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História O Destino de Câncer - Capítulo 56


Escrita por:


Notas do Autor


AVISO:
O conteúdo abaixo contem muitas narrações +18; então se você não curte, é de menor e etc, pode pular e aguardar o próximo! hahahahah

Só avisando mesmo porque tem muita coisa nesse, há se tem!



Oi meus amores, olha que apareceu aqui hahahaha

Na realidade eu nunca sumi né, estive de mudança de casa e isso me atrasou muito; engajei na minha segunda historia porque como a coragem veio do nada, eu precisei pesquisar um pouco mais, rever umas coisas e isso me tomou tempo. Como eu precisava de muito tempo/espaço pra desenvolver esse capitulo quentíssimo, eu demorei a amadurecer a ideia e como todo mundo sabe, eu sou boba e apago 40 vezes o que eu escrevo até estar realmente bom.

Eu trouxe as coisas na visão da Helena como tinha prometido e fui um pouco mais além. Faz tempo que não trago outros personagens, como meu doce Albafica, Sisifos e até mesmo outros cavaleiros. A partir do próximo, eu vou começar a focar um pouco neles, e deixar nosso casal viver esse amor feliz, para que os nós abertos sejam fechados. Eu não planejo finalizar agora, ainda tem muita coisa que eu quero explorar, se vocês quiserem. MAS É ISSO, MANILENA A-C-O-N-T-E-C-E-U!

Eu agradeço imensamente cada apoio, cada view, cada fav, cada comentário. Isso significa pra mim. A Arya que iniciou aqui em 2018 não é a mesma que vós escreve, eu estou amadurecendo ainda, mas me sinto mais feliz e abraçada por todos que vem estando comigo nos dias de sol e nas minhas tempestades. ♥

Sem mais delongas: Boa leitura, perdão os erros e....VEJO VOCÊS LÁ EMBAIXO ;*

Capítulo 56 - Depois da meia noite


Helena:

Eu não imaginava que eu ia parar ali, na cama dele aquela noite. Aliás, no fundo, eu ainda estava muito preocupada com o estado de saúde de Manigold. Talvez eu tenha ficado protetora e preocupada demais, porém, quem não ficaria? Eu entendo agora, que nenhuma das minhas ações foram porque eu quis, eu estava sendo controlada, ou melhor, nem era eu no meu próprio corpo, mas ainda assim, algo dentro de mim ainda gritava para que eu me tornasse mais forte. Afinal, quantas outras vezes eu ainda iria machucar pessoas e deixá-los preocupados comigo por tudo aquilo que eu carregava?

Mas eu não precisava pensar e me martirizar se meu homem estava comigo. Eu me perdi nele, no momento em que ele me beijou. Não, não me perdi! Eu me encontrei de novo: A velha Helena, a moleca irritadinha, a mulher que eu queria ser; eu me encontrei no amor de Manigold.

Era incrível acreditar como nós tomamos caminhos tão diferentes por anos, brigamos tanto, magoamos um ao outro e agora, estávamos ali. Eu o amava, com todo o meu ser! Não sei se seria capaz de amar assim de novo até em outra vida, mas além de ama-lo tanto, eu tinha plena certeza que ele me amava tanto quanto. Ele havia mudado, muito! Eu podia ver isso até no seu jeito de falar. Na essência, ele ainda era o meu cavaleiro debochado, metido, orgulhoso e engraçadinho, mas eu vi ele se tornar o melhor homem que eu já conheci na face da terra. Ele me protegia, cuidava de mim, trazia o meu melhor só de me olhar profundamente com aqueles olhos. Eu queria ser a melhor pra ele também, e não precisava ficar forçando porque metade do meu coração era dele. Minha alma, a minha verdadeira alma, deve ter nascido para buscar o alento para os meus medos nele. Só pode!

Sei que fantasiei e desejei muito aquele momento, mas não acreditava que na pratica seria tão intenso, tão...oh! Eu queria saber descrever!

