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História O Destino do Amor (TaeKook) - Capítulo 10


Escrita por: myuniversetk

Capítulo 10 - Um enigma ao luar


Quando a estória de amor de Taehyung e Jungkook começou?  Namjoon certa vez disse que “Taehyung e Jungkook são a mesma pessoa em corpos diferentes”. Apesar das diferenças evidentes de personalidade, eles pareciam se encontrar em pontos que os faziam parecer a mesma pessoa.

O gosto pelo mesmo estilo de música em forma de uma playlist que eles nunca compartilharam com ninguém, o modo como gostavam de se divertir, a construção da linha de pensamento para diversos assuntos, a voz que até mesmo os membros confundiam às vezes sem saber distinguir quem era quem. E, nos últimos anos, os traços fisionômicos começaram a ficar parecidos. Era assustador, quando por brincadeira, muitas pessoas juntavam as metades do rosto de cada um e formavam um único rosto, quando era feito  o enquadre de uma só face, tornando impossível distinguir se era o Tae ou o Jeon.

Quando adoeciam, de uma forma impressionante, o outro também começava a ter os mesmos sintomas, fosse uma gripe ou um problema intestinal.

-Os dois sabem dissimular da mesma forma e com os mesmos argumentos! -  Era a opinião geral dos membros, dos gerentes e do próprio Bang, o chefe, dono da empresa.

Eles costumavam ter as mesmas opiniões em termos de ética, respeito, sobre  liberdade e sobre o amor.

Enfim... Namjoon tinha razão.

Como se a música vivesse dentro de cada um deles  e fizesse uma única  dança, como se as palavras escutassem seus segredos e não calassem. Eles aprenderam desde cedo a se conhecer,  a confiar e também a silenciar e a se esconder quando começaram a se amar.

-Nós somos um sol, sob o luar! - Eles diziam, brincando, quando desde que se conheceram, juraram ser amigos para sempre.

Desde cedo aprenderam  a perceber que um era o lugar seguro do outro.

Assim como sabiam quando algo estava errado, ruim ou sofrido, mesmo que não soubessem o porquê.

**

De volta ao presente....

Kim Taehyung abre a porta da imensa varanda da sala de jogos, de onde se pode ver o jardim da casa.  O ar frio invade o ambiente e Taehyung agasalha-se em seu sobretudo fechando seus botões.

-Nunca sabemos o tempo que perdemos até que ele termine... ou passe e nos deixe sozinhos.  Você concorda, Kookie? - Pergunta Taehyung ao seu assistente.

-É verdade, senhor. - Seu assistente responde.

-Veja Kookie, tudo tem mesmo seu tempo, não é? Por mais que cuidemos de algumas flores, elas só nascerão na sua hora e  na sua estação. Mas, elas provavelmente morrerão se forem cuidadas na época errada, não é? - Pergunta Taehyung ao Kookie.

-Sim. Tudo no seu tempo e no seu modo. - Responde seu assistente.

-Eu ficava muito irritado e logo desistia  quando não conhecia algo. Quando não tinha o conhecimento necessário de qualquer coisa. Fosse uma informação sobre música ou quando eu ainda não  dominava uma  coreografia e precisava treinar muito para aprender. Eu sempre queria desistir  nas primeiras dificuldades.

- O Jeon, não. Ele ficava curioso, observava e persistia até compreender e dominar o que tinha que ser feito. Ele era simplesmente incansável. Um dia  fomos gravar para um reality e precisávamos surfar. Jeon não sabia nadar, muito menos, surfar. Ele ficou à beira mar e só conseguiu entrar um pouco na água.

-“Sou um otário mesmoo! Todo mundo sabe nadar, menos eu!” Ele disse na ocasião”. Naquele dia ele resolveu aprender natação e mergulho. E aprendeu, tempos depois - Relembra Taehyung.

-Era também o primeiro a pedir desculpas e a chamar para conversar. - Diz Taehyung.

Kim Taehyung relembra do dia em que se desentendeu com Jeon na loja de jogos porque não gostou que Jeon tivesse compartilhado com Jimin sobre seu novo nome –JK-, que ele havia escolhido para ser assim chamado daquele dia em diante e foi para casa muito aborrecido, com seu gerente.

No final da tarde de domingo de folga, quando todos voltaram para casa, Jeon tentou conversar com Tae para saber porque ele ficou tão irritado e  não quis ficar com eles para almoçar.

-Tae, você está bem? Você almoçou? Quer conversar comigo? - Pergunta Jeon, para Tae que está deitado em seu beliche.

Tae não responde, mas Jeon sabe que ele não está dormindo.

-Eu sei que você está acordado. Fale comigo, por favor. - Pede Jeon.

Jeon vai até o beliche de Tae e afaga seus cabelos carinhosamente, como sempre faz quando Tae está um pouco aborrecido.

-Não toque no meu cabelo! - Tae retira a mão de Jeon em um gesto que o surpreende,  já  que eles  sempre se tratam com muito carinho.

