História O Destino de Zorva - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Medieval, Mistério, Pergaminho
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Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Mistério
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sempre gostei de histórias como Senhor dos Aneis e Game of Thrones em que tenha guerras medievais, bruxas, maldições e missões de um guerreiro lendário, no entanto, cansado de ser sempre passivo em ler as histórias, decidi criar a minha própria. A história não tem um personagem bonzinho ou um malvado, tento transitá-los e testar a moral de cada um com situações inusitadas. O Destino de Zorva foi pensado em três partes e tenho bastante planos para a história, a I parte possui a pretensão de contar 40 capítulos na média de 2,5 mil palavras cada um.

Capítulo 1 - Estilhaços na praia


Enquanto fortes ventos anunciavam a chegada de uma tempestade durante o fim de tarde, alguns estilhaços à deriva boiavam rumo às margens da praia carregados pelas ondas. Gael, um menino de 12 anos, observara um objeto sendo trago pela água, fitara de longe até que o estranho item chegasse aos seus pés, com curiosidade aproximara-se e percebera uma espécie de garrafa transparente bem fina em que dentro havia um papel roxo enrolado.

Quando o garoto fora para abrir o item, seu irmão mais velho, Erick, colocara a mão em seu ombro, Gael levara um susto e jogara a garrafa para cima que caíra na areia. Erick perguntara o que o caçula estava aprontando e o jovem irmão assustado com a presença inesperada de Erick contara que encontrara um frasco misterioso. Ambos então se mostraram intrigados pelo que havia dentro do item.

- Vou abrir e ver sobre o que se trata. Dissera Gael.

- Espere! E se for algo que não deve ser aberto? Não podemos nos meter em encrenca, já está tarde e temos que voltar para a pensão antes que comece a chover. Retrucara Erick com mais cautela. Gael ponderara o que o irmão falara, pois também ouvira  histórias de uma mulher no vilarejo que falava sobre situações aterrorizantes, guerras e maldições, alguns cidadãos temiam o que era dito e Gael considerara que Erick poderia estar certo sobre o frasco misterioso não ser aberto. Os irmãos ficaram entre a curiosidade e o receio. Enquanto discutiam sobre o que fazer, começara a chuviscar.

No entanto, Gael com coragem dissera que iria abrir o item de qualquer jeito, fora ele que o achara e veria o que continha no papel de cor roxa. Com o frasco na mão, fizera bastante força para abri-lo, porém não conseguira. Logo, olhara enfurecido a Erick e lançara:

- Não é assim tão fácil de deslacrar.

Mesmo que apreensivo, Erick tomara o item do irmão para tentar ajudá-lo, entretanto, surpreso, notara que também não era capaz de abri-lo.

- Precisamos quebrar esse frasco. Sugerira Gael.

Erick concordara com o irmão. Porém, mesmo após chocar o item contra uma pedra próxima de onde estavam, nada acontecera. Os irmãos perceberam que o frasco não era feito apenas de vidro, era resistente e não podia ser quebrado ou deslacrado assim tão facilmente. Ambos já estavam molhados e Erick sugerira irem até Sophia para pedirem ajuda. A menina era neta do mestre do vilarejo, linda e jovem de cabelos longos e louros que vivia próximo às margens da praia. Gael sem muitas opções concordara com o irmão.

Quando chegaram e bateram na cabana de Sophia, ofegantes e molhados após correr da praia até o local, mestre Ember abrira a porta, cumprimentara os garotos e chamara pela neta. Surpreso, o velho notara o frasco misterioso que lhe lembrara algo de seus tempos de guerra, de forma que nem reclamara com os meninos molhados dentro da cabana. Erick anunciara a grande descoberta ao ver Sophia e perguntara sobre o que fazer para abrir o misterioso item.

Sophia gostava bastante de ler e sempre tinha respostas para vários temas na ponta da língua. Apesar de possuir a mesma idade de Erick, 15 anos, a menina se destacava por chegar a conclusões enigmáticas sempre que necessário.