Eu estava em chamas, me entregando sem medo, gemendo para ele, com aquela boca no meio das minhas pernas me levando até o céu e me tragando de volta à terra. Ainda sentia os bicos dos meus seios úmidos pela saliva que ele deixou ali, e deveras muito mais sensíveis porque o cavaleiro de câncer gastou longos minutos com aquela caricia deliciosa, eu queria mais! Foram longos e incríveis minutos mergulhada naquele prazer luxurioso. Minha mente ficou nublada até que aquela sensação ardente no meu baixo ventre venceu minhas forças e eu me derramei toda para ele.

“Que vergonha! Não me olhe…”

Mas no fundo, eu não queria sentir vergonha. Queria que ele olhasse mesmo pra mim naquela noite, como eu realmente era. Por isso, quando consegui me mover, foi minha vez de rende-lo e mudar nossas posições. Ele era incrível, o homem mais lindo e sensual que eu conhecia no mundo todo.

“Como se eu tivesse tido vários... santa deusa! ”

Nenhum outro, seria capaz de me cativar e me deixar tão em chamas quanto ele. Reconheci em uma pequena fração de segundo que o que houve entre Aspros e eu, o pouco que houve no sentido sexual das palavras, foi mais como uma fuga desesperada de apagar Manigold de mim. Não tinha amor, eu achava que poderia estar gostando dele. Eventualmente, aquilo se tornaria um momento muito vazio, pois eu estaria me entregando a alguém que eu realmente não pertencia.

Calei meus monólogos mentais assim que meu olhar alcançou o canceriano e ele relaxou na cama. Dava para ver sua fome no misto da surpresa, a sua excitação selvagem que ele custava a guardar de maneira ansiosa. Sei que não devia nem passar pela minha cabeça uma coisa daquelas, mas Manigold era experiente e eu não sei se era daquela forma que ele gostava de fazer amor.

Aquele pensamento tolo não ia estragar minha noite! Nunca mais eu gostaria que meus pensamentos me traíssem e trouxessem uma parte de mim que eu não gostava para fora. Tomei coragem e agarrai com cuidado a base daquele pênis deveras admirável, para não dizer outras coisas...e bem, eu o manuseio do jeito que achava que ele ia gostar. Como era a nossa primeira vez e mesmo excitado ele foi muito gentil comigo, eu escolhi fazer tudo com calma. O risco de ele não gostar deveria ser menor.

“Vamos lá Helena, pare de ser tão idiota! ”

Realmente, eu estava sendo a mulher mais idiota da Grécia toda. Porque ter medo? Observei aquele mastro perfeito na minha mão e notei que da glande rosada e muito inchada, escorria um liquido que a lustrava. Fiquei curiosa para identificar o sabor, já que as ele pulsava loucamente na minha mão. Levei até meus lábios e inseri na minha boca. Acho que meu ser inteiro queimo, enquanto eu não só engolia o membro dele, mas também, engolia toda minha timidez. Ele gemeu rouco pra mim e eu o vi revirar os olhos.

“Deusa, que sensação boa é essa? ”

Existia uma coisa que eu adorava muito enquanto lutava: vencer, claro! Mas aquilo não era uma luta, era um ato de amor, e aquela expressão de prazer, o gemido, os olhos do meu homem se revirando pra mim, me causaram uma sensação muito mais intensa do que qualquer vitória que eu havia tido na arena até então. Eu entrei em combustão total e me empenhei em suga-lo com muito carinho. Lembrei do toque da língua dele na minha vulva ainda muito úmida, e tentei reproduzir no falo pulsante. O gosto era incrível, algo que em palavras eu não sabia descrever pois nenhum gosto que eu já havia provado era similar. Fazia minhas glândulas salivares trabalharem o dobro e produzir um excesso de saliva que eu mesma fiquei impressionada. Do mesmo jeito que eu deixava escorrer por ali, eu sugava de volta. Foi com muito carinho, muita paciência e muita coragem, que eu continuei aquele ato, recebendo os olhares de prazer dele, aquela troca intensa de sentimentos não ditos, que parecia até feita por telepática. Fiquei ali, por longos minutos, mas parei enfim, pois eu acho que não aguentaria mais de tanta excitação.

