História O destino traz quem te merece - Capítulo 10


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Categorias Originais
Tags Esporte, Shoujo-ai, Surf, Yuri
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Palavras 1.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 10 - Peixe Agulha.


Fanfic / Fanfiction O destino traz quem te merece - Capítulo 10 - Peixe Agulha.

Após a piscina que circulava o espaçoso terraço da casa, existia uma área coberta por grama, e um amplo deck de madeira que se estendia até a praia, nessa altura, estreitava e invadia o mar. No final do deck, um pergolado de madeira confortável e protegido por um toldo. Tinha mesinhas, e cadeiras grandes acolchoadas, tornando deveras aconchegante. Era nelas que meus pais estavam, desfrutando de um bom vinho com fondue de queijo, e observando nosso desastrado movimento na areia molhada, oferecido pela maré baixa.

 

Apesar de ser noite, a praia estava iluminada, pela união dos refletores das casas aos redores e da lua que estava em todo o seu esplendor. O orelhudo brincava correndo atrás de alguma espécie de pássaro, o Ricardo testava o lampião, enquanto eu e os meninos brincava de guerra de sargaço.

 

Vocês já ouviram falar em “fachear”? Não? Eu também não até completar 12 anos. Mas devem estar curiosos. Fachear era um método de pegar peixa agulha. Precisava apenas de um lampião, e um puça, ou gerere, em outras palavras aquele negócio que pega borboleta. Basicamente você procura na maré baixa, algum cardume e clareia, elas normalmente ficam paralisadas com a luz, nessa hora você usa o gerere para pega-las. Mas, às vezes, elas reagem e pulam em você. Por isso é preciso ter cuidado.

 

Depois de calçar nossos tênis, entramos na água. O biri-biri ficou nos esperando na beira. Os meninos usavam bermuda e camiseta, eu estava de biquíni com uma blusa por cima. Com a água até os joelhos, procuramos por toda a extensão perto da casa, até o Francês dá um chilique:

 

- Meu irmão! Acho que pisei em alguma coisa. - Soltou dando um pulo e indo para trás do Ricardo.

 

- Deixa de ser medroso! - Soltou o cabeludo rindo.

 

- Ricardo, ilumina aqui… - Falou apontando.

 

- Não tem nada, só coral. - Respondi. - Pode ter sido um carangueijo. -

 

- Não sei! Mas tinha alguma coisa, sério mesmo. Senti se mexer. Caralho de novo! - Falou dando outro pulo.

 

- Eita, acho que têm algumas aqui.. - Apontou Gui. Fazendo o francês ficar desesperado, andando para um lado e para o outro.

 

- Fica quieto! - Soltou Gui, gesticulado para o Coroa iluminar o lugar.

 

O Ricardo iluminou e surgiu um monte de agulha. Por conta da claridade elas paralisaram, assim nos quatro usamos os gereres. Conseguimos pegar um monte, mas algumas conseguiram saltar, e pularam em cima logo de quem? Do Rafa! Por sorte não o machucaram, apenas deram um susto no francês que jogou o gerere longe e saiu correndo para a praia gritando.

 

Soltamos uma gargalhada sonora.

 

Com ele agora fazendo companhia ao Biri. Conseguimos pegar um monte de agulha, o suficiente para fazer um banquete.

 

 

* ** *

 

 

Ainda era madrugada, quando o despertador apitou, acusando: 4:00. Jogamos poker a noite toda, foi maravilhoso me diverti com todos, principalmente com meu pai. E embora não tinha dormido quase nada, despertei, e estava pronta para pegar onda.

 

Com o tempo ainda escuro, admirei a praia das grandes janelas que meu quarto possuía. O mar estava perfeito, volumoso, com ondas tubulares vindo em série. Respirei fundo, adorava aquela sensação, aquela brisa suave que tocava a pele, aquele cheiro praieiro. Não existia no mundo algum cheiro melhor do que aquele, exceto… deixa para lá.

 

Prontamente me arrumei colocando um biquíni, por cima uma camisa neoprene branca. Antes de descer, entrei no quarto dos meninos. Estavam todos reunidos no quarto de hóspedes.

 

- Acorda, cabeludo! - Chamei mexendo em seu braço. Ainda sonolento, se espreguiçou. - Acorda os outros... Tô esperando na cozinha. - Concluir.

 

Junto com o Biri, desci e para nossa surpresa, Dr Mauricio, e o Ricardo já estavam na cozinha. Desfilavam pela sala de jantar e a cozinha, servindo o café da manhã. Mas o que mais me surpreendeu era que o meu pai estava arrumado, como se fosse trabalhar.

 

- Olha só… não é todo dia que vejo uma cena dessas! - Falei, me escalando para ajudar. Eles me perceberam e falaram quase juntos um bom dia.

 

- Filha, surgiu uma emergencia… - Iniciou. - Um grande amigo meu, que aliais, ontem descobri que se trata do pai do seu amigo Vinicius. - O encarei surpresa.

 

- Que mundo pequeno! - Soltei

 

- Eu conheço a Cirilla, sabia que tinha um garoto também, mas nunca tinha o conhecido!- Completou. - Enfim, ele me ligou, dizendo que precisa de um anestesista. Um paciente dele, vai ter que fazer uma cirugia necessária agora pela manhã. - Falou enquanto reparava minha cara decepcionada. - Mas, antes do almoço, eu chego. - Concluiu dando um beijo na minha testa e se dirigiu para fora da casa.