-Nossa! Por que? Ainda está bravo porque falei do meu nome pra Jimin? -  Pergunta Jeon.

-Não. Não é isso. E não estou mais  bravo com você. - Responde Tae.

-Então... –Jeon não entende.

-Estou de mau humor. Só isso. Você sabe quanto tempo vamos ficar nesse dormitório tão pequeno? - Pergunta Tae.

-Não sei. Nosso gerente falou que vamos ficar ainda por mais ou menos um ano. Vai depender do nosso comeback. Se tudo der certo... por que? - Pergunta Jeon.

-Porque é muito apertado. Muito barulhento. Não posso ouvir música que todo mundo quer dormir na hora, nem acender a luz... só isso. - Responde Tae.

-Hummm... é só por isso?-  Jeon não parece muito convencido.

-Por que você desconfia de tudo, Jeon? Você é da polícia? - Pergunta Tae, sarcástico e aborrecido, mas ainda sem olhar para Jeon.

-Tae, por que  você não está olhando pra mim? - Pergunta Jeon para Tae que mantem a cabeça sob os lençóis.

Tae tira o lençol que cobria sua cabeça e senta-se na cama e olha muito sério para Jeon  e diz:

-Não quero mais que você durma em minha cama, Jeon.

-Por que?? Só temos um celular com jogo! É nossa diversão quando podemos dormir um pouco mais tarde!! Por que, Tae? - Jeon estranha a atitude do Tae que sempre compartilha com ele seu celular na hora de jogar, antes de dormir. E quase sempre, acabam dormindo na cama de Tae.

-Porque não. Não quero. -  Responde Tae.

Depois desse dia eles passaram a revezar o celular quando podiam jogar. Mas Tae não se sentia mais à vontade para estar tão intimamente com Jeon. Passou a manter alguma distância física dele embora estivessem sempre juntos durante as suas atividades.

 Tae, na verdade, passou a reconhecer o nascimento de um sentimento por Jeon que não era apenas amizade. Desde o dia da sala de jogos eletrônicos, sentiu que desejava a presença do Jeon de um modo diferente de como gostava da presença dos outros membros. E, principalmente, queria sua atenção só pra si. E não apenas a atenção, percebeu que não gostava que os membros nem ninguém tocasse Jeon.

-Estou enlouquecendo! Que diabos passa comigo??? – Perguntava-se Tae, angustiado.

Acostumados a se abraçar sempre, em sessões de fotos, em ensaios, nos raros passeios que costumavam fazer com os membros quando havia tempo ou mesmo em casa,  Jeon passou também a se policiar já que o amigo Tae  já não lhe dava mais tanto  espaço.

Alguns dias se passaram e chegou o dia do comeback.

Depois de incansáveis horas de ensaio, horas a fio pela madrugada gravando músicas, acertando passos das inúmeras coreografias, ouvindo muitas orientações do staff, recebendo informações precisas de como se comportar diante das câmeras: como olhar, como falar, como insinuar sensualidade sem exageros nas danças, no preparo para entrevistas, escolha de vestuário, com tudo isso,  os nervos de todos estavam à flor da pele.

-Vamos entrar agora, agora! Chegou nossa oportunidade! Vamos dar o melhor de nós! Sabemos que tudo pode e vai dar certo! Não tenham medo!  Estamos juntos e esse é o nosso dia! O dia do Bangtan! –  O líder da banda, Namjoon, incentivava com suas palavras e sua força o grupo que iniciava agora, oficialmente, sua ascensão ao estrelato.

-Jeon , Jeon, eu amo você e todos os membros!  Me desculpe a chatice dos últimos tempos. Não quero que a gente suba no palco com mal-estar, ok? Me perdoe alguma coisa. - Pede Tae, antes de serem chamados ao palco.

-Está tudo bem, Tae. Eu entendo agora. -  Responde Jeon.

-Entende? Entende o que? - Pergunta Tae, curioso.

-Não dá tempo falar agora... só que eu entendo, sabe? Eu estou sentindo o mesmo e.... você sabe...-  Jeon não completa a frase.

-Do que você está falando? - Pergunta Tae.

-Que ... a gente... a gente  fala depois, tá certo? Temos que subir agora. Está tudo bem!  E eu estou feliz! Vamos lá? – Jeon diz, pegando nas mãos de Tae para subir as escadas até o palco.

**

De volta à sala de jogos, Taehyung olha algumas fotografias dele e do Jeon, em uma estante com alguns objetos de esporte, na sala. Ele pega uma linda foto que os dois tiraram na Nova Zelândia quando o grupo gravava uma temporada de um de seus realitys e a beija.

- Hoje  eu fico pensando em quantos dias,  quantas semanas e até meses eu perdi,  eu deixei de viver com o Jeon. Por birras, pequenos atritos, mas principalmente quando eu desconhecia algo e não sabia lidar com isso.

Seu assistente entrou na sala há alguns minutos trazendo café para os dois e ouviu o que Taehyung falou.