Manigold me chamou de novo para seus braços e eu fui, ardendo por dentro e por fora, subindo nas nuvens e enfrentando o próprio Zeus aparecer para me castigar por estar tendo pensamentos tão ousados, só para sentir o corpo de Manigold novamente contra o meu. Trocamos de posição e eu sabia o que viria.

“Ok, eu estou preparada. Estou sim, estou! Eu quero ama-lo como uma mulher, completamente. ”

- Helena, você nunca...? – Ele me perguntou. Em qualquer outro momento da minha vida eu poderia ter socado a cara dele, mas eu entendia o porquê daquele questionamento. Aspros.

- Não! Nunca, você é o primeiro. – Respondi prontamente, para que ele relaxasse, ou não. Talvez se eu não fosse mais virgem, ele não estaria fazendo aquela expressão tão preocupada, no meio da excitação, enquanto seu membro roçava na minha virilha e buscava se encaixar.

- Se doer, eu paro!

Ok, eu sabia que ia doer. Me questionei várias e várias vezes em uma fração de segundos se ele ia caber, porque aquele membro era realmente majestoso.

- Eu confio em você, eu te amo, muito! – Eu disse, sorrindo de canto pra ele, ganhando de volta o sorriso metidinho que eu amei a minha vida toda.

A mão livre dele foi ao meu rosto, ao passo que se estabelecia um carinho maravilhoso na pele da minha bochecha, ele se encaixou na minha entrada e começou a forçar.

- Olhe para mim! – Ele pediu com o tom de voz mais carinhoso que eu já havia ouvido vindo dele.

Devia ser porque minha face estava se torcendo em dor. Eu nunca senti algo como aquilo, era impressionante. Mesmo com o início da dor, daquela glande avantajada abrindo espaço para todo o resto invadir, eu ainda estava excitada. Tive que controlar minha respiração várias e várias vezes para não perder o fôlego. Mas Manigold estava sendo muito paciente, quando me chamou para olha-lo, parando de forçar a penetração. Seu rosto se aproximou, e eu fiquei um pouco tímida por estar tremendo tanto, mas aproveitei para me agarrar firme a ele, quando sua testa se colou sobre a minha e ele me olhava com ternura. Meu coração queria sair pela boca, pois eu amava cada olhar, cada toque, beijo e todas as sensações que aquele cavaleiro bobo e muito lindo me fazia ter.

- Eu te amo, mais do que tudo nesse mundo todo!

Segurei o choro no fundo da minha garganta. E rapidamente, minha mente se lembrou de todas as nossas desventuras, das vezes que eu achei que não merecia o amor dele, do nosso primeiro beijo, do nosso segundo beijo depois de anos. De tudo!

Não tive forças pra dizer a ele que eu o amava de volta porque eu ia chorar. Eu sorri, deixando meus olhos enfim marejar. Foi então que ele investiu de novo e eu relaxei o máximo que eu pude. Doeu, muito, cada cm que ele avançava era um choramingo que eu deixava escapar. Ele me abraçou, me amparou, fez eu me sentir segura e amada por todo aquele momento. Realmente, era como se eu me rasgasse por dentro. Mordi o lábio inferior e aguentei o máximo que eu pude. Achei que ele ia querer sair, e não permiti. Não! Somos uma só alma, um só coração, nós somos um! Não demorou mais, e a virilha dele se juntou a minha. Acho que eu tinha me esquecido de respirar, porque, soltei um suspiro alto e quente. Que sensação maravilhosa! Doeu sim, mais agora que ele estava todo lá dentro, parado, acariciando meu rosto e me olhando de volta, era a sensação mais gostosa, explosiva, ardente, a ponto de me consumir por inteira de forma descomunal.

“Eu te amo tanto, tanto! ”

Meu peito ardia, e enfim, minhas lágrimas cederam. Acho que nós não estávamos só compartilhando prazer, mas nosso sentimento estava mais claro do que se estivéssemos falando. Eu o sentia pulsar dentro de mim, ainda mais duro e grosso do que quando estava na minha boca. Nós compartilhávamos nosso ser, completamente, numa ligação invisível que eu achei que não poderia existir, mas existia, éramos nós. Manigold e Helena. Tive que levar minhas mãos ao rosto dele e limpar suas lágrimas, ele sorriu e eu, soltei a pressão das minhas pernas que amarravam sua cintura.

