História O dia em que mundo acabou - Capítulo 6


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Sci-fi
Visualizações 106
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E enfim chegamos a última atualização do dia. Muitos de vocês devem saber sobre as última decisões (equivocadas) do spirit e, por conta disso, eu resolvi criar uma conta no ao3 e possivelmente migrar para lá. Esse mês ainda eu devo postar duas fanfics exclusivas lá (uma Chanbaek e uma Hunhan. diga-se de passagem) e caso vocês tenham interesse, aqui está o link vai estar nas notas finais.
Deixo aqui meu muito obrigada à Senpai por ter betado essa maravilha. Boa leitura :)

Capítulo 6 - Six


[ Ano 2151 – Em algum lugar entre a Terra e a Colônia ] 

 

Três anos terrestres haviam passado desde que aquela viagem havia começado, entretanto, segundo Kris, pouco mais de dezoito meses tinham passado naquela nave. Baekhyun e Chanyeol não se sentiam mais velhos do que quando entraram no compartimento de fuga, mas sentiam que o tempo confinados naquele cubo metálico havia mudado-os de tantas formas que era difícil não notar.

A começar que, desde que passaram a dividir a cama, a relação explosiva que tinham estabilizara. Até mesmo a presença, outrora repugnante, do outro tornou-se suportável e, em alguns casos, apreciável para ambos. Byun Baekhyun já não tinha mais a aura arrogante que irradiara por anos, assim como Park Chanyeol perdera o senso sarcástico que carregava desde o momento que pisou na empresa dos Byun.

Entretanto, claro, algumas brigas continuavam a existir. Os dois não podiam negar que eram diferentes demais para evitar conflitos, contudo, tornavam-se cada vez mais rixas bobas por orgulho próprio e velhos princípios que ainda carregavam. Todavia, depois de aproximadamente mil e noventa e cinco dias presos juntos, era mais que óbvio que eles aprenderiam a coexistir pacificamente.

Além disso, algumas coisas auxiliaram em uma certa aproximação entre os homens, algo mais do que só as “tardes” de piano ou as noites de tacos que faziam juntos para passar o tempo — uma vez que, conforme a viagem avançava, mais tedioso parecia eles viverem naquele tipo de ambiente, isolados.

No centésimo quadragésimo quinto dia do quarto ano de viagem, o dia começou de forma atípica. Os barulhos altos começavam pouco a pouco a chegar aos ouvidos de um Baekhyun sonolento que havia deitado exausto após uma longa noite jogando com seu parceiro de nave.

Levou alguns longos minutos até que ele identificasse que sons estranhos eram aqueles e alguns mais até conseguir identificar a voz do amigo robótico em meio ao que pareciam ser sirenes:

— Senhor Byun, nós temos problemas. — Ele dizia, a voz mantinha-se inalterada apesar da expressão horrorizada.

Com aquilo, acordou subitamente, estranhando as luzes vermelhas que caiam sobre seus olhos ainda sonolentos e tentando organizar a mente em meio à barulheira que eram os alarmes de iminência de acidente soando. Apoiou as mãos no colchão, sentindo falta do corpo desmaiado do Park que estava ali no momento em que deitou.

Levantou-se, começando a andar a passos rápidos pelos corredores da nave a procura de algum sinal do maior. Conforme aproximava-se da sala de controle, o som de vozes tornava-se mais nítido e ele começava a conseguir diferenciar cada timbre:

— Nós estamos na mesma, a nave também não responde direito. — Minseok dizia, o leve desespero tomava sua voz.

— Aqui também ‘tá na merda. — A voz de Jongin soou, ele parecia nervoso mas ao mesmo tempo concentrado em algo.

— Chanyeol, você não tem escolha. — Dessa vez foi a voz de Baekbeom que tomou a sala de controle. — Você precisa assumir o controle e tirar a nave dessa merda.

— Eu sei, mas não tenho a chave de controle.

