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História O Dezembrista - Capítulo 1


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Notas do Autor


Fiquei por muito tempo sem escrever nada por Aqui, espero que gostem.

Capítulo 1 - Piloto


Fanfic / Fanfiction O Dezembrista - Capítulo 1 - Piloto

Se sensibilizar por pessoas condenadas a morte não é uma tarefa muito fácil, porém capturar seus últimos passos que o levam a execução pode ser angustiante. A condenada em discussão havia matado sua filha, a torturou por vários dias e como se já não bastasse toda a crueldade, a garota foi a óbito devido a fome. Após todo o bárbaro crime, ela esquartejou a menina e a enterrou em seu quintal. Um crime chocante e que a levou a cadeira elétrica.

O detetive encarregado no caso chama-se Leonard Stuart, ele e mais dois detetives conseguiram solucionar o caso através de uma linha de investigação que durou aproximadamente três meses. Sophie Charlotte foi detida em sua residência após pedaços do corpo da menina serem encontrados em seu quintal. Lucie, tinha 5 anos e estudava na escolinha da redondeza, fazia balé e tinha vários amigos.

No julgamento, Sophie declarou inocência até o último instante, porém, tudo indicava que aquele crime brutal havia sido cometido por ela. Denotava em seu semblante que algo a perturbava, talvez o resultado do julgamento ou quem sabe, um distúrbio mental. Muitas perguntas foram feitas naquele tribunal, mas no final não houve qualquer dúvida de que Sophie matara de forma covarde sua própria filha. Morte foi sua sentença final.

Sábado 28 de Agosto, dia em que Sophie Charlotte passaria pelo corredor da morte e, dali voltaria em completa ruina. Um conselheiro espiritual estava presente, uma mulher de aproximados 40 anos. Elisabeth Bishop faz aconselhamento desde os 25 anos de idade. Sua existência é assegurar que todos os "filhos de Deus" o aceitem enquanto ainda há tempo. Nem sempre uma tarefa fácil, deve-se pressupor, mas ela não se importa com mínimos detalhes.

Sophie, segue acorrentada e com dois policiais ao seu redor. Ao adentrar a saleta com cores mortas e desinteressantes, a mulher foi colocada sobre a cadeira fria.

_Como sua conselheira, devo dizer que ainda há tempo para se redimir de seus pecados. -Um som ecoou fora do recinto, um homem de cabelos grisalhos e pele ressecada parecia gripado. Os olhos de Elisabeth voltaram a mulher ainda sentada. -Tudo o que me disse, diga a eles.

Sobre a cadeira elétrica, Sophie recorda tudo o que viveu com sua filha, lágrimas escorrem pelo rosto. Mesmo que solta, jamais viveria da mesma forma sem ela. Nunca voltaria a vê os olhos azuis e os lábios rosados de sua menina. Pensou com um pequeno sorriso nos cachos que cobria os ombros da pequena Lucie.

A morte era sua melhor solução.

A cadeira elétrica surgiu por volta de 1890 e através dela, uma violenta corrente elétrica atravessa o corpo do condenado, devastando órgãos vitais como o cérebro e coração.

_Meu último pedido é falar com a detetive Katherine Mackenzie.. -Olhou então para o homem que a preparava para o grande espetáculo. Ele lhe pusera eletrodos pelo corpo e um capacete de metal. Aquele procedimento consistia em levar eletrodos em partes vitais do corpo e assim, garantir uma morte rápida. Era preciso também que os eletrodos estejam molhados, assim a corrente de energia passa com mais facilidade para o corpo.

_Desculpe, mas quando solicitado a senhora o último desejo, o recusou de maneira grossa. Não há nada mais que eu possa fazer. -O último acessório da morte foi colocado na mulher, sobre seu coração.

_Eu preciso falar com ela. Não posso morrer antes disso. -Uma voz rouca foi solta de sua parte. -Um vídeo... Um vídeo é tudo que eu preciso. Me dê poucos minutos! Por favor!

Uma platéia agoniada pela ansiedade de vê a morte daquela mulher, uiva atrás da parede de vidro. Imaginava-se que um castigo daqueles ainda era pouco para a mãe que causou a maior barbaridade da cidade. O senhor que falado há pouco, sentia seu coração pesar, sua única filha fora parar na cadeira elétrica. Em sua mente era o correto. Afinal, ela havia matado sua única neta e essa era a maior dor que Sophie podia lhe causar. Um assassinato por outro...

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Havia uma xícara sobre a mesa redonda, nela continha uma pequena dose de café. Ainda sobre a mesa, dois pacotes de biscoitos de distintas marcas e uma jarra de suco de uva a ocupava.

Havia um garoto pondo-se a comer o seu lanche, seu nome é Christopher. Meio desajeitado, pega seu suco em um recipiente de plástico. Com a mão direita puxa desesperadamente os biscoitos e os come. Os olhos castanho claro perseguia o jovem felino que brincava pelo chão e, irrequieto Christopher dentava o lanche para que logo em seguida pudesse fazer companhia ao gato. Olhou a sua frente e viu que a mãe estava mais uma vez em sua rotina diária, novamente teclava palavras desconhecidas por ele em seu notebook. Trabalhava muito e ele entendia que era para o bem de ambos, mas por outro lado, nada justifica a ausência total de sua mãe.

_Acho que posso te levar ao parque mais tarde, o que acha? -Um semblante fadigado salientou na jovem, porém, entendia que seu filho carecia de sua presença.

_Não precisa, mamãe. Não se preocupa. -Christopher mal fitou os olhos da mãe. Removeu outro biscoito do pacote e novamente voltou o olhar ao gato. _O papai disse que vai me levar para passear a noite.

_Entendo... -Uma fisionomia cansada se pôs na garota, sabia que havia falhado mais uma vez com o menino. _E se eu te levar para almoçar, tudo bem?

Christopher deu de ombros, não fazia muita questão quanto a isso. Ela suspirou e então voltou seu olhar ao notebook, buscando terminar o imenso relatório que parecia não finalizar. Seu celular tocou no fundo no cômodo, a moça suspirou, levantou-se e seguiu em direção até ele. Não havia contato arquivado em seu celular, porém, ela sabia exatamente de onde era a ligação.

_Pode Falar...



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