- Me beija! – Eu pedi. – Quero me achar em você, de novo!

Acho que eu não precisava pedir. Ele avançou e me beijou com amor. No fundo, eu ainda sentia uma dorzinha aqui e ali, mas acho que meu interior estava começando a se acostumar, mesmo que meu corpo todo ainda tremesse. Eu encontrei ainda mais prazer no beijo dele. O abracei forte para que seu corpo se colasse ao meu, eu necessitava daquele calor. Em seguida, enquanto ele capturava e chupava minha língua com lascívia, suas mãos encontraram as minhas e me renderam contra a cama, achei que ele seguraria meus pulsos, mas ele abriu minhas mãos e nossos dedos se entrelaçaram. Foi aí que eu o senti pulsar e eu, gemi pra ele. Talvez tenha sido o gatilho, parar o beijo para gemer. Quando Manigold recuou e eu olhei para ele, senti que estava explodindo. Meu olhar alcançou o dele e eu suspirei. Nossa conexão era forte o suficiente para ele entender que estava tudo bem e que eu queria mais!

Ele se moveu e eu voltei a gemer. Ainda doía, muito, mas eu resisti e deixei ele ir. Ele começou a me estocar devagar, numa velocidade muito lenta. Ergue-se nos cotovelos primeiro, depois suas mãos sustentaram seu corpo. Meus olhos viajaram para o ferimento em seu peito, e mesmo com o prazer começando a queimar dentro de mim, enquanto minha intimidade lutava contra a penetração vigorosa, apertando-o fortemente, aquilo poderia estar doendo nele.

Mas eu estava enganada. A destra do cavaleiro de câncer veio para o meu queixo e ele me fez olha-lo.

- Eu estou bem, a única coisa que eu quero é você!

Eu sorri, subindo minhas mãos e agarrando sua cintura. Ele era tão forte, muito forte e....tão lindo! Seus músculos eram muito bem trabalhados e evidentes. Olha-lo de baixo me deixava mais excitada, com muito mais fogo, eu me sentia quente, e ainda mais molhada. Acho que isso era uma vantagem, e depois de alguns minutos, a dor estava indo embora. Mas confesso que ainda sentia um pouco e gostei do misto que o prazer e a dor causavam em mim. Que loucura!

Manigold ainda lutava, se controlava, mas em poucos minutos, eu já estava ouvindo o barulho das nossas intimidades se atritando quando elas se encontravam. Ecoava no quarto, junto com meus gemidos as vezes muito manhosos e contidos, e a respiração forte dele. Eu suava, mas Manigold já estava pingando. Dentro de mim eu sentia ele ir mais fundo, mais forte, aquilo estava me deixando louca!

- M-Mais!

Eu pedi, e ele não me respondeu. Eu vi que ele tinha agora uma expressão muito mais firme e selvagem, que excitava até o fundo da minha alma. Ele recuou e retirou o pênis de dentro de mim. Será que eu tinha feito alguma coisa errada por pedir mais? Quis me pronunciar, mas não tive tempo. Ele virou meu corpo e me colocou de barriga para baixo na cama. Eu corei e mordi o lábio, nem conseguia pensar. Ele segurou na minha cintura e eu ergui o corpo.

Nós não trocamos nenhuma palavra, eu só deixei ele me conduzir. Embora estivesse com o corpo encolhido, me vi de quatro na cama. O que ele ia fazer? Era um pouco embaraçoso ficar naquela posição, mas eu gostava de ouvir como ele estava respirando pesado, forte e quente. Virei o rosto para olha-lo e ele veio, se encaixando atrás de mim, usando a mão para levar o falo a minha feminilidade outra vez e ao acertar o ponto da entrada, encaixou e penetrou tudo de novo.