- Bastante incomum o modelo deste frasco perdido no mar, o pergaminho roxo me lembra sobre um livro de maldições. Mas a garrafa é algo que nunca vi a respeito. Afirmara Sophia instigada. A garota pensara sobre a origem do item ser suspeita e se questionara de onde poderia ter vindo, já que estilhaços na praia não eram comuns e provavelmente foram tragos por algum vestígio da forte tempestade que havia começado.

- Livro de maldições? Perguntara Erick um pouco amedrontado.

- Na verdade não tenho certeza, mas certa vez vi um livro bastante velho na academia do vilarejo que dizia sobre pergaminhos amaldiçoados de cor roxa.

- E o que falavam? Questionara Gael bastante interessado.

- Eu não cheguei a lê-lo na época e depois de um tempo o livro desapareceu. Relatara a garota.

- Mas você acha que esse pergaminho realmente tenha alguma maldição? Indagara Erick.

- Dessa vez eu não sei responder sobre ser uma maldição ou como abrir esse frasco, nunca vi sobre este modelo nos livros que li. Falara Sophia com certo desapontamento consiga mesma e então continuara:

- Mas vocês foram sensatos ao me procurar. Por hora devem se secarem, sentem-se perto do fogo. Também podemos perguntar ao grande mestre não é mesmo? O que você acha Avô Ember? 

Quando olharam para o velho mestre, se depararam com uma figura petrificada, mergulhado em pensamentos. Os fortes ventos fizeram com que a porta batesse com toda força e naquele instante para os três era como se histórias de maldições pudessem ser verdadeiras.

Os garotos então olharam para Ember a espera de uma resposta que amenizasse a situação.

- Vamos examinar melhor a origem desse frasco e então buscaremos uma maneira de abri-lo, o que me dizem? Por enquanto deixem o item comigo. Lançara Ember de maneira sombria e preocupada.

Sophia e Erick fizeram que sim com a cabeça, enquanto Gael não gostara da ideia. O velho pegara o item e fora colocar mais lenha para aquecer a cabana, estava ficando frio e os meninos estavam molhados.

Sophia então falara a Erick: 

- É melhor vocês passarem a noite por aqui, está escuro e chovendo forte.

- Você acha que teríamos lugar melhor do que aqui para ir? A velha Rose nem sentirá falta da nossa presença na pensão. Rira Erick com certa timidez.

Os meninos haviam perdido os pais há alguns anos, desde então, ajudavam Rose, a velha rabugenta, em sua pousada em troca de algumas moedas, lugar para dormir e comida. Erick sempre buscara fazer de tudo para proteger o irmão mais novo, se mostrava forte mesmo com toda dor pela perda dos pais, assim, fazia tudo o que a velha Rose o pedia para terem um lugar para ficar.

Gael, por outro lado, estava inconformado e com raiva do irmão que havia lhe atrapalhado a explorar o item encontrado que agora estava com o velho e concluíra que fora a pior ideia possível trazê-lo até Sophia. “Um mapa secreto ou algo que deixe mais forte, ainda descobrirei o que há nesse pergaminho”, pensara o pequeno elaborando um plano para recuperar o item antes que caísse no sono.

O mestre desde a visita dos meninos evidenciava preocupação. Depois de um tempo, observava ali os três dormindo amontoados em um feno próximo ao fogo. Ember possuía cicatrizes de combate, muitos no vilarejo o temiam, pois era um velho autoritário e aborrecido. Porquanto, circulavam histórias de que já fora um guerreiro sanguinário, com feitos assustadores. Mesmo que sempre sério aparentando não gostar de ninguém, Ember possuía empatia pelos meninos, contudo não os tratavam com cortesia e se mostrava duro com todos, incluindo Sophia, visto que acreditava que assim lhes ensinaria a serem fortes.