— Porra, Baekhyun! — O Byun praguejou, calando-se ao ver o irmão entrando na sala já batendo os pés contra o chão. — Bom dia, maninho.

— Vai se foder, Beom. — Ele disse ao irmão, pouco antes de curvar-se sobre o painel de controle. — Xiumin, qual nossa atual situação? — perguntou a um dos mais velhos da equipe, seu sono parecia ter sumido na velocidade da luz.

— Da esquadra inteira? — perguntou de volta, recebendo uma resposta afirmativa do chefe. — Estamos presos em uma chuva de meteoros não planejada. Ela surgiu no meio da viagem pelo quadrante três durante a noite e a rota não está conseguindo ser recalculada.

— As demais naves conseguiram passar? — Um ar de preocupação já tomava sua voz, jamais conseguiria perdoar-se caso tivesse colocado o resto da vida humana em perigo.

— Eles estão a salvo, passaram por uma rota sem os asteróides pouco mais de uma semana atrás.

Suspirou aliviado, agora podia tentar pensar melhor, contudo, não achou que teria algo mais para tirar seu sossego naquele momento. Pelos menos não até ouvir a voz de Kyungsoo intrometer-se na transmissão.

— Baekhyun, nós temos mais um problema — disse, tomando a tela da nave do mais velho e tirando os óculos ao olhar na direção de seu próprio monitor. — Na verdade, você tem um problema. — Ele puxou o computador, mostrando os longos cálculos descritos há não muito tempo. — Eu parei pra’ calcular onde estamos por causa dessa nova rota e descobri que há alguns anos luz daqui uma Supernova acabou de explodir, há aproximadamente dois dias. — Engoliu em seco, preparando-se para dar a notícia ruim. — E os fragmentos estão indo na direção de vocês.

— Kris, você consegue desviar sem causar grandes danos à nave?

— Eu não sei, senhor. — A máquina respondeu, fazendo o comandante engolir em seco e tentar digerir toda aquela informação que recebera em um curto espaço de tempo.

— Baekhyun — Ouviu a voz do irmão chama-lo, fazendo-o olhar na direção do monitor que agora tinha o mais novo em tela cheia. —, você precisa deixar o Chanyeol assumir o controle da nave. — Ele negou com a cabeça, ainda não conseguia processar tudo. — Me escuta, eu sei que ele consegue fazer isso. Você precisa confiar nele. — O mais novo bufou ao não receber uma resposta rápida de Hyun. — Pelo amor de Deus, Baekhyun, pare de ser tão cabeça dura.

— Eu preciso… pensar. — Começou a dizer, pouco antes de levar sua mão até um dos botões do painel, dando fim àquela chamada.

O menor respirou fundo, tentando fazer o cérebro voltar a oxigenar. Sentia que poderia desmaiar a qualquer momento devido a hiperventilação que começara sem que percebesse. Não tinha a mínima possibilidade de ele deixar que seu corpo cedesse aquela pressão, não naquele momento.

Após alguns minutos — sem saber quantos exatamente —, voltou a realidade, sentindo algo tocar-lhe sutilmente o ombro. Virou-se lentamente, dando de cara com um Chanyeol sério olhando-o.

— Baekhyun, me deixa controlar a nave — pediu, olhando-o diretamente nos olhos e bufando ao receber uma negativa como resposta. — Porra, Baekhyun, vai continuar com essa merda mesmo quando nossas vidas estão em risco? Eu consigo tirar a gente dessa merda. — Respirou fundo, voltando a olhar no fundo das orbes escuras. — Só me deixa conduzir a nave.

— Tudo bem, como quiser, Park. — Cuspiu a contragosto. Seu cérebro de recusava a funcionar naquela situação e, na pior das hipóteses, acabariam mortos de qualquer maneira. — Kris, ative o modo de direção manual.

— Como quiser, senhor. — A máquina prontamente respondeu e não levou mais que alguns minutos para que o painel de controle mudasse de forma, dando lugar à um de tribulação, ao passo em que a tela tornava-se uma grande janela para o que havia do lado de fora da espaçonave.