“ZEUS! QUE GOSTOSO! ”

Meu gemido escapou alto e eu fechei os olhos. Meus joelhos precisavam sustentar meu corpo e minha força estava indo embora. Manigold agarrou as bandas da minha bunda e com vontade, ele apertava. Não machucava, mas era um toque firme. Ele se movia agora mais rápido, um pouco mais forte e eu o escutava respirar, as vezes soltar um gemido ou outro mais rouco e intenso, me levando a loucura. Naquela posição eu me senti muito mais apertada, mas eu adorei ficar daquele jeito pra ele. Era muito, muito, muito prazeroso. Não demorou nada e ele estava indo muito mais forte. Seu quadril surrava minhas nádegas e eu, busquei o lençol da cama, agarrando com força e puxando. Até os nós dos meus dedos começaram a doer. Como podia ser tão prazeroso? Como?

No segundo seguinte, eu senti o corpo do meu homem cobrir o meu. Ele diminuiu o ritmo da penetração e sua boca, veio para minha orelha enquanto sua mão, retirava os fios dos meus cabelos daquela região e juntava-os pelo couro cabeludo.

- Céus Manigold...isso é tão bom!

Eu me peguei envergonhada por ter dito aquilo alto em vez de ser só um pensamento. A voz grave do canceriano riu na minha orelha e seus lábios, envolveram o lóbulo do local. Me arrepiei toda, tremi e quase perdi o controle caindo na cama. Por sorte, ele laçou minha cintura com a mão livre e me puxou. Eu estava sendo rendida de novo, com meus cabelos fortemente agarrados pela base e um dos braços do maior sustentando meu corpo em frenesi. Nossos corpos se colaram e ele me puxou, ficamos de joelhos na cama enquanto ele voltava a investir muito duro e deliciosamente rápido dentro de mim.

- Que droga Helena...eu quero ser carinhoso, mas você me deixa louco!

O tom de voz dele era totalmente diferente. Guardava uma fúria muito contida, sensual, cativante. Seus lábios estavam grudados na minha orelha e eu sentia ele rosnar e suspirar de prazer.

- Não pare…n-não pare por favor!

Remexi meu quadril quando ele ditou um novo ritmo para o nosso sexo. Estocadas mais lentas mais igualmente profundas.  De novo eu ganhei outro rosnado e senti que ele latejava muito mais forte dentro de mim. Com aquilo, o prazer que eu estava sentido aumento umas três vezes. Soltando meu cabelo e minha cintura, uma das mãos dele foi para o meu seio, o segurou por baixo e ele começou a apertar faminto. A outra desceu, certeira para o meu clitóris.

“Eu vou morrer, deusaa! ”

- A-Amor! – Eu o chamei.

- Hum?

Eu queria pedir pra ele ficar falando aquilo no meu ouvido, daquele jeito a vida toda. QUE GOSTOSO!

- Gostoso…mais!

Acho que pedir por mais era o caminho mais deliciosamente perigoso com Manigold. Ele soltou meu seio e voltou a segurar meu cabelo pelos fios da nuca, puxando e me dominando ainda mais. Descobri que eu ficava totalmente absorta e vulnerável quando ele em agarrava pelos cabelos. Os dedos dele, me consumiam numa caricia profundamente prazerosa, movendo-se de forma circular no meu clitóris. Eu estava quente, escorrendo no membro dele, ele pulsava, ia fundo e eu rebolava.

- Rebola!

Ele pediu e eu me arrepiei toda com aquela voz sexy e carregada de prazer que saiu tão baixinha. Ele deixou minha orelha e engatou beijou molhados no meu pescoço. Fechei os olhos e deixei meus gemidos saírem. Eu não queria parar, nunca, nunca mais! Ter ele dentro de mim era a sensação mais linda e deliciosa do mundo todo.

Eu me movia e sentia ele roçar profundamente, estava agora, com minha pele grudando no peito dele, suada e sentindo seu cheiro me marcar. Na ansiedade por mais, eu acelerei os movimentos circulares que fazia com o quadril, adorando o jeito que a virilha dele roçava nas minhas nádegas, mas em contrapartida, aquilo elevou de novo as sensações. O pulsar do meu cavaleiro estava mais forte do que nunca, a sua respiração estava pesada e a minha, completava a dele. Senti ele seu corpo tencionar e ele investir mais forte, fazendo meu corpo ganhar impulsos, subindo e descendo, me impedindo de rebolar pra ele.

