História O Dia Das Pistas - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mini-fic, Original, Romance, Yaoi
Visualizações 3
Palavras 551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês, espero que gostem.
Um abraço.

Capítulo 2 - Dois


 

- II -

Assim que bato a porta desejo no mesmo segundo não ter existido. O carro cheira a perfume importado, os vidros são muito escuros e ele está vestido como se fosse um modelo profissional voltando de um desfile. Ele não fala nada, olha irritado para mim, depois recolhe seus glóbulos verdes à estrada.

Veste uma camisa polo, calça jeans apertada e está usando a mesma pulseira no braço direito que ele usa desde o fundamental.

 

 

- Você sabe para onde vamos? - pergunto, meio entredentes.

 

 

- Xavier mandou as coordenadas. - comenta, o tom seco.

 

 

 

Xavier é o nosso professor de Filosofia. Sim, ele ouve muitas piadas sobre o X-Men.

 

 

***

 

Estamos há um bom tempo na estrada e tenho a impressão que se passaram dias, décadas, milênios. Tenho quase certeza que se o CD de Iron Maiden não acabar, eu vou me atirar pela janela. E é aí que o carro para.

 

 

A paisagem é realmente surpreendente. Parece um jardim que permanece sempre no inverno, mas resiste bravamente aos golpes do tempo. Tenho a impressão que ele também está admirado.

 

 

- Eu acho que é aqui. - comenta ele, desligando a ignição.
 

Uma casa abandonada a quilômetros da cidade. Claro, por que não? Xavier adora nos convocar para experiências assim sem nenhum objetivo aparente. Da outra vez, Lolla e eu ficamos duas horas em uma barraca de churros até descobrir o significado filosófico.

 

 

Eu vou facilitar para você: a vida é como um churros, muitas vezes é doce, gostosa, mas pode fazer mal.

 

 

Admito, foi uma bela sacada. Se não tivessemos penado para chegar a essa conclusão.

 

 

- Você vem ou não? - ele pergunta, já a muitos passos a frente.

 

 

- Vou sim. - digo, tentando ignorar o fato que ele é cheiroso e que fica visualmente bonito de costas.

 

 

 

***

A porta de madeira abre em um baque. Finalmente, depois de tanto tentarmos empurrar, ela cede. O breu toma conta do ambiente, deixando apenas um feixe pequeno da luz do sol atravessar por um buraco na vidraça das janelas vitorianas. O canto cheira a poeira, mofo e perfume importado.

 

 

- Que porra é essa? - reclama ele.

 

 

- Olha, você tirou as palavras da minha boca. Xavier foi longe demais. - comento, enquanto puxo uma cortina despedaçada, clareando mais a sala.

 

 

Repito isso com as outras e em pouco tempo já podemos ver onde estamos. Um chalé. Com poucos móveis, um lustre desfalcado e pelos resmungos dele, sem sinal de internet.

 

 

- O que ele espera que façamos aqui? Morramos de fome e de sede? - pergunto, enquanto procuro alguma geladeira.

 

 

Quando volto ouço a porta bater e o som do carro. Quando um vento forte assanha o meu cabelo e em questão de milésimos de segundos, uma grande tempestade assola o chalé, fazendo com que eu imediatamente encontre um lugar seguro para ficar.

 

 

Fecho os olhos, enquanto ouço os rangidos altos da instalação de madeira. Sinto o chão balançar e o lustre velho despenca, despedaçando-se. Pego o celular e tento discar para os bombeiros, mas a ligação cai.

 

 

Quando estou pronto para gritar de desespero, sinto um ar gelado e sou agarrado e jogado para o lado, bem na hora que uma estante mergulha em minha direção.

 

 

 

E é nessa hora que a tempestade para.

 



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