— Vá em frente, mostre que Beom não se enganou ao te escolher. — Ele disse, dando espaço para que o maior se sentasse e começasse a conduzir.

O Park começou a apertar alguns botões, chegando cada um dos comunicadores enquanto focava nos grandes pedaços de pedra espacial que locomoviam-se em sua direção. O motor da nave fez barulho, mostrando que ele havia sido de fato ligado e os propulsores começavam a queimar no vácuo o O2 que fora produzido pela própria máquina apenas para isso.

Como se aquele grande pedaço de metal fosse uma grande extensão de seu corpo, Chanyeol guiou com maestria, desviando prontamente de cada rocha espacial que estava em rota de colisão e conseguindo até mesmo sair da linha de alcance do corpo celeste — que até pouco “voava” diretamente para si. Em uma das vidraçarias recém descobertas da nave, Baekhyun pôde ver os fragmentos da Supernova recém implodida que estava destinada a explodi-los sem qualquer aviso. Definitivamente, ele não poderia esquecer de agradecer o Do por aquilo mais tarde.

Após alguns longos minutos de tensão — que na cabeça do menor pareceram ser horas intermináveis — eles, enfim, estavam a salvo, indo por uma nova rota até seu destino final. As luzes da nave haviam voltado ao normal e as sirenes estridentes tinham calado-se no momento em que a possibilidade de impacto fora neutralizada. Baekhyun respirou fundo, tocando o ombro largo do Park como em um agradecimento silencioso.

O modo de piloto automático foi restabelecido pela inteligência artificial da nave, transformando de volta a sala de controle em uma sala comum. E, quase de imediato, os sons da tela de comando soaram, avisando que a equipe ligava.

— Como estamos? — O cientista perguntou, dividindo o olhar entre as quatro telas que pularam na sua frente.

— Seguros. — Jongdae tomou a palavra, respondendo antes dos demais. — E tudo graças aos nossos pilotos — disse, afagando carinhosamente os cabelos do Kim ao seu lado e sendo copiado pelos demais cientistas que concordavam com o que ele dissera.

— Mas a pergunta é: como vocês estão? — O Kim perguntou, sem afastar-se do carinho sutil e discreto que recebia do mais velho, olhando as gotículas de suor ainda presentes nas testas de ambos naquela nave.

— Salvos e fora de qualquer possibilidade de colisão. — Baekhyun disse, mordendo o lábio inferior e engolindo o orgulho antes de pronunciar a próxima sentença. — A propósito, Kyungsoo — chamou, engolindo em seco. — Obrigado.

Os demais na vídeo chamada o olharam embasbacados, jamais haviam visto o chefe falar aquelas palavras de forma espontânea como daquela vez.

— Por mais que eu esteja surpreso com isso. — O Do abriu um pequeno sorriso de lado, quase tão prepotente quanto o comum do amigo. — Mas acredito que não seja a mim que você deva agradecimentos.

Um silêncio tomou o cômodo. Todos os presentes naquela conversa sabiam a quem Kyungsoo se referia, mas não queriam dizer nada com medo de um possível surto do Byun mais velho. A fim de dar fim àquela tensão, quase palpável, criada pela fala do Do, Beom coçou a garganta, preparando-se para tomar a fala:

— Bem, agora que já sabemos que estamos todos bem — disse, aliviando aos poucos o clima. — Podemos voltar aos nossos afazeres normais, não é? — Os sete homens assentiram, despedindo-se pouco depois e desligando a chamada. — Maninho, — chamou, conseguindo a atenção do mais velho para si. — Você sabe o que fazer. — E por fim desligou, deixando os dois homens a sós em um silêncio absoluto.

Pouco depois do final da chamada, Baekhyun fez menção a sair da sala, quase que de fininho para não ser percebido. Entretanto, a voz grave de Chanyeol tomou o ambiente antes que pudesse fugir como queria.