- Helena...! – Ele me chamou baixinho.

O meu ventre pegava fogo. Eu conhecia aquela sensação. Segurei, mas estava irresistível, se ao menos ele não me acariciasse tão gostoso no meu ponto mais sensível, eu ficaria bem, ou não!

Encostei a nuca no ombro do cavaleiro e virei o rosto em sua direção. Vi que seus olhos estavam ainda mais lotados de luxuria, mas mais evidente ainda todo o seu amor expressado ali, o seu carinho no misto de desejo. Ele estava pingando suor, e seus lábios, buscaram os meus com uma gula que eu jamais senti que ele tinha. Nos beijamos, ardentemente, longamente, como se fosse nosso último beija na vida. Eu gemi várias vezes abafado por sua boca e ele, rosnou muito baixinho. Ficamos ali talvez mais alguns minutos, eu não sabia. Mas quando nossas bocas deram trégua ao beijo, a última pulsada dele dentro de mim me fez ceder. Meu corpo todo foi arrebatado e pra minha sorte, ele me segurou firme, como se estivesse me protegendo. Engoli todos os gritos que eu queria dar, porque eu senti ele se derramar junto de mim, profundamente.

Acho que esse segundo orgasmo nem se comparava ao primeiro. Foi incrivelmente intenso, a ponto da minha visão ficar completamente turva durante vários minutos. Senti uma fragilidade profunda, e só depois de um momento, eu consegui ouvir Manigold me chamando.

- Está tudo bem? Está tremendo muito!

Sua mão fez meu rosto virar e ele me beijou demoradamente. Ainda sentia ele pulsando dentro de mim, mas mantive a posição, com medo dele sair. Com certeza eu senti meu ventre queimando, mas não tanto enquanto estávamos fazendo amor, era o resultado daquelas sensações intensas, do jeito que nos derramamos um pro outro juntos.

- Estou...foi incrível! – Disse no meio de um suspiro longo.

Depois de me recuperar um pouco, eu estava eufórica demais. Ele riu baixinho e se moveu. Fiz um bico enorme e ele riu de novo. Mas realmente, eu acho que agora precisava deitar. O canceriano foi se desencaixando, enquanto eu levantava meu corpo. Deitei ao lado dele depois de alguns segundos e ele me trouxe para muito perto, me abraçando e me dando seu peito largo e suado como travesseiro. Ainda tínhamos a respiração ofegante, e eu ouvi, as batidas do seu coração ainda em processo de desaceleração.

- Você é maravilhosa!

Virando-se levemente, a mão dele se encaixou no meu rosto e eu ganhei um amoroso beijo na testa. Minha franja estava colada na minha pele suada, mas ele não pareceu se incomodar.

- E você é um safado! – Eu ri da expressão dele, arqueando uma sobrancelha pra mim, enquanto eu quebrava sua expectativa de ser tão carinhosa quanto ele. – Estou brincando, foi incrível. Você é incrível. Quero mais!

Acho que incitei o Manigold convencido, porque agora, eu via como ele estava me olhando com muito mais malicia.

- E depois eu que sou o safado...

- Sou só uma aspirante, você é o mestre! – De novo eu ri e foi a vez de ele rir também. Ele me abraçou e eu me aninhei a ele, fechando finalmente os olhos. Não queria dormir, mas julgava que ele tinha se esforçado demais, a julgar que ainda estava ferido. Sua mão livre veio aos meus cabelos e começou a fazer carinho no meio dos fios, sentia seu rosto subir e se encaixar no topo da minha cabeça e seu nariz, buscar meu cheiro tranquilamente entre os meus fios negros e longos.

- De todas as coisas lindas dessa terra, a mais bela, a mais preciosa e a mais perfeita é você, meu amor!

- Verdade? – Eu pareci uma criança de 12 anos falando naquele tom. Manigold apertou o abraço e eu suspirei, calma com o cheiro dele e as batidas do seu coração tão perto.