 

Já estava claro quando pisamos na areia branquinha. A praia estava deserta. Por isso agradeci sentando com a prancha no colo, observando e avaliando o mar, enquanto passava parafina.

 

- E aí! Manda as ordens. - Soltou Frances.

 

- Beleza! - Falei ainda observando o mar. - As ondas estão quebrando muito naquela parte.. - apontei. - Provavelmente fundo raso com coral, então a gente vai evitar aquela parte. - Completei colocando o step no pé. - Vamos nessa! -

 

Deixamos o Ricardo em uma das choupanas cuidando do orelhudo e entramas juntos no mar. A arrebentação estava pesada, mas acostumada, sem dificuldades conseguir passar e me sentei na prancha já posicionada em uma área segura. Tendo uma visão privilegiada, vi os meninos sofrerem para passar das ondas. Mas depois de alguns minutos, ofegantes, eles me fizeram companhia. Achando graça, vi o Gui pegar a primeira onda.

 

“Até que ele manda bem!”

 

Pensando isso, uma onda perfeita se aproximava, essa era minha, por isso me posicionei e remei. Quando a onda me levou, levantei na prancha, fazendo o contorno, passando a mão na onda, concluiu o tubo jogando o cabelo molhado para trás e pulei para fora.

 

Passando algumas horas, os meninos resolveram parar, afinal uma boa parte da manhã havia passado e com ela, a tranquilidade também. Pelo que podia perceber, a praia não estava mais vazia. Aos poucos foram chegando pessoas. Quando dei conta, a praia esteva cheia. Depois que matei um pouco mais a minha secura, decidir me juntar a eles.

 

Esperei uma onda vim e me dá carona.

 

Com a prancha debaixo do braço, trotei em direção a eles que estavam de baixo da mesma choupana oferecida perto do deck da casa. Pareciam animados em conversas descontraídas. Fui desviando de algumas pessoas. Chegando mais perto, pude ver umas garotas, estavam deitadas em cangas estendidas na areia. Mas uma em particular me chamou atenção.

 

“Minha nossa senhora!”

 

Aquela garota definitivamente tinha o dom de prender toda a minha atenção. Sentada, de forma que suas pernas estavam cruzadas. Ela se divertia alisava o orelhudo que estava praticamente em cima dela, todo derretido naqueles carinhos.

 

“Biri-biri seu filho da mãe esperto!”

 

Sentindo uma enorme inveja do orelhudo, fui me aproximando e percebendo ainda mais os detalhes. Cirilla usava um biquini estampado tomara-que-caia – mesmo! Óculos escuros grande e estiloso. Uma parte do seu cabelo estava preso de lado e ela tinha pintado suas unhas enormes, agora eram de cor nude. Engoli em seco, era apenas eu que estava sentindo, ou estava demasiadamente quente. Quando eles me perceberam, não foram os únicos.

 

- Karina! Karina! - Chamaram algumas meninas ao meu lado. Sorri simpática, aceitei em tirar fotos. Mas meus olhos não desviavam daquela figura com meu cachorro. Infelizmente, por conta do seu óculos não conseguia saber para onde ela estava olhando. Mas seu rosto estava firme em minha direção.

 

Tirei algumas fotos com algumas meninas, e quando mais eu tirava, mas apareciam gente querendo. Assim foi formando uma proporção gigantesca, até o coroa, junto com meninos me escoltaram até em casa.

 

- Ah, Ka! Estragasse o nosso bronze! - Soltou a japa rindo enquanto subimos as escadas do deck, dando de cara com a piscina.

 

- Sorry! - Falei cumprimentando ela com um beijo na bochecha. Fiz o mesmo com a Larissa e por fim, quando foi a vez da Cirilla, ficamos no empasse, ela virava o rosto, quando eu ia beijar e sucessivamente. Mas logo tive sucesso, e dei um beijo na sua bochecha.

 

- Pensei que vocês não iriam vim! - Falou o cabeludo.

 

- Ah, conseguimos terminas as coisas antes do esperado.- Falou Ciri sentando nas espreguiçadeiras junto com as menias. - Além disso o Mauricio convenceu nossos pais! Nossa, morria e não sabia que eles eram os pais da karina! - Completou.

 

- Né isso! - Descobri ontem! - Soltou Viny.

 

- Vamos, Cabeludo! Guardar as belezinhas! - Francês disse se referindo as pranchas. Antes de ir com eles, o Ricardo se ofereceu para guardar a minha e depois falou:

 

- Alguém quer file de peixe agulha!? -

 

- Seria uma boa com uma geladinha. Vou pegar. - Gui se prontificou.

 

- Eu te ajudo! - Sayuri se ofereceu.

 

Aproveitei para tomar um banho de chuveirão, tirar a água salgada. Estando no chuveiro, tirei a blusa neoprene. Senti minhas costas queimando, me virei e peguei a Cirilla me fitando. Embora, continuasse com seus – chatos - óculos escuros. Se mostrou evidente para onde o seu rosto apontava.

 

Sendo alvo dos seus olhares entrei na água com um sorriso safado.


Notas Finais


Mau a demora, vou tentar correr com o próximo!


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