A guerra havia acabado há 6 anos, muitas pessoas haviam falecido. Era especulado que os pais de Erick e Gael morreram [wtaj3] em batalha como grandes guerreiros. Não muito diferente aos pais de Sophia, o que criara um laço entre os garotos, ligados pela mesma dor de crescerem órfãos. Ainda assim, Sophia tivera o avô para protege-la durante todo o tempo, enquanto Erick e Gael cresceram independentes.

A tempestade continuara forte e o velho observara os trovões pela janela. Na guerra haviam lendas sobre itens poderosos. Tempos atrás, Ember ouvira sobre um pergaminho roxo e fora dito por Rozan, uma mulher respeitada. Porém, também havia uma velha com aparência de louca no vilarejo que dissera algumas frases sobre naufrago e assuntos estranhos, mas era uma viajante, ninguém acreditava, alguns consideravam ser uma maldição, pois a guerra deixava pessoas loucas após perder entes queridos ou vivenciar experiências terríveis. Mas por que então as palavras sem sentido de uma louca ecoavam repetidamente na mente como se quisesse dizer algo relacionado com o que fora dito por Rozan, era algo que Ember não soubera desvendar naquele momento.

O velho então se sentara próximo aos meninos, com o frasco em uma mão e coçando a barba com a outra, se indagara de onde vieram os estilhaços, aquilo não podia ser uma boa predição, coisas ruins estavam próximas de acontecer. Quando resolvera tentar deslacrar e abrir o pergaminho, um trovão se alastrara, o barulho fora extremamente alto e o vento fez com que todas as velas e o fogo da cabana se apagassem, trazendo a escuridão. Os garotos continuaram a dormir como se tivessem acostumado ao barulho da tempestade.

Mas Ember jurara que naquele instante sentira um presságio sombrio sobre o futuro. Em seguida, ascendera uma vela com as faíscas da lareira e tentara deslacrar a garrafa com o pergaminho, era estranho, pois não conseguira, era como os meninos haviam contado, um material diferente. Mas já estava tarde, a decisão mais sensata era de dormir, ou pelo menos tentar, tudo aquilo podia ser apenas cansaço de uma velha mente desgastada. Logo, guardara a garrafa no armário do quarto e então se deitara para dormir.

Se bem que seria uma noite de insônia, o velho estava preocupado, pois o pergaminho poderia ser algo que atraísse a atenção de pessoas importantes e trouxesse sangue ao local. O barulho da chuva estava diminuindo, havia um som diferente, parecia com passos pesados nas poças de água do lado de fora da cabana. Ao espiar, Ember se deparara com soldados da vila caminhando, era anormal aquele tipo de movimentação, um local remoto e pacífico não fazia necessária a ronda de soldados. Entretanto, a anormalidade poderia estar envolvida com os estilhaços na praia.

O maior medo de Ember era de ser incapaz de defender e ajudar a neta. O velho tinha segredos obscuros e sabia que os mesmos poderiam ter consequências capazes de afetar Sophia, que buscava tanto proteger. Caminhavam ali três soldados da vila, porém, havia outro que não era do local, a julgar pela armadura era da Cidade Real. A barba e os cabelos longos de Ember eram parte de um disfarce, as chances de alguém o reconhecer eram remotas, mesmo assim o velho agia com precaução. Decidira ficar ali quieto, como se estivesse dormindo, os soldados da vila o conhecia e não o incomodaria a não ser que fosse algo urgente.


Notas Finais


Esse foi o 1º capítulo de 40 que preparei para a primeira parte. Até o momento escrevi 38 capítulos e ainda falta finalizar a primeira parte da história. Resumidamente, após o primeiro capítulo Gael e Erick acabam se separando cada um em uma jornada diferente em que buscam se preparar para o início de uma guerra e a queda de Zorva.

Zorva basicamente é detalhada melhor nos capítulos seguintes como o reino que consiste na união de 4 cidades.


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