- Sim! Não existe outra mulher que possa me completar. Eu seria um cara vazio e miserável sem você.

Ergui o rosto e abri os olhos. O azul escuro dos olhos de Manigold guardavam uma sinceridade profunda. Ele sorriu e continuou seus carinhos.

- Obrigada por me escolher, e me deixar ser o seu homem!

Aquilo fez o meu mundo girar devagar e só existir eu e ele. Eu esqueci minhas dores, meus medos, meus complexos. Eu só queria ser uma Helena normal e viver aquilo, todos os dias, até o fim da minha vida.

- Eu te amo!

Eu disse por fim, sorrindo, me sentindo enorme.

- Eu também te amo, moleca!

--

Manigold:

Meu amigo...que noite estava sendo aquela?! Queria encontrar palavras para descrever Helena, mas não tinha como. Tudo viria a se tornar poesia se eu fosse contar quantas vezes eu toque todas as estrelas da minha constelação em poucas horas.

Depois de fazermos amor duas vezes – porque a segunda, ela simplesmente tomou a frente depois de descansarmos um pouco e subiu sobre o meu corpo – nós finalmente chegamos à conclusão de que estávamos esgotados. Senti o ferimento do meu peito realmente doer, mas não disse nada a ela, sua alegria, o brilho no seu olhar, sua pele suada e cheirosa...ah! Eu não resistia. Por ela, eu aguentaria mais o resto da madrugada e o próximo dia. Bem, isso era ainda meu plano hahaha.

Ela estava deitada de costas pra mim agora, agarrada ao meu braço esquerdo que servia como travesseiro para ela repousar. Seus olhos, estavam fechados e eu havia coberto nossos corpos somente até a altura da cintura. Não estava completamente repouso no colchão, eu estava me perdendo, olhando ela tão tranquila, respirando suavemente, enquanto meus dedos acariciavam aqueles cabelos lindos e brilhantes. Da janela, entrava uma brisa tão suave e gostosa, que eu fiquei feliz de estar fresco porque nós realmente ainda estávamos quentes.

Eu vivi ali, os momentos mais lindos, intensos e prazerosos de toda a minha vida! Não era exagero afirmar que Helena me completava, que mesmo sem ter nenhuma experiência com sexo, ela fez tudo, cada coisa tão bem que o nem sabia por onde começar a pensar de tão bom que foi. Lembrei vagamente da minha época de “solteirice”, vulgo mulherengo; em que a cada semana eu tinha uma mulher diferente na minha cama quando eu tinha folga das missões. E por mais belas e doces que elas fossem, cada uma a sua maneira, porque eu era um idiota criterioso, eu nunca acordei no outro dia realmente satisfeito. Veja bem, existe uma diferença gritante entre fazer sexo – foder – e fazer amor, com quem se ama, com quem você se conecta. Com Helena eu realmente alcancei todos os níveis de prazer, satisfação, afeito, e eu senti que nos conectamos ainda mais. Já havia percebido que ela não precisava falar certas coisas para saber o que ela estava pensando ou sentido. Do momento em diante que abrimos nossos corações um para o outro, e eu tomei vergonha na cara e me endireitei para ser o homem que eu queria ser para ela, nos encontramos nos braços um do outro, todo amor e confiança que precisávamos. Não era nenhum mistério para mim mais entender que desde que a conheci, eu a amei, mas era moleque e imaturo demais pra entender. Precisei quebrar a cara muitas vezes, ser punido e privado de estar com ela quase metade da minha vida, quase perdê-la diversas vezes para aprender a conversar e ser decente. É, eu queria que aqueles momentos de paz durassem para sempre, porque ela, era tudo na minha vida.

- Está dormindo? – Perguntei baixinho no ouvido dela. Helena encolheu os ombros e riu para mim, mas não se virou.

- Hmm...eu poderia fingir que sim, mas não estou! – Ela me respondeu quase que de imediato.

- Então, vira aqui pra mim, vai! – No fim da minha fala, eu lentamente encaixei a mão no queixo dela e virei seu rosto com delicadeza. Ela abriu os olhos e seu olhar cansado e amoroso me arrebatou. A menor foi virando e eu suspirei, pois, nossa proximidade fazia aqueles lindos seios macios se colarem ao meu peito.

