Oppa. *Uma menina com voz estridente diz, com isso nem precisava pensar duas vezes quem era, obviamente era Haneul. Nesse momento sinto meus nervos se encherem de raiva e meus olhos latejando, provavelmente vermelhos como tomate.*

- Olha só quem está aqui junto, a Estrela Rei Luar e a filha da Estrela Rainha Solar... Um romance inigualável e sem fim... Ou terá agora. *O pai de Haneul, que estava ao seu lado, diz fitando meus pais com um sorriso satisfátorio.*

- Suk... Você não tem noção de como temos saudade de você. *Mok diz com um tom irônico bem forte.*

- Eu imagino, sou muito adorado mesmo. Hoje vim tratar negócios com a minha filha, mas é uma honra enorme ter vocês juntos. *Suk responde.*

  Sem ter momento pra raciocinar ou falar algo, os anjos a volta deles começaram a tacar seus feitiços em nós, tinha de todos os elementos, fogo, água, natureza e ar. Em um milésimo de segundo percebo que Jinyoung e Hae, que estavam perdidos, iriam ser atingidos por uma raiz afiada de algum anjo, Jinyoung estava protegendo Hae com o seu escudo de vento que conseguiu fazer em 1 segundo (A: não era um escudo grande, pois foi no desespero para salvar Hae). Me preparei para usar meu fortalecimento de velocidade alta e sai correndo para ele enquanto criava um escudo forte e grande de natureza para nós três. Ele me olha com uma expressão de preocupação, mas no fundo de seus olhos ele agradecia a mim, confirmei com a cabeça e continuei a me concentrar no escudo, mas era muitos alvos atingindo em nós, de pouco em pouco o escudo vai quebrando até que no limite do escudo eu coloca meu corpo contra o de Jinyoung para o proteger, esperando alguma lança me atingir eu fecho os olhos, depois de alguns segundo sem ser atingida abro os olhos e vejo Jimin e mais 2 amigos seus fazendo uma barreira enorme de água neutralizando os ataques desses anjos.

- Obrigada, Jimin... *Digo um pouco baixo, mas o mesmo me escuta.*

- Sou seu protetor, minha querida... Aish. *Ele faz muita força mental para a barreira continuar em pé.* Agora vá, proteja seus amigos.

  Concordo com a cabeça e começo a procurar eles, mas com todo esse estresse e desespero, não consigo os achar, por isso fecho os olhos, respiro fundo e imagino uma gota de água caindo em um lago, abro meus olhos e ativo o fortalecimento da visão prolongada, conseguindo ver a maioria juntos tentando ajudar com outra barreira protetora. Porém não vejo Mark... Verdade! Ele está sozinho desde quando puxei meu pai para o balcão... Aish, Mark, onde está você agora? Depois de alguns segundos procurando com meu alcance máximo, eu encontro ele um pouco mais ao fundo com a Haneul o encarando enquanto ele está preso por raízes que saíram do chão. Nisso nem consigo pensar, já corro para lá o mais rápido que consigo por impulso de vê-la fitando Mark com um sorriso malicioso. Mesmo correndo, ainda fico de olho neles, vejo Haneul acariciando a bochecha de Mark e rindo. Não me aguento mais e grito de ódio, ela escuta e muda totalmente a expressão para séria, nisso ela começa a voar carregando Mark e sai da casa, eu chego até o fundo e libero minhas asas, voando atrás dela. Ela voava cada vez mais alto e depois gritou “ANJOS!” e apareceu vários anjos em volta de mim, me cercando. Mas não deixo eles me pararem, com um movimento rápido de minha mão faço um vento forte e jogo alguns para longe, enquanto com minha outra mão faço um movimento circular com a mão, prendendo outros anjos com raízes e jogando-os para longe também. Porém, não paravam de vir e não me seguro mais, faço outro movimento com as duas mãos sincronizadas e faço um poder que treinei, um furacão alto e potente com fogo para ajudar  na resistência e para os que tiverem dentro não fugirem. Com esse furacão, não tinha mais anjos me cercando, então uso meu fortalecimento de novo para tentar achar Haneul e Mark... Mas foi uma falha total. Não aguento e grito novamente, mas sabia que não poderia fazer isso sozinha e que meus amigos precisavam de mim, com o coração latejando de dor, entro na casa novamente que até então estava fazendo muito barulho e quando entro tem alguns anjos jogados no chão, com ferimentos e Suk, pai de Haneul, ainda voando no alto da casa enfrentando vários anjos aliados facilmente, meu pai e minha mãe estavam ajudando meus amigos, que estavam cuidando dos feridos no chão. Até que meu pai sai voando em direção a Suk, porém um anjo inimigo sussurra algo ao Suk e em resposta ele sorri, deixando meu pai mais estressado ainda. Com isso, vou voando em direção ao meu pai para ajuda-lo.

- Desculpe estragar o show, mas nosso objetivo está feito, até logo anjos patéticos. *Suk diz quando eu e meu pai estamos chegando próximo.* RECUAR! *Ele grita e todos os seus aliados começaram a sair pelas janelas quebradas.*

- PAI, NÃO DEIXE ELES FUGIREM, ELES PEGARAM O MARK! *Eu grito para meu pai escutar, enquanto meus olhos e os de meu pai estão em uma tonalidade vermelha que nunca tinha visto. Ele concorda com a cabeça e começou a voar na velocidade máxima dele, que obviamente não conseguia alcançar.*

  Quando eu passo a janela, vejo meu pai parado com a respiração ofegante. Olho ao redor e não vejo ninguém, nem um vestígio se quer, nesse momento que percebo que perdemos a batalha. Quando veio a imagem de Mark na minha cabeça, eu voo lentamente até o chão e guardo minhas asas quando chego até o mesmo, chorando ajoelhada com as mãos no meu rosto, meu pai veio ao meu encontro e ficou lá abraçado comigo, me apoiando. Depois de um tempo chorando, eu não queria nem sequer levantar ou parar de chorar, mas meus amigos precisavam de mim. Libero minhas asas novamente e entro pelas mesmas janelas que tinha saído, onde nossa derrota tinha começado. Chego lá e vejo todos em um grupo desesperados, Mia e Jimin vieram correndo até a mim e me abraçaram.

- Pelo amor de Deus, o que aconteceu? Por que você está assim? *Jimin pergunta totalmente preocupado.*

- Amiga, cadê o Mark? *Mia pergunta e nessa hora eu sinto a sensação de levar um tiro no coração, doeu tanto que lágrimas involuntárias começaram a cair.* Não... Sophia, NÃO! *Ela começa a chorar no meu ombro.*

- Nós perdemos, Mia... Nós não perdemos só a batalha... *Digo com voz de choro e deixando aquelas lágrimas saírem involuntariamente, estava paralisada, sem nem sabe o que fazer.*

- Soph... *Yug chega com os outros do nosso grupo e nos abraçamos coletivamente, o que antes era 12 pessoas se abraçando juntos, agora está sendo 11... Mas eu prometo que é a primeira e única vez que estamos nos abraçando coletivamente com apenas 11 pessoas.*

 

Continua...


Notas Finais


E esse foi o capítulo! Acabei de escrever o capítulo com dor no coração e tremendo haha. Foi bem triste para mim, voltei fazendo capítulo triste, que volta hein, haha.

Espero que tenham gostado!

Beijo no kokoro de vocês!♥


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