-Você já voltou, Kookie? Estava me ouvindo falar sozinho? Está pensando que estou maluco? - Pergunta Taehyung.

- Não, senhor Kim, maluco é quem nunca falou sozinho!! – Os dois riem um pouco dessa observação.

-Veja esta foto, estávamos na Nova Zelândia. Na noite anterior tentamos ver a aurora boreal. E no dia seguinte, quando subíamos a montanha gelada, o Jeon queria tirar os espinhos do caminho para eu não me machucar... será que ele poderia fazer isso agora pra mim? Eu gostaria de ter pelo menos apenas mais um dia com ele....

Taehyung s entristece outra vez.

O senhor quer ver mais algumas coisa na casa antes de ir pra casa? – Pergunta seu assistente tentando não deixar Taehyung tão triste.

-Está bem,  Kookie, vamos agora  entrar em um lugar sagrado desta casa. - Convida Taehyung.

Kim Taehyung e seu assistente entram em uma majestosa sala.  A sala de música da residência.

Uma bela, sofisticada e moderna sala de som/música. O estúdio que eles construíram na casa para produzirem seus álbuns e para viver o que eles mais amavam depois deles mesmos: cantar e fazer canções.

-Esta sala nunca foi aberta depois da partida do Jeon. - Diz Taehyung ao se encaminhar para abrir a sala.

-Senhor, creio que está muito empoeirada, talvez não lhe faça bem. - Seu assistente na verdade está preocupado com o estado emocional do Taehyung. Ele sabe que nesta sala estão fortes e importantes lembranças.

- Não se preocupe Kookie. Eu estou bem... – Taehyung percebe a preocupação do seu assistente.

Taehyung abre a sala, acende a luz e é invadido pela atmosfera mágica   do ambiente que em tudo lembra Jeon. Ele sorri emocionado e leva as mãos ao peito em sinal de amor ao Jeon. Seu assistente o observa discretamente porque sabe como ele está se sentindo, porém também sabe que não pode interromper este momento.

-Sinto ele aqui! Oh, Deus, ele era tão lindo! Tão incrível! Por que levou ele de mim? Fui uma pessoa tão ruim assim para não merecê-lo,  Kookie?

Taehyung sente-se injustiçado pela vida. Principalmente porque considera que viveu pouco com Jeon.

-Achamos que íamos passar muitos anos aqui. A vida inteira... como posso entender isso? Pergunta-se.

-Senhor, por favor, sente-se um pouco. Vou fazer mais  chá. Volto logo. – Seu assistente  se retira para trazer algo para acalmar um pouco Taehyung.

Taehyung olha em volta. Um piano, um saxofone, a bateria do Jeon, alguns kits de  baquetas que o Jeon colecionava na  estante musical,  que foi um móvel feito sob medida para que eles guardassem partituras, letras de composições, alguns livros sobre estória da música e ao lado da estante,  um requintado bar..

Ele olha cada objeto como se estivesse olhando pela primeira vez.

Seu assistente volta com um chá e lhe oferece.

-Ele amava a música tanto quanto amava a vida. Sempre foi curioso e muito corajoso. Enfrentava tudo de frente. Mesmo os perigos da mente, do coração...foi sempre assim desde a primeira vez que falamos sobre nós e nossos sentimentos...

**

No passado...

Após a apresentação que marcou a estreia da banda, todos estavam eufóricos com o sucesso da apresentação.

-Tudo saiu maravilhosooo!!!!!! – Comemora o grupo.

Sim, definitivamente aquele dia entrou para estória profissional e emocional dos sete membros.

-Já temos agenda amanhã cedinho e para os próximos quatro meses. Logo depois, faremos nossos primeiros shows! O líder Namjoon e todo o grupo está radiante porque agora é oficial: O BTS existe e tudo começa pra valer a partir de agora.

-Me encontre no parque, em frente ao dormitório, em uma hora. Tenho um enigma pra lhe revelar. –Jungkook foi breve e exato ao convidar Taehyung para uma conversa logo mais.

-Assim, no meio da nossa comemoração? Ainda vamos pra sala de prática hoje, após o jantar. O que você que conversar comigo? Não pode ser no dormitório? – Pergunta Tae ao Jeon, intrigado com o convite do Jeon.

-Não. Como você disse, lá não há privacidade. –Responde Jeon

-Privacidade? Para que, Jeon? - Pergunta Tae.

-Para lhe responder sobre o que eu entendi. É sobre o que falamos antes de subirmos ao palco. - Responde Jeon.

-Ah... não precisamos mais conversar sobre isso... hoje é só festa, Jeon. - Tae parece receoso da conversa que o Jeon quer ter com ele.

-Vou lhe esperar lá. Sairemos enquanto os membros comemoram. Ainda teremos umas duas horas até ir praticar. –Responde Jeon.

-Não pode ser aqui? - Pergunta Tae.

-Não. – Jeon foi incisivo em sua resposta.

-É um enigma? - Pergunta Tae.

-Não sei. Talvez você já saiba do que se trata.



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