“Ok, preciso de concentração! ”

- Sabe, quando eu estava olhando seu passado, eu vi o grande antigo velho te prometendo pra mim. – Eu fiz uma pausa, porque aquilo a fez me olhar um pouco assustada. Não que ela não soubesse, mas talvez ainda tivesse sendo um assunto muito delicado.

- Sim...como eu podia me esquecer disso? Foi basicamente por isso que eu fui embora.

Não havia tristeza em sua voz, mas aquilo com certeza ficaria marcado em nossas vidas.

- Você foi embora porque era eu quem devia me casar com você? Ou se fosse outro você não teria ido? – Na mesma hora que terminei as perguntas, já encaixei um carinho na bochecha de Helena, só para ela relaxar, eu não estava procurando briga, até meu tom denotava que eu estava tranquilo.

- Eu não seria capaz de me casar com outra pessoa. Hoje, eu entendo mais do que nunca…mas, também não queria tirar a sua liberdade! Quer dizer, você já tinha passado por tanta coisa, era meio fechado, mas estava ali, se dedicando. Não era justo!

Helena respondeu sinceramente e levou sua mão para segurar a minha que acariciava seu rosto. Eu queria olhar ela assim para sempre, deitada na minha cama, depois de tanto amor, depois de me sentir cheio o suficiente, capaz de derrotar o Olimpo de tanta luz e paz que ela me trouxe, fora o delirante prazer.

- Não tenho direito de pedir ao mundo que mude os fatos, até porque, não teríamos parado aqui agora, eu acho.

- Realmente, eu teria dado um jeito de roubar a armadura de câncer, te amarrar, e te torturar a vida toda, simples! – Dessa vez eu ri baixinho com aquele comentário. Athena, como eu amava aquela mulher!

Algo me incomodava já há alguns dias, mesmo sem termos relações sexuais, mas, eu havia dito a ela, que diria algo no fim daquela fatídica noite e pelo o que aconteceu, aquilo havia sido deixado de lado. Helena não me questionou sobre, imaginava eu que ela estava ainda preocupada demais com meu estado de saúde, eu não podia culpa-la. Mas depois de tudo, de todo o longo caminho de provações do nosso amor até ali, eu devia não só dizer o que tinha o que dizer, mas também, fazer o devido ajuste.

- Eu seria o escravo mais feliz do mundo, por ter uma moleca linda e bravinha me torturando! – Eu fiz uma pausa, cessando a caricia em seu lindo rosto para levar o dedo indicador nos lábios dela, impedindo que ela falasse algo, ou risse mais. Dali para a frente, eram coisas que eu julgava ser as mais serias de toda a minha vida.

- Mas, mais do que qualquer coisa Helena, eu sei que me faria feliz de todas as formas, eu sei! – Fiz uma pausa um pouco mais longa, suspirei e sentei, endireitando meu corpo; Helena me acompanhou, puxando o lençol para cobrir os seios – Eu disse que tinha algo a dizer a você, e preciso dizer agora, é o momento certo, eu sei!

Eu a olhava fixamente, e aproveitei para tomar sua mão direita, entre as minhas. Ela assentiu positivamente, me olhando com um misto de curiosidade e total atenção.

- O pedido era outro. – Eu ri baixo e rouco. – Mas eu acho que tudo nos trouxe até aqui, e porque não?

Eu ri de novo e ela me olhou um pouco confusa.

- Manigold, o que...? – Ela iniciou a indagação e eu aproveitei aquele momento para interrompe-la antes do termino. Era agora!

- Quer casar comigo?

E aqui, o meu mundo parou.

Continua....


Notas Finais


Eu estou chorando, muito! MEU CASAL!

Céus...eles merecem né?

Planejo trazer o novo cap até domingo, espero que pelo andar da carruagem, tudo dê certo.

Comentem, teorizem, falem se gostaram ♥

Obrigada por estarem comigo até aqui, perdão a demora e amo muito vocês meus leitores!


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