— Você realmente acha que pode sair assim? — Ele perguntou retórico, vendo o outro engolir em seco devido à fala repentina. — Nós precisamos conversar, Byun.

O Park cruzou os braços e manteve o corpo entre o menor e a porta, impedindo-o de escapar enquanto fitava-o friamente.

— Sobre o quê?

— Por favor, Baekhyun — pediu, rolando os olhos. — Não é hora de se fazer de sonso, você sabe muito bem.

— Tudo bem, Park. Obrigado por ter tirado a gente daquela merda. Você estava certo sobre suas habilidades e eu não deveria ter duvidado de sua capacidade. — O mais velho disse sem pausa, praticamente cuspindo as palavras. — Era isso o que você queria?

— Em partes sim — admitiu, dando de ombros. — Porém, não é só isso. — Suspirou alto, descruzando os braços e olhando de forma menos dura para o menor. — Nós precisamos parar com essas brigas por orgulho, Baekhyun.

— Eu não sei do que você está falando — disse, dando de ombros.

— É disso o que eu estou falando. — Ele riu sem graça, tudo aquilo parecia uma grande piada. — Você precisa perder a merda desse ar de superioridade que você tem, Baekhyun! Você não é mais o fodão.

— Moleque, eu… — Tentou interromper, entretanto, logo foi silenciado pelo outro.

— A começar por esse “moleque”, você me trata como uma criança de cinco anos, Byun. — Voltou a dizer, andando calmamente na direção do menor que recuava sem perceber. — Nós dois estamos juntos nessa, queira você ou não. — Em uma jogada rápida de corpo, ele prendeu o homem na parede que outrora estava do outro lado do cômodo. — Eu preciso de você e você precisa de mim, hoje foi só a prova disso. — Abaixou o tom de voz gradativamente, ficando quase intimidador. — Você não é o centro do universo, Byun. 

Ele não conseguia respirar direito devido à perigosa aproximação entre os dois. Levou as duas mãos até o peito de Chanyeol, abrindo bem os palmos sobre a camiseta branca que cobria o tronco alheio e o empurrou para trás, afastando-o de si.

— ‘Tá bom. Você está certo, Chanyeol. — Ele admitiu muito a contragosto. Sabia que estava errado naquela história. — O que você sugere?

— Eu proponho uma trégua — disse, arrumando a postura e deixando que um sorriso ladino tomasse seus lábios. — Sem brigas por orgulho. Sem esse seu tomzinho arrogante. Sem esse olhar prepotente. — O sorriso aumentou alguns centímetros. — Eu sei que você não é só esse playboyzinho mimado.

— Só eu tenho que mudar, Park?

— Vai ser algo mútuo, Baekhyun. — Deu de ombros. — Me diz o que você quer que eu mude.

— Seu sarcasmo irritante. — Começou, pensando um pouco antes de seguir destilando seu veneno. — Esse ar arrogante que você também tem. E, principalmente, esse maldito sorriso que você sempre dá quando tem razão. — Bufou, sem sequer perceber o que havia dito no final.

— Eu posso mudar isso. — Seu sorriso aumentou ainda mais com a confissão despercebida. — Então, nós temos um trato? — Ele estendeu a mão para o mais baixo, que olhou bem para o palmo antes de esboçar qualquer reação.

— Temos um trato. — E apertou o membro estendido, firmando o acordo recém feito.

Após três longos anos confinados naquela nave, brigando por coisas sem sentido e orgulho, Chanyeol e Baekhyun finalmente haviam chegado a um momento de trégua. A partir dali, ambos esperavam que a paz conseguisse reinar naquele grande pedaço de metal, apesar de acharem que não duraria mais que algumas semanas. Afinal, se nada desse certo, eles teriam que se aturar por apenas mais mil quatrocentos e sessenta dias, aproximadamente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado :) Vejo vocês nos próximos capítulos
Dúvidas, perguntas e amorzinho:

- https://twitter.com/bobbohu
- https://curiouscat.me/bbyun
- https://archiveofourown.org/users/